quinta-feira, 12 de julho de 2012

MS, Estado e Municípios pactuam ações de monitoramento e avaliação da Tuberculose em Alagoas

Por Ascom/ Sesau

Para pactuar as ações de monitoramento e avaliação da Tuberculose em Alagoas, técnicos do Ministério da Saúde cumprem agenda de trabalho no Estado. Nesta quarta-feira (11), o coordenador-adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Fábio Moherdaui, participou de reunião com o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Toledo, para definir estratégias de controle da doença.

Um dado preocupante da Tuberculose em Alagoas é em relação aos indicadores operacionais, que são a falta de adesão ao tratamento e de assistência para a cura. Daí a necessidade de integração da Assistência e Vigilância em Saúde para melhorar os indicadores no Estado.

De acordo com a gerente de Agravos de Transmissão Respiratória, Sexual, Vigilância do Óbito e Sistemas de Informação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Ednalva Araújo, metade dos casos de tuberculose em Alagoas é detectado na Atenção Básica, enquanto que os 50% restantes são diagnosticados nos hospitais e unidades de referência.

“Os números apontam a necessidade de descentralizar as ações de agravos na Atenção Básica para atender melhor os 13 municípios alagoanos que somam 71% de detecção da doença. Os 46% dos casos restantes residem em Maceió”, explicou Ednalva Araújo, complementando que a Estratégia Saúde da Família contribui com a descentralização.

Com a exposição dos dados, o secretário Alexandre Toledo mencionou que é preciso repensar o papel da Atenção Básica. “O retardamento do diagnóstico e o tratamento tardio são preocupantes para o Estado. Por isso, é importante rever a atividade da Atenção Básica em relação à Tuberculose e os profissionais, essenciais nas unidades de referência”, disse.

“Pactuar é a palavra mais adequada para o trabalho de monitoramento e avaliação que estamos fazendo em Alagoas”, disse Fábio Moherdaui, reforçando a necessidade de atuação para com a população prioritária no Estado, que corresponde à população do sistema penitenciário, indígena e portadora de HIV, cuja tuberculose é a doença que mais mata. Por isso, as atividades conjuntas dos programas de Tuberculose e DST/Aids é prioridade do Ministério da Saúde, que tem como prioritárias, em Alagoas, as cidades de Maceió e Arapiraca.

A promotora Micheline Tenório sugeriu a busca-ativa para combater as altas taxas de abandono e a retomada do tratamento, além da vinculação das atividades da Saúde com a Assistência Social. A promotora alertou ainda sobre a ausência de notificação, que dificulta a análise dos casos.

Pactuação - Com o término da agenda de trabalhos em Alagoas durante esta semana, será enviado pelo Ministério da Saúde um relatório com as recomendações pactuadas entre Ministério, Estado e Municípios durante as reuniões, com a assinatura do ministro Alexandre Padilha.


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