quinta-feira, 26 de março de 2015

Hospital faz um alerta para o combate à tuberculose


"A tuberculose ainda é  motivo de preocupação para os baianos". A  afirmação é da  coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose (PCT-BA) da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Rosângela Palheta. A Bahia ocupa o 3º lugar no ranking de casos da doença, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro.

Dados preliminares da secretaria dão conta de que houve uma pequena queda nos registros entre 2013 e 2014. Há dois anos, cerca de 4.900 casos foram contabilizados, comparados a  4.781 do ano passado. Mas a coordenadora faz um alerta.

"Embora  números apontem  uma redução, os dados de 2014 não foram consolidados", informa. Segundo ela, mais de 300 mortes foram registradas devido à doença no último ano,  conforme relatórios parciais.

O médico infectologista Eduardo Martins Netto afirma que a tuberculose pulmonar é a mais comum e acomete 70% dos casos. "O contágio se dá pela tosse. Uma pessoa infectada pode contaminar até 15 ou 20 indivíduos que estejam ao  redor", diz.

Ele explica que, ao tossir, partículas contaminadas ficam suspensas no ar e podem ser aspiradas. Além da tosse, a perda de peso, febre e secreção amarelada também são sintomas que requerem atenção.

"O tratamento dura seis meses e é efetivo para a maioria dos pacientes. Contudo, como ele apresenta rápida melhora dos sintomas no início do processo, há uma taxa de abandono significativa", afirma.
Segundo o médico, a taxa aceitável de desistência, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), é de 5%. O Brasil atinge, atualmente, cerca de 15%. Na Bahia, segundo Rosângela Palheta,   é de 7%.

Martins afirma que a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin) não é totalmente eficaz no combate à doença em adultos. O tratamento é feito à base de antibióticos.

Há cinco anos, a bancária Rafaela Braga, 26 anos, sofreu com a doença. "Tinha tosse insistente. Durante uma crise, tossi sangue e logo busquei um médico. Concluí os seis meses de tratamento e não apresentei nenhuma recaída", conta.

A Sesab afirma que os estoques da vacina - comumente aplicada em recém-nascidos -  estão em nível satisfatório e não há risco de faltar na capital nem no interior do estado.  

HEOM

Para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose - celebrado na data de terça, 24 -, o Hospital Especializado Octávio Mangabeira (Heom) programou  várias atividades relacionadas ao tema.

A programação inclui palestras que  visam mostrar a situação radiológica em pacientes com tuberculose e pesquisas sobre o abandono de tratamento.

O evento será realizado na área externa da unidade, das 7h30 às 13h30. Integrantes do Comitê Baiano para o Controle da Tuberculose e diversas equipes do hospital, de universidades e do Distrito Sanitário da Liberdade são esperados.


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