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quarta-feira, 27 de junho de 2012


Atenção com a tosse continua em Sorocaba

Seis pessoas já apresentam tuberculose e estão em tratamento; enfermeira alerta para os sintomas 


Fonte: AGÊNCIA BOM DIA
  
O  inverno chegou para valer em Sorocaba com as temperaturas mínimas batendo na casa dos 10º nas madrugadas e pulando para mais de 22º durante o dia.

Essas mudanças bruscas são responsáveis pelo aumento dos chamados resfriados, gripes e outras doenças respiratórias. O problema é que enfermidades  mais sérias, como a tuberculose, podem aparecer e a pessoa achar que é apenas um resfriado. Por isso, atenção com a tosse que dura mais de 15 dias.

A enfermeira Valquíria Carnio Gomes, coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, explica que a pessoa que apresentar tosse por duas semanas ou mais deve procurar a rede municipal de saúde, por meio das 30 unidades básicas, para ser atendida.

O lema da Secretaria Municipal de Saúde é simples: quanto mais conhecimento a pessoa tiver sobre a tuberculose, mais fácil serão os cuidados de prevenção. Em Sorocaba, a Secretaria  de Saúde detectou seis casos neste ano e os pacientes já iniciaram o tratamento.

A Campanha de Busca do Sintomático Respiratório, ocorrida há três meses, colheu 362 amostras do exame de escarro, realizado para detectar a doença. Essa campanha teve como motivação o Dia Internacional da Tuberculose, celebrado em 24 de março.

No Brasil, a doença baixou o  índice de casos em 3,54% no ano passado se comparando com 2010. Mas ainda há cerca de 70 mil pessoas registradas com a doença. Foram 71.790 (2010) e  69.245 (2011).

Sintomas 
Conforme a médica Sandra Melo, que atende na Unidade Básica de Saúde do bairro Paineiras, zona norte, em geral, a rede municipal de saúde é a primeira porta de entrada para o paciente  de tuberculose. “Os primeiros sintomas que apresentam são febre noturna com tosse e expectoração e emagrecimento”, detalha.

A médica afirma que o contágio da doença é feito entre pessoas, da mesma forma que se pega gripe, ou seja, pelo ar. Segundo ela, em “ambiente fechado, muita gente no mesmo lugar, pouco espaço, como nos presídios, por exemplo” são os locais mais complicados. Outros exemplos são ônibus fechados, sala de espera e até mesmo locais de trabalho.

Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, só no ano passado, no Estado de São Paulo, surgiram cerca de 1.200  casos.

Tem cura
A tuberculose é uma doença bacteriana e o tratamento dura seis meses, com medicação diária (quatro drogas diferentes juntas). A cura é completa.

No início do século 20 a cura não era completa e muitos romances, especialmente os brasileiros, trataram a doença como o mal do século. O que era, mas com o avanço da ciência, a cura foi descoberta.

Mas a médica Sandra Melo faz uma ressalva: “O tratamento não pode ser abandonado, afinal o bacilo fica resistente às medicações e o tratamento fica mais prolongado, um ano ou mais, mesmo com a troca de uma ou duas drogas do tratamento inicial. As complicações também são mais comuns quando o paciente abandona o tratamento. Por isso, uma vez começado ele deve ser seguido rigidamente pelo paciente”.

A coordenadora da campanha preventiva em Sorocaba, Valquíria Carnio Gomes, diz os casos identificados foram encaminhados para acompanhamento e tratamento na Policlínica Municipal de Especialidades, onde funciona o programa que mantém um trabalho permanente. “O tratamento é de graça, com antibiótico. Ele interrompe a transmissão para outras pessoas e garante a cura da doença no prazo de seis meses, se seguido corretamente.”


segunda-feira, 25 de junho de 2012


Roraima registra 45 novos casos


Roraima registrou 45 novos casos de tuberculose este ano. Desses, três são casos de retratamento, ou seja, casos de reingresso da doença devido ao abandono de tratamento e de reincidência da tuberculose em pacientes que já tiveram a doença. Os dados são do Sistema de Informações de Agravos e Notificações (SINAN).

Em 2010 foram registrados 127 novos casos e em 2011 este número aumento para 148, um aumento de mais de 14%. Entre 2010 e 2011, foram registrados 10 casos de retratamento. 

De acordo com a técnica da gerência do Núcleo Estadual de Controle de Tuberculose, Angela Maria Felix, nos casos de retratamento, há risco de a doença voltar de forma mais agressiva. Para isso, o paciente deve tomar os medicamentos, todos os dias, sem interrupção, por no mínimo 6 meses. Nos primeiros 15 dias de tratamento a pessoa já não transmite a tuberculose, e com um mês de tratamento a maioria dos sintomas desaparecem. Ainda assim, é imprescindível continuar o tratamento até o final. 

O estado tem investido no tratamento e na capacitação dos profissionais, mas algumas medidas de prevenção também podem ser adotadas pela população como vacinar as crianças com a BCG ao nascer, manter uma alimentação saudável, conviver em espaços onde o ar circule com facilidade e onde a luz do sol também possa entrar.

Toda pessoa com tosse por mais de três semanas deve procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. O diagnóstico é simples e o tratamento é viabilizado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que distribui o medicamento.

Pessoas que moram na mesma casa ou trabalham no mesmo ambiente de alguém diagnosticado com tuberculose também devem procurar a UBS mais próxima de sua casa para uma avaliação médica. 

CERTIFICAÇÃO


A Secretaria Estadual de Saúde de Roraima foi premiada pelo Ministério da Saúde com certificados de reconhecimento do bom desempenho dos trabalhos realizados para o controle da tuberculose nos últimos dois anos. Os certificados são referentes aos indicadores de casos novos com tratamento encerrado, proporção de casos de retratamento e casos de tuberculose testados para HIV. As certificações são das atividades dos anos de 2010 e 2011.