Mostrando postagens com marcador tuberculose. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tuberculose. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Brasil propõe ação conjunta ao BRICS para medicamentos contra TB

Em consonância com os novos desafios globais para o controle da tuberculose, durante o  encontro de representantes de Ministérios da Saúde dos BRICS na 45º Conferencia Mundial de Saúde Pulmonar da UNION, em Barcelona, o Brasil propôs aos países dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a compra conjunta de matéria-prima para a produção de medicamentos de primeira linha para o controle da tuberculose nos países de média e baixa renda. Uma ação como essa poderá garantir o acesso universal ao tratamento gratuito para os pacientes desses países, contribuindo sobremaneira para o controle da tuberculose no mundo.
A proposta compartilhada foi bem recebida, ficando cada país responsável por promover uma discussão interna para a construção de uma proposta oficial a ser discutida na reunião de ministros que acontecerá, em dezembro, no Brasil.
Nesta mesma semana Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou o Report da tuberculose 2014. O documento traz os principais dados sobre a situação epidemiológica da tuberculose no mundo e os avanços e desafios referentes ao atingimento das metas globais, tuberculose drogarresistente, coinfecção TB-HIV, financiamento e pesquisa e desenvolvimento.
Segundo o relatório, houve um aumento global do número de casos estimados, que passou de 8.6 milhões em 2012 para 9 milhões de casos novos em 2013. O número de óbitos foi estimado em 1.5 milhões em 2013, sendo 360 mil HIV positivos. Isto também se deve à melhoria na qualidade dos dados informados pelos países. Contudo, a lacuna entre os casos estimados e reportados persiste em torno de 3 milhões de casos.
O Brasil apresentou uma taxa de detecção de 82% e reportou 70.336 casos novos em 2013, mantendo a 16ª posição entre os 22 países de alta carga. Quanto ao coeficiente de incidência o país também manteve a 111ª posição, quando considerados todos os países do mundo, com um coeficiente de incidência de 35,7 casos por 100 mil habitantes. O coeficiente de mortalidade no país foi de 2,2 óbitos por 100 mil habitantes em 2013.
Em relação às metas globais estabelecidas para 2015, o objetivo do milênio de redução da incidência da doença foi atingido globalmente. A região das Américas e do Pacifico Ocidental atingiram as metas globais de redução da incidência, prevalência e mortalidade. Entre os 22 países de alta carga, nove atingiram os objetivos de redução da prevalência e mortalidade pela metade quando comparado a 1990, entre eles o Brasil. Além disso, o país atingiu todas as metas globais de redução da doença antes de 2015.
O Brasil, com 670 casos novos de tuberculose multidrogarresistente (TB-MDR) em 2013, não faz parte dos 27 países de alta carga de TB-MDR, mas essa continua sendo uma das grandes preocupações globais . O Report deste ano traz suplemento especial de vigilância e resposta à tuberculose drogarresistente, citando o Brasil quanto à implantação da vigilância sentinela da resistência primaria aos medicamentos.
Quanto ao financiamento, estima-se a necessidade de 8 bilhões de dólares anuais para a prevenção, diagnóstico e tratamento, e adicional de 2 bilhões só para pesquisa e desenvolvimento. Contudo, dos 8 bilhões estimados, os países reportaram terem investido 6.3 bilhões de dólares na luta contra a tuberculose.
Os BRICS, bloco do qual o Brasil faz parte e que são responsáveis por 50% dos casos de tuberculose do mundo, conseguem mobilizar os recursos necessários por fontes domésticas.  Os outros 17 países de alta carga apresentam aproximadamente 50% de financiamento internacional, sendo os principais doadores: o Fundo Global e o governo americano.
A nova estratégia pós-2015 traz novos desafios e metas mais ousadas como: redução em 95% dos óbitos e 90% da incidência até 2030, além de nenhuma família sofrendo os custos catastróficos relacionados à doença.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Desenvolvimento Social realiza atividade sobre tuberculose no abrigo Rio Acolhedor

Por Ecoando


Comunicado SMDS de 21/07/2014 


A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, promove hoje e no próximo dia 6 de agosto, duas rodas de conversa para capacitar funcionários da Unidade de Reinserção Social (URS) Rio Acolhedor sobre os cuidados com a tuberculose. 

As reuniões acontecem a partir das 14h, no auditório do abrigo, localizado em Pacência, na Zona Oeste. As ações têm por objetivo orientar assistentes sociais, educadores e demais profissionais quanto a prevenção e meios de transmissão da tuberculose, análise e direcionamento para especialistas da doença.

Saiba mais aqui.



quinta-feira, 4 de julho de 2013

Audiência pública discute HIV e tuberculose no Ceará

Nesta quarta-feira, 03 de julho, foi realizada em Fortaleza audiência pública para discutir o panorama estadual da aids e da tuberculose e a necessidade de se criar uma frente parlamentar mista de luta contra esses agravos na Assembleia Legislativa do Ceará. 

Mais de 60 pessoas, em sua maioria representantes da sociedade civil, participaram da audiência que foi presidida pelo deputado Lula Morais (PCdoB), único deputado presente. 

Também participaram do debate, o presidente da Frente Parlamentar Municipal de Luta Contra a AIDS, vereador Acrísio Sena (PT); a representante da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, Telma Alves Martins; o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Ceará, João Marques de Farias; o promotor da Promotoria de Justiça e Defesa da Saúde Pública, Antônio Tadeu Filho; dentre outras autoridades.

O deputado, e propositor do debate, Lula Morais iniciou a discussão lembrando que tanto a aids como a tuberculose são grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Destacou que somente no Ceará foram notificados 11.759 casos de aids, desde o o primeiro diagnóstico em 1983 e que o Brasil faz parte dos 22 países responsáveis por 80% dos casos de tuberculose em todo o mundo. Segundo Lula, as ações de combate a estas doenças vão da prevenção à uma assistência integral aos pacientes, com a participação permanente dos poderes públicos.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de controle da Tuberculose, Sheila Santiago, a audiência pública sela um momento histórico para a tuberculose, um momento ímpar. Lembrou que além de ser um problema de saúde pública, a tuberculose é também um problema social. Destacou ainda que o controle da tuberculose no Ceará só será possível se houver uma ação integrada entre governo, sociedade civil e os parlamentares que se dedicarem a apoiar a causa. 

Para o enfermeiro e representante do Comitê Estadual de luta contra a tuberculose, Fagner Lopes, é impossível olhar para o HIV e esquecer a tuberculose, e vive-versa. Ele destacou que os profissionais de saúde devem estar atentos à coinfecção, visto que a tuberculose é uma das doenças oportunistas que afeta o paciente com HIV, sendo a mais letal nessa população. "Precisamos unir forças. O executivo, o legislativo e a sociedade civil. Só assim teremos mais chances de sucesso no enfrentamento à epidemia da aids e da tuberculose no Ceará e no Brasil.", reforçou.

O representante da Rede Nacional de Pessoas vivendo com HIV/aids (RNP+/CE), Otávio Vasconcelos, relatou que há dois anos o movimento social vem pleiteando a formação de uma Frente Parlamentar Estadual de Luta contra a aids e a Tuberculose. "Foram inúmeras as reuniões junto a parlamentares para que se alcançasse o primeiro passo: levar a discussão sobre aids e tuberculose para dentro da Assembleia Legislativa. Durante esse processo entendemos ser mais estratégico solicitar uma frente parlamentar mista, visto que a tuberculose é a doença que mais mata pessoas que vivem com HIV". 

Otávio destacou ainda que essa articulação ganhou mais força quando foi inserida no plano de trabalho do Comitê Estadual de Combate a Tuberculose do Ceará. "Planejamos toda a ação de mobilização com o objetivo de sensibilizar o parlamento sobre o tema e a necessidade de discuti-lo no âmbito da assembleia legislativa para que, a partir do entendimento dessas endemias, pudessem ser tomadas as providências cabíveis, seja a criação de uma frente parlamentar ou um projeto de lei", explicou.

Ele também apresentou um documento a ser encaminhado às Comissões de Saúde e Seguridade Social e de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, com as principais reivindicações do movimento e proposta de criação de uma Frente Parlamentar Mista de luta contra a Aids e a tuberculose.

Dentre as reivindicações do movimento social, cabem destacar: a importância do passe livre para o acesso aos serviços de saúde; a provisão de incentivos sociais para adesão das populações mais vulneráveis ao tratamento; a inclusão destes pacientes nos programas sociais do governo federal; a sustentabilidade das casas de apoio e o acesso universal e integral aos serviços de saúde.



*Com informações do Comitê Estadual de Combate a Tuberculose e da Assembleia Legislativa do Ceará.






terça-feira, 27 de novembro de 2012

Curso de Aperfeiçoamento em Tuberculose discute exigência dos direitos dos cidadãos

Em 23 de novembro, o grupo do Curso de Aperfeiçoamento em Gestão das Ações de Controle da Tuberculose recebeu a visita da Dra. Tatiana Belons, defensora pública do Estado de São Paulo, que relatou suas experiências na área de beneficios e concessões para as necessidades especiais da população.

O tema provocou debates em relação à deficiência destas informações aos profissionais de saúde que atuam como intermediários junto aos pacientes que comumente desconhecem as vias de acesso aos seus direitos. O grupo interagiu expondo suas dúvidas e experiências, explorando o amplo conhecimento da convidada, à qual respondeu com clareza a todas as questões formuladas.

De modo geral, o grupo concluiu que o tema abordado foi de essencial importância para o aperfeiçoamento das ações desenvolvidas nos ambientes de trabalho, e a palestrante abrilhantou pelo seu vasto conhecimento sobre o assunto e sua simplicidade.

Por: Claudia Prado, Silvana Bleinat, Paula Mendes, Joanna Ribas, Sandra Ervolino e Renan Ramos, participantes do curso de Aperfeiçoamento em Gestão das Ações de Controle da Tuberculose

sexta-feira, 13 de julho de 2012

"Assim me comentaram" é um vídeo do Grupo Quatro que fala sobre tuberculose





Este vídeo sobre tuberculose foi produzido pela 1ª turma do CES (Turma Hortênsia Hurpia de Hollanda) e faz parte de uma série de vídeos que abordam as principais informações sobre as doenças que mais atingem a população brasileira. 

O conjunto da obra ficou entre as dez primeiras posições do Prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde, instituído em 2011. A cerimônia de premiação acontecerá durante o V Encontro Nacional de Educação Popular e Saúde que acontecerá no período de 31 de julho a 3 de agosto, no Rio de Janeiro.

Os conteúdos serão compilados em DVD educativo que será produzido pela Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde.



quarta-feira, 4 de julho de 2012


Nesta quinta-feira Web Rádio Saúde realiza programa para tirar dúvidas sobre Tuberculose


Nesta quinta-feira, 05/07, será realizado programa especial na Web Rádio Saúde chamado Saúde Responde. A proposta é abrir aos ouvintes, profissionais de saúde, membros das Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, um espaço para que eles possam enviar suas perguntas para um grande tira-dúvidas ao vivo. O programa vai ao ar às 10h30.

Este primeiro Saúde Responde abordará as principais dúvidas relacionadas aos procedimentos básicos no atendimento aos pacientes com tuberculose, ao tratamento e à doença em si. O responsável pela área de Atenção à Saúde do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS), Josué Lima, responderá as perguntas. 

Para participar basta mandar um email com a pergunta/dúvida sobre o assunto,  nome, profissão/cargo e instituição, para o endereço: webradiosaude@gmail.com ou pelo telefone: (61) 3226-2202.

Serviço
Programa: Saúde Responde
Data: 05/07
Horário: 10h30
Para ouvir à Web Rádio Saúde acesse: http://webradio.saude.gov.br/radio/


terça-feira, 3 de julho de 2012


Gama é referência em tratamento da tuberculose na região Centro Oeste


Fonte: Secretaria de Saúde DF

O serviço de Tisiopneumologia do Hospital Regional do  Gama  é responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças respiratórias como tuberculose, asma, pneumonia, doenças pulmonares obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite crônica) derrames pleurais, tumores dos pulmões e embolias pulmonares. A unidade é referência na região Centro-Oeste no atendimento a tuberculose e recebe pacientes de todo Distrito Federal e de outros estados que necessitam de internação. 

Segundo o pneumologista, Paulo Rodrigues de Oliveira, responsável pelo setor, cerca de  cinqüenta por cento das internações são ocasionadas por questões sociais como condições precárias de vida, deficiência alimentar, baixa escolaridade , alcoolismo, drogas, e o persistente uso incorreto das medicações em domicílio. “Temos também pacientes que chegam de outras localidades  e não tem ou não podem ficar na casa de familiares uma vez que ainda estão contaminando as pessoas”, informou o pneumologista.

Outros motivos de internação estão relacionados a própria  doença como desnutrição severa, insuficiência respiratória, sangramentos e alguns casos de intensa intolerância  ou alergia aos medicamentos. Paulo Rodrigues relata que a maior dificuldade em diagnosticar a doença em estágio inicial  é o desconhecimento da população sobre os sinais e sintomas.“ A maioria dos pacientes tem um nível sócio cultural muito baixo e só sabe que está  doente quando a tuberculose já está em estado avançado e precisam de internação hospitalar”, disse.

O período de internação pode chegar a até seis meses conforme o caso clínico. Neste período os pacientes recebem cinco refeições diárias e toda a assistência de uma equipe multiprofissional composta de pneumologistas/tisiologistas, enfermagem, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e assistente social.

Paulo Rodrigues informa que a assistência é pautada em buscar, diagnosticar e captar todos os doentes  que estão em trânsito ou moram no DF. “O nosso objetivo é implementar o tratamento correto e acompanhar até a alta curada  onde se verifica  que os pacientes não apresentam mais  os sintomas e também investigar os comunicantes que são as pessoas que tem contato estreito com o portador da doença”,  destacou.

De acordo com o pneumologista, os moradores do DF após a alta hospitalar recebem acompanhamento médico ambulatorial e o índice de cura na região é alto devido a qualidade da assistência na rede de ambulatórios e postos de saúde da Secretaria de Saúde. Os pacientes  que residem em  outros estados recebem  alta com transferência,  com  relatório detalhado sobre o tratamento  e o que deverá ser mantido  no acompanhamento  na unidade de saúde próxima de sua residência. Todos os casos diagnosticados são inscritos no Programa de Controle Nacional – SINAN (Sistema Nacional de Agravos de Notificação) do Ministério da Saúde.

O programa de Tuberculose do HRG conta com  22 leitos, três ambulatórios semanais  para acompanhamento dos pacientes e investigação de comunicantes. A unidade de tisipneumologia  também oferece atendimento   de internação com 14 leitos  para doenças respiratórias  e atendimento ambulatorial  para asma, DPOC  e tabagismo.  A equipe que atende os dois setores  é composta de sete médicos (penumologistas e tisiologistas), quatro enfermeiros, um terapeuta ocupacional, dois fisioterapeutas, uma assistente social, dois agentes administrativos e 30 auxiliares de enfermagem.

Dados gerais  de atendimento ano 2011: 


Consultas Ambulatoriais
Tisiologia: 584
Pneumologia: 4.289

Internações:
Tisiologia: 76
Pneumologia: 231

quarta-feira, 27 de junho de 2012


Saúde realiza em Ponta Porã debate de ações preventivas contra tuberculose na fronteira


Fonte: Governo do Mato Grosso do Sul

Campo Grande (MS) – A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) realiza nos dias 28 e 29 de junho, na sede da diretoria regional de saúde de Ponta Porã, o encontro “Reunião de Fronteiras – Ponta Porã e Pedro Juan Caballero/ Amambay/ Paraguai”. 

O evento reunirá representantes da saúde pública de Mato Grosso do Sul, do Ministério da Saúde e da saúde pública do Paraguai, quando serão discutidos e apresentados trabalhos e ações de intensificação, controle e prevenção da tuberculose nas regiões fronteiriças entre o Brasil e o país vizinho.

Também participam da reunião representantes das secretarias municipais das regiões fronteiriças com o Paraguai e integrantes do SIS/ Fronteiras como: Paranhos, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Japorã, Mundo Novo, Ponta Porã, Sete Quedas, Antônio João e Porto Murtinho.

Entre os temas abordados na reunião estão: “Situação dos indicadores epidemiológicos da tuberculose nos municípios brasileiros na fronteira do Estado do Mato Grosso do Sul com o Paraguai”, “Trabalho de grupo para elaboração da proposta de Acordo de Cooperação Técnica”, “Organização e desenvolvimento das ações de vigilância, tratamento e controle da Tuberculose no Paraguai, com ênfase nos municípios de fronteira com o Brasil”. Haverá também apresentação de propostas dos grupos de trabalho e elaboração da minuta do Acordo de Cooperação Técnica para controle da Tuberculose Brasil/ Paraguai na fronteira com o Mato Grosso do Sul.




Abrasus promove palestra sobre Tuberculose



Fonte: ABRASUS 
A Associação Brasileira em Defesa dos Usuários de Sistemas de Saúde (ABRASUS) promove nesta quarta-feira, 27 de junho, palestra com o tema“Tuberculose, causas e consequências”, que será ministrada pelo Dr. Sergio Pinto Ribeiro, Vice-Presidente e Médico do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

A palestra será realizada às 14 horas na sede da ABRASUS, na Rua dos Andradas, 1560, sala 1704, Bairro Centro. O evento, com capacidade de 40 vagas, é aberto a todos os interessados, que devem confirmar presença pelo telefone 3062 8007.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Combate a aids e outros problemas de saúde estão no documento final da Rio+20


Da Agência Aids 

Dentre os mais de 200 artigos que integram o documento final da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, oito tratam especificamente sobre a saúde. O texto destaca, por exemplo, o combate a aids, tuberculose, gripe e doenças crônicas como diabetes e hipertensão, e afirma que é preciso redobrar esforços para alcançar o acesso universal à prevenção, tratamento, cuidados e apoio.

“As metas de desenvolvimento sustentável só podem ser alcançadas a partir da redução dessas doenças, propiciando às populações o bem-estar físico, mental e social”, afirma o material. 

Em outro artigo, os participantes da conferência reconhecem que a redução da poluição do ar, da água e do uso de produtos químicos pode gerar efeitos positivos na saúde.

O texto final traz ainda um apelo para que os países signatários colaborem para fortalecer os sistemas de saúde, aumentando o financiamento e a força de trabalho no setor. A distribuição de medicamentos seguros e a ampliação do acesso a vacinas e tecnologias médicas também são ações estratégicas descritas pelos representantes dos países. 

“As políticas públicas de saúde contribuem para que o ser humano esteja no centro da agenda do desenvolvimento de qualquer País. E ter um sistema público de saúde ultrapassa o direito individual de cada cidadão. Ele permite e obriga que a organização do meio ambiente e espaços urbanos coloquem a defesa da vida na regulação de cidades mais saudáveis”, avalia o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo Padilha, o Brasil contribuiu para uma grande experiência oferecendo saúde gratuita, integral e universal. “Isso tem impacto direto no desenvolvimento sustentável, pois gera uma mobilização entre o poder público em parceria com a sociedade civil para colocar a defesa da vida no planejamento e no esforço político nas decisões estratégicas”.

A Pasta informa que, desde a Conferência Rio 92, o Brasil expandiu o acesso da atenção primária à saúde, que saltou de uma cobertura de 3% em 1992 para aproximadamente 63% em 2012. “Não há dúvidas que o SUS contribuiu significativamente para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira. Por isso, a Conferência Rio+20 é uma oportunidade para ampliar a agenda de compromissos também do setor saúde”, acredita Guilherme Franco Netto, diretor do departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador.

quarta-feira, 13 de junho de 2012


Em Brasília, oficina de fortalecimento da vigilância epidemiológica e laboratorial da tuberculose nos povos indígenas da região Norte discute estratégias


O primeiro dia da Oficina de Fortalecimento da Vigilância Epidemiológica e Laboratorial da Tuberculose nos Povos Indígenas da Região Norte foi marcado por apresentações de dados, panoramas gerais e desafios relacionados à tuberculose entre povos indígenas e apresentações específicas de alguns Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). 

Durante a abertura, o coordenador adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), Fabio Moherdai explicou que os municípios prioritários foram escolhidos a partir de critérios, dos quais foram selecionados 67 municípios em todo o território nacional que juntos somam 80% dos casos novos de tuberculose notificados entre os povos indígenas residentes em áreas rurais. Destes, 35 estão na Região Norte, foco do trabalho desta oficina. 

A partir deste contexto, o PNCT construiu uma agenda de atividades relacionadas ao controle da Tuberculose entre povos indígenas, que se iniciou com a realização de mesa redonda com a participação dos responsáveis técnicos dos 34 DSEI durante o V Encontro Nacional de Tuberculose, seguido pela realização desta oficina. 

Além disso, será realizado nos dias 14 e 15 de junho o 1º Seminário Nacional de Mobilização Social para Controle da Tuberculose entre os Povos Indígenas, e também uma Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado (TDO) para os profissionais de saúde indígena dos 34 DSEI do país, prevista para o mês de julho.

 “É uma sequencia de eventos que demonstram a vontade política de tratar os povos indígenas como prioridade”, destacou Fabio.

A representante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Ângela Franco, agradeceu o apoio à saúde indígena e ressaltou a importância desta parceria entre o PNCT, CGLAB, e SESAI na busca por ações que qualifiquem o diagnóstico, considerando que a saúde indígena possui particularidades muito específicas, principalmente no que diz respeito à atenção e ao acesso.

Participam do evento, representantes do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), da Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e coordenadores estaduais e responsáveis técnicos pela tuberculose dos LACEN, LAFRON e DSEI.

No 2º dia de oficina foram formados grupos de trabalho para discutir problemas e propor soluções criativas para compor o plano de trabalho para a Região Norte.

Para download das apresentações clique pasta 1 e pasta 2
Para as fotos, acesse aqui

terça-feira, 12 de junho de 2012


Trabalho sobre o Sistema de Vigilância da Tuberculose nas Populações Privadas de Liberdade do Ceará é premiado no 6º Encontro Científico do EPISUS


De 04 a 06 de junho de 2012 foi realizado o 6º Encontro Científico do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EPISUS), onde foram apresentadas avaliações de sistemas de vigilância, trabalhos de longo prazo e investigações de surtos.

Entre os trabalhos premiados, cabe destacar a Avaliação do Sistema de Vigilância da Tuberculose nas Populações Privadas de Liberdade do Ceará, de 2007 a 2010, dos autores Elionardo Andrade Resende, Patrícia Bartholomay Oliveira, Daniele Chaves Kuhleis, Caroline Silveira Santos Cyriaco e Aglaêr Alves da Nóbrega, que levou o 2º lugar na categoria avaliação de sistema.

Segundo Elionardo Resende, além de descrever e conhecer sistemas, o objetivo do trabalho foi propor recomendações para as entidades envolvidas como o Centro de Referência para a TB situado no Hospital Penal Otavio Lobo e algumas penitenciárias na região metropolitana de Fortaleza.  

Elionardo ressaltou que o apoio do Programa de Controle da Tuberculose do Ceará e da Secretaria Estadual de Justiça foi fundamental durante o processo e  salientou que algumas das recomendações propostas já foram implantadas.

O Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EPISUS) foi criado pelo Ministério da Saúde (MS) e teve início no ano 2000. Este programa de treinamento é desenvolvido no âmbito da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) /MS, em Brasília.

sexta-feira, 25 de maio de 2012


Povos indígenas de São Paulo discutem política de atendimento à saúde
Dificuldades no atendimento, falta de medicamentos, precariedade no transporte são algumas das reclamações de pacientes indígenas

Por: Vanessa Ramos, da Rede Brasil Atual

São Paulo – A política de atendimento à saúde indígena na Grande São Paulo está muito aquém das expectativas das diferentes etnias que vivem nesta região. Essa foi a afirmação dos participantes do 8º Encontro de Formação e Articulação dos Povos Indígenas de São Paulo, ocorrido no último sábado (19), na Casa de Oração do Povo de Rua, no bairro da Luz, zona sul da capital paulistana. Na pauta, o atendimento aos indígenas da cidade, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), atrelada ao Ministério da Saúde, e as condições da Casa de Saúde Indígena (Casai).

Entre os participantes, órgãos públicos, entidades da sociedade civil e lideranças indígenas que vivem na região metropolitana e no interior de São Paulo, além de pacientes indígenas de outros estados brasileiros, em tratamento na Casai de São Paulo.

As atuais mudanças na política de atendimento à saúde indígena abrangem a Sesai, novo órgão que substitui a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no atendimento aos povos originários do país. Essa secretaria foi criada pelo Decreto 7.336, de outubro de 2010, dentro da estrutura do Ministério da Saúde. A partir de dezembro de 2011, prazo dado para as mudanças de uma estrutura para outra, a secretaria passou a responder pelo atendimento à saúde dos indígenas de todo país.

O encontro fez uma retrospectiva de anteriores, quando já se havia discutido a precariedade no atendimento à saúde dos povos indígenas no país, especialmente aos que vivem na cidade. “Nos nossos encontros em 2010, diversas etnias já haviam relatado as dificuldades no atendimento à saúde, falta de medicamentos, precariedade no transporte de pacientes indígenas e as confusas transformações da Funasa para a Sesai”, disse Emerson Guarani Nhandeva.

Sesai e Casai
Para Dora Pankararu, moradora da comunidade Real Parque, na zona sul, a proposta de uma secretaria de saúde é uma discussão que data de muito tempo, de conferências anteriores. Ela disse que as mudanças na estrutura do atendimento à saúde em São Paulo estão levando a condições piores do que a antiga, já precarizada.

Segundo a indigenista Cristina Alves, da Fundação Nacional do Índio (Funai), o órgão nunca teve uma unidade de atendimento e atenção aos povos indígenas da cidade. “Queremos a partir de agora fazer um levantamento da população indígena na Grande São Paulo e estamos dispostos a apoiar a Sesai na questão do atendimento à saúde”, afirmou.

Para a chefe da divisão de atenção à saúde indígena, Maria das Graças Serafim, do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Litoral Sul, da Sesai, muitas ações ainda precisam avançar. “Estamos dispostos a dialogar com as comunidades que necessitarem de esclarecimentos”, disse.

“Antes poderíamos dizer que recebíamos um tratamento, ainda que precário, mas agora nem isso. Temos muitas dúvidas sobre as mudanças atuais”, afirmou Cícera Pankararu, moradora do município de Osasco.

Sobre a Casai de São Paulo, estrutura ligada à Sesai e centro de referência no atendimento nos casos de média e alta complexidades, as denúncias são comuns aos povos de diferentes partes do Brasil que fazem tratamento no local.

“Passou a colonização e a escravidão e eu me sinto violentada pela política e as condições do atendimento à saúde que são oferecidas aos indígenas em São Paulo. Para as consultas e o atendimento, dependemos sempre da liberação do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) e é uma burocracia”, afirmou Dora Pankararu.

Valdeni Guajajara, que faz tratamento há nove anos na casa, afirmou que a estrutura nunca esteve tão ruim. “Há somente um carro para nos atender, comprado em 2000 e que está sucateado. Estamos na casa sem saber quando teremos remédios para sermos medicados porque nem sempre há. Também estamos tomando água da torneira e dormindo em colchões precários. Tenho certo que se a vigilância sanitária for chamada vai interditar a casa”, disse.

Sobre o transporte, Maria das Graças afirmou que isso é um problema reconhecido pela Sesai e que ocorre em todo o Brasil. “Todos os carros no país estão velhos para atender adequadamente aos indígenas”, disse. Também reconheceu a precariedade na infraestrutura oferecida pela Casai. A representante disse que há interesse em resolver a situação, mas não apresentou medidas específicas para isso.

Indígenas na cidade
A população indígena vivendo na Grande São Paulo ultrapassa 20 mil pessoas, distribuídas em mais de 15 municípios, afirmam o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Pastoral Indigenista de São Paulo.

“Agora é Sesai, antes era Funasa. Todos os órgãos públicos que cuidam da gente nos abandonaram. Nós que vivemos na cidade de São Paulo, não temos muitas vezes nem dinheiro para pagar aluguel, imagine para comprar medicamentos. A lei que fala do atendimento diferenciado não é cumprida”, afirmou Renato Pankararé, morador da zona norte de São Paulo.

Segundo Maria das Graças Serafim, a política nacional de saúde indígena tem um orçamento para trabalhar apenas com índios das aldeias. Os que vivem nas cidades devem procurar o atendimento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sobre o tema, o Ministério da Saúde lançou no último dia 10, o “Cartão SUS”. Segundo informações divulgadas no site do ministério, “o cartão integrará uma base de dados nacional e permitirá a identificação dos indígenas tanto no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasisus) quanto no SUS”.

Para o antropólogo Benedito Prezia, coordenador do Programa Pindorama da PUC-SP, outras medidas são necessárias para garantir o atendimento diferenciado. “A saúde oferecida pelo governo estadual já não é de qualidade para a população em geral. Então, talvez seja importante pensar na criação de unidades de atendimento específicas em regiões onde há alta concentração de indígenas em São Paulo, como já existe na favela Real Parque”, disse.

A historiadora e antropóloga Beatriz Maestri, do Cimi, afirmou que a resposta dada pela Sesai não contempla as demandas reais dos indígenas que vivem nas cidades. “Dizer que os recursos são apenas para os indígenas que vivem em aldeias, representa um descaso com esses povos, uma recusa ao reconhecimento de sua identidade e de seus direitos específicos assegurados em lei. A convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) sobre Povos Indígenas e Tribais reconhece o direito diferenciado aos que não moram em aldeia”, afirmou.

No final do encontro, um grupo de lideranças indígenas ficou responsável por preparar uma carta com reivindicações e denúncias que serão encaminhadas, até o próximo mês, ao Ministério Público Federal.

quinta-feira, 24 de maio de 2012


Deputados aprovam doação de área para UFRN construir Instituto de Medicina Tropical

O Instituto atuará na formação de profissionais qualificados em ciência e tecnologia médica para atuar na área de doenças negligenciadas como tuberculose, hanseníase, entre outras.

Fonte: Assembléia Legislativa do RN

Os deputados aprovaram, por unanimidade, em sessão plenária desta quarta feira, dia 23, o projeto de lei autorizando o governo do Estado a doar a área onde funcionava o hospital Evandro Chagas para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O terreno, com 3.743 metros quadrados fica localizado na rua Cônego Monte, no bairro Quintas. Ali, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte vai construir e instalar o Instituto de Medicina Tropical do Estado.

Essa doação viabiliza a criação de um centro de excelência voltado ao diagnóstico, tratamento e pesquisa de doenças infecciosas, fomentando o surgimento de novas estratégias destinadas a solucionar problemas no âmbito da saúde pública estadual e nacional.

Pela importância da matéria, os deputados dispensaram a tramitação da matéria pelas comissões técnicas da Assembleia Legislativa, o que apressou a sua aprovação.

O Instituto de Medicina Tropical também vai atuar na formação de recursos humanos qualificados em ciência e tecnologia médica. Esses profissionais desenvolverão suas atividades na área de doenças negligenciadas, contribuindo diretamente para o aperfeiçoamento de diagnósticos de moléstias como tuberculose, meningite, hanseníase e leishmaniose, entre outras, de acordo com a mensagem do governo que encaminhou o projeto.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

São Paulo realiza X Curso de Aperfeiçoamento em Gestão das Ações de Controle da Tuberculose

Com o objetivo de melhorar as ações de controle da Tuberculose, o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria do Estado de São Paulo em conjunto com a Faculdade de Saúde Publica da USP realizará o X curso de Aperfeiçoamento em Gestão das Ações de Controle da Tuberculose.

Voltado para os profissionais universitários com experiência no Programa de Controle da Tuberculose, o curso é dividido em 07 (sete) módulos, sendo presencial durante 02 semanas por mês, durante todo o 2º semestre de 2012, mais precisamente, de 06/08 a 14/12/2012.

Para mais informações, acesse: https://uspdigital.usp.br/apolo/apoListarCursoModalidadeTipo?id_modalidade=2


Exposição na Unisc mostra a Tuberculose por meio de jogos


Fonte: Unisc


Com o tema Tuberculose tem cura: SUS pra valer, foi realizada, no dia 22 de maio, uma exposição de jogos sobre tuberculose no Centro de Convivências (CC) da Unisc. O trabalho teve caráter interativo e ocorreu por meio de jogos que incentivam o tratamento, a prevenção e a cura da Tuberculose.

A exposição, que ocorreu durante todo o dia, foi constituída por dois jogos de percurso, nos quais o jogador percorria um caminho trilhado no chão e descobria o tratamento e as causas da doença. Jogos de memória, álbuns e mapa também integraram a exposição.

O trabalho foi ministrado por Neusa Heinzelmann e Maria Terezinha Dias, do Comitê Metropolitano de Tuberculose, localizado em Porto Alegre. "O objetivo foi levar a exposição para o público conhecer e, se possível, multiplicar o trabalho", revelou a coordenadora do Comitê, Neusa Heinzelmann. Ela explicou, ainda, que Santa Cruz do Sul é um dos 15 municípios do Rio Grande do Sul que possui alta incidência da doença. "Por isso viemos para Santa Cruz. A região mais atingida é a do centro".

A iniciativa da exposição foi do Projeto PET-Saúde Vigilância da Unisc e da Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul.

terça-feira, 22 de maio de 2012

FMS de Teresina/PI e Ministério da Saúde discutem ações para melhorar o controle da Tuberculose

Fonte: 45 Graus

O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), João Rodrigues, esteve reunido, na manhã desta terça-feira (22), com representantes do Ministério da Saúde para tratar do controle da tuberculose em Teresina. Técnicos do Ministério da Saúde farão visita técnica ao Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (LACEN) e Laboratório Raul Bacelar para detectar possíveis problemas nos exames que diagnosticam a doença.

Entre os aspectos apontados na reunião está a integração da atenção básica com o tratamento da tuberculose, uma vez que Teresina tem um dos maiores índices de cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF) do Brasil e o controle do agravo pode ser facilitado pelas equipes que estão diretamente em contato com o paciente, além do tratamento da doença, que deve ser realizado em seis meses, de maneira contínua e acompanhada pelas equipes da ESF.

Para o presidente da FMS, João Rodrigues, é importante que seja realizado um levantamento acerca das principais dificuldades encontradas para que, a partir disso, a Fundação possa solucionar problemas pontuais.

"O controle da tuberculose, que é uma doença crônica, também é uma prioridade da FMS, pois, com a cobertura de mais de 95% do Programa Saúde da Família, é um fator positivo que vai nos ajudar a controlar a doença", explica João Rodrigues.

Video do Fundo Global mostra trabalho de divulgação de informações sobre Tuberculose em favelas do Rio de Janeiro.

Feira de Santana: Programa de Tuberculose amplia atendimentos


Fonte: Prefeitura de Feira de Santana

O Programa Municipal de Controle de Tuberculose, disponibilizado no Centro de Saúde Especializado (CSE) Dr. Leone Coelho Leda, tornou-se referência secundária e passou a acompanhar também pacientes com tuberculose multirresistente. Antes, quando funcionava apenas como referência primária, os portadores da doença que apresentavam resistência ao tratamento inicial eram encaminhados para o Hospital Otávio Mangabeira, em Salvador.

Para a coordenadora do Programa de Controle de Tuberculose, Gilca Lessa Miranda, a mudança de referência é um grande avanço para Feira de Santana. “Apenas quatro municípios baianos foram contemplados pelo Ministério da Saúde (MS) – Feira, Itabuna, Juazeiro e Barreiras. A descentralização do serviço vai garantir mais comodidade aos pacientes, pois agora não terão a necessidade de se deslocarem até Salvador. Isso representa um grande avanço para o município e revela que o programa está bem estruturado”, considera.

Segundo Gilca Lessa, o tratamento especializado para os pacientes multirresistentes requer a realização de consultas e exames laboratoriais com mais frequência. “Como são pacientes que apresentaram dificuldades na adesão ao primeiro tratamento, tendo-o abandonado por duas vezes ou mais, eles precisam de atenção especial, pois estão mais debilitados. Nossa equipe foi treinada pelo MS e está apta a prestar o atendimento a este público”, salienta.

No pavilhão do CSE onde funciona o programa, uma sala está sendo estruturada para atender a nova demanda. “Já recebemos remessas da medicação direcionada a estes pacientes, que foram enviadas diretamente pelo MS e estamos estruturando a sala, visando uma melhor organização e acolhimento dos usuários”, destaca. O transporte para conduzir os pacientes multirresistentes até Salvador era disponibilizado gratuitamente pela Secretaria Municipal de Saúde.

A tuberculose é causada pela bactéria conhecida como bacilo de Koch (BK), responsável por causar infecção no pulmão e outros órgãos. A transmissão da doença ocorre quando o doente tosse, fala ou espirra, espalhando no ar micro gotas com micro-organismo, que podem chegar ao pulmão de uma pessoa saudável. Se o tratamento, que tem duração de seis meses, for seguido de maneira correta, o paciente tem 100% de chance de cura.