sexta-feira, 1 de julho de 2016

Rede TB e PNCT se encontram para discutir estratégias de pesquisa para tuberculose no Brasil


Afranio Kritski e Denise Arakaki
Brasília, 01 de julho de 2016 – O Presidente da Rede TB (Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose) e técnicos do PNCT (Programa Nacional de Controle da Tuberculose) se reuniram na última quinta-feira, 23 de junho, em Brasília, para falar sobre a inclusão da pesquisa no plano de atividades do programa e na elaboração do Plano Estratégico Nacional.

De acordo com a Estratégia pelo Fim da Tuberculose (TB) proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2015, a pesquisa deve fazer parte dos planos nacionais que estão sendo elaborados pelos países e tem por objetivo apoiar o desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias, além de avaliar as ações implementadas para o alcance das metas.

Para alcançar a eliminação da TB como um problema de saúde pública até 2030 (chegar a uma incidência de menos de 10 casos por 100 mil habitantes), a Estratégia divide as ações que devem ser adotadas pelos países em três pilares: 1) Prevenção e cuidado integrados centrados no paciente; 2) Políticas públicas arrojadas e sistemas de suporte e proteção social; 3) Intensificação da pesquisa e inovação.

Pensando no fortalecimento do pilar 3, Afranio Kritski, presidente  da Rede-TB, e a coordenadora do PNCT, Denise Arakaki, promoveram um encontro na sede do programa para discutir as possibilidades de maior interação entre pesquisadores de diferentes áreas do saber, o PNCT e os programas estaduais e municipais de controle da TB.

Durante a reunião, foram discutidas a Agenda Nacional de Pesquisa elaborada em 2015, sob a coordenação da Rede TB, PNCT-SVS-MS e Fiocruz (Kristki et al, Rev Soc Bras Med Trop. 2016 Feb;49(1):135-45), e as novas recomendações da OMS, listadas durante o último encontro do STAG-TB (Strategic Technical Advisory Group – TB – Comitê Técnico Assessor Estratégico para TB), ocorrido em 13 de junho de 2016.

Segundo Afranio Kritski, o Brasil está à frente na implementação do pilar 3, já que é pioneiro na criação de uma rede nacional de pesquisadores em tuberculose, a Rede TB. “Os olhos estão voltados para o Brasil e o que fazemos na área de pesquisa está em alta, porque já somos uma referência. Neste momento, seguindo recomendação da Agenda Nacional de Pesquisa de 2015 precisamos priorizar os temas nas diferentes plataformas de pesquisa e envidar todos os esforços para Criar Comissão Nacional de Tuberculose que atue de modo intersetorial, inclua Governo, Academia, ONGs, Sociedade Civil, Indústria e Organizações internacionais que promovam as áreas de interface entre o Pilar 3 (Pesquisa) e os Pilares 2 e 1, para auxiliar os programas de TB para responder às necessidades desafiadoras que teremos pela frente”, explica Afranio.

“Com a incorporação do conceito de pesquisa nas ações programáticas, teremos mais ferramentas para responder aos desafios que vivenciamos no dia a dia do controle da tuberculose no Brasil. Identificaremos as especificidades das populações vulneráveis e pensaremos, juntos, em soluções para algumas fragilidades, como o abandono e as transferências”, destaca Denise Arakaki, coordenadora do PNCT.

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