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terça-feira, 10 de julho de 2012

Técnicos participam de avaliação e monitoramento quanto à tuberculose

Por Agência Alagoas

Alagoas teve 1.122 novos casos de tuberculose em 2011, com uma taxa de cura de apenas 64,4%. Tendo em vista a melhoria dessas estatísticas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou, nesta segunda-feira (9), a primeira etapa da reunião de monitoramento e avaliação do programa de vigilância da doença. O evento acontece até quinta-feira (12), no Maceió Mar Hotel.

O treinamento tem a participação de uma equipe do Ministério da Saúde (MS) e é voltado para servidores municipais e estaduais, que vão discutir estratégias para o controle da enfermidade. Na ocasião, foi definida a agenda de trabalho para a semana, que vai contar com visitas a diversas unidades hospitalares e à Superintendência Geral de Administração Penitenciária (Sgap).

Segundo Ana Torrens, técnica do MS, o objetivo é prestar apoio às administrações municipais alagoanas. “Alagoas recebe essa visita a cada dois anos, em média. O que pretendemos é dar suporte às ações desenvolvidas, com apoio técnico e político para que o programa estadual e o dos municípios funcionem bem, inclusive com uma troca de experiências”, afirmou.

Durante o monitoramento e avaliação, será realizada ainda a identificação das áreas críticas em relação à estratégia e às atividades de controle da tuberculose. A primeira visita foi à Unidade de Saúde João Paulo II, no Jacintinho. Já o Hospital Universitário, o II Centro de Saúde e Laboratório Central de Alagoas (Lacen), recebem as equipes nesta terça-feira (10).

A Unidade de Saúde Ib Gatto Falcão, localizada em Rio Largo, o sistema prisional e a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) serão visitados na quarta-feira (11), quando os técnicos do ministério irão ainda ao Agreste para conhecer o Programa de Controle da Tuberculose de Arapiraca. Em todos os locais, serão preenchidas Guias de Avaliação do MS.

Além de capacitar, a oficina também tem como finalidade monitorar e executar as atividades planejadas quanto à doença no Estado, proporcionar educação continuada e incentivar a melhoria técnica e operativa em todos os níveis. Para isso, serão realizadas ainda reuniões com o secretário Estadual de Saúde, Alexandre Toledo, e o Municipal de Saúde de Maceió, Adeílson Loureiro.

A representante da Superintendência de Vigilância à Saúde (Suvisa) da Sesau, Graça Carvalho, ressaltou a importância da atividade. “O programa de Alagoas objetiva reduzir os índices de infecção, os casos e a mortalidade. O programa realiza ações nas cidades, mas, ainda assim, continuamos com altos índices. Esperamos obter resultados para que tenhamos um quadro satisfatório”, disse.

Presente ao evento, a promotora do Ministério Público Estadual (MPE) na área de Saúde, Micheline Tenório, parabenizou a iniciativa. “É um prazer estar com os técnicos que tentam fazer um sistema de saúde mais eficiente e que, na maioria das vezes, consegue isso. Estamos aqui para escutar e aprender e o MPE está disponível para ajudar nos programas de controle”, expôs.

Participaram do evento equipes de Arapiraca, Marechal Deodoro, Delmiro Gouveia, Pilar, Rio Largo, Maceió e Porto de Pedras, além de gestores do II Centro de Saúde, do Lacen, do Hospital Universitário, da Superintendência de Administração Penitenciária e do Hospital Hélvio Auto.

Tuberculose - Atualmente, Alagoas possui 12 municípios prioritários e, de acordo com o coeficiente de incidência, para cada 100 mil pessoas, 36 têm o risco de adoecer pela doença no Estado. Em 2011, apenas a capital foi responsável por 46% dos novos casos e o abandono do tratamento no período foi de 10,1%. Já a taxa de letalidade chegou a 7,93% - o ideal é inferior a 5%.


quarta-feira, 23 de maio de 2012


Órgãos da Saúde realizam monitoramento para traçar controle maior da tuberculose

Fonte: O documento

As Secretarias de Saúde de Cuiabá e do Estado, juntamente com representantes do Ministério da Saúde, participam nesta terça-feira, de palestras voltadas à análise e melhor direcionamento das atividades desempenhadas na capital e no Estado para maior controle da tuberculose, no auditório da Universidade de Cuiabá (UNIC). A reunião prossegue até a próxima sexta-feira, dia 25 de maio.

"O Ministério da Saúde veio fazer este monitoramento e repassar instruções que podem aperfeiçoar significativamente nosso trabalho", explicou Mikaelle Dias Barreto Taques, coordenadora de Educação em Saúde do município e uma das palestrantes.

Técnicos da SMS destacaram que o município tem atuado em todas as frentes que possibilitem minimizar o avanço dessa doença. Segundo Silvana Benevides, responsável pelo programa de tuberculose, a taxa de tuberculose é alta em Cuiabá e no restante de Mato Grosso. "Trata-se de uma das maiores do país, com o agravante do abandono do tratamento. Mas a SMS tem trabalhado muito nesse sentido, com apoio de outras instituições da Saúde".

Com ações semelhantes em outros estados, o Ministério da Saúde tem sido parceiro dos Estados e municípios, "sempre focado em barrar o avanço da tuberculose", destacou Lúcia Dias, técnica do Agravo de Tuberculose do órgão federal. Foram 1.372 casos notificados em 2011, em Mato Grosso, que figura em 9º lugar no cenário nacional. "Cuiabá é a 5ª colocada em incidência de tuberculose no território brasileiro. Mas esse quadro pode mudar, sim, e para bem melhor", disse.

Segundo o palestrante Douglas Miranda, do Ministério da Saúde, é preciso alinhar a contribuição prestada de cada órgão para que a tuberculose possa ser controlada efetivamente. Isso implica em maior visibilidade acerca das ações desempenhadas para estabelecer esse controle nos Estados e municípios. "A Atenção Básica é a porta de entrada do sistema de saúde. Também é importante estimular a construção de estratégias para melhoria do acesso das populações vulneráveis a prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose".

Foi ainda ressaltada a importância de continuidade do tratamento, pois a tendência é de que a doença assuma resistência se o paciente abandonar os medicamentos após a evasão dos sintomas de incômodo. "É quando o bacilo da tuberculose se robustece, e aí é preciso atacar com mais vigor essa doença, período que pode durar até dois anos".

terça-feira, 22 de maio de 2012

Feira de Santana: Programa de Tuberculose amplia atendimentos


Fonte: Prefeitura de Feira de Santana

O Programa Municipal de Controle de Tuberculose, disponibilizado no Centro de Saúde Especializado (CSE) Dr. Leone Coelho Leda, tornou-se referência secundária e passou a acompanhar também pacientes com tuberculose multirresistente. Antes, quando funcionava apenas como referência primária, os portadores da doença que apresentavam resistência ao tratamento inicial eram encaminhados para o Hospital Otávio Mangabeira, em Salvador.

Para a coordenadora do Programa de Controle de Tuberculose, Gilca Lessa Miranda, a mudança de referência é um grande avanço para Feira de Santana. “Apenas quatro municípios baianos foram contemplados pelo Ministério da Saúde (MS) – Feira, Itabuna, Juazeiro e Barreiras. A descentralização do serviço vai garantir mais comodidade aos pacientes, pois agora não terão a necessidade de se deslocarem até Salvador. Isso representa um grande avanço para o município e revela que o programa está bem estruturado”, considera.

Segundo Gilca Lessa, o tratamento especializado para os pacientes multirresistentes requer a realização de consultas e exames laboratoriais com mais frequência. “Como são pacientes que apresentaram dificuldades na adesão ao primeiro tratamento, tendo-o abandonado por duas vezes ou mais, eles precisam de atenção especial, pois estão mais debilitados. Nossa equipe foi treinada pelo MS e está apta a prestar o atendimento a este público”, salienta.

No pavilhão do CSE onde funciona o programa, uma sala está sendo estruturada para atender a nova demanda. “Já recebemos remessas da medicação direcionada a estes pacientes, que foram enviadas diretamente pelo MS e estamos estruturando a sala, visando uma melhor organização e acolhimento dos usuários”, destaca. O transporte para conduzir os pacientes multirresistentes até Salvador era disponibilizado gratuitamente pela Secretaria Municipal de Saúde.

A tuberculose é causada pela bactéria conhecida como bacilo de Koch (BK), responsável por causar infecção no pulmão e outros órgãos. A transmissão da doença ocorre quando o doente tosse, fala ou espirra, espalhando no ar micro gotas com micro-organismo, que podem chegar ao pulmão de uma pessoa saudável. Se o tratamento, que tem duração de seis meses, for seguido de maneira correta, o paciente tem 100% de chance de cura.