segunda-feira, 30 de maio de 2016

SVS publica edital de inscrições para a 15ª Expoepi

*Com informações do Diário Oficial da União

Estão abertas as inscrições para a 15ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças - 15ª Expoepi.

O edital, publicado no dia 23 de maio, detalha o regulamento para a seleção das experiências, trabalhos técnico-científicos e das intervenções sociais para os candidatos aos prêmios. A Expoepi tem o propósito de promover o debate de temas importantes para a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e de premiar, por meio de sua Mostra Competitiva, os profissionais e os serviços de saúde relevantes para a Saúde Pública.

A mostra é coordenada pela Coordenação Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços (CGDEP), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS).

O público-alvo da mostra é constituído por pesquisadores, acadêmicos da área da saúde, gestores, técnicos de serviços de saúde estaduais e municipais e instituições públicas integrantes do SUS, atuantes nas áreas de epidemiologia, vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos, Sistema de Informação e Análise de Situação de Saúde, vigilância em saúde ambiental, vigilância em saúde do trabalhador e vigilância sanitária.

Para acessar o edital completo, clique aqui.




terça-feira, 24 de maio de 2016

OMS recomenda novo diagnóstico e tratamento para a tuberculose multirresistente

Por menos de US$1 mil por paciente, novo regime de tratamento pode ser concluído entre 9 e 12 meses. Foto: Fundo Global de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária

*Texto extraído do site das Nações Unidas









Além de mais barato que os tratamentos atuais, novo regime deve ter melhores resultados e proporcionar uma potencial queda das mortes devido à maior adesão dos pacientes, segundo expectativas da Organização Mundial da Saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou na semana passada (12) novas recomendações que visam a acelerar o diagnóstico da tuberculose multirresistente (TBMR) e melhorar os resultados do tratamento da doença por meio de um novo teste mais rápido e um regime de tratamento mais curto e barato.

“Esse é um passo importante para combater a crise de saúde pública da tuberculose multirresistente”, disse Mario Raviglione, diretor da OMS para o programa global contra a tuberculose, em comunicado à imprensa.

“As novas recomendações da OMS oferecem esperança a centenas de milhares de pacientes com tuberculose multirresistente, que agora podem se beneficiar de um teste que identifica rapidamente a doença e de um tratamento que é realizado em metade do tempo e com quase metade do custo”, acrescentou.

Tratamento mais curto com melhores resultados


Por menos de 1 mil dólares por paciente, o novo regime de tratamento pode ser concluído entre 9 e 12 meses. Além de mais barato que os atuais, o novo regime deve ter melhores resultados e proporcionar uma potencial queda das mortes devido à melhor adesão ao tratamento, segundo expectativas da OMS.

De acordo com a OMS, os regimes de tratamento convencionais, que levam de 18 a 24 meses para serem concluídos, têm taxas de cura mais baixas: apenas 50%, em média, globalmente. Isso ocorre principalmente porque os pacientes encontram dificuldades em tomar medicamentos de segunda linha, que podem ser bem tóxicos, por longos períodos de tempo. Eles frequentemente interrompem o tratamento.

O regime mais curto anunciado pela OMS é recomendado para pacientes com diagnóstico de tuberculose mais simples, ou seja, indivíduos cuja doença não é resistente aos medicamentos mais importantes utilizados em tratamentos. Também é recomendado a indivíduos que ainda não foram tratados com remédios de segunda linha.

As recomendações da OMS sobre regimes de tratamento mais curtos são baseadas em estudos iniciais envolvendo 1,2 mil pacientes com tuberculose multirresistente em 10 países. A agência pede que pesquisadores completem os testes randômicos controlados para fortalecer a base de evidências para o uso desse regime.

Diagnóstico mais rápido


A forma mais confiável de descartar a resistência a drogas de segunda linha é um novo teste recomendado para uso nos laboratórios. O novo diagnóstico — chamado MTBDRsl — é baseado em DNA que identifica mutações genéticas que provocam resistência da doença a drogas de segunda linha.

Os resultados vêm entre 24 e 48 horas, diferentemente dos testes atuais, que levam cerca de três meses ou mais para diagnosticar a doença.  Dessa forma, pacientes com resistência adicional são direcionados a regimes de tratamento com drogas mais apropriadas.

Segundo a OMS, menos de 20% dos estimados 480 mil pacientes com tuberculose multirresistente estão atualmente em tratamento adequado.