sexta-feira, 1 de abril de 2016

Juntos, um PACTuberculose pela Cura promove evento e marca o dia 24 na capital paulista

O evento “Juntos, um PACTuberculose pela Cura" foi alusivo ao Dia Mundial da Tuberculose que acontece anualmente no dia 24.março, uma ocasião de mobilização mundial, nacional, estadual e local envolvendo todas as instâncias de governo e setores da sociedade civil no enfrentamento da doença.

Foi uma organização intersetorial, a 20 mãos, com a participação do:

- Programa Municipal de Controle da Tuberculose /COVISA/SMS
- Atenção Básica/SMS
- Coordenadoria Regional de Saúde Centro e SUVIS Sé
- Secretaria Municipal da Assistência e Desenvolvimento Social /Proteção Social Especial
- Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania/ Coordenação de Políticas para a população em situação de rua
- Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto
- Rede Paulista no Controle Social da Tuberculose
- Movimento Nacional da População em Situação de Rua
- Equipe do Projeto PACTU

Foram montadas 10 TENDAS com orientações sobre a Tuberculose, HIV/Aids, Coinfecção TBHIV e o Aedes aegypti, informações sobre os serviços sociais, CADÚnico, direitos humanos, orientações aos migrantes e esclarecimentos e orientações com a presença do Ouvidor Geral da Defensoria Pública de SP.

As atividades foram trabalhadas com o público de forma lúdica, com jogos interativos, labirinto da Tuberculose e teatro.

Agentes comunitários de saúde entregaram camisinhas masculinas /femininas, lubrificantes e orientações sobre HIV/Aids e também informando a população sobre a realização do teste fluido oral para HIV(triagem) no trailer Fique Sabendo, parceiro do evento.

Como atração cultural teve a apresentação do 2ª Sessão de Banda do Corpo Musical da Polícia Militar do estado de São Paulo e do Coral da Guarda Civil Metropolitana

Das Autoridades presentes:
- Patrícia Werlang representando a Coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose/MS, Dra Denise Arakaki
- Dra. Wilma Morimoto, coordenadora da COVISA, representando o Secretário Municipal da Saúde, Dr. Alexandre Padilha
- Dra Rosa Maria Dias Nakazaki, coordenadora do Centro de Controle de Doenças/COVISA
- Dra Naomi Kawaoka Komatsu, coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose/COVISA
- Maria Regina de Oliveira Lima, representando Luciana Temer Secretária Municipal da Assistência e Desenvolvimento Social,
- Eduardo Suplicy Secretário Municipal dos Direitos Humanos e Cidadania
- Dra Vera Maria Neder Galesi, coordenadora do Programa Estadual da Tuberculose de SP
- Dr Clóvis Silveira Junior, coordenador do CRS CENTRO
- Marta Marques, representando Irmã Judith, coordenadora do Centro Social Nossa senhora do Bom Parto
- Darci Costa, coordenador do Movimento Estadual da População em Situação de Rua
- José Carlos Veloso, coordenador da Rede Paulista de controle Social da Tuberculose
- Américo Nunes, coordenador do MOPAids/Movimento Paulistano de Luta Contra Aids

Todas as autoridades salientaram a importância da intersetorialidade e a implementação de políticas públicas no enfrentamento da tuberculose, principalmente nas populações mais vulneráveis.

O Secretário Municipal dos Direitos Humanos e Cidadania, Eduardo Suplicy citou Noel Rosa, que morreu jovem em decorrência da tuberculose. Mas que hoje tem cura e felicitando a Secretaria Municipal da Saúde pelas ações de sucesso desenvolvidas no tratamento até cura, como Claudio Maia entrevistado pelo secretário, recentemente curado da doença, participante do Projeto PACTu pela Cura.

Ainda deu uma canja, cantando Noel Rosa, com o Tião do Fórum de artes para a população em situação de rua.













Projeto E se essa rua fosse minha? faz ações no Dia Mundial de luta contra a Tuberculose em Porto Alegre


*Com informações da equipe da Coordenação do Programa Municipal de Controle da Tuberculose de Porto Alegre (RS)

A população em situação de rua é a mais vulnerável a casos de tuberculose. A alimentação é desregrada, e a exposição a intempéries do clima e ambientes insalubres facilitam o contágio. No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, 24 de março, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) chamou a atenção para a necessidade de um olhar diferenciado no atendimento a esse público e no incentivo à continuidade do tratamento, que tem duração mínima de seis meses e não deve ser interrompido. Para marcar a data, foi realizado um evento no Ritter Hotel (Largo Vespasiano Júlio Veppo, 55 – Centro Histórico), com apresentação de documentário contando a trajetória do projeto E se essa rua fosse minha?, que finaliza em abril.

Também houve um espetáculo teatral, entrega de CD com músicas feitas durante o projeto, monólogos de histórias de vida da população em situação de rua contadas nas oficinas e análise do Programa Municipal de Combate à Tuberculose. O encontro foi direcionado a profissionais da atenção básica, pronto atendimentos e hospitais que atendem pacientes com tuberculose e contou com a presença da secretária-adjunta de Saúde, Fátima Ali.

“Durante a programação, serão apresentadas ações que pretendem sensibilizar os trabalhadores sobre o acolhimento dessa população específica, que é uma das atividades previstas no projeto de Comunicação”, disse a relações públicas Kátia Oliveira, coordenadora da área de Comunicação do E se essa rua fosse minha?. Desde abril de 2011, a Portaria nº 940 do Ministério da Saúde garante à população em situação de rua o direito de ser atendida em qualquer unidade do Sistema Único de Saúde (SUS), sem a necessidade de apresentar documento de identidade nem comprovante de residência. "O acolhimento em qualquer das 141 unidades de saúde da Capital é muito importante e tem o objetivo de intensificar o cuidado", destaca a coordenadora da Área Técnica de Tuberculose da SMS, enfermeira Taimara Slongo Amorim.

E se Essa Rua Fosse Minha? – É um projeto experimental desenvolvido em Porto Alegre no sentido de aprimorar o cuidado de pacientes com tuberculose, em especial pessoas em situação de rua, buscando diminuir os casos de abandono do tratamento. Com duração prevista de um ano, está em fase final de execução e desenvolve atividades culturais de música, grafitti, teatro e dança nos equipamentos da rede de saúde e de assistência social do município. É uma realização do Ministério da Saúde e da SMS, construído em conjunto com moradores em situação de rua, via Movimento Nacional da População em Situação de Rua do RS, com apoio da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) e Comitê Estadual de Enfrentamento à Tuberculose. Saiba mais em http://www.tuberculosepoa.com.br/.

Incidência na Capital – Dados do Ministério da Saúde (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) levantados pela Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis da SMS indicam que, em 2014, Porto Alegre é uma das capitais brasileira com maior incidência da doença, taxa de abandono no tratamento maior do que a média nacional e taxa de cura de novos casos abaixo das metas do programa. No mesmo ano, foram 1.445 novos casos na Capital, ou seja, 102,53 casos por 100.000 habitantes. Em relação à cura de novos casos, o percentual fechou em 54%, com taxa de abandono de 27%.

Tuberculose – A tuberculose é uma doença causada por uma bactéria (Bacilo de Koch), que ataca principalmente os pulmões, mas pode ocorrer em outras partes do corpo. A transmissão ocorre pelo ar. Tosse com duração maior do que três semanas associada a um ou mais itens – transpiração excessiva à noite, cansaço, falta de apetite e febre – são sintomas e podem configurar a doença. O paciente deve procurar a unidade básica de saúde para fazer o exame e, em caso positivo, iniciar o tratamento imediatamente. A tuberculose tem cura, desde que o tratamento tenha continuidade até o final."