quarta-feira, 21 de março de 2018

SES- RJ realiza seminário sobre Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose

Fonte: Observatório Tuberculose Brasil


Mesa de Abertura: Rep. CONASEMNS; Sub. Sec. Vig. Saúde, Alexandre Chiepe; Secret. Estad.Saúde, Luiz Antônio Teixeira Júnior; Rep. Dep. Gilberto Palmares, Angela Sales; Coord.Observatório TB/ENSp/Fiocruz, Carlos Basilia; Rep. Fórum TB, Roberto Pereira



Pacientes que entram no sistema prisional já contaminados representam um dos maiores desafios para o combate à doença.

Apesar de ter registrado 14 mil novos casos em 2017, a tuberculose ainda é vista por muitos como uma doença do passado. Atualmente a taxa de mortalidade da doença é de 4 para cada 100 mil habitantes, e ela atinge principalmente homens, que representam 67% dos casos notificados. O abandono do tratamento ainda é o maior desafio enfrentado pelos profissionais de saúde para conter o avanço da doença.

Com o objetivo de auxiliar os municípios no combate ao abandono do tratamento da doença e , a Secretaria de Estado de Saúde realizou, nesta terça-feira (20), o seminário “Tuberculose em Foco: um desafio para o estado do Rio de Janeiro”. O evento, que marca o Dia mundial de luta contra a tuberculose (24/03), reuniu representantes das secretarias municipais de saúde no auditório do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (LACEN), e também firmou uma parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), para identificar os pacientes contaminados antes da entrada no sistema prisional.

-A população carcerária ainda é um grande desafio no combate à doença. Os ambientes possuem pouca ventilação e muitos dos pacientes já entram infectados no sistema. Junto com a SEAP vamos trabalhar para que o diagnóstico da tuberculose seja feito antes da inserção do indivíduo no sistema. Assim o tratamento é iniciado, reduzindo as chances de contaminação – afirmou o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Júnior.

A transmissão da doença ocorre quando uma pessoa com tuberculose pulmonar, que esteja em fase de transmissão, permanece por tempo prolongado em ambiente com pouca ventilação e sem entrada de sol, em contato com pessoas que não estão doentes. Toda tosse que durar mais de três semanas deve ser avaliada. É importante que o paciente procure o posto de saúde mais próximo de sua casa para passar por uma consulta. O tratamento é feito na rede pública de saúde e é composto por quatro medicamentos diferentes, que são ingeridos juntos, uma vez por dia.

- O tratamento da tuberculose é longo, com duração mínima de seis meses, e é muito importante que não seja interrompido. É preciso conscientizar a população, pois o abandono da medicação pode levar ao retorno da doença, com uma forma mais resistente. A tuberculose tem cura e o diagnóstico precoce é fundamental, tanto para o melhor tratamento para o paciente, quanto para reduzir a possibilidade de que mais pessoas sejam contaminadas – reforçou o secretário.

O Rio de Janeiro tem um histórico recorrente de altos números de casos de tuberculose devido às características demográficas, a alta densidade populacional e baixa condição socioeconômica das localidades.

- A situação da tuberculose no estado do Rio pode ser explicada pela alta densidade demográfica, já que a convivência muito próxima por tempo prolongado facilita a infecção. Mais de 86% dos casos está concentrada na região metropolitana- explicou o subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.

A doença – A tuberculose é uma doença infectocontagiosa, causada pelo Mycobacterium tuberculosis - Bacilo de Koch -, e afeta principalmente os pulmões, sendo também possível acometer outros órgãos e sistemas do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). A forma pulmonar é a mais frequente (cerca de 89 % dos casos) e a responsável pela transmissão da doença. Ao final do tratamento, a pessoa está curada, mas já ao final da segunda semana, com poucas exceções, ela deixa de transmitir a doença. Para prevenir as formas graves da doença, é necessário imunizar as crianças no primeiro ano de vida com a vacina BCG. É importante também evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, mal ventilados e sem iluminação solar por tempo prolongado. A tuberculose não é transmitida por objetos compartilhados, como copos, talheres e pratos.






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