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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Resultado do Processo de Seleção de Propostas de Pesquisa Envolvendo o Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) no SUS


Considerando a implantação do Teste Rápido Molecular (TRM-TB) e a importância da expansão da Rede de Teste Rápido para Tuberculose (RTR-TB) no Sistema Único de Saúde, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/SVS/MS) promoveu processo seletivo de propostas de pesquisa envolvendo o TRM-TB para apoiar estudos científicos associados à implantação do teste na rotina assistencial. 

O objetivo é ampliar o conhecimento científico sobre o desempenho do TRM-TB nos diversos aspectos relacionados ao controle da tuberculose no Brasil, sua contribuição para o SUS e outros contextos que possam ser correlacionados.

Foram recebidas 65 propostas, oriundas de todas as regiões do Brasil, sendo 33 aprovadas que receberão apoio do PNCT  por meio da disponibilização de insumos e/ou equipamentos. Todos os proponentes receberão mensagem por e-mail formalizando o resultado da submissão. Entre as propostas aprovadas (33) algumas apresentaram ressalvas que serão apontadas para ajustes, conforme orientações do PNCT/MS.

Para esclarecimentos e demais informações envie e-mail para tuberculose@saude.gov.br

Para acessar a lista de propostas aprovadas clique aqui.



quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ministério da Saúde divulga nota abordando a suposta falta de medicamentos para tuberculose

Na última quinta-feira, 10 de julho, o Ministério da Saúde divulgou nota abordando a suposta  falta de medicamentos para tuberculose em São Paulo e outras regiões do país. 

Segundo o coordenador-geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, não há falta de medicamento de tuberculose no Brasil, eventualmente podem ocorrer problemas pontuais com a logística local da distribuição. E alerta quanto ao compartilhamento de falsas informações em rede:

"É extremamente importante que as denuncias de falta de medicamento apontem local e data para que possamos verificar a veracidade, apurar responsabilidades e adotar as providências necessárias. Apenas afirmar que 'houve registro de falta de medicamentos em São Paulo', sem dizer onde, quando ou por que, é muito vago", disse.

O coordenador destacou ainda a importância do controle social para que as denúncias sejam bem fundadas e não baseadas apenas em informações midiáticas que não correspondam a realidade local.

"Acho fundamental o controle social e as denúncias nos casos de falhas do sistema, mas divulgar em redes sociais a informação de 'falta de medicamentos', sem o mínimo de informações que nos ajudem a resolver o possível problema, é contribuir para dificultar os esforços de adesão ao tratamento realizados pelos profissionais de saúde dos programas locais", finalizou.

O Ministério da Saúde distribuiu medicamentos suficientes para todo o país, durante todo o segundo semestre. Segue, abaixo, a nota oficial do Ministério da Saúde sobre o assunto:


O Ministério da Saúde informa que não há desabastecimento de medicamentos para o tratamento da tuberculose. A compra dos medicamentos de 1ª e 2ª linhas foi efetuada e os estados estão devidamente abastecidos, de acordo com sua necessidade. Vale salientar que o MS distribui os medicamentos aos estados, que por sua vez, os repassam aos municípios que os entregam para suas unidades de saúde.

Ressalte-se que o Ministério da Saúde não distribui insumos próximos do prazo de validade. No caso do repasse de medicamentos para o tratamento de tuberculose, foram distribuídos aos estados, em março, lotes dentro do prazo de validade exatamente para substituir um  lote que estava próximo do prazo de vencimento.

Quanto à falta de teste tuberculínico, informa-se que o problema no abastecimento do Derivado Proteico Purificado (PPD), antígeno para o diagnóstico da tuberculose, ocorre de forma global devido à ausência de matéria-prima para produção do insumo, por problemas na produção do mesmo. O Ministério está em permanente contato com os produtores internacionais visando à resolução do problema.

O Ministério da Saúde tem realizado diversos acordos de transferência de tecnologia para possibilitar a produção nacional de insumos estratégicos, entre eles, os medicamentos para tuberculose.

Até o final do mês de junho/14, o MS enviou aos estados 21.087.360 de comprimidos do medicamento 2 em 1 (rifampicina+isoniazida 150+75mg), quantidade suficiente para atender a demanda do semestre.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Estratégia global de tuberculose pós 2015 é aprovada


Após a manifestação de 54 países, a "Estratégia global e metas para a prevenção, atenção e controle da tuberculose pós-2015" foi aprovada na Assembléia Mundial da Saúde, nesta segunda-feira. Isto significa que o mundo acordou uma estratégia para acabar com a tuberculose como uma pandemia - reduzindo a incidência para menos de 10 casos por 100.000 habitantes e a mortalidade em 95% até 2035. 

Devido à experiência em cobertura universal por meio do Sistema Único de Saúde e às propostas de proteção social para o enfrentamento da tuberculose, o Brasil foi protagonista na construção desta nova estratégia, sendo escolhido para apresentá-la na Assembleia Mundial de Saúde. 

Baseada em três pilares, a nova estratégia amplia as ações de controle da doença, valorizando as ações de inovação e a incorporação de novas tecnologias, incluindo ações de proteção social aos pacientes, recomendando o acesso universal à saúde e estabelecendo metas arrojadas a serem atingidas.

O desafio é enorme: aumentar a redução de novos casos, que hoje vem caindo 2% ao ano, para mais de 10% ao ano, durante os próximos vinte anos. (É difícil até falar!)

Para isso, a OMS continuará a desenvolver e atualizar a orientação normativa e a política global para a prevenção, cuidado e controle da tuberculose, à luz de novas evidências e inovações. Os Estados-Membros terão suporte para desenvolver indicadores, etapas e metas - nacionalmente apropriados - para contribuir para o alcance local e global da meta em 2035.

A OMS também irá promover o desenvolvimento de pesquisas para diagnóstico, tratamento e vacinas, buscando melhorar a eficácia daquilo que já existe e estimular o desenvolvimento e a absorção de possíveis inovações.

Além disso, o próximo plano de cinco anos da Stop TB Partnership (2016-2020) deve definir a direção para se alcançar as metas propostas nesta estratégia. Juntas, a OMS e a Stop TB Partnership irão trabalhar no desenvolvimento do plano de investimento global, e, quando necessário, buscar novos parceiros, dentro e fora do setor da saúde, a fim de implementar a nova estratégia.

A tuberculose no Brasil

Em 2012, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou que o Brasil alcançou a meta de reduzir pela metade a taxa de mortalidade por TB quando comparada a 1990. Em 2011, o número de óbitos foi cerca de 4.600, o que corresponde a 2,4 óbitos por 100 mil habitantes. Ainda assim, o país ainda não atingiu as metas de cura e de redução do abandono preconizadas pela OMS.

Em 2012, o Brasil curou 71,6% dos casos de tuberculose, quando o preconizado pela OMS é de, no mínimo, 85%. Quanto ao abandono do tratamento, o país tem proporção de 10%, quando o aceitável é de 5%.

Segundo a nova classificação da OMS para a epidemia de tuberculose, o Brasil não possui mais uma epidemia generalizada, mas uma epidemia concentrada em algumas populações como as pessoas que vivem em situação de rua, os privados de liberdade, a população indígena e aqueles que vivem com HIV. 

Por essa razão, o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), Draurio Barreira, sempre procura enfatizar a necessidade de se pensar em estratégias especificas para o enfrentamento da doença nessas populações.

Para ele, as articulações intersetoriais são fundamentais para garantir os direitos das pessoas com tuberculose e contribuir para a adesão ao tratamento a partir do recebimento de benefícios sociais e do acesso a programas já existentes, diminuindo a taxa de abandono e conseqüentemente a incidência de manifestações resistentes. 

"No Brasil, temos avançado na luta contra os determinantes sociais da tuberculose. Muitos estados e municípios já oferecem algum tipo de suporte social durante o tratamento da doença, como ticket alimentação e vale transporte", explicou.

Reconhecendo a necessidade de respostas multissetoriais, o país tem discutido e elaborado propostas na área de proteção social para o enfrentamento da tuberculose, por meio de parcerias intersetoriais. É o caso da criação da Frente Parlamentar de Luta contra a Tuberculose (2012) e o estabelecimento de uma Comissão Especial do Congresso Nacional destinada a analisar e diagnosticar a situação em que se encontram as políticas de governo relacionadas às doenças determinadas pela pobreza (2013), ambas as iniciativas inserem a temática da tuberculose na agenda do parlamento brasileiro.

Também merece destaque a construção do plano de ações conjuntas entre Saúde e Assistência Social em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Nessa agenda está inclusa a discussão sobre o componente de proteção social para as pessoas com tuberculose. O objetivo é ampliar o debate sobre a doença e introduzir novas abordagens para o controle da tuberculose no Brasil.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ministério da Saúde realiza Oficina Regional para Abordagem da Coinfecção TB/HIV

Nos dias 25 e 26 de setembro, será realizada “Oficina Regional para Abordagem da Coinfecção TB/HIV, no âmbito dos Serviços de Atendimento Especializado para Atenção às Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (SAE)”, em Brasília. O evento é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose em parceria com o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais.

A oficina tem como objetivo atualizar a equipe do SAE sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose para o atendimento integral ao paciente coinfectado TB-HIV no SAE. Temas relacionados ao controle de infecção nos serviços também serão trabalhados.

O evento é voltado para profissionais de Saúde dos SAE de Pernambuco, Santa Catarina, Ceará e Maranhão, totalizando 50 participantes. 

Coinfecção TB/HIV
Atualmente, cerca de 10% das pessoas que vivem com HIV/aids tem tuberculose. Esta é a primeira causa de morte nesta população no Brasil. Tuberculose tem cura, desde que tratada adequadamente. Diagnóstico e tratamento precoce são muito importantes nesse processo. 

Por esta razão, é recomendada realização anual da prova tuberculínica para as pessoas que vivem com HIV/Aids. O diagnóstico precoce de uma infecção latente da tuberculose previne o desenvolvimento da doença. É um exame simples e disponível nos serviços de saúde do SUS.

Serviço
Oficina Regional para Abordagem da Coinfecção TB/HIV, no âmbito dos Serviços de Atendimento Especializado para Atenção às Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (SAE)
Data: 25 a 26 de Setembro
Horário: 9h as 17h
Local: Brasília, Hotel Lakeside (SHINCA 1-Bloco A- Lote A- Deck Norte).

Para maiores informações:
Fernanda Dockhorn Costa
E-mail: fernanda.dockhorn@saude.gov.br
Tel: (061)3213 8059

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Em São Paulo, Oficina discute controle da tuberculose em ambientes prisionais


Nesta quarta-feira (8) está sendo realizada, em São Paulo, a Oficina Conselhos da Comunidade e TB: "Construindo Parcerias". Durante dois dias, conselheiros da comunidade de cada estado participante, técnicos do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde(PNCT/MS), coordenadores de programas estaduais de tuberculose e coordenadores de estado de saúde prisional se reúnem para discutir formas de colaboração para o controle da tuberculose em ambientes prisionais. 

Na cerimônia de abertura, o coordenador adjunto do PNCT/MS, Fabio Moherdaui, apresentou panorama geral sobre a tuberculose no Brasil e no sistema prisional, do ponto de vista clínico e epidemiológico, para que os conselheiros da comunidade pudessem se apropriar deste conhecimento para a construção de um plano de trabalho conjunto ao final do evento.


A idéia é integrar saúde, justiça e mobilização social, para a implementação de ações para o controle da tuberculose entre a população privada de liberdade (PPL) dos estados participantes.

A oficina é uma realização do PNCT com apoio da área técnica de saúde prisional do Ministério da Saúde e da Ouvidoria do Sistema Penitenciaria, vinculada ao Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça e se destina aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que são considerados prioritários em decorrência da alta incidência de tuberculose e contingente de pessoas privadas de liberdade.

Conselhos da Comunidade

O Conselho da Comunidade é um órgão do Poder Judiciário criado para efetivar a participação da sociedade, por meio de representantes de diversos segmentos, na execução das penas criminais, principalmente no que se refere às detenções e ao retorno ao convívio familiar e social do egresso (ex-detento).

Os conselhos têm como responsabilidade fiscalizar unidades prisionais e as condições de cumprimento de pena, relatando aos órgãos federais de justiça quaisquer irregularidades. Além disso, buscam parcerias com empresas e instituições para a promoção do trabalho e renda lícita, e desenvolvem atividades socioeducativas para incentivar o preso e egresso a retornar ao trabalho e aos estudos.

Oficina em Recife

A primeira edição da Oficina Conselhos da Comunidade e TB: “Construindo Parcerias” foi realizada em junho e contemplou os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazônia, Pernambuco, Bahia e Ceará, também prioritários em decorrência da alta incidência de tuberculose e contingente de pessoas privadas de liberdade.  O evento foi muito bem recebido pelos participantes, que agradeceram a oportunidade por meio de vários e-mails.


Acesse aqui para download dos materiais trabalhados durante a oficina! 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

São Paulo recebe a Reunião de Coordenadores dos Programas de Tuberculose das Américas


Começou, nesta terça-feira (7), em São Paulo, a Reunião de Coordenadores dos Programas de Tuberculose da Região das Américas. O Brasil foi escolhido para sediar a reunião, este ano, devido ao papel de liderança que vem desenvolvendo no controle da tuberculose (TB), em nivel regional e global.

O evento é uma realização do Programa Regional de Tuberculose da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), com o apoio do Ministério da Saúde do Brasil. Participam da reunião autoridades nacionais e internacionais e representantes da sociedade civil.

Durante cinco dias serão discutidas estratégias para o controle da TB em grandes centros urbanos, o controle da TB resistente, a questão dos determinantes sociais em saúde e a incorporação de novas tecnologias de diagnóstico e tratamento. A partir dessas temáticas será possível iniciar diálogo com ampla participação de gestores e representantes da sociedade civil engajados na luta contra a tuberculose.

Compuseram a mesa de abertura, a representante da Organização Panamericana de Saúde (OPAS/Washington), Mirtha Del Gramado, a representante da Organização Mundial de Saúde (OMS/Genebra), Diana Weil, o deputado e presidente da Frente Parlamentar pela luta contra a tuberculose, Antônio Brito (PTB); o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde do Brasil (PNCT/MS), Draurio Barreira e a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose no Estado de São Paulo, Vera Galesi.

O deputado Antônio Brito ressaltou a importância da articulação entre governo e sociedade civil organizada e o papel que pode ser exercido pelo Parlamento na luta contra a tuberculose. Segundo ele, o Brasil provou que é possível se articular tecnicamente e politicamente para o enfrentamento desta doença. "É importante levar dados e informações sobre TB para o Parlamento, para que este possa se articular e apresentar projetos de lei que favoreçam os doentes", incentivou. 

Brito relatou que, em menos de dois meses de formação, a Frente Parlamentar pela Luta contra a Tuberculose já se encontra em pleno exercício. A aprovação da emenda ao artigo 51 da Lei de Diretrizes Orçamentarias 2013, que desvincula a obrigatoriedade de detenção do CEBAS para a liberação de recursos para as organizações não governamentais, consolidou a primeira ação da Frente. "Agora temos dois novos desafios: buscar recursos para investir em pesquisas e em ações da sociedade civil para o controle da tuberculose".

O coordenador do PNCT, Draurio Barreira, destacou que além do trabalho junto ao legislativo e aos ativistas e movimentos sociais, é importante ampliar as articulações intersetoriais para garantir os direitos das pessoas com tuberculose e contribuir com a adesão ao tratamento a partir do recebimento de benefícios sociais e acesso a programas já existentes, diminuindo a taxa de abandono e conseqüentemente a incidência das manifestações multirresistentes. 

Apesar de ainda constar na lista dos 22 países que concentram 80% dos casos de tuberculose no mundo, o país não possui índices alarmantes de tuberculose causada por bacilos resistentes, isto é, que não respondem aos medicamentos de primeira linha, como ocorre em outros países da região.



terça-feira, 31 de julho de 2012

Oficina de avaliação do V Ciclo de visitas de M&A

Começou hoje, em Brasília, a Oficina de avaliação do V Ciclo de visitas de Monitoramento e Avaliação (M&A) do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) a estados e municípios prioritários.

Durante três dias, técnicos do Programa Nacional, Programas Estaduais e Municipais de Controle da Tuberculose, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, Universidades e laboratórios estarão reunidos para discutir os resultados do último ciclo de visitas de M&A das ações de vigilância em saúde para o estabelecimento de políticas públicas em nível local e nacional.

Na cerimônia de abertura, o coordenador do PNCT, Draurio Barreira, ressaltou a importância da cultura de monitoramento e avaliação nos serviços de saúde e lembrou que o Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil foi o grande incentivador desta prática.

As visitas de monitoramento e avaliação orientam a tomada de decisões e qualificam o processo de gestão do PNCT. Durante estas visitas, são discutidas as ações realizadas pelos programas estaduais e municipais ao longo do ano e definidas as metas e recomendações para o período seguinte. 

A partir da avaliação do ciclo de visitas realizado entre o 2º semestre de 2011 e o 1º semestre de 2012, será definida a metodologia de trabalho e reformulação dos instrumentos de coleta de dados para o próximo ciclo, bem como o papel desempenhado por cada participante.

Para amanhã, estão previstas capacitações em Manejo clínico da infecção latente da tuberculose (ILTB) e em Biossegurança.


Homenagem

Durante a cerimônia de abertura, foi realizada homenagem à colega e colaboradora do PNCT, Márcia Calixto, que faleceu na última semana. Por meio de um vídeo, a técnica Caroline Cyriaco reuniu fotos e mensagens que emocionou a todos que trabalharam e conviveram com Márcia.

Márcia sempre demonstrou seu comprometimento e dedicação na luta pelo controle da tuberculose, não só em Porto Alegre, mas também nacionalmente, tendo sido nos últimos anos colaboradora incansável do Programa Nacional como técnica da rede de assessores em monitoramento e avaliação das ações de controle da TB em vários estados e municípios.


Veja o vídeo. 


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Começa amanhã a Oficina de avaliação do V Ciclo de visitas de M&A

De 31 de julho a 2 de agosto, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) realizará, em Brasília, a Oficina de avaliação do V Ciclo das visitas de monitoramento do PNCT a estados e municípios prioritários. Durante o evento, serão discutidos os resultados das visitas de monitoramento e avaliação das ações de vigilância em saúde para o estabelecimento de políticas públicas em nível local e nacional.

As visitas de monitoramento e avaliação orientam a tomada de decisões e qualificam o processo de gestão do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT). Durante estas visitas, são discutidas as ações realizadas pelos programas estaduais e municipais ao longo do ano e definidas as metas e recomendações para o período seguinte. 

A partir da avaliação do ultimo ciclo de visitas, realizadas no 2º semestre de 2011 e 1º semestre de 2012, será definida a metodologia de trabalho e reformulação dos instrumentos de coleta de dados para o próximo ciclo, bem como o papel de cada participante.

Considerando a importância da formação continuada dos monitores para disseminar a cultura de monitoramento e avaliação nos serviços onde atuam, serão realizadas capacitações de Manejo clínico da infecção latente da tuberculose e Biossegurança.

A metodologia do trabalho desenvolvido durante as visitas é definida e pactuada com todos os parceiros, sendo reformulada a cada reunião de avaliação. Por esta razão, a oficina conta com a participação de Técnicos do PNCT, Programas Estaduais e Municipais de Controle da Tuberculose, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, Universidades e laboratórios.

Monitoramento e Avaliação (M&A)

Durante as visitas de M&A, são analisadas a estrutura e o funcionamento dos Programas de Controle da Tuberculose locais, com o intuito de obter informações gerais sobre laboratório, assistência farmacêutica, diagnóstico, tratamento e outros temas relacionados.  Além disso, as visitas aproximam estado, municípios e profissionais de saúde responsáveis pela assistência ao paciente com tuberculose, possibilitando a discussão, identificação dos problemas e melhoria dos processos de trabalho.

Serviço
Data: 31 de julho a 02 de agosto de 2012
Horário: 08:30 as 17:30 
Local: Hotel Manhattan, Setor Hoteleiro Norte - Brasília DF


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Versão em inglês do Manual de Intervenções Ambientais para o Controle da Tuberculose nas Prisões é lançado na web

Ambientes superpopulosos, mal ventilados e com iluminação solar limitada – característicos das prisões, cadeias públicas e delegacias de polícia – são particularmente favoráveis à disseminação de doenças respiratórias, especialmente a tuberculose. No Brasil, por exemplo, são cerca de 500 mil pessoas privadas de liberdade (PPL) vivendo em más condições de encarceramento.

Com o objetivo de ampliar ações de controle da tuberculose nas unidades prisionais, foi lançado, no inicio deste ano, o Manual de Intervenções Ambientais para o Controle da Tuberculose nas Prisões, que propõe, a partir de exemplos reais do Brasil, intervenções simples e de baixo custo para a melhoria das condições de ventilação e iluminação das prisões, sem comprometer os imperativos de segurança. 

Elaborado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU-UFRJ), em parceria com o Projeto Fundo Global, Ministério da Saúde, Ministério da Justiça/DEPEN, o manual ganhou uma versão em inglês para partilhar esta experiência brasileira com outros países, especialmente aqueles em desenvolvimento e emergentes, buscando a integração da melhoria das condições ambientais nas estratégias de controle da tuberculose nas prisões.  

Assim, o manual fornece as bases técnicas para que os diferentes atores responsáveis, tanto pela fiscalização quanto pela execução da pena, contribuam para a redução da transmissão intra-institucional da TB. As medidas propostas neste manual foram integradas nas Diretrizes básicas para arquitetura penal, recentemente editada pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça.  

Para download do manual em inglês clique aqui
Para download do formulário para avaliação das condições ambientais aqui
Para manual em português clique aqui.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

MS, Estado e Municípios pactuam ações de monitoramento e avaliação da Tuberculose em Alagoas

Por Ascom/ Sesau

Para pactuar as ações de monitoramento e avaliação da Tuberculose em Alagoas, técnicos do Ministério da Saúde cumprem agenda de trabalho no Estado. Nesta quarta-feira (11), o coordenador-adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Fábio Moherdaui, participou de reunião com o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Toledo, para definir estratégias de controle da doença.

Um dado preocupante da Tuberculose em Alagoas é em relação aos indicadores operacionais, que são a falta de adesão ao tratamento e de assistência para a cura. Daí a necessidade de integração da Assistência e Vigilância em Saúde para melhorar os indicadores no Estado.

De acordo com a gerente de Agravos de Transmissão Respiratória, Sexual, Vigilância do Óbito e Sistemas de Informação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Ednalva Araújo, metade dos casos de tuberculose em Alagoas é detectado na Atenção Básica, enquanto que os 50% restantes são diagnosticados nos hospitais e unidades de referência.

“Os números apontam a necessidade de descentralizar as ações de agravos na Atenção Básica para atender melhor os 13 municípios alagoanos que somam 71% de detecção da doença. Os 46% dos casos restantes residem em Maceió”, explicou Ednalva Araújo, complementando que a Estratégia Saúde da Família contribui com a descentralização.

Com a exposição dos dados, o secretário Alexandre Toledo mencionou que é preciso repensar o papel da Atenção Básica. “O retardamento do diagnóstico e o tratamento tardio são preocupantes para o Estado. Por isso, é importante rever a atividade da Atenção Básica em relação à Tuberculose e os profissionais, essenciais nas unidades de referência”, disse.

“Pactuar é a palavra mais adequada para o trabalho de monitoramento e avaliação que estamos fazendo em Alagoas”, disse Fábio Moherdaui, reforçando a necessidade de atuação para com a população prioritária no Estado, que corresponde à população do sistema penitenciário, indígena e portadora de HIV, cuja tuberculose é a doença que mais mata. Por isso, as atividades conjuntas dos programas de Tuberculose e DST/Aids é prioridade do Ministério da Saúde, que tem como prioritárias, em Alagoas, as cidades de Maceió e Arapiraca.

A promotora Micheline Tenório sugeriu a busca-ativa para combater as altas taxas de abandono e a retomada do tratamento, além da vinculação das atividades da Saúde com a Assistência Social. A promotora alertou ainda sobre a ausência de notificação, que dificulta a análise dos casos.

Pactuação - Com o término da agenda de trabalhos em Alagoas durante esta semana, será enviado pelo Ministério da Saúde um relatório com as recomendações pactuadas entre Ministério, Estado e Municípios durante as reuniões, com a assinatura do ministro Alexandre Padilha.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

MS realiza Capacitação em Manejo Clínico e TDO para os Profissionais de Saúde Indígena


Começou, nesta quarta-feira, em Brasília, Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado (TDO) para os Profissionais de Saúde Indígena. Durante 3 dias, serão capacitados 68 profissionais dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país.

O evento é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS), em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e tem como objetivo garantir que os profissionais de saúde indígena sejam capazes de suspeitar e diagnosticar clinicamente a tuberculose, solicitar os exames indicados e conduzir adequadamente o tratamento até a cura.

Participaram da cerimônia de abertura, a representante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Cleocy Mendes, o representante da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) Alfonso Gnecco e o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (PNCT/MS), Draurio Barreira.

Segundo Gnecco, a saúde dos povos indígenas é prioridade para a Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim, parabenizou o PNCT pela articulação junto à SESAI para o controle da tuberculose entre povos indígenas. 

Draurio explicou que "gestão exige prioridade". Desta forma, as populações vulneráveis têm sido prioridade para o programa, visto que ao se trabalhar o controle da doença nessas populações, que englobam maior incidência, maior o impacto no controle da tuberculose no país. É o caso das populações indígenas, aqueles que vivem em situação de rua, em situação de pobreza extrema, os privados de liberdade (PPL), e os que vivem com HIV/AIDS. 

Em 2010 a taxa de incidência de tuberculose entre os povos indígenas foi de 95,5 por 100.000 habitantes. Um número três vezes maior se comparado à população geral.

Com o objetivo de fortalecer as ações de controle da tuberculose entre os povos indígenas foram priorizados 67 municípios, em todo o território nacional, que são responsáveis por 80% dos casos novos de tuberculose notificados entre os povos indígenas residentes em áreas rurais.

Draurio destacou a importância desta capacitação, visto que a saúde indígena possui particularidades muito específicas, principalmente no que diz respeito à atenção e ao acesso. “O objetivo desse curso é justamente qualificar a atenção básica e ampliar o acesso, melhorando o diagnóstico, o tratamento e a assistência”. Além disso, ressaltou que o programa está disponível para apoiar e articular capacitações como esta junto aos estados e municípios para responder às necessidades em nível local.

Teste rápido

O coordenador do PNCT atualizou os participantes sobre as novas propostas de diagnóstico e novos esquemas terapêuticos que estão sendo estudados, com destaque ao teste rápido para tuberculose (GeneXpert) que se encontra em fase de teste nos estado do Rio de Janeiro e do Amazonas. 

No entanto, ponderou que "a implantação de um novo teste de diagnóstico vem para agregar, e não para substituir os outros testes como a baciloscopia e a cultura. Afinal, é preciso analisar qual método funciona melhor em cada região".


terça-feira, 10 de julho de 2012

Técnicos participam de avaliação e monitoramento quanto à tuberculose

Por Agência Alagoas

Alagoas teve 1.122 novos casos de tuberculose em 2011, com uma taxa de cura de apenas 64,4%. Tendo em vista a melhoria dessas estatísticas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou, nesta segunda-feira (9), a primeira etapa da reunião de monitoramento e avaliação do programa de vigilância da doença. O evento acontece até quinta-feira (12), no Maceió Mar Hotel.

O treinamento tem a participação de uma equipe do Ministério da Saúde (MS) e é voltado para servidores municipais e estaduais, que vão discutir estratégias para o controle da enfermidade. Na ocasião, foi definida a agenda de trabalho para a semana, que vai contar com visitas a diversas unidades hospitalares e à Superintendência Geral de Administração Penitenciária (Sgap).

Segundo Ana Torrens, técnica do MS, o objetivo é prestar apoio às administrações municipais alagoanas. “Alagoas recebe essa visita a cada dois anos, em média. O que pretendemos é dar suporte às ações desenvolvidas, com apoio técnico e político para que o programa estadual e o dos municípios funcionem bem, inclusive com uma troca de experiências”, afirmou.

Durante o monitoramento e avaliação, será realizada ainda a identificação das áreas críticas em relação à estratégia e às atividades de controle da tuberculose. A primeira visita foi à Unidade de Saúde João Paulo II, no Jacintinho. Já o Hospital Universitário, o II Centro de Saúde e Laboratório Central de Alagoas (Lacen), recebem as equipes nesta terça-feira (10).

A Unidade de Saúde Ib Gatto Falcão, localizada em Rio Largo, o sistema prisional e a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) serão visitados na quarta-feira (11), quando os técnicos do ministério irão ainda ao Agreste para conhecer o Programa de Controle da Tuberculose de Arapiraca. Em todos os locais, serão preenchidas Guias de Avaliação do MS.

Além de capacitar, a oficina também tem como finalidade monitorar e executar as atividades planejadas quanto à doença no Estado, proporcionar educação continuada e incentivar a melhoria técnica e operativa em todos os níveis. Para isso, serão realizadas ainda reuniões com o secretário Estadual de Saúde, Alexandre Toledo, e o Municipal de Saúde de Maceió, Adeílson Loureiro.

A representante da Superintendência de Vigilância à Saúde (Suvisa) da Sesau, Graça Carvalho, ressaltou a importância da atividade. “O programa de Alagoas objetiva reduzir os índices de infecção, os casos e a mortalidade. O programa realiza ações nas cidades, mas, ainda assim, continuamos com altos índices. Esperamos obter resultados para que tenhamos um quadro satisfatório”, disse.

Presente ao evento, a promotora do Ministério Público Estadual (MPE) na área de Saúde, Micheline Tenório, parabenizou a iniciativa. “É um prazer estar com os técnicos que tentam fazer um sistema de saúde mais eficiente e que, na maioria das vezes, consegue isso. Estamos aqui para escutar e aprender e o MPE está disponível para ajudar nos programas de controle”, expôs.

Participaram do evento equipes de Arapiraca, Marechal Deodoro, Delmiro Gouveia, Pilar, Rio Largo, Maceió e Porto de Pedras, além de gestores do II Centro de Saúde, do Lacen, do Hospital Universitário, da Superintendência de Administração Penitenciária e do Hospital Hélvio Auto.

Tuberculose - Atualmente, Alagoas possui 12 municípios prioritários e, de acordo com o coeficiente de incidência, para cada 100 mil pessoas, 36 têm o risco de adoecer pela doença no Estado. Em 2011, apenas a capital foi responsável por 46% dos novos casos e o abandono do tratamento no período foi de 10,1%. Já a taxa de letalidade chegou a 7,93% - o ideal é inferior a 5%.


MS realiza Capacitação em Manejo Clínico e TDO para os Profissionais de Saúde Indígena


De quarta (11) a sexta-feira (13), será realizada em Brasília a Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado para os Profissionais de Saúde Indígena, para fortalecer e apoiar as ações de controle da tuberculose desenvolvidas pelos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país.

O evento é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS), em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e tem como objetivo garantir que os profissionais de saúde indígena sejam capazes de suspeitar e diagnosticar clinicamente a tuberculose, solicitar os exames indicados e conduzir adequadamente o tratamento até a cura.

Com isso pretende-se sistematizar o trabalho dos profissionais de saúde indígena nos aspectos clínicos e epidemiológicos da tuberculose, com foco no fortalecimento do tratamento diretamente observado (TDO), buscando a redução do abandono, da recidiva, falência e tuberculose resistente, para garantir a adesão e um tratamento bem-sucedido.

Serão capacitados dois profissionais de saúde por Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) totalizando a capacitação de 68 profissionais.


Serviço:
Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado para os Profissionais de Saúde Indígena
Data: 11, 12 e 13 de julho
Horário: 9h às 18h.
Local: Manhattan Plaza Hotel, Setor Hoteleiro Norte, Quadra 02, Bloco A, Brasília-DF


quarta-feira, 4 de julho de 2012


Começa hoje Seminário Internacional de Controle da Tuberculose


Durante o evento, será construído plano de trabalho para fortalecer o diagnóstico e o tratamento da doença e expandir o TDO na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru


De 04 a 06 de julho, será realizado na cidade de Tabatinga-AM, Seminário Internacional sobre Controle da Tuberculose na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. O evento é uma realização do Ministério da Saúde em parceria com o estado do Amazonas e reúne esforços dos programas de controle da Tuberculose, dos municípios e estados fronteiriços dos respectivos países na discussão e construção de ações estratégicas para o controle da doença.

Participam do encontro coordenadores dos programas de controle da tuberculose do Brasil, da Colômbia e do Peru, respectivos estados (ou departamentos) e municípios fronteiriços, representantes dos conselhos indígenas (CONDISI), do conselho Municipal (CMS) e Nacional de Saúde (CNS), gestores da vigilância epidemiológica e do sistema prisional e profissionais da saúde de referências laboratoriais e hospitalares.

O evento tem como objetivo discutir e integrar ações de controle da tuberculose, estabelecendo fluxos e referências de detecção de casos, vigilância e tratamento adequado, visando melhoria no sistema de informação. Também será construído plano de trabalho entre os gestores dos programas locais para fortalecer o diagnóstico e o tratamento da tuberculose e da infecção latente e expandir o Tratamento Diretamente Observado (TDO) na região.

Com a criação da área de cooperação internacional no Programa Nacional de Controle da Tuberculose os municípios fronteiriços também passam a ser prioridade. Desta forma, estão sendo pactuados outras reuniões e seminários como este junto aos países vizinhos.  Ainda para este ano, está prevista uma segunda edição do seminário a ser realizada na tríplice fronteira Argentina – Brasil – Paraguai.

Para programação completa do evento acesse aqui



quarta-feira, 27 de junho de 2012


I Seminário Nacional de Mobilização Social para controle da tuberculose entre os povos indígenas



Realizado em Brasília em 14 e 15 de Junho, o I Seminário Nacional de Mobilização Social para o controle da tuberculose entre os povos indígenas no Brasil contou com a participação dos presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (CONDISI) dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país.

O seminário foi uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (PNCT/MS) em parceria com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).

Em 2010 a taxa de incidência de tuberculose entre os povos indígenas foi de 95,5 por 100.000 habitantes. Um número três vezes maior se comparado à população geral. Com o objetivo de fortalecer as ações de controle da tuberculose entre os povos indígenas foram priorizados 67 municípios, em todo o território nacional, que são responsáveis por 80% dos casos novos de tuberculose notificados entre os povos indígenas residentes em áreas rurais.

No seminário foram apresentados quadros gerais sobre a tuberculose - prevenção, transmissão e tratamento - os indicadores nacionais entre povos indígenas residentes em áreas rurais e urbanas, a metodologia da definição dos municípios prioritários, a inserção do programa de controle da tuberculose no plano Brasil Sem Miséria, entre outros.

Os presidentes dos CONDISI relataram suas experiências e o real contexto de suas regiões contribuindo para a construção coletiva de ações em mobilização social no controle da tuberculose. Eles ressaltaram também que as ações de saúde devem considerar as particularidades específicas da saúde indígena, especialmente no que diz respeito à atenção e à acessibilidade. Além da necessidade de se ampliar o diálogo dos DSEI junto aos programas municipais e estaduais de controle da tuberculose.

O PNCT vem construindo agenda de atividades relacionadas ao controle da tuberculose entre povos indígenas, que se iniciou com a participação dos responsáveis técnicos dos 34 DSEI no V Encontro Nacional de Tuberculose, seguido da Oficina de Fortalecimento da Vigilância Epidemiológica e Laboratorial da Tuberculose nos Povos Indígenas da Região Norte e deste I Seminário Nacional de Mobilização Social para o controle da tuberculose entre os Povos Indígenas no Brasil.

A próxima atividade, que está prevista para o mês de julho, é uma Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado (TDO) para os profissionais de saúde indígena dos 34 DSEI do país. Maiores informações em breve.

Para acessar as apresentações realizadas durante o seminário acesse Pasta 1 e Pasta 2.

Fotos em breve!!!



terça-feira, 26 de junho de 2012


Oficina discute parcerias para o controle da tuberculose em ambientes prisionais


Nos dias 20 e 21 de junho foi realizada em Recife, a Oficina Conselhos da Comunidade e TB: “Construindo Parcerias” , com o objetivo de discutir formas de colaboração para o controle da tuberculose em ambientes prisionais,  junto aos conselhos das comunidades.

Participaram do evento, representantes dos conselhos, coordenadores dos Programas estaduais de Controle da Tuberculose e coordenadores de saúde prisional dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazônia,  Pernambuco, Bahia e Ceará. Estes estados são prioritários em decorrência da alta incidência de tuberculose e contingente de pessoas privadas de liberdade.

Durante a oficina foi apresentado um panorama geral sobre tuberculose e sistema prisional para que os conselheiros da comunidade pudessem se apropriar do conhecimento referente à doença e aos dados epidemiológicos que resultou na construção de plano de trabalho conjunto para ser executado nos estados.

Empoderar os Conselhos é de extrema importância para que estes possam apoiar e supervisionar a implementação das ações de controle da tuberculose entre a população privada de liberdade, conforme as recomendações do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT).

A oficina é uma realização do PNCT por meio das áreas técnicas de mobilização social (CAMS) e Atenção à população privada de liberdade.

Nos dias 08 e 09 de agosto, esta mesma oficina será realizada em São Paulo com a participação dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

*Para FOTOS do evento, clique aqui

segunda-feira, 25 de junho de 2012


Roraima registra 45 novos casos


Roraima registrou 45 novos casos de tuberculose este ano. Desses, três são casos de retratamento, ou seja, casos de reingresso da doença devido ao abandono de tratamento e de reincidência da tuberculose em pacientes que já tiveram a doença. Os dados são do Sistema de Informações de Agravos e Notificações (SINAN).

Em 2010 foram registrados 127 novos casos e em 2011 este número aumento para 148, um aumento de mais de 14%. Entre 2010 e 2011, foram registrados 10 casos de retratamento. 

De acordo com a técnica da gerência do Núcleo Estadual de Controle de Tuberculose, Angela Maria Felix, nos casos de retratamento, há risco de a doença voltar de forma mais agressiva. Para isso, o paciente deve tomar os medicamentos, todos os dias, sem interrupção, por no mínimo 6 meses. Nos primeiros 15 dias de tratamento a pessoa já não transmite a tuberculose, e com um mês de tratamento a maioria dos sintomas desaparecem. Ainda assim, é imprescindível continuar o tratamento até o final. 

O estado tem investido no tratamento e na capacitação dos profissionais, mas algumas medidas de prevenção também podem ser adotadas pela população como vacinar as crianças com a BCG ao nascer, manter uma alimentação saudável, conviver em espaços onde o ar circule com facilidade e onde a luz do sol também possa entrar.

Toda pessoa com tosse por mais de três semanas deve procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. O diagnóstico é simples e o tratamento é viabilizado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que distribui o medicamento.

Pessoas que moram na mesma casa ou trabalham no mesmo ambiente de alguém diagnosticado com tuberculose também devem procurar a UBS mais próxima de sua casa para uma avaliação médica. 

CERTIFICAÇÃO


A Secretaria Estadual de Saúde de Roraima foi premiada pelo Ministério da Saúde com certificados de reconhecimento do bom desempenho dos trabalhos realizados para o controle da tuberculose nos últimos dois anos. Os certificados são referentes aos indicadores de casos novos com tratamento encerrado, proporção de casos de retratamento e casos de tuberculose testados para HIV. As certificações são das atividades dos anos de 2010 e 2011.

quinta-feira, 21 de junho de 2012


Ceará teve 200 óbitos por tuberculose em 2011 e atendimento ainda é precário



Febre, emagrecimento, dores musculares e tosse com secreção. Esses são os sintomas de uma doença que, há mais de dois séculos, provoca estado debilitado e até a morte das pessoas em todo o mundo: a tuberculose. Ela é causada por uma bactéria, Mycobacterium tuberculosis, por meio do contágio e infecção. Ao tossir, espirrar ou falar, um doente de tuberculose pode transmitir a bactéria através da saliva ou gotícula para outro indivíduo. Em 2011, 200 pessoas morreram no Ceará por conta da tuberculose.

A tuberculose é considerada grave, mas, quando há tratamento adequado, é curável em praticamente 100% dos casos. Idosos, crianças com menos de quatro anos e portadores de doenças que atingem a imunidade são os mais propensos a desenvolverem a doença. Os tipos são: pulmonares e extras pulmonares. O mais comum é o que afeta os pulmões, chamado tuberculose pulmonar. Rins, órgãos genitais, intestino delgado e ossos também podem ser comprometidos.

Dados

Segundo a Coordenadora das Ações de Controle da Hanseníase da Célula de Vigilância Epidemiológica (CEVEPI), enfermeira Heloísa Gurgel, metade da população do Brasil é infectada pela tuberculose. Ela explica que há dois momentos introdutórios da doença: o primeiro é o contágio, que pode ou não vir a torna-se um problema, e o outro é a própria doença, que é causada por conta de outro fatores.

“O bacilo encontra um lugar bom para viver e se reproduzir com as seguintes características: ter pouca ou nenhuma iluminação, ser úmidos e com baixa ventilação”, alertou a enfermeira. Heloísa disse ainda que, por conta da falta higiene e infraestrutura, pessoas que moram com um doente que não está sendo bem tratado, presidiários ou moradores de rua chegam a ter 70% a mais de chance de desenvolver a doença. “Para você ter noção, a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, tem maior incidência de tuberculoso do mundo”, comentou.

Tratamento e mortalidade

Cerca de 5.500 brasileiros morrem por conta da infecção anualmente. No Ceará, a taxa é alarmante: são registrados cerca de 200 óbitos por ano. “Rio de Janeiro e Fortaleza são exemplos de que nos grande aglomerados é que a taxa de mortalidade é maior”, pontuou Heloísa.

A enfermeira Heloísa comentou que, no Ceará, o atendimento é realizado nos 92 postos de saúde do Fortaleza. O paciente faz um exame no posto e, caso seja confirmada a doença, o tratamento deve ser iniciado imediatamente. “Em qualquer lugar do Brasil, o tratamento para tuberculose é totalmente gratuito”, alertou.

O paciente só deve ser encaminhado ao hospital quando a doença encontra-se em estado mais grave. “O problema daqui [do Ceará] é que só existe dois leitos específicos para o atendimento do tuberculoso no Hospital da Messejana. Isso é insuficiente. É necessário mais hospitais com condições de atender, pessoas com doenças respiratórias”, disse.

O tratamento é realizado a base de antibióticos, com duração de cerca de seis meses. Na maioria dos casos, a internação no hospital não é necessária. Com o tratamento inadequado, o microorganismo pode se tornar mais resistente, sendo seu tratamento mais complexo e de custo elevado. Além disso, a forma de prevenção é por meio de vacina, como a BCG.

Aids

Com o surgimento da Aids, o quadro da tuberculose mudou. Por afetar principalmente o sistema imunológico do corpo humano, a doença respiratória tem mais probabilidade de causar sintomas mais graves na pessoa contagiada. A tuberculose é uma das principais causas da morte de portadores do vírus HIV.



segunda-feira, 18 de junho de 2012

Oficina discutirá parcerias para o controle da tuberculose em ambientes prisionais


Nos dias 20 e 21 de junho será realizada, em Recife, a Oficina Conselhos da Comunidade e TB: “Construindo Parcerias” com o objetivo de discutir, junto aos conselhos das comunidades, formas de colaboração para o controle da tuberculose em ambientes prisionais.

A oficina é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde e contará com a presença da área técnica de saúde prisional da Secretaria de Atenção em Saúde e Departamento Penitenciário Nacional.

Participam do evento, coordenadores de saúde prisional dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazônia,  Pernambuco, Bahia e Ceará. Estes estados são prioritários em decorrência da alta incidência de tuberculose e contingente de pessoas privadas de liberdade.


Confira a programação

Nesta terça será inaugurado Centro de Diagnóstico e Tratamento de Tuberculose no COTEL



Nesta terça feira, 19 de junho, será inaugurado Centro de Diagnóstico e Tratamento de Tuberculose no COTEL - Centro de Observação e Triagem Prof. Everardo Luna (Abreu e Lima) – porta de entrada do sistema penitenciário na região metropolitana de Recife. 

Participam da solenidade o secretário estadual de Saúde, Antonio Carlos Figueira,  o secretário estadual de Defesa Social, Wilson Damázio, e o coordenador adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), Fabio Moherdaui.

A população privada de liberdade representa apenas 0,2% da população do país, no entanto contribui com 6,8% dos casos de TB notificados. Atualmente Pernambuco é o 5º estado em incidência – aproximadamente 1500 casos por 100.000 habitantes entre a população privada de liberdade (PPL).

Segundo Fabio Moherdaui a implantação de Centros de Diagnóstico e Tratamento de Tuberculose (CDT - TB) nas unidades prisionais permitirá a identificação precoce dos casos e tratamento oportuno, reduzindo a transmissão da doença. Além disso, destacou a importância da articulação entre os programas de tuberculose e vigilância epidemiológica para manutenção, apoio técnico e acompanhamento das ações realizadas dentro e fora das unidades.

Em consonância com a Lei de Execuções Criminais e a Resolução nº11/2006 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, o CDT sistematizará o exame admissional dos novos presos que ingressam diariamente no sistema  e o diagnóstico de casos encaminhados por outras unidades de pacientes identificados durante o encarceramento. Ao todo, serão beneficiados 25 mil presos de todo o estado.

O CDT conta com estrutura de consultórios médico e de enfermagem, sala para coleta de baciloscopia, sala para coleta de sangue e realização de TR para HIV, infraestrutura para realização de RX tórax (sala de exames, sala para processamento dos filmes e laudo) e laboratório para realização de baciloscopia.

O atendimento será realizado por uma equipe multidisciplinar composta por médico clínico, radiologista, enfermeiro, técnico de enfermagem, técnico de Raio X, técnico de laboratório, bioquímico e psicólogo. 

O projeto do CDT teve inicio em 2010 e  foi executado pelo Fundo Global junto à Secretaria de Justiça de Pernambuco e apoio técnico da Secretaria Estadual de Saúde (PCT), do Ministério da Justiça e da Área Técnica de Saúde do Ministério da Saúde.