quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PNCT realiza Seminário de boas práticas no controle da tuberculose para a população em situação de rua

Começou, nesta quarta-feira, 12 de setembro, o Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose para a População em Situação de Rua, em Brasília. Com 140 participantes das mais diversas áreas da saúde, assistência social e sociedade civil, o evento tem como objetivo discutir experiências e propor soluções para a promoção da saúde à população em situação de rua.

Durante a cerimônia de abertura, o representante do Departamento de Apoio a Gestão Participativa, Reginaldo Chagas, parabenizou a iniciativa da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) de politizar a pauta do seminário, envolvendo os mais diferentes setores, parceiros, e principalmente o movimento social na discussão. 

Para ele, é preciso integrar as várias políticas no território para que os planos operacionais saiam definitivamente do papel “É importante transversalizar, por exemplo, as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que muitas vezes se comportam como irmãos brigados nos municípios”. 

Algumas populações estão mais vulneráveis à tuberculose. Quando comparadas à população geral, a tuberculose atinge quatro vezes mais os indígenas, 27 vezes mais a população penitenciária e 67 vezes mais os moradores de rua. Atinge 30 vezes mais pessoas com HIV/aids, sendo a principal causa de morte nesta população.

O coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, destacou que além do trabalho focalizado nas populações vulneráveis, a incorporação de novas tecnologias também tem contribuído para o aumento do diagnóstico e, conseqüentemente, da detecção de novos casos de tuberculose nesta população. 

 No entanto, Draurio ressaltou que o problema da tuberculose não será resolvido somente por meio de medidas sanitárias ou biomédicas. “Por ser uma doença socialmente determinada, ela engloba outros setores, instâncias e níveis governamentais. O problema extrapola questões de saúde. É preciso trabalhar a articulação intra e intersetoriais e buscar novos parceiros”.

O representante do Ministério do Desenvolvimento Social, Carlos Alberto Ricardo Jr., reafirmou a necessidade de se ampliar o acesso a serviços e programas de transferência de renda para esta população e destacou os avanços e equipamentos do SUAS no atendimento aos moradores de rua.

Já o conselheiro Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte, destacou a importância de se discutir saúde para a população em situação de rua, buscando concretizar a universalidade e equidade, princípios doutrinários do SUS.  

O diretor do departamento de DST Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco, acredita que houve  avanços nesta temática. No entanto, realçou que é preciso melhorar a articulação entre os setores e a interação com a atenção básica. Além disso, incentivou que os movimentos sociais continuem pressionando o poder público para lidar com as questões relacionadas aos determinantes sociais. 

Participaram da mesa de abertura, o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) Draurio Barreira; o diretor do Departamento de DST, aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco; o coordenador geral de Atenção Básica da Secretaria de Assistência Social, Eduardo Alves Mello; o representante do Departamento de Apoio a Gestão Participativa, Reginaldo Chagas; o conselheiro Nacional de Assistência Social e Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Anderson Lopes Miranda; o representante do Conselho Nacional de Saúde,Carlos Alberto Duarte e a representante da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social,  Carlos Alberto Ricardo Jr.

Serviço:
Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose para a População em Situação de Rua
Data: 12 e 13 de setembro
Horário: 9h às 17h30
Local: Hotel Kubitschek Plaza, localizado na SHN Quadra 02, bloco E – Asa Norte – Brasília/DF

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