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terça-feira, 3 de junho de 2014

Jogadores do Corinthians fazem campanha para driblarmos a tuberculose no Brasil

Lançado em 27 de maio, o Projeto Driblando a Tuberculose ganhou apoio de mais jogadores de futebol!

Desta vez, o time do Corinthians reuniu jogadores para passaram a mensagem de como nós podemos driblar a tuberculose! 

Assista ao vídeo:



Projeto Driblando a Tuberculose

O projeto, que tem como objetivo informar as crianças sobre tuberculose a partir do futebol, é uma iniciativa da Parceria Brasileira contra a Tuberculose, Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde e Educação do Estado e Município de São Paulo, e surgiu da adaptação da campanha Kick TB realizada na África do Sul em 2010.

Ao associar o espetáculo mundial do futebol à necessidade de mobilização em massa, o projeto pretende “driblar a tuberculose” por meio do compartilhamento de informações sobre a doença e envolvimento de crianças de escolas estratégicas na disseminação dessas informações em suas respectivas comunidade.

Para isso, foram confeccionadas cinco mil bolas com mensagens de sintomas e prevenção da tuberculose para serem distribuídas nas escolas e trabalhadas segundo metodologia específica.



quarta-feira, 28 de maio de 2014

Driblar a tuberculose: um verdadeiro gol de placa

Um time: alunos, professores e profissionais de saúde.
Uma ferramenta de comunicação: a bola.
Um objetivo: driblar a tuberculose!

Foi em clima de copa que os estudantes do Centro Educacional Unificado Butantã conheceram, nesta terça-feira, 27 de maio, o projeto Driblando a tuberculose, que tem como objetivo informar as crianças sobre a doença a partir da grande paixão nacional: o futebol. 

O publico assiste ao lançamento
do projeto
O projeto é uma iniciativa da Parceria Brasileira contra a Tuberculose, Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde e Educação do Estado e Município de São Paulo, e surgiu da adaptação da campanha Kick TB realizada na África do Sul em 2010.

Ao associar o espetáculo mundial do futebol à necessidade de mobilização em massa, o projeto pretende “driblar a tuberculose” por meio do compartilhamento de informações sobre a doença e envolvimento de crianças de escolas estratégicas na disseminação dessas informações em suas respectivas comunidade.

Para isso, foram confeccionadas cinco mil bolas com mensagens de sintomas e prevenção da tuberculose para serem distribuídas nas escolas e trabalhadas segundo metodologia desenvolvida pelo projeto.

É sabido que por meio do esporte se aprende valores como tolerância, solidariedade e trabalho em equipe. O que ainda não haviam testado é a eficácia do esporte como ferramenta de comunicação em saúde nas escolas.


A cerimônia de lançamento

Fanfarra EMEF Eda Teresinha
A abertura do evento ficou por conta da Banda Marcial da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Eda Teresinha, que tocou diversas músicas acompanhadas de coreografias e acrobacias de ginastas. 


Antes da solenidade com as autoridades locais, foi mostrado vídeo com o depoimento do goleiro-artilheiro do São Paulo Futebol Clube, Rogério Ceni, falando sobre a importância de driblar a tuberculose e marcar um gol de placa pela saúde. Assista ao vídeo abaixo:





O evento contou com a participação do secretário executivo da Parceria contra a Tuberculose (Stop TB Brazil), Jair Brandão; do coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, Dr. Draurio Barreira; do Diretor da CEPHEID no Brasil, Dr. Jose Aparecido Soares; da Coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Dra. Vera Galesi; da Coordenadora do Programa Saúde na Escola, do Ministério da Saúde, Danielle Cruz; da Coordenadora da Atenção Básica da Secretaria Municipal da Saúde, Dra. Rejane Calixto Gonçalves; da Gerente do Centro de Controle de Doenças da Coordenação de Vigilância em Saúde, Dra. Rosa Nakasaki; da Joane Vilela, Secretária Adjunta de Educação do Município de São Paulo; da coordenadora geral da Rede Paulista de Controle Social da Tuberculose, Nadja Faraone; e do tricampeão mundial de futebol, Paulo Cezar Caju. 

Draurio Barreira e Jair Brandão com    
as bolas do projeto
Emocionado com a concretização do projeto, o ativista e secretario executivo da Parceria Brasileira contra a Tuberculose, Jair Brandão, destacou a importância de combater o estigma e o preconceito associados à tuberculose, ressaltando que o apoio da família e dos amigos é fundamental para o êxito do tratamento.

“Isolar o paciente é digno de cartão vermelho, pois não favorece o tratamento da doença. Já o suporte e o acolhimento são sinais verdes para combater a TB”, pontuou.

O coordenador do PNCT, Draurio Barreira, acredita que o sucesso do projeto reside justamente no repasse das informações aos alunos, envolvendo-os na luta contra a tuberculose de forma lúdica e divertida, tornando-os atores do processo de difusão do conhecimento em seus lares e comunidades, ajudando na detecção de casos.

    Naomi Komatsu e o ex jogador 
da seleção Paulo César Cajú
 “Além disto, o projeto foi a grande oportunidade de estreitar os laços entre a saúde e a educação. Por ser uma doença diretamente ligada a questões sociais, precisamos envolver os demais setores, além da saúde, nesta luta”, enfatizou Draurio.

Animada com o potencial do projeto, a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Dra. Vera Galesi sinalizou o interesse do estado de São Paulo em ampliar o projeto para outros municípios prioritários para tuberculose, estreitando a parceria com o Programa Saúde na Escola.

              Equipe da super TV Mirim                
Para encerrar a cerimônia com chave-de-ouro, o ex-jogador da seleção, Paulo Cezar Cajú, relatou aos alunos como driblou as dificuldades da vida e se tornou campeão da Copa de 70 e convocou a todos para driblar a tuberculose nas comunidades paulistanas.

Durante o evento, dez crianças foram sorteadas para receber uma bola de cada uma das autoridades da mesa. A cobertura da cerimonia foi devidamente realizada pela TV mirim, uma iniciativa bacana do complexo escolar.

Sobre o projeto

Foram confeccionadas cinco mil bolas com mensagens de sintomas e prevenção da tuberculose para serem distribuídas e utilizadas em atividades nas escolas de áreas estratégicas da cidade. Além disso, alunos, professores e profissionais de saúde foram sensibilizados para os diversos aspectos da doença como sintomas, formas de prevenção, diagnóstico e tratamento e questões sociais como o combate ao estigma e preconceito, a importância da adesão ao tratamento e do acolhimento ao doente com tuberculose.

Equipe e parceiros do projeto
O próximo passo do projeto será a entrega dos Passaportes da Saúde aos alunos. Por meio dessa ferramenta, os alunos poderão verificar se os sintomas da doença estão presentes em suas famílias, atuando como “agentes de saúde” ao disseminar as informações aprendidas e identificar pessoas que podem estar com tuberculose.

Depois de preenchido, o passaporte da saúde deverá ser entregue aos professores e repassados aos profissionais de saúde. Estes farão uma triagem nos passaportes, buscando aqueles que foram identificados com sintomas da tuberculose e agendando uma visita para orientação sobre a procura de uma unidade de saúde para realização de exames. 

Um plano de Monitoramento e Avaliação está em desenvolvimento para que o impacto do projeto seja devidamente mensurado e, com base nas evidencias, expandido para o resto do país.

Parceria com a iniciativa privada

A Cepheid, empresa responsável pelo desenvolvimento do teste rápido molecular para o diagnóstico da tuberculose, o Gene Xpert®, foi a grande apoiadora do projeto. A empresa financiou a produção e entrega das cinco mil bolas personalizadas com as informações sobre a doença. Os representantes brasileiros da empresa acompanharam o lançamento do projeto, onde o reconhecimento pelas ações da Cepheid foi tratado pelas demais autoridades presentes. O diretor brasileiro, José Aparecido, destacou o comprometimento da Cepheid na luta contra a tuberculose, seja no âmbito do diagnóstico por meio de seus produtos, como no meio social, como apoiadores deste projeto.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Estratégia global de tuberculose pós 2015 é aprovada


Após a manifestação de 54 países, a "Estratégia global e metas para a prevenção, atenção e controle da tuberculose pós-2015" foi aprovada na Assembléia Mundial da Saúde, nesta segunda-feira. Isto significa que o mundo acordou uma estratégia para acabar com a tuberculose como uma pandemia - reduzindo a incidência para menos de 10 casos por 100.000 habitantes e a mortalidade em 95% até 2035. 

Devido à experiência em cobertura universal por meio do Sistema Único de Saúde e às propostas de proteção social para o enfrentamento da tuberculose, o Brasil foi protagonista na construção desta nova estratégia, sendo escolhido para apresentá-la na Assembleia Mundial de Saúde. 

Baseada em três pilares, a nova estratégia amplia as ações de controle da doença, valorizando as ações de inovação e a incorporação de novas tecnologias, incluindo ações de proteção social aos pacientes, recomendando o acesso universal à saúde e estabelecendo metas arrojadas a serem atingidas.

O desafio é enorme: aumentar a redução de novos casos, que hoje vem caindo 2% ao ano, para mais de 10% ao ano, durante os próximos vinte anos. (É difícil até falar!)

Para isso, a OMS continuará a desenvolver e atualizar a orientação normativa e a política global para a prevenção, cuidado e controle da tuberculose, à luz de novas evidências e inovações. Os Estados-Membros terão suporte para desenvolver indicadores, etapas e metas - nacionalmente apropriados - para contribuir para o alcance local e global da meta em 2035.

A OMS também irá promover o desenvolvimento de pesquisas para diagnóstico, tratamento e vacinas, buscando melhorar a eficácia daquilo que já existe e estimular o desenvolvimento e a absorção de possíveis inovações.

Além disso, o próximo plano de cinco anos da Stop TB Partnership (2016-2020) deve definir a direção para se alcançar as metas propostas nesta estratégia. Juntas, a OMS e a Stop TB Partnership irão trabalhar no desenvolvimento do plano de investimento global, e, quando necessário, buscar novos parceiros, dentro e fora do setor da saúde, a fim de implementar a nova estratégia.

A tuberculose no Brasil

Em 2012, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou que o Brasil alcançou a meta de reduzir pela metade a taxa de mortalidade por TB quando comparada a 1990. Em 2011, o número de óbitos foi cerca de 4.600, o que corresponde a 2,4 óbitos por 100 mil habitantes. Ainda assim, o país ainda não atingiu as metas de cura e de redução do abandono preconizadas pela OMS.

Em 2012, o Brasil curou 71,6% dos casos de tuberculose, quando o preconizado pela OMS é de, no mínimo, 85%. Quanto ao abandono do tratamento, o país tem proporção de 10%, quando o aceitável é de 5%.

Segundo a nova classificação da OMS para a epidemia de tuberculose, o Brasil não possui mais uma epidemia generalizada, mas uma epidemia concentrada em algumas populações como as pessoas que vivem em situação de rua, os privados de liberdade, a população indígena e aqueles que vivem com HIV. 

Por essa razão, o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), Draurio Barreira, sempre procura enfatizar a necessidade de se pensar em estratégias especificas para o enfrentamento da doença nessas populações.

Para ele, as articulações intersetoriais são fundamentais para garantir os direitos das pessoas com tuberculose e contribuir para a adesão ao tratamento a partir do recebimento de benefícios sociais e do acesso a programas já existentes, diminuindo a taxa de abandono e conseqüentemente a incidência de manifestações resistentes. 

"No Brasil, temos avançado na luta contra os determinantes sociais da tuberculose. Muitos estados e municípios já oferecem algum tipo de suporte social durante o tratamento da doença, como ticket alimentação e vale transporte", explicou.

Reconhecendo a necessidade de respostas multissetoriais, o país tem discutido e elaborado propostas na área de proteção social para o enfrentamento da tuberculose, por meio de parcerias intersetoriais. É o caso da criação da Frente Parlamentar de Luta contra a Tuberculose (2012) e o estabelecimento de uma Comissão Especial do Congresso Nacional destinada a analisar e diagnosticar a situação em que se encontram as políticas de governo relacionadas às doenças determinadas pela pobreza (2013), ambas as iniciativas inserem a temática da tuberculose na agenda do parlamento brasileiro.

Também merece destaque a construção do plano de ações conjuntas entre Saúde e Assistência Social em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Nessa agenda está inclusa a discussão sobre o componente de proteção social para as pessoas com tuberculose. O objetivo é ampliar o debate sobre a doença e introduzir novas abordagens para o controle da tuberculose no Brasil.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Autorizado o repasse de 16,2 milhões para ações de vigilância, prevenção e controle da tuberculose

Nesta quarta-feira, 18, foi publicada no Diário Oficial da União, a portaria 3.110 que autoriza o repasse de 16,2 milhões para 12 municípios de alta carga de tuberculose (TB) para implantação e/ou implementação de ações contingenciais de vigilância, prevenção e controle da doença. 

A transferência dos recursos está vinculada a uma Proposta de Ações Contingenciais em Vigilância em Saúde (PACVS) encaminhada pelos Municípios, analisada e aprovada pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Em 2012 foram notificados no país cerca de 70 mil casos novos de TB, o que corresponde a uma taxa de incidência de 36,7 casos por 100 mil habitantes. Embora as capitais e suas regiões metropolitanas representem apenas 6% (seis por cento) do total de municípios do país, concentram 59% do total de casos de tuberculose do Brasil. Por essa razão, os municípios escolhidos foram: Manaus, Salvador, Fortaleza, São Luís, Belo Horizonte, Belém, Recife, Rio de Janeiro, São João de Meriti, Porto Alegre, Guarulhos e São Paulo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está classificado como um país de alta carga para a TB, porém com epidemia concentrada, estando fortemente vinculada às populações excluídas socialmente, que vivem em condições precárias de moradia e de saneamento básico e com difícil acesso ao sistema de saúde.

Assim, a proposta de Ações Contingenciais para Enfrentamento da Tuberculose em Municípios Selecionados visa o apoio à implantação de estratégias inovadoras que intensifiquem o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento voltado à população geral, bem como abordagens conjuntas de atenção à saúde e proteção social às populações mais vulneráveis como a população privada de liberdade, população em situação de rua, população indígena e pessoas que vivem com HIV. 

Além disso, as ações previstas não estão pautadas apenas no setor saúde, buscando a construção de estratégias combinadas de ações programáticas e proteção social, envolvendo os mais diversos setores e a sociedade civil. 

O repasse do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde dos Municípios deverá ser realizado nos próximos dias. Representantes da sociedade civil devem acompanhar o recebimento do recurso e monitorar a execução da proposta junto aos gestores responsáveis.

Para ler a Portaria na integra, acesse:

https://drive.google.com/file/d/0B0CE2wqdEaR-ZUlnZWMtZkRKUXc/edit?usp=sharing

https://drive.google.com/file/d/0B0CE2wqdEaR-NmV6VTRITXcwYVk/edit?usp=sharing

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Aberta inscrição de experiência para o Laboratório de Inovação sobre Atenção de Adolescentes e Jovens

Da OPAS/OMS

Reunir, identificar e valorizar as práticas inovadoras na Atenção à Saúde de Adolescentes e Jovens. Este é o principal objetivo do Laboratório de Inovação sobre Boas Práticas na Atenção de Adolescentes e Jovens, que recebe inscrições de experiências até 12 de outubro. Podem participar qualquer serviço de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), seja no hospital, no ambulatório ou na atenção básica e por entidades vinculadas que desenvolvam ações voltadas para esse público específico.

“O Brasil tem muitas experiências dos serviços de saúde para essa faixa etária. Queremos conhecer e dar visibilidade para essas práticas inovadoras, que atendem uma parcela significativa da população brasileira, em torno de 51 milhões de pessoas”, adianta Thereza de Lamare Franco Neto, coordenadora da Área de Saúde do Adolescente, do Ministério da Saúde (MS).

A iniciativa foi por meio da Coordenação Geral de Saúde de Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS-Brasil). A proposta é que o material reunido no novo espaço fique à disposição de gestores do SUS que estejam em busca de respostas a problemas similares. O edital de convocação foi lançado durante a reunião do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), em Brasília, para marcar as celebrações pelo “12 de Agosto - Dia Internacional da Juventude”.

O edital de convocação está dividido em dois eixos temáticos. O primeiro contempla as boas práticas da atenção à saúde do jovem e do adolescente, envolvendo a melhoria e ampliação do acesso; melhoria da qualidade da atenção; saúde sexual e saúde reprodutiva; educação em sexualidade e planejamento reprodutivo; Rede Cegonha; Rede de Atenção Psicossocial; envolvimento de outros setores (intersetorialidade); programação e execução de recursos financeiros; práticas de difusão do conhecimento e da informação; e comunicação e integração entre os serviços.

O segundo eixo trata da participação juvenil, ou seja, experiências exitosas e inovadoras que promovam o protagonismo de adolescentes e jovens na atenção à saúde e que estejam passíveis de monitoramento da implementação pelo setor saúde por meio do SUS.


No ato da inscrição da experiência, o responsável deverá informar o eixo e a área referente ao seu trabalho e apresentar a anuência do gestor para sua inscrição. Posteriormente, será enviado um termo de consentimento para a divulgação do trabalho. 

As inscrições vão até 12 de outubro, no endereço http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=12453. A seleção dos trabalhos será feita pelo Grupo de Trabalho Saúde do Adolescente e Jovem (GTSAJ), instituído pelo MS e OPAS Brasil.

Veja o convite, em vídeo, da coordenadora da área da Saúde do Jovem e do Adolescente, Thereza de Lamare, para os profissionais de saúde: http://www.youtube.com/watch?v=sDQND_br0yA&list=UUGsh5I0NMEJWZ4x73WzxrXg


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

IV Encontro de Pesquisa e Inovação em Tuberculose da Bahia subsidia Subcomissão de doenças relacionadas à pobreza

De 24 a 26 de julho foi realizado, em Salvador, o IV Encontro de Pesquisa e Inovação em Tuberculose na Bahia. O evento, que reuniu especialistas nacionais e internacionais, trouxe importantes contribuições sobre determinação social da tuberculose com destaque à necessidade de se fortalecer parcerias e fomentar novos estudos e pesquisas. Prevenção e diagnóstico também não ficaram de fora do debate.

Durante a cerimônia de abertura a subsecretaria estadual de saúde, Maria Lucia Rocha, destacou que o maior desafio é ampliar a cura em Salvador. “Temos uma elevada incidência de TB na nossa capital principalmente nas populações vulneráveis como população vivendo em situação de rua e TB-HIV. Iniciativas como esta são importantes para juntos reduzirmos essa doença em nosso estado. Sabemos, por exemplo, que a Atenção Básica é a porta de entrada. No entanto, contamos com uma cobertura tímida de 28% da estratégia saúde da família. Precisamos ampliar a cura, busca ativa e diminuir o abandono. Ampliar as parcerias com a sociedade civil e outros setores. E, mais do que nunca, precisamos reduzir o tempo de tratamento”.

Para o pesquisador e professor do Instituto de Saúde Coletiva (ISC), Maurício Barreto, nas últimas décadas houve avanços no que se refere a diagnósticos e novos medicamentos. No entanto, destacou que a melhoria das condições sociais foi fundamental nesse processo. “As pesquisas são fundamentais para avaliação das políticas publicas em saúde”, pontuou.

Segundo Eduardo Mota, do ISC, o evento contou com a participação de representantes de três níveis de governança. “Eventos como esse devem subsidiar as ações dos serviços, os planos governamentais.O fato de estarmos realizando este IV encontro mostra a nossa persistência em discutir o tema”.

Na ocasião, o coordenador da Frente Parlamentar de luta contra a Tuberculose, o deputado federal Antônio Brito (PTB-BA), discorreu sobre os dados preliminares da Subcomissão de doenças relacionadas à pobreza, instalada em março no Congresso Nacional.

Brito relatou breve histórico da Frente Parlamentar que, em menos de dois meses de formação, já havia aprovado a emenda ao artigo 51 da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2013, que desvincula a obrigatoriedade de detenção do CEBAS para a liberação de recursos para as organizações não governamentais. "Agora temos dois novos desafios: buscar recursos para investir em pesquisas e em ações da sociedade civil para o controle da tuberculose".

Para isso, a Frente Parlamentar articulou dentro do Congresso Nacional a formação de uma Subcomissão especial para fazer um diagnóstico das ações voltadas para as doenças relacionadas à pobreza.

A primeira audiência pública para subsidiar a Subcomissão aconteceu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e teve como objetivo ouvir a sociedade civil. A segunda está prevista para acontecer no dia 13 de agosto, em Brasília, na qual instituições governamentais serão ouvidas.

“Dada a relevância da UFBA que já está em seu IV encontro de pesquisadores, tudo o que for dito no encontro também será utilizado como subsidio para a subcomissão. Na primeira quinzena de setembro devemos apresentar o relatório final. Por isso, precisamos ouvir a comunidade científica para que sejam tomadas providências relacionadas aos desafios enfrentado pelos pesquisadores no Brasil”, enfatizou.

Segundo o deputado, o Brasil provou que é possível articular tecnicamente e politicamente para o enfrentamento desta doença. "É importante levar dados e informações sobre TB para o Parlamento, para que este possa se articular e apresentar projetos de lei que favoreçam os doentes" incentivou. 

Além disso, pesquisadores do evento se organizaram para construir um documento para ser incluído no relatório da Subcomissão.

Conferência José Silveira

Após a cerimônia de abertura, o pesquisador e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Paulo Buss, iniciou o ciclo de seminários com a Conferência José Silveira onde discorreu sobre os macro determinantes sociais como os principais desafios para a promoção da saúde. 

"O movimento de mal estar social que tem levado a tantas manifestações difusas não deixam de refletir, a meu ver, o processo de determinação social. Esse mal vem da compreensão difusa que a sociedade tem sobre isso”, destacou.

Para ele, articulação intersetorial é fundamental para garantir os direitos das pessoas com tuberculose, promovendo a efetividade do tratamento e a superação das desigualdades em saúde. 

Buss parabenizou o Programa Nacional de Controle da Tuberculose pela inclusão de um capitulo sobre Comunicação Advocacy e Mobilização Social (CAMS) no Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil. “Apesar de pequeno (o capítulo), é um avanço”. 

Representantes do PNCT sinalizaram que a temática será aprofundada na segunda edição do material a partir das experiências e ações desenvolvidas desde o lançamento da primeira edição em 2011. Ressaltou-se também a criação de uma nova área no Programa voltada especialmente para tratar das questões relacionadas ao acesso aos serviços e às populações mais vulneráveis à tuberculose.

Homenagem a José Silveira

Além de dar nome à conferência de abertura do IV Encontro, José Silveira também foi homenageado em palestra ministrada por Mauricio Barreto.

Cientista de projeção internacional, José Silveira é considerado um dos principais precursores da luta contra a tuberculose no Brasil. Ele foi o responsável pela criação do Instituto Brasileiro para Investigação de Tuberculose (IBIT), entidade de caráter científico-cultural, sem finalidade lucrativa e que se destina ao ensino, à pesquisa e à assistência médico-social, no amplo sentido. A Fundação é considerada referência na luta contra a tuberculose no estado da Bahia.

“Uma trajetória exemplar que mistura pesquisador, um dos mais aguçados e periódicos de seu tempo, professor e construtor. Elegeu o IBIT para ser sua base para produção cientifica na luta contra a TB. Um esforço pessoal. A principal característica dele? Ser múltiplo”, destacou Barreto.

Ao final do evento a Fundação José Silveira concedeu premiações aos melhores trabalhos apresentados. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

IV Encontro de Pesquisa e Inovação em Tuberculose na Bahia

De 24 à 26 de julho será realizado, em Salvador, o IV Encontro de Pesquisa e Inovação em Tuberculose na Bahia. O objetivo é promover a troca experiências que favoreçam melhor atuação frente aos determinantes sociais perpetuadores da tuberculose, incentivando o apoio às pesquisas e à articulação entre os Programas de Controle da Tuberculose e as instituições de pesquisa.

Na programação, estão previstas palestras, mesas-redondas, conferências e apresentação de pôsteres de estudantes de pós-graduação e de profissionais de serviços de saúde. Inscrições e submissão de resumos podem ser realizados até quinta-feira, 27 de junho.

Além dos determinantes sociais, serão discutidos avanços na prevenção e diagnóstico da tuberculose e estudos sobre redes sociais. O evento contará com a participação de palestrantes internacionais, para fortalecer o intercâmbio do conhecimento e estabelecer parcerias para estudos e pesquisas.

Para a programação completa, clique aqui.



Após revisão pela Comissão Científica, os autores serão informados da aceitação do trabalho via e-mail a partir do dia 1º de julho.


Serviço

IV Encontro de Pesquisa e Inovação em Tuberculose na Bahia
Data: 24 à 26 de julho de 2013
Horario: 8h às 18h
Local: Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia 











terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Tuberculose como urgência na agenda dos BRICS


A Parceria Stop TB divulgou declaração assinada no 2º Encontro de Ministros da Saúde dos BRICS, que aconteceu em Delhi, na ultima sexta-feira, 11. 

Segundo a declaração, os Ministros da Saúde do Brasil, da Rússia, Índia, China e África do Sul reconhecem que a tuberculose (TB), sua forma multidrogarresistente (TB-MDR) e a coinfecção tuberculose e HIV são grave problema de saúde pública para os países dos BRICS, devido à alta prevalência e incidência, principalmente entre as populações mais vulneráveis e marginalizadas da sociedade. 

Assim, decidiram cooperar para o desenvolvimento da capacidade e infraestrutura visando a redução das taxas de tuberculose por meio da pesquisa e do desenvolvimento de novos medicamentos, vacinas, diagnóstico e promoção de consórcios para que pesquisadores possam colaborar em ensaios clínicos, visando a ampliação do acesso aos medicamentos de baixo custo e a prestação de serviços de saúde com qualidade.

Os ministros também reconheceram a necessidade da adoção e melhoria dos sistemas de notificação das pessoas com tuberculose e disponibilidade de medicamentos nos serviços de saúde, qualificando o desempenho dos fornecedores e otimizando os sistemas de compras. 

Com relação à coinfecção TB/HIV, entenderam que é preciso melhorar a logística e a gestão da coinfecção nos serviços de saúde primária, bem como nos serviços especializados de atenção à pessoa com HIV, para ampliar o diagnóstico precoce da coinfecção TB/HIV.

"Pela primeira vez, os Ministros dos BRICS discutiram e acordaram sobre etapas cruciais para reduzir a carga de TB-MDR e TB/HIV, destacando a necessidade de colaboração reforçada entre estes países, incluindo a implementação de soluções justas, acessíveis e sustentáveis”, disse a Dra. Lucica Ditiu, Secretária Executiva da Parceria Stop TB.

Os ministros renovaram o compromisso de intensificar a cooperação internacional em saúde, em particular a cooperação Sul-Sul, com o objetivo de apoiar os esforços dos países em desenvolvimento para promover a saúde universal e estabelecer a rede de cooperação tecnológica dos BRICS.  Destacaram também o importante papel dos medicamentos genéricos para a execução do direito à saúde e a importância da transferência de tecnologia para capacitar os países em desenvolvimento, que são cruciais para a ampliação do acesso ao tratamento de TB-MDR e TB/HIV.

“Quando você considera que estes cinco países são responsáveis por 43% da população e aproximadamente metade dos casos de tuberculose do mundo – e quase um terço dos casos multirresistente a medicamentos – entende que este forte compromisso de cooperação e ampliação das ações pode ser a grande virada na luta global contra a doença. Nos dá motivos para ter esperança”, disse Dr. Mario Raviglione, diretor do Departamento Stop TB da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para ler a declaração na íntegra (em inglês) acesse: http://pib.nic.in/newsite/erelease.aspx?relid=91533 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

EUA aprovam 1° medicamento contra tuberculose depois de 40 anos


Tratamento combate tipo da doença resistente aos remédios que já existem. Casos estão em crescimento no mundo, com 400 mil afetados em 2011.

Da France Presse

A FDA, a agência de regulação de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, anunciou nesta segunda-feira a aprovação do Sirturo, um tratamento contra a tuberculose multirresistente aos medicamentos existentes, convertendo-se na primeira droga contra esta doença autorizada em 40 anos.

"A tuberculose multirresistente é uma grave ameaça à saúde do mundo e o Sirturo oferece um tratamento de que necessitavam pacientes que não dispõem de outra opção terapêutica", afirmou Edward Cox, da FDA, em um comunicado.

"No entanto, pelo fato de o medicamente possuir riscos importantes, os médicos devem garantir seu uso correto e apenas em pacientes que não têm outra opção", insistiu.

A tuberculose multirresistente (MR), que está em crescimento, com 400 mil casos no mundo em 2011, segundo a Organização Mundial da Saúde, resiste à isoniazida e à rifampicina, os dois mais poderosos medicamentos antituberculose disponíveis atualmente.

A principal causa da multirresistência é a aplicação incorreta dos tratamentos antituberculose. Na maioria dos casos, a doença pode ser superada em seis meses, com uma administração restrita do tratamento, segundo os médicos.

O Sirturo, elaborado pelo laboratório americano Johnson and Johnson e que é utilizado em combinação com outros medicamentos antituberculose, atua neutralizando uma enzima necessária para que a bactéria responsável pela infecção, o bacilo de Koch, possa multiplicar-se e expandir-se por todo o corpo.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Parceria Stop TB lança chamada para financiamento de projetos comunitários para o controle da tuberculose

A parceria Stop TB lançou novo edital para o fomento de ações de base comunitária sobre  tuberculose (TB). O objetivo é apoiar atividades de articulação estratégica (advocacy) e mobilização social destinadas a sensibilizar e capacitar as comunidades no envolvimento direto na luta contra a TB.

Podem participar da seleção, organizações da sociedade civil de países afetados pela TB, especialmente as de base comunitária, com pelo menos um ano de atividade registrada, ou seja, vale a data do certificado de registro da organização (CNPJ).

Se a sua instituição não preencher os requisitos exigidos, é possível apresentar projeto em parceria com alguma outra organização que tenha toda a documentação necessária. Além disso, cabe destacar que este processo seletivo acontece todos os anos e ainda que não seja possível participar desta rodada, talvez fosse interessante preparar a documentação da instituição para participar da próxima.

Os selecionados receberão bolsas de 5.000 a 20.000 dólares e o projeto proposto deve ser executados em até 12 meses. É importante observar cuidadosamente as diretrizes do edital e as informações sobre como preencher o formulário de candidatura.

Linhas de Projeto para o Brasil

Nem todas as linhas para execução dos projetos são cabíveis ao Brasil. Das 11 linhas de projeto descritas no edital (listadas de A à K), as organizações brasileiras podem participar:

A - Identificação de ativistas da saúde e pessoas afetadas pela TB com potencial para desenvolver suas habilidades e incentivar a inclusão e participação de outras pessoas ampliando as ações de advocacy (articulação) em nível nacional. 

B - Capacitar/subsidiar, representantes da comunidade e da sociedade civil afetada pela TB com as ferramentas e os conhecimentos mais recentes relacionadas à TB, TB multi-resistente (MDR) e coinfecção TB/HIV;

F- Apoiar o trabalho dos ativistas (capacitados por meio desta subvenção) durante o período de execução do projeto (até 12 meses) e/ou ajudá-los a atingir os objetivos estabelecidos (dialogar com os parlamentares,  cumprir os planos de trabalho de advocacy desenvolvidos durante a capacitação, relatar/informar sobre temas da TB de interesse da sociedade) e o monitoramento destes para melhorar os programas de TB por meio das ações de advocacy.

G - Estabelecer um rede de ativistas de TB, com alto nível de conhecimento, capazes de conduzir ações de advocacy (articulação estratégica) em eventos nacionais, uma rede de pessoas proativas e preparadas para  capazes de se engajar e se articular em convocatórias nacionais, qualificados e treinados para atuarem em eventos internacionais, que mantenham uma página no Facebook (ou outras ferramentas de rede social) dando visibilidade ao trabalho desenvolvido (atividades realizadas e resultados obtidos) e conectando-se com outras pessoas e redes de outros países que utilizam meios, como blog e twitter, para expressar as aspirações, necessidades e prioridades de advocacy para as comunidades afetadas pela tuberculose;

I - Criar e/ou subsidiar redes de colaboração existentes com o objetivo de aumentar o investimento nacional do Ministério da Saúde em ações referentes à tuberculose, e colaborar com outras redes de outros países/regiões.

J - Facilitar a colaboração/articulação entre os responsáveis pelos programas de aids e tuberculose.

O projeto pode contemplar mais de uma atividade listada acima. No entanto, cada organização deverá apresentar APENAS UM projeto.

Perfil e Documentação

Para participar da seleção, as organizações devem:
  • ter uma estrutura básica de gestão e processos em andamento;
  • ser solvente, ou seja, ter as contas em dia, com ou sem financiamento da Stop TB Partnership;
  • representar e servir uma comunidade específica, como as pessoas vivendo com TB, TB multirresistente ou coinfectados TB/HIV, mulheres, crianças, comunidades pobres/negligenciadas, ou pessoas que vivem em áreas rurais remotas com carga significativa de TB;
  • ter um histórico de atividades realizadas com resultados e produtos tangíveis na área de advocacy ou mobilização social;
  • ter uma estratégia claramente definida com Missão, Visão e um conjunto de objetivos;
  • ter experiência no fornecimento de apoio local para as comunidades;
  • ter articulações com outros setores e/ou instituições de saúde;

Para participar da seleção, as inscrições devem:
  • ser devidamente preenchidas (com todos os campos obrigatórios concluídos);
  • ser recebido pela Stop TB Partnership, juntamente com todos os elementos comprovativos antes da data limite de candidatura (30/09);
  • não exceder 20.000 dólares na execução do projeto;
  • não exceder 12 meses de duração;
  • objetivos claramente definidos, atividades e resultados (indicadores/medidas) que poderão ser alcançados por meio do projeto específico para os quais o financiamento está sendo solicitado;
  • ter documentação para confirmar que é uma organização registrada (CNPJ, ata de fundação e estatuto) e estar em funcionamento há pelo menos um ano completo (de acordo com a data exibida no certificado de registro);
  • o orçamento gastos em custos salariais e administrativos não pode exceder 25% do orçamento total. O resto do financiamento deve ser gasto em atividades relacionadas com os objetivos diretos do projeto (75% em atividades e 25% sobre os vencimentos para custos administrativos);
  • concordar em fazer parte da rede de ativistas da Parceria Stop TB e compartilhar seus conhecimentos por meio da plataforma. Para fazer parte da rede, basta acessar o link  http://www.stoptb.org/getinvolved/joinus.asp, preencher o formulário Stop TB Partnership Application Form. Importante acompanhar o preenchimento do formulário por meio do checklist disponibilizado.

No ato da inscrição é imprescindível anexar uma cópia do certificado nacional de pessoal jurídica (CNPJ), a ata da fundação e o estatuto.

Inscrição

A inscrição deverá ser realizada até 30 de setembro. Para se candidatar, basta acessar a página http://www.stoptb.org/global/awards/cfcs/, criar um login e uma senha.

Ao acessar a página é possível preencher o formulário de inscrição e anexar os documentos exigidos para participar da seleção por meio do Application Tracking System (para o upload dos arquivos).

A Stop TB Partnership também disponibilizou um guia para auxiliar no preenchimento do formulário de inscrição, bem como orientar a construção do projeto.

Guia para construção do Projeto

Neste link há um guia de auxilio ao preenchimento do formulário de inscrição online e construção de um projeto conciso e competitivo. O guia está disponível em inglês, francês e espanhol (ao final da página no site).

Recomenda-se leitura deste guia antes (para preparação do projeto) e durante a inscrição para que nenhuma das etapas seja esquecida. TODOS os campos do formulário online devem ser preenchidos e os documentos exigidos anexados.

Segue, abaixo, explicação breve sobre os 10 itens abordados pelo guia. O objetivo é auxiliá-los na construção do projeto pelo claro entendimento do guia. Não substitui a leitura do mesmo! 

1. O projeto deve conter uma breve introdução sobre a sua proposta inovadora e o plano de execução das atividades propostas, levando em consideração às linhas de projeto de A à K listadas acima. cabe destacar a necessidade de se identificar claramente com qual das linhas o seu projeto irá trabalhar e como irá trabalhar os temas de saúde à(s) comunidade(s) escolhida(s) para o projeto.

2. O projeto deve conter no máximo 3 objetivos que devem seguir o método SMART, ou seja, os objetivos devem ser específicos, mensuráveis, alcançáveis, que buscam resultados concretos e seja executado em tempo oportuno. A guia apresenta um exemplo claro do que é um objetivo SMART de um que não é SMART. Além disso, contém um checklist que auxilia na construção dos objetivos.

3. Depois, é preciso enumerar e descrever as atividades e intervenções específicas que a organização pretende desenvolver para cumprir com os objetivos propostos. As atividades devem ter como foco o advocacy e compromisso com a comunidade. O objetivo desta subvenção NÃO é desenvolver e imprimir materiais, mas incentivar e empoderar as comunidades, mobilizar e estimular melhoria no acesso aos serviços de saúde.

4. Em seguida, é necessário preenchimento do quadro de objetivos-atividades-resultados para que seja possível visualizar como todo o projeto está interligado (este quadro está descrito no ponto 4 desta guia com um exemplo de quadro preenchido anexado ao final).

5. Quanto ao plano de trabalho, o recomendado é que seja desenhado de acordo com o formato que a organização usa normalmente.

6. É importante incluir também como essa atividade ou intervenção será monitorada. Esse monitoramento pode ser realizado por meio da coleta de dados que será capaz de medir o alcanço dos objetivos de forma rotineira, garantindo uma gestão responsável.

7. Ah! O tempo! Todo o projeto deverá ser executado em, no máximo, 12 meses. Então é preciso determinar no planejamento em quanto tempo este projeto será executado.

8. Atualmente não dá para falar em projeto e não falar em sustentabilidade. No formulário de inscrição online há um campo para descrição de um planejamento que garanta a continuidade das atividades iniciadas, por meio deste projeto, após o término da subvenção.

9. Este item destaca a importância da articulação entre diferentes atores. Assim sendo, a guia questiona como a organização trabalha a questão da articulação, abordando novos parceiros e/ou intensificando os laços já existentes.

10. E por último, é essencial detalhar o plano financeiro para cada atividade.

Duas instituições brasileiras já foram selecionadas em outras rodadas deste edital. A BemFam, que foi contemplada na 1ª e na 2ª rodada e o CEDAPS que teve projeto aprovado na 2ª rodada. (Veja a lista dos vencedores de todas as rodadas anteriores aqui)

Estamos na 5ª rodada! Por que perder esta oportunidade? Com uma ideia inovadora e seguindo as diretrizes do edital é possível obter sucesso nesta seleção. Além disso, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) pode orientar tecnicamente a construção dos projetos.

Para maiores informações/orientações:
Ana Cecília Fraga
Email: ana.fraga@saude.gov.br
Tel: (61)32138029