Mostrando postagens com marcador experiências exitosas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador experiências exitosas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O IX Encontro Nacional de Redução de Danos recebe trabalhos até 15 de agosto

Da ABORDA

Até 15 de agosto, podem ser submetidos trabalhos para o XI Encontro Nacional de Redução de Danos, que acontece em Aracaju (SE) entre os dias 12 e 14 de novembro. Serão recebidos trabalhos inéditos e em formato de pôster sobre experiências, pesquisas e ações de redução de danos aplicadas ao uso de álcool e outras drogas.

A comissão avaliadora escolherá até 30 trabalhos nas seguintes categorias:

1- Relatos de Experiências 
Apresentação de experiências relacionadas a ações de Redução de Danos envolvendo serviços de saúde, assistência ou outros bem como desenvolvidas por Organizações da Sociedade Civil.

2- Articulações e controle social 
Relato de ações desenvolvidas junto a fóruns de discussão e controle social (conselhos, GTs, comitês, comissões e outros) que tenham resultado em avanço na discussão e práticas de Redução de Danos.

3- Formação e educação em RD e AD
Atividades desenvolvidas que busquem ampliar visão, divulgar e produzir conhecimento sobre redução de danos e uso de álcool e outras drogas (cursos, encontros, material informativo, ações de comunicação, grupos de estudo e discussão etc.)

4- RD e Interdisciplinaridade
Apresentação de ações que envolvam Redução de Danos em outras áreas ( Saúde Prisional, Saúde Indígena, Assistência Social, RD e gênero, Política de cultura, renda, trabalho  e redução de danos etc.) Ações de RD voltadas para crianças e adolescentes (articulações intersetoriais com escolas, Conselhos Tutelares, Promotores e Defensores Públicos etc.)

5- Redução de Danos e DST/Aids e Hepatites Virais
Atividades que envolvam a estratégia de Redução de Danos aliada a ações de prevenção as DST. HIV/Aids. Hepatites Virais ou Tuberculose, assistência social e saúde ou outras ações que visem qualidade de vida dos pacientes e ampliação de práticas preventivas e educativas.

Para mais informações e normas gerais para a submissão de trabalhos acesse: 


O resultado da seleção será divulgado até 15 de setembro.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Inscrições abertas para a IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica / Saúde da Família

Estão abertas as inscrições para a  IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica / Saúde da Família que acontecerá no período de 12 a 15 de março, em Brasilia, com o objetivo de visibilizar e valorizar as experiências cotidianas e estimular o protagonismo local dos milhares de trabalhadores, gestores e usuários da Atenção Básica no Brasil. 

Por meio de espaços para o intercâmbio de experiências, o encontro pretende contribuir com a reflexão e constante melhoria na produção do cuidado em saúde nos serviços que constituem o principal ponto de contato dos usuários com o Sistema Único de Saúde (SUS): a atenção básica!

A IV Mostra pretende conferir visibilidade às experiências por meio de linguagens mais livres e criativas, agregando ao campo da saúde outras narrativas, para além dos textos científicos que historicamente contribuíram com a reflexão e mudança das práticas de saúde. 

Conheça as modalidades de apresentação:

Cirandas de Experiência
Rodas para a apresentação de relatos organizadas a partir dos eixos temáticos e com participação de um mediador convidado. No total, serão 900 relatos de experiência apresentados nas Cirandas. Cada apresentador terá 20 minutos;

Dedos de Prosa
Espaços semelhantes às cirandas, mas com um tempo menor de apresentação. Aqui, serão apresentados 480 relatos com 10 minutos;

Foram selecionados 1380 relatos para serem apresentados nas modalidades Ciranda de Experiência e Dedo de Prosa. Outras experiências bem como os relatos que não foram selecionados poderão ser compartilhadas nos Pontos de Encontro, onde são esperados mais de 2000 relatos. Além disso, são previstas diversas oficinas, palestras, mini cursos e apresentações culturais. 

Além de ter sido contemplada em diversos relatos, a tuberculose também será tema de duas oficinas e dois mini cursos! 

Não perca a oportunidade de conhecer e trocar experiências! 




*Com informações do site da mostra






segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PNCT realiza oficina para troca de experiências exitosas e construção de novas estratégias de adesão ao tratamento

Nos dias 10 e 11 de setembro será realizado, em Brasília, a Oficina de Estratégias para a Adesão ao Tratamento da Tuberculose (TB). Participam do evento, cerca de 90 pessoas, entre coordenadores estaduais e municipais de tuberculose e enfermeiros de diversos lugares do Brasil que atuam nos serviços de saúde. 

O Tratamento Diretamente Observado (TDO) é a estratégia para a adesão recomendada pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) que consiste na observação da tomada diária dos medicamentos. É recomendado para todas as pessoas com diagnóstico de tuberculose e deve ser realizado na unidade básica de saúde mais próxima à residência do paciente. 

O TDO também pode ser realizado por uma pessoa que já tenha vínculo com o paciente. Nestes casos, o profissional de saúde deve acompanhar semanalmente o suporte ao tratamento oferecido pela pessoa que tenha vínculo.  

Visto que a adesão ao tratamento é fundamental para o controle da tuberculose, ao curar e diminuir a possibilidade de multirresistência aos medicamentos, a oficina tem como objetivo o fortalecimento e a expansão do TDO, bem como de outras estratégias de adesão, por meio da troca de experiências exitosas que possam contribuir para a construção de novas estratégias de adesão que qualifiquem ainda mais o tratamento da TB. 

A Oficina será realizada no Hotel Nobile Lakeside Convention & Resort – SHTN Trecho 1 Lote 2 Projeto Orla 3 – Setor de Hotéis e Turismo Norte Setor Hoteleiro Sul – Brasília/DF – Tel: (61) 3035-5615.

Para acessar a programação completa clique aqui.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Aberta inscrição de experiência para o Laboratório de Inovação sobre Atenção de Adolescentes e Jovens

Da OPAS/OMS

Reunir, identificar e valorizar as práticas inovadoras na Atenção à Saúde de Adolescentes e Jovens. Este é o principal objetivo do Laboratório de Inovação sobre Boas Práticas na Atenção de Adolescentes e Jovens, que recebe inscrições de experiências até 12 de outubro. Podem participar qualquer serviço de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), seja no hospital, no ambulatório ou na atenção básica e por entidades vinculadas que desenvolvam ações voltadas para esse público específico.

“O Brasil tem muitas experiências dos serviços de saúde para essa faixa etária. Queremos conhecer e dar visibilidade para essas práticas inovadoras, que atendem uma parcela significativa da população brasileira, em torno de 51 milhões de pessoas”, adianta Thereza de Lamare Franco Neto, coordenadora da Área de Saúde do Adolescente, do Ministério da Saúde (MS).

A iniciativa foi por meio da Coordenação Geral de Saúde de Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS-Brasil). A proposta é que o material reunido no novo espaço fique à disposição de gestores do SUS que estejam em busca de respostas a problemas similares. O edital de convocação foi lançado durante a reunião do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), em Brasília, para marcar as celebrações pelo “12 de Agosto - Dia Internacional da Juventude”.

O edital de convocação está dividido em dois eixos temáticos. O primeiro contempla as boas práticas da atenção à saúde do jovem e do adolescente, envolvendo a melhoria e ampliação do acesso; melhoria da qualidade da atenção; saúde sexual e saúde reprodutiva; educação em sexualidade e planejamento reprodutivo; Rede Cegonha; Rede de Atenção Psicossocial; envolvimento de outros setores (intersetorialidade); programação e execução de recursos financeiros; práticas de difusão do conhecimento e da informação; e comunicação e integração entre os serviços.

O segundo eixo trata da participação juvenil, ou seja, experiências exitosas e inovadoras que promovam o protagonismo de adolescentes e jovens na atenção à saúde e que estejam passíveis de monitoramento da implementação pelo setor saúde por meio do SUS.


No ato da inscrição da experiência, o responsável deverá informar o eixo e a área referente ao seu trabalho e apresentar a anuência do gestor para sua inscrição. Posteriormente, será enviado um termo de consentimento para a divulgação do trabalho. 

As inscrições vão até 12 de outubro, no endereço http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=12453. A seleção dos trabalhos será feita pelo Grupo de Trabalho Saúde do Adolescente e Jovem (GTSAJ), instituído pelo MS e OPAS Brasil.

Veja o convite, em vídeo, da coordenadora da área da Saúde do Jovem e do Adolescente, Thereza de Lamare, para os profissionais de saúde: http://www.youtube.com/watch?v=sDQND_br0yA&list=UUGsh5I0NMEJWZ4x73WzxrXg


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Brasil é sede de evento internacional da Organização Mundial de Saúde

De 29 de abril a 1 de maio, representantes de países com alta carga de tuberculose, agências multilaterais e bilaterais, organizações da sociedade civil, pesquisadores e especialistas técnicos estiveram reunidos em São Paulo para a Consulta da Organização Mundial de Saúde: Eliminando o ônus econômico da Tuberculose: Cobertura Universal em Saúde e oportunidades para Proteção Social.

Durante três dias, países como El Salvador, Quênia, Tailândia, Filipinas, Paquistão e Peru trocaram experiências no âmbito da cobertura universal em saúde e estratégias de proteção social que pudessem subsidiar o desenvolvimento da Estratégia Stop TB pós-2015.

Muitos desses países estão em fase de implementação ou ampliação de mecanismos de financiamento inovadores de saúde e regimes de proteção social, tendo como alvo as populações em situação de extrema pobreza e outros altamente vulneráveis. 

Durante a abertura do evento, o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, destacou que a tuberculose representa bem os desafios do setor saúde “Quando se pensava estar perto da eliminação, a tuberculose voltou vinculada ao HIV e às questões de ordem social, impactando na saúde e na sociedade. Por isso, precisamos de estratégias que priorizem a TB com ações especiais para as populações mais vulneráveis. Ações para acesso ao diagnóstico e tratamento. Para isso, é imprescindível a articulação entre os programas”.

Segundo o secretário, o Brasil alcançou algumas metas dos Objetivos do Milênio, resultantes da política de distribuição de renda aliada a distribuição gratuita de medicamentos. “Isso explica, por exemplo, os poucos casos de tuberculose multidrogarresistente no país”, explicou.

A tuberculose é a quarta doença infecciosa que mais mata no mundo. Meio milhão de mulheres morre a cada ano, deixando em media 10 milhões de órfãos. Para 2013, a Organização Mundial de Saúde estima 8,7 milhões de novos casos e 1,4 milhões de mortes em todo o mundo.

De acordo com o diretor do Departamento Stop TB da OMS, Mario Raviglone, a queda da incidência de tuberculose está vinculada ao acesso aos serviços de saúde "É inaceitável cobrarmos dos pacientes pobres. Precisamos de estratégias de proteção social para essas pessoas, evitando o ônus do diagnóstico e tratamento para ampliar a cura”.

Pesquisa em determinação social

Segundo dados do CNPq, nos últimos 14 anos, foram investidos apenas 16 milhões de reais em pesquisas de tuberculose, sendo que, ate 2006, estas se concentravam em áreas laboratoriais e básica, seguidas da incorporação de novas tecnologias. 

De acordo com a pesquisadora Ethel Maciel da Universidade Federal do Espírito Santo, pesquisas sobre os determinantes sociais da tuberculose ainda são muito tímidas. “Sem recurso fica difícil desenvolver pesquisas e atrair novos pesquisadores. Precisamos de uma maior articulação intersetorial para maior provisão de recursos para pesquisa”.

Cruzamento preliminar entre os bancos de dados do SINAN-TB e do Cadastro Único revelou que 25% dos pacientes com tuberculose estão inseridos no CadÚnico. Apesar disso, apenas 13% recebem o Bolsa Família.  "Estamos em um momento ímpar no Plano Brasil Sem Miséria. As pesquisas são fundamentais para avaliação das políticas publicas em saúde”, destacou Ethel.

O coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, relatou que os pacientes que estavam cadastrados no CadÚnico tiveram uma taxa de cura 6% maior do que os que não recebiam o beneficio, bem como maior adesão ao tratamento diretamente observado.  A taxa de abandono do tratamento e mortalidade também foi melhor nos cadastrados do que entre aqueles que não recebiam beneficio algum. 

"No Brasil, aos poucos temos avançado na luta contra os determinantes sociais da tuberculose. 85% dos estados e municípios já oferecem algum tipo de suporte social durante o tratamento da doença, como ticket alimentação e/ou vale transporte", explicou.

Dentre os avanços pontuados pelo coordenador cabe destacar a criação da frente parlamentar de luta contra a tuberculose que por sua vez instalou uma subcomissão especial de doenças relacionadas à pobreza no Congresso Nacional. 

"Para caminharmos em direção a eliminação da tuberculose precisamos fortalecer a intersetorialidade, ampliar a quantidade de pesquisas realizadas junto aos institutos de pesquisas e universidades e garantir programas de distribuição de renda. Uma doença tratável e curável, não pode matar 4.600 pessoas ao ano", finalizou.

Frente Parlamentar de Luta contra a Tuberculose

A Frente Parlamentar de Luta contra a Tuberculose foi um dos grandes destaques do evento. Representantes dos países participantes ficaram impressionados com as possibilidades de trabalho por meio da inserção do tema no parlamento.

Criada em maio de 2012, tem como objetivo acompanhar a política nacional de controle da tuberculose, buscando, de forma contínua, aperfeiçoar a legislação relacionada à saúde e assistência social, a partir das comissões temáticas nas duas Casas do Congresso Nacional.

Entre os trabalhos previstos, destacam-se o acompanhamento da elaboração e execução orçamentária para ampliar os investimentos nos programas governamentais e a busca por novas formas de financiamento das atividades das ONGs, por meio de emendas, subsídios sociais e projetos de lei.

Segundo a deputada Janete Pietá (PT-SP), é preciso sinergia entre o parlamento, o executivo e os estados e municípios para ampliar a luta contra a Tuberculose. "Por meio do parlamento é possível acompanhar a política, promover debates e seminários para ter-se uma visão prática de como interferir nas questões orçamentárias. Logo apos o lançamento da Frente emplacamos a nossa primeira ação, que foi a mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias que facilita o acesso das ONGs de base comunitária aos recursos públicos por meio da isenção do CEBAS".

Em março deste ano, a Frente Parlamentar de luta contra a Tuberculose instalou uma subcomissão especial de doenças relacionadas à pobreza, dentre elas a tuberculose. "A partir desta subcomissão será possível levar o debate para dentro do parlamento para subsidiar as políticas em saúde", relatou.

Para o ativista e secretario executivo da Parceria Brasileira de Luta contra a Tuberculose (Stop TB Brazil) a Frente Parlamentar de Luta contra a Tuberculose é um exemplo concreto do trabalho conjunto entre governo e sociedade civil. "O Brasil não é modelo apenas no que se refere às questões sociais, mas também pela construção de um movimento forte e ativo".

Jair lembrou que o Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil, encerrado no mesmo ano em que a frente foi lançada, foi um dos grandes avanços no controle da doença. "Durante os cinco anos de duração, o projeto desenvolveu os comitês metropolitanos que se tornaram espaços democráticos de discussão das políticas de saúde incluindo a participação da sociedade civil. O projeto trouxe esse lado positivo do suporte social às pessoas com tuberculose. Uma pena que com o fim do projeto, algumas ações sofreram descontinuidade por falta de recurso".