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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Tuberculose, Aids e Malária na Declaração de Montevidéu



De 14 a 16 de janeiro foi realizado, no Uruguai , o VII Encontro Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS) com a participação do Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, que cobrou de todos os representantes a intensificação dos contatos e das ações bilaterais e multilaterais com o objetivo de fortalecer a cooperação no âmbito regional. 

Patriota lembrou os laços culturais que unem os países-membros do foro, e também os avanços obtidos por eles no campo socioeconômico nos últimos anos. 

Durante o evento foi assinada a  Declaração de Montevidéu  onde todos os países membros se comprometem a cumprir as ações deste plano. No item 80 destaca-se a responsabilidade dos países em relação a AIDS, Malária e Tuberculose:

“Enfatiza a necessidade de troca de informações sobre experiências nacionais bem sucedidas, as lições aprendidas, a transferência de tecnologia e acesso facilitado ao conhecimento científico a fim de promover a cooperação Sul-Sul, entre outros, em áreas de combustíveis limpos e de energia ecológica/Biocombustíveis, produção agrícola e pecuária, desenvolvimento de recursos humanos, HIV/aids, malária e tuberculose, biotecnologia, educação, Infraestrutura, tecnologia da informação e comunicação, tecnologia, investigação científica marinha, controle e fiscalização da Pesca".

Para a Declaração completa (disponível em inglês) acesse: 



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Tuberculose como urgência na agenda dos BRICS


A Parceria Stop TB divulgou declaração assinada no 2º Encontro de Ministros da Saúde dos BRICS, que aconteceu em Delhi, na ultima sexta-feira, 11. 

Segundo a declaração, os Ministros da Saúde do Brasil, da Rússia, Índia, China e África do Sul reconhecem que a tuberculose (TB), sua forma multidrogarresistente (TB-MDR) e a coinfecção tuberculose e HIV são grave problema de saúde pública para os países dos BRICS, devido à alta prevalência e incidência, principalmente entre as populações mais vulneráveis e marginalizadas da sociedade. 

Assim, decidiram cooperar para o desenvolvimento da capacidade e infraestrutura visando a redução das taxas de tuberculose por meio da pesquisa e do desenvolvimento de novos medicamentos, vacinas, diagnóstico e promoção de consórcios para que pesquisadores possam colaborar em ensaios clínicos, visando a ampliação do acesso aos medicamentos de baixo custo e a prestação de serviços de saúde com qualidade.

Os ministros também reconheceram a necessidade da adoção e melhoria dos sistemas de notificação das pessoas com tuberculose e disponibilidade de medicamentos nos serviços de saúde, qualificando o desempenho dos fornecedores e otimizando os sistemas de compras. 

Com relação à coinfecção TB/HIV, entenderam que é preciso melhorar a logística e a gestão da coinfecção nos serviços de saúde primária, bem como nos serviços especializados de atenção à pessoa com HIV, para ampliar o diagnóstico precoce da coinfecção TB/HIV.

"Pela primeira vez, os Ministros dos BRICS discutiram e acordaram sobre etapas cruciais para reduzir a carga de TB-MDR e TB/HIV, destacando a necessidade de colaboração reforçada entre estes países, incluindo a implementação de soluções justas, acessíveis e sustentáveis”, disse a Dra. Lucica Ditiu, Secretária Executiva da Parceria Stop TB.

Os ministros renovaram o compromisso de intensificar a cooperação internacional em saúde, em particular a cooperação Sul-Sul, com o objetivo de apoiar os esforços dos países em desenvolvimento para promover a saúde universal e estabelecer a rede de cooperação tecnológica dos BRICS.  Destacaram também o importante papel dos medicamentos genéricos para a execução do direito à saúde e a importância da transferência de tecnologia para capacitar os países em desenvolvimento, que são cruciais para a ampliação do acesso ao tratamento de TB-MDR e TB/HIV.

“Quando você considera que estes cinco países são responsáveis por 43% da população e aproximadamente metade dos casos de tuberculose do mundo – e quase um terço dos casos multirresistente a medicamentos – entende que este forte compromisso de cooperação e ampliação das ações pode ser a grande virada na luta global contra a doença. Nos dá motivos para ter esperança”, disse Dr. Mario Raviglione, diretor do Departamento Stop TB da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para ler a declaração na íntegra (em inglês) acesse: http://pib.nic.in/newsite/erelease.aspx?relid=91533