quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ministério da Saúde divulga nota abordando a suposta falta de medicamentos para tuberculose

Na última quinta-feira, 10 de julho, o Ministério da Saúde divulgou nota abordando a suposta  falta de medicamentos para tuberculose em São Paulo e outras regiões do país. 

Segundo o coordenador-geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, não há falta de medicamento de tuberculose no Brasil, eventualmente podem ocorrer problemas pontuais com a logística local da distribuição. E alerta quanto ao compartilhamento de falsas informações em rede:

"É extremamente importante que as denuncias de falta de medicamento apontem local e data para que possamos verificar a veracidade, apurar responsabilidades e adotar as providências necessárias. Apenas afirmar que 'houve registro de falta de medicamentos em São Paulo', sem dizer onde, quando ou por que, é muito vago", disse.

O coordenador destacou ainda a importância do controle social para que as denúncias sejam bem fundadas e não baseadas apenas em informações midiáticas que não correspondam a realidade local.

"Acho fundamental o controle social e as denúncias nos casos de falhas do sistema, mas divulgar em redes sociais a informação de 'falta de medicamentos', sem o mínimo de informações que nos ajudem a resolver o possível problema, é contribuir para dificultar os esforços de adesão ao tratamento realizados pelos profissionais de saúde dos programas locais", finalizou.

O Ministério da Saúde distribuiu medicamentos suficientes para todo o país, durante todo o segundo semestre. Segue, abaixo, a nota oficial do Ministério da Saúde sobre o assunto:


O Ministério da Saúde informa que não há desabastecimento de medicamentos para o tratamento da tuberculose. A compra dos medicamentos de 1ª e 2ª linhas foi efetuada e os estados estão devidamente abastecidos, de acordo com sua necessidade. Vale salientar que o MS distribui os medicamentos aos estados, que por sua vez, os repassam aos municípios que os entregam para suas unidades de saúde.

Ressalte-se que o Ministério da Saúde não distribui insumos próximos do prazo de validade. No caso do repasse de medicamentos para o tratamento de tuberculose, foram distribuídos aos estados, em março, lotes dentro do prazo de validade exatamente para substituir um  lote que estava próximo do prazo de vencimento.

Quanto à falta de teste tuberculínico, informa-se que o problema no abastecimento do Derivado Proteico Purificado (PPD), antígeno para o diagnóstico da tuberculose, ocorre de forma global devido à ausência de matéria-prima para produção do insumo, por problemas na produção do mesmo. O Ministério está em permanente contato com os produtores internacionais visando à resolução do problema.

O Ministério da Saúde tem realizado diversos acordos de transferência de tecnologia para possibilitar a produção nacional de insumos estratégicos, entre eles, os medicamentos para tuberculose.

Até o final do mês de junho/14, o MS enviou aos estados 21.087.360 de comprimidos do medicamento 2 em 1 (rifampicina+isoniazida 150+75mg), quantidade suficiente para atender a demanda do semestre.


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