sexta-feira, 20 de março de 2015

Beneficiários do Bolsa Família têm maior probabilidade de curar da tuberculose

Estudo da UnB aponta que quem recebe a transferência de renda tem 7% mais probabilidade de melhorar da doença

Do MDS

Brasília, 19 – Combater a pobreza também é investir na saúde da população. Este é o resultado da pesquisa inédita da mestranda em epidemiologia das doenças infecciosas e parasitárias da Universidade de Brasília (UnB), Ana Wieczorek Torrens.

A dissertação de mestrado "Efetividade do Programa Bolsa Família na cura da tuberculose" comparou um grupo formado por pessoas diagnosticadas com a doença e beneficiárias do Bolsa Família com outro composto de beneficiários incluídos no programa após o encerramento do tratamento. “A proporção de cura entre os beneficiários do Bolsa Família foi 86%, 5,4 pontos percentuais acima do grupo não exposto ao benefício durante o tratamento. Isso representa uma efetividade de 7% do programa na cura da doença”, destacou Ana, que trabalha como fisioterapeuta epidemiologista no Ministério da Saúde.“Essa melhoria é estatisticamente significativa”, explicou a pesquisadora. 

Segundo a mestranda, a nova estratégia de controle da tuberculose recomenda a proteção social para os pacientes com tuberculose. O estudo é o primeiro achado da efetividade da transferência de renda condicionada na cura da doença. “A tuberculose é uma doença relacionada à pobreza, os casos se concentram em populações mais vulneráveis. E a transferência de renda condicionada se torna uma possibilidade para melhorar a adesão ao tratamento”, explicou.

O estudo utilizou o cruzamento de dados entre o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e a folha de pagamento do Bolsa Família da Caixa Econômica Federal, durante o ano de 2010. 

Segundo o Ministério da Saúde, a tuberculose é sério problema da saúde pública no Brasil. São notificados aproximadamente 70 mil novos casos a cada ano e 4,6 mil pessoas morrem em decorrência da doença. O Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo. Nos últimos 17 anos, a doença apresentou queda de 38,7% na taxa de incidência e 33,6% na taxa de mortalidade.

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quinta-feira, 5 de março de 2015

Especialização em Gestão de Redes de Atenção à Saúde: inscrições abertas


Estão abertas, até o dia 20 de março, as inscrições para o curso de especialização em Gestão de Redes de Atenção à Saúde. Ao todo estão disponíveis 600 vagas para todo o Brasil. O objetivo desta formação é apoiar a política de constituição de redes, com uma proposta de formação de concepção sistêmica focada na compreensão do processo de construção das redes em suas diferentes dimensões. A ênfase é no planejamento e gestão, especialmente nas dimensões de diagnóstico e desenho de estratégias de intervenção, organização da atenção e sua gestão, com a utilização, em especial, de mecanismos de coordenação assistencial. As inscrições devem ser feitas no site da Educação a Distância da ENSP. 

O público-alvo desta especialização são profissionais de nível superior que atuem como gestores ou técnicos nas três esferas de gestão do SUS; técnicos dos Conselhos de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), em especial aqueles que participam das Comissões Intergestoras Regionais (CIR) e de suas câmaras técnicas. Também podem participar técnicos/gestores que atuem nas secretarias municipais e estaduais de saúde, assim como em organizações que atuam em parceria com estas, nas áreas de constituição da regionalização e das redes de atenção, planejamento, regulação e gestão de sistemas e serviço. 

O curso está aberto ainda para profissionais que atuam em qualquer área da administração pública que acompanhem a implantação das redes, na coordenação da atenção primária e de outros dispositivos da rede de atenção e/ou exercem funções de planejamento e gestão de sistemas e serviços; de regulação e/ou de vigilância em saúde; profissionais recém-egressos dos cursos de graduação da área da saúde, com interesse específico no campo da saúde coletiva; profissionais recém-egressos dos programas de residência e/ou de especializações em saúde pública, saúde coletiva, saúde da família, gestão de sistemas e serviços, epidemiologia e áreas afins; e docentes nas áreas de saúde coletiva, gestão de sistemas e serviços de saúde e áreas correlatas.

A formação tem carga horária de 432 horas, realizadas a distância e 72 horas presenciais e conta com 3 (três) encontros presenciais, que serão realizadas em Brasília, Recife e Rio de Janeiro. Seu início está previsto para junho de 2015, quando deverá ser realizado o primeiro encontro presencial, um em cada capital já citada. 

As inscrições podem ser feitas aqui: http://www.ead.fiocruz.br/_downloads/edital1886v29.pdf