quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Países de língua portuguesa juntos no controle da tuberculose

Brasília, 16 de novembro de 2015 - Entre os dias 9 e 13 de novembro foi realizado, em Brasília, o Curso Internacional de Gestão da Tuberculose: Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica para gestores dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a CPLP. Foi uma iniciativa do Ministério da Saúde para dar continuidade às atividades da Rede de Investigação e Desenvolvimento em Saúde de Tuberculose (RIDES-TB) da CPLP, instituída em fevereiro de 2014.

O curso teve o objetivo de capacitar os gestores dos Programas de Controle da Tuberculose dos países convidados e foi ministrado pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), do Ministério da Saúde do Brasil, e por outros convidados.

No total, cinco países enviaram seus representantes. Os convidados de Angola, Guiné Equatorial, Guiné Bissau,Moçambique e São Tomé e Príncipe compartilharam as aulas com os coordenadores dos programas estaduais de controle da tuberculose do Distrito Federal, Amapá, Roraima e o com a coordenação do programa municipal de Recife.

Entrega dos certificados
As aulas tiveram como ênfase as questões relacionadas ao diagnóstico, prevenção, tratamento, vigilância, planejamento, monitoramento e avaliação e comunicação, advocacy e mobilização social. Houve também uma oportunidade de compartilhamento de experiências por meio de apresentações dos países, estados e município da situação da tuberculose nas suas realidades. 

Para Cintia Dantas, consultora técnica do PNCT, eventos como este representam uma oportunidade de integração importante para os participantes. "Ambientes como esse proporcionam a troca de experiências e o compartilhamento de soluções para problemas que, normalmente, são comuns", conclui Cintia.


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose se reúne com presidente da Frente Parlamentar de Luta contra a Tuberculose

Brasília, 10 de novembro de 2015 – Dando prosseguimento ao desenvolvimento da estratégia pós 2015 de enfrentamento à tuberculose e uma continuidade das ações da Frente Parlamentar de Luta contra a Tuberculose, foi realizada, em Brasília, uma reunião entre seu presidente, deputado federal Antonio Brito, o diretor da Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), Afrânio Kritski, e representantes do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT).

O objetivo da reunião foi expor e discutir com o deputado os detalhes do pilar 3 da Estratégia End TB, formulada por diversos países no âmbito da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Plano Global do Stop TB Partnership (2016-2020). A estratégia é dividida em três pilares e tem metas ambiciosas para a eliminação da tuberculose no mundo até 2035: redução de mortes por tuberculose em 95% e menos de 10 casos por 100 mil habitantes.

Durante a reunião, o deputado ouviu os questionamentos e solicitações de Kritski, que representa a
comunidade acadêmica. Entre as demandas, está a criação de uma comissão interministerial para colaborar com a elaboração do Plano Nacional para a Eliminação da Tuberculose – desdobramento local da estratégia global. Também foram apresentados documentos como uma nota técnica e a Agenda Nacional de Pesquisa em Tuberculose, dividida em plataformas de pesquisa, compostas pelas lacunas, prioridades e soluções para cada tema. A Agenda Nacional de Pesquisa foi desenvolvida pela comunidade acadêmica (universidades, institutos de pesquisa, etc), gestores do nível federal, estadual e municipal e representantes da sociedade civil e do parque industrial nacional.

Antonio Brito preside a Frente Parlamentar de Luta contra a Tuberculose, formada no âmbito da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, com atuação desde 2012.

Para o deputado, esse é o espaço ideal para discussões como essa. “A Comissão é o motor de força da saúde dentro da Câmara dos Deputados. Esse espaço é ideal para trazer à luz informações e demandas da academia e da sociedade civil. O legislativo tem obrigação de discutir esses temas”.

Pilares da estratégia End TB

Pilar 1 – Prevenção e cuidado integrado com o paciente – diagnóstico, busca ativa entre populações vulneráveis, tratamento de todos os casos de TB, manejo de coinfecção, etc.

Pilar 2 – Políticas incisivas e sistemas de apoio – comprometimento político, alocação adequada de recursos, envolvimento comunitário, organizações da sociedade civil, cobertura universal em saúde, proteção social, redução da pobreza, etc.

Pilar 3 – Intensificação da pesquisa e inovação – descoberta, desenvolvimento e rápida absorção de novas ferramentas, pesquisa para otimizar a implantação e impacto das ações, etc.


Clique aqui para mais informações sobre a Estratégia End TB e sobre o Plano Global do Stop TB Partnership (em inglês).