quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Manejo da Coinfecção Tuberculose-HIV (TB-HIV)

Fonte: UNA-SUS



Produzido pela Secretaria Executiva da UNA-SUS, o curso é ofertado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS). O objetivo é fornecer subsídios para que os profissionais de saúde atendam integralmente, e de forma qualificada, as pessoas coinfectadas por tuberculose e HIV. Para isso, o curso aborda tanto aspectos etiológicos, como aspectos psicossociais e clínicos da associação entre as doenças.

É composto por três unidades, que tratam de aspectos de apoio psicossocial e manejo clínico de coinfecção, com foco especial no diagnóstico de tuberculose nas pessoas que tem HIV, e a organização de serviços para atendimento de pessoas coinfectadas por TB-HIV. Além de uma unidade dedicada a casos clínicos interativos que simulam situações reais.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata pessoas com HIV. Por isso, é necessário tratar as doenças de forma conjunta.

  •  Matrículas: podem ser realizadas até 20 de dezembro, pelo link. 
  •  Público-alvo: Profissionais de saúde da Atenção Básica e demais interessados no tema.
  •  Carga horária: 60 horas
  •  Critérios de certificação: É necessário completar os dois quizzes e os três casos clínicos, obtendo uma nota mínima de 90 pontos

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Conferência Ministerial Global: “acabando com a tuberculose na era dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”

Nos dias 16 e 17 de novembro, foi realizada a primeira Conferência Ministerial Global: “acabando com a tuberculose na era dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, em Moscou, Federação Russa. A reunião foi organizada pelo governo russo, com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), e foi inaugurada pelo presidente do país, Vladimir Putin. O evento reuniu mais de mil participantes, dentre eles 75 Ministros da Saúde dos países prioritários para o controle da tuberculose, representantes da sociedade civil, da academia e das organizações internacionais.

Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, disse que são necessárias ações e investimentos intensificados para acelerar a resposta à tuberculose (TB) e alcançar todas as pessoas afetadas pela doença. A TB é a doença infecciosa que mais mata no mundo, são cerca de cinco mil mortes por dia. A Ministra da Saúde da Federação da Rússia, Dr. Veronika Skvortsova, declarou seu compromisso de acabar com a doença, afirmando que “a conferência oferece uma oportunidade única para acelerar os esforços em todo o mundo para acabar com a epidemia da tuberculose até 2030, através de uma abordagem multissetorial e interdisciplinar na agenda do Desenvolvimento Sustentável”.

O Secretário Executivo do Ministério da Saúde, Dr. Antonio Carlos Nardi, representou o Brasil na conferência e falou no primeiro painel de alto nível "Acabando com a epidemia de tuberculose: Perspectivas dos países de alta carga de TB e de TB-MDR". Dr. Nardi ressaltou a importância do evento e de finalmente haver uma priorização política mundial em torno da doença. Além de expor as atividades realizadas no Brasil para o enfrentamento da doença, o Secretário Executivo se comprometeu em criar um Comitê Interministerial para o acompanhamento das políticas públicas em tuberculose. Para ele “envolver os ministérios da Justiça, Desenvolvimento Social, das Cidades, dos Direitos Humanos, Educação, Ciência e Tecnologia e Casa Civil é uma estratégia fundamental”.


As autoridades presentes assinaram no dia 17 de novembro, uma Declaração Ministerial, com compromissos para avançar na luta contra a tuberculose. A declaração será o documento norteador da Reunião de Alto Nível sobre Tuberculose da ONU, a realizar-se ano que vem durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Os BRICS

A ocasião foi ainda a oportunidade que os representantes da academia e dos governos dos países dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) escolheram para formalizar o lançamento da Rede BRICS de Pesquisa em Tuberculose, uma rede que tem o objetivo de identificar prioridades de pesquisa e maneiras de cooperação para avançar na luta contra a tuberculose e alcançar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, para 2030. A Rede foi formalizada no dia 17 de novembro pelo governo da Federação Russa, com o apoio dos demais países.

A Rede é o primeiro produto do Plano de Cooperação em Tuberculose dos BRICS, proposto pelos Ministros da Saúde dos cinco países em 2014, e acordado também pelas autoridades em 2016. O plano centra esforços em medidas de atenção, proteção social e pesquisa para o combate da doença nos países do grupo e em países de baixa e média renda.

Os BRICS concentram quase 50% de todos os casos novos de tuberculose no mundo. Apesar de ser o país com o menor número de casos no grupo, o Brasil é o único país prioritário para a tuberculose na região das Américas. A tuberculose é uma ameaça comum para a saúde pública dos cinco países e, ao unir esforços, os BRICS tomaram o primeiro passo para fazer frente à doença, liderando a agenda de pesquisa para o desenvolvimento de novas ferramentas para o seu enfrentamento.



    Fotos oficiais da OMS clique aqui: