quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Jundiaí recebe prêmio por tratamento contra tuberculose

Fonte: Jornal da Região



Jundiaí recebeu, na última semana, mais um prêmio pelo desempenho do Município em “Qualidade nas Ações de Controle da Tuberculose”. A cidade ficou com a primeira colocação entre as localidades com mais de 100 casos registrados, com mais de 87,9% de cura entre os casos novos, pelo Fórum Estadual da Tuberculose 2018, realizado pelo governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Coordenadoria de Controle de Doenças do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” – Divisão Tuberculose.

Segundo a médica da Vigilância Epidemiológica da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), Sandra Ervolino, responsável pelo programa contra a doença na cidade, anualmente, no ano foram registrados 122 novos casos de tuberculose, número que tem se mantido constante em relação à população municipal.

"Essa premiação é muito importante e representa o trabalho em conjunto realizado não somente pela Equipe da Vigilância Epidemiológica (VE), como das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), dos Centros de Referência e Assistência Social (Cras), Creas-POP, Ambulatório de Moléstias
Infectocontagiosas (AMI) e Consultório na Rua. Em 48 horas temos o diagnóstico fechado com a equipe promovendo o tratamento do paciente”, detalha.

O tratamento varia entre seis meses e um ano. O exame de escarro, que identifica a o Bacilo de Kock (causador da doença), está disponível em toda a rede, gratuitamente e não há necessidade de encaminhamento médico para a realização. No ano passado, a cidade foi contemplada com premiação pelo Desempenho nas Ações de Controle de Tuberculose. No início deste ano, em março, foi premiado pela cobertura acima de 90% em exames de HIV/Tuberculose.


sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Ministério da Saúde publica o Protocolo de vigilância da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis no Brasil



O Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (CGPNCT), do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (DEVIT / SVS / MS), publicou o Protocolo de vigilância da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis no Brasil . 

            A vigilância da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) visa, a partir da notificação e acompanhamento das pessoas em tratamento, construir o panorama epidemiológico da ILTB nos territórios, monitorando o cuidado prestado a esses indivíduos nos serviços de saúde e gerando informações que melhor representem a realidade do país, subsidiando a tomada de decisão.

            O presente protocolo foi desenvolvido em parceria com o Grupo Técnico de Trabalho sobre ILTB, assessor da CGPNCT. Esse grupo é composto por representantes dos serviços públicos de saúde das três esferas de gestão, profissionais que prestam cuidados diretos às pessoas em tratamento para TB e ILTB, e membros de instituições acadêmicas. Além deles, diversos colaboradores de diferentes representações do país foram consultados, e, especialmente durante as visitas iniciais aos estados e estudos piloto, tiveram a oportunidade de construir coletivamente este Protocolo.

            O objetivo desse documento é oferecer aos profissionais de saúde e aos programas de controle da tuberculose (das esferas estaduais e municipais) subsídios para implantar a vigilância da ILTB em seus territórios, ao tempo que apresenta estratégias de fortalecimento e ampliação da vigilância da ILTB onde essa já está implantada.

Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis

A ILTB ocorre quando uma pessoa se encontra infectada pelo Mycobacterium tuberculosis, sem manifestação da doença ativa. Em geral, as pessoas infectadas permanecem saudáveis por muitos anos, sem transmitir o bacilo, e com imunidade parcial à doença. Estima-se que um quarto da população mundial esteja infectada pelo Mycobacterium tuberculosis. 

Isso, todavia, não significa que todos os infectados adoecerão com a forma ativa da TB, e sim que constituem reservatórios do bacilo que podem ser reativados sob condições de resposta imunológica alterada. 

O maior risco de adoecimento se concentra nos primeiros dois anos após a primo-infecção, mas o período de latência pode se estender por muitos anos. Fatores relacionados à competência do sistema imunológico podem aumentar o risco de adoecimento, e entre estes, destaca-se a infecção pelo HIV. Outros fatores de risco são as doenças ou tratamentos imunossupressores, idade menor do que dois anos ou maior do que 60 anos, diabetes mellitus e desnutrição.