segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Tuberculose é destaque em estande na 5ª Conferencia Nacional de Saúde Indígena



Durante a 5ª Conferencia Nacional de Saúde Indígena, cerca de duas mil pessoas passaram no estande da Secretaria de Vigilância e Saúde, que contava com técnicas dos Programas de Tuberculose e Malária para alertar sobre a incidência destas doenças nos povos indígenas bem como orientar quanto aos sintomas, diagnóstico e tratamento.

No Brasil, alguns grupos populacionais, devido às condições de saúde e de vida a que estão expostos, possuem maior vulnerabilidade para a tuberculose.  O risco de adoecimento por tuberculose nos povos indígenas é três vezes maior do que na população em geral.

Por esta razão, lideranças indígenas e profissionais de saúde de todas as regiões do país, que passaram pelo estande, receberam materiais de campanha da tuberculose e o material “O controle da tuberculose nos povos indígenas” confeccionado exclusivamente para o evento. 

O estande recebeu ainda visita ilustre do Cacique Raoni Metuktire, do povo Kaiapó, uma das maiores lideranças vivas e atuantes na luta em defesa dos povos indígenas.

A 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena é um espaço de debate sobre a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e tem como objetivo aprovar diretrizes para as políticas de saúde executadas nas aldeias, por parte dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) que integram o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).  Para isso, são realizadas etapas locais e depois uma nacional para consolidar as propostas. 

Durante a Conferência a tuberculose foi citada em uma proposta aprovada na etapa nacional e em uma moção sobre a situação da tuberculose nos povos indígenas Suruí e Rikbaktsa, povos localizados nos estados de Rondônia e Mato Grosso, respectivamente. 



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