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quinta-feira, 17 de julho de 2014

O IX Encontro Nacional de Redução de Danos recebe trabalhos até 15 de agosto

Da ABORDA

Até 15 de agosto, podem ser submetidos trabalhos para o XI Encontro Nacional de Redução de Danos, que acontece em Aracaju (SE) entre os dias 12 e 14 de novembro. Serão recebidos trabalhos inéditos e em formato de pôster sobre experiências, pesquisas e ações de redução de danos aplicadas ao uso de álcool e outras drogas.

A comissão avaliadora escolherá até 30 trabalhos nas seguintes categorias:

1- Relatos de Experiências 
Apresentação de experiências relacionadas a ações de Redução de Danos envolvendo serviços de saúde, assistência ou outros bem como desenvolvidas por Organizações da Sociedade Civil.

2- Articulações e controle social 
Relato de ações desenvolvidas junto a fóruns de discussão e controle social (conselhos, GTs, comitês, comissões e outros) que tenham resultado em avanço na discussão e práticas de Redução de Danos.

3- Formação e educação em RD e AD
Atividades desenvolvidas que busquem ampliar visão, divulgar e produzir conhecimento sobre redução de danos e uso de álcool e outras drogas (cursos, encontros, material informativo, ações de comunicação, grupos de estudo e discussão etc.)

4- RD e Interdisciplinaridade
Apresentação de ações que envolvam Redução de Danos em outras áreas ( Saúde Prisional, Saúde Indígena, Assistência Social, RD e gênero, Política de cultura, renda, trabalho  e redução de danos etc.) Ações de RD voltadas para crianças e adolescentes (articulações intersetoriais com escolas, Conselhos Tutelares, Promotores e Defensores Públicos etc.)

5- Redução de Danos e DST/Aids e Hepatites Virais
Atividades que envolvam a estratégia de Redução de Danos aliada a ações de prevenção as DST. HIV/Aids. Hepatites Virais ou Tuberculose, assistência social e saúde ou outras ações que visem qualidade de vida dos pacientes e ampliação de práticas preventivas e educativas.

Para mais informações e normas gerais para a submissão de trabalhos acesse: 


O resultado da seleção será divulgado até 15 de setembro.



quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ministério da Saúde divulga nota abordando a suposta falta de medicamentos para tuberculose

Na última quinta-feira, 10 de julho, o Ministério da Saúde divulgou nota abordando a suposta  falta de medicamentos para tuberculose em São Paulo e outras regiões do país. 

Segundo o coordenador-geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, não há falta de medicamento de tuberculose no Brasil, eventualmente podem ocorrer problemas pontuais com a logística local da distribuição. E alerta quanto ao compartilhamento de falsas informações em rede:

"É extremamente importante que as denuncias de falta de medicamento apontem local e data para que possamos verificar a veracidade, apurar responsabilidades e adotar as providências necessárias. Apenas afirmar que 'houve registro de falta de medicamentos em São Paulo', sem dizer onde, quando ou por que, é muito vago", disse.

O coordenador destacou ainda a importância do controle social para que as denúncias sejam bem fundadas e não baseadas apenas em informações midiáticas que não correspondam a realidade local.

"Acho fundamental o controle social e as denúncias nos casos de falhas do sistema, mas divulgar em redes sociais a informação de 'falta de medicamentos', sem o mínimo de informações que nos ajudem a resolver o possível problema, é contribuir para dificultar os esforços de adesão ao tratamento realizados pelos profissionais de saúde dos programas locais", finalizou.

O Ministério da Saúde distribuiu medicamentos suficientes para todo o país, durante todo o segundo semestre. Segue, abaixo, a nota oficial do Ministério da Saúde sobre o assunto:


O Ministério da Saúde informa que não há desabastecimento de medicamentos para o tratamento da tuberculose. A compra dos medicamentos de 1ª e 2ª linhas foi efetuada e os estados estão devidamente abastecidos, de acordo com sua necessidade. Vale salientar que o MS distribui os medicamentos aos estados, que por sua vez, os repassam aos municípios que os entregam para suas unidades de saúde.

Ressalte-se que o Ministério da Saúde não distribui insumos próximos do prazo de validade. No caso do repasse de medicamentos para o tratamento de tuberculose, foram distribuídos aos estados, em março, lotes dentro do prazo de validade exatamente para substituir um  lote que estava próximo do prazo de vencimento.

Quanto à falta de teste tuberculínico, informa-se que o problema no abastecimento do Derivado Proteico Purificado (PPD), antígeno para o diagnóstico da tuberculose, ocorre de forma global devido à ausência de matéria-prima para produção do insumo, por problemas na produção do mesmo. O Ministério está em permanente contato com os produtores internacionais visando à resolução do problema.

O Ministério da Saúde tem realizado diversos acordos de transferência de tecnologia para possibilitar a produção nacional de insumos estratégicos, entre eles, os medicamentos para tuberculose.

Até o final do mês de junho/14, o MS enviou aos estados 21.087.360 de comprimidos do medicamento 2 em 1 (rifampicina+isoniazida 150+75mg), quantidade suficiente para atender a demanda do semestre.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Esclarecimentos sobre ações de vigilância da tuberculose durante a Copa do Mundo 2014


Frente às duvidas relativas à não inclusão da tuberculose na agenda de riscos associados a eventos de massa da Copa do Mundo 2014, o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, esclarece algumas dúvidas e elenca algumas recomendações para o período. 

Veja no texto que compartilhamos abaixo:


A vigilância da tuberculose durante o período pré, durante e pós Copa da FIFA foi inserida no Plano Operativo da Copa do Ministério da Saúde, visando, principalmente, dar maior visibilidade à doença, sobretudo no que diz respeito à forma de transmissão e aos sintomas. Nesse Plano, foram inseridas as principais recomendações para o período e, além disso, houve envio dessas recomendações para todos os Programas Estaduais de Controle da Tuberculose (PECT).

Vale salientar, que a estrutura de vigilância epidemiológica da tuberculose no País é discutida e aprimorada durante o ano todo, independentemente do período de Copa. Apesar disso, houve orientação quanto à notificação imediata ao PNCT de casos da doença em estrangeiros, visando comunicar ao país de origem para que esse possa continuar a investigação e tratamento no retorno do paciente. Outro objetivo dessa comunicação é identificar uma possível tuberculose resistente às drogas convencionais (primeira linha) e desencadear as devidas ações.

Abaixo você encontrará as recomendações enviadas aos PECT e inseridas no Plano Operativo da Copa:

"Com a proximidade dos eventos relacionados à Copa, sabemos que o País receberá pessoas de diversas partes do mundo. Para isso, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose recomenda o desenvolvimento de algumas atividades relacionadas ao fortalecimento da vigilância epidemiológica da tuberculose nesse período.

As recomendações estão listadas abaixo e configuram-se como um rol mínimo de atividades a serem desenvolvidas, podendo cada Programa Estadual ou Municipal desenvolver as atividades que estão mais relacionadas às necessidades locais. Solicitamos ainda que, caso haja, nos enviem o plano de ação estadual/municipal para Copa visando o controle da tuberculose.

Recomendações


  1.     Alertar aos postos de informação turística sobre os locais de atendimento aos casos suspeitos de tuberculose (folders informativos, fluxo de atendimento e informar sobre o Disque Saúde - 136);
  2.      Alertar os pronto-atendimentos e emergências sobre a identificação dos casos suspeitos de tuberculose (considerando as populações mais vulneráveis: população vivendo com HIV/aids, diabetes...);
  3.     Mapear possíveis áreas de risco estabelecidas durante o período de copa (albergues, eventos em locais fechados);
  4.     Criar estratégias de comunicação em saúde nos locais de maior risco mapeados;
  5.   Notificar todos os casos de tuberculose, mantendo o fluxo adotado para vigilância epidemiológica da tuberculose (utilizando os instrumentos de registro existentes);
  6.   Alertar ao Programa Nacional e ao Cievs local sobre a ocorrência de caso em paciente estrangeiro;"


Além da recomendações acima, o PNCT tem ainda o compromisso de comunicar diariamente ao Centro Integrado de Operações Conjuntas em Saúde (CIOCS) a notificação de casos de tuberculose em estrangeiros. Não havendo o caso, procedemos à notificação negativa.

Colaboramos, junto à Parceria Brasileira contra a Tuberculose, na elaboração do projeto “Driblando a Tuberculose”, cujo objetivo é dar mais visibilidade à doença por meio de ações de educação em saúde para escolares da faixa etária de 7 a 14 anos. Esse projeto foi lançado no município de São Paulo e gerou frutos para divulgação da doença, como um vídeo gravado por jogadores do Corinthians, que pode ser acessado neste link: http://youtu.be/izbkaZn7WiU e pelo goleiro do São Paulo Futebol Clube neste link: http://www.youtube.com/watch?v=7UPtCYcH7Kk

Há também a perspectiva de expansão do “Driblando a Tuberculose” para outras Unidades Federadas, levando o tema futebol e tuberculose para dentro das escolas.

Ainda com foco para Copa do Mundo, houve o convite do jogador Thiago Silva para ser o embaixador da tuberculose, mais uma vez visando dar visibilidade ao tema.

O PNCT, do Ministério da Saúde, trabalha diariamente na luta contra tuberculose e nosso compromisso com a população brasileira é constante. Os esforços para dar visibilidade à doença devem ser mantidos durante quaisquer eventos de massa (Copa do Mundo da FIFA, Copa das Confederações, carnaval, Jornada Mundial da Juventude), bem como a manutenção da rotina dos serviços.

Esperamos que todos os parceiros, cientes dessas informações, possam divulgá-las, também contribuindo para o controle da tuberculose no período da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014.




quarta-feira, 30 de abril de 2014

Comitê para o Controle Social da Tuberculose realiza oficina sobre direitos humanos e participação social Florianópolis

Da SES/SC

O Comitê para o Controle Social da Tuberculose em Santa Catarina realizou, nos dias 28 e 29 de abril, uma oficina com o tema “Direitos Humanos, participação social e tuberculose”, no Hotel São Sebastião, em Florianópolis. Membros do comitê, gestores de programas municipais e regionais relacionados à doença participaram do encontro.

A coordenadora no Estado do Programa de Controle da Tuberculose, Nardele Juncks, destaca a importância do evento.  “Esta oficina é para capacitar os profissionais e melhorar a rede de atenção social aos pacientes”, afirma Nardele.

A oficina foi ministrada pelos consultores técnicos Lucas Seara e José Carlos Veloso do Programa Nacional de Controle da Tuberculose. O consultor Lucas Seara explica que a oficina irá ajudar a capacitar os profissionais de saúde a lidar com as implicações sociais da tuberculose. “A doença, muitas vezes, está associada à pobreza. Os doentes não têm acesso a determinados direitos, como moradia e alimentação. Essas não são obrigações do profissional de saúde, mas ele pode aprender a articular essas carências e conseguir resultados”, ressalta Seara.

O consultor do Ministério da Saúde elogiou a iniciativa do Estado, e disse que o Comitê para o Controle da Tuberculose em Santa Catarina já nasce com discussões maduras. Por meio de uma parceria entre o Governo do Estado e a sociedade civil, o Comitê está em fase de implantação. O objetivo do comitê é integrar e contribuir para as políticas públicas voltadas ao controle da tuberculose no Estado, principalmente para as populações mais atingidas pela doença, como pessoas com coinfecção tuberculose/HIV/aids, indígenas, pessoas em situação de rua e as privadas de liberdade.


Perfil da tuberculose em Santa Catarina:


  • São 1.800 casos novos por ano;
  • 25% tem relação com o uso de drogas;
  • 20% tem associação com HIV/aids;
  • 13% tem associação com alcoolismo;
  • 5 a 6% tem associação com diabetes.


O que é tuberculose

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa. Causa lesão principalmente nos pulmões. A transmissão se dá por via respiratória, por meio da tosse, fala e espirro. É causada por um microrganismo conhecido como bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). O diagnóstico consiste no exame do escarro para identificação do bacilo da tuberculose, podendo ser realizado em todas as unidades de saúde.

Um terço da população mundial está infectado pelo bacilo, mas apenas pessoas com a imunidade debilitada desenvolvem a doença. Portadores de HIV/aids, diabéticos, usuários de drogas (tabaco, drogas ilícitas e álcool), população carcerária, indígenas e moradores de rua são os mais vulneráveis. A doença é transmitida apenas pelo doente sem tratamento, que pode infectar de 10 a 15 pessoas no período de um ano.

Principais sintomas:

  • Tosse por mais de três semanas, acompanhada ou não de catarro;
  • Febre baixa, geralmente no período da tarde;
  • Suor noturno;
  • Falta de apetite;
  • Perda de peso;
  • Cansaço ou dor no peito.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Em Minas Gerais, roda de conversa sobre tuberculose é destaque na Semana Nacional de Humanização

Do Fórum Mineiro de Tuberculose

O tema "Humanização, Mobilização Social e Acolhimento " há muito vem sendo discutido não só por usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), como também por trabalhadores e gestores em saúde. Um dos dilemas enfrentados atualmente por profissionais da saúde é o atendimento prestado a pacientes com Tuberculose, doença que se contra nos dias de hoje relacionada à pobreza e à desinformação. 

Tais pacientes possuem características peculiares, o que pode dificultar a aproximação e o estabelecimento de vínculo com os diversos profissionais dos serviços de saúde e assistência social - como médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e terapeutas ocupacionais -  bem como com os próprios familiares, buscando o isolamento e a não adesão ao tratamento.

Diante de tal cenário, percebe-se a necessidade latente de se buscar um tratamento cada vez mais humanizado, de modo que esse paciente seja tratado com o diálogo, respeito e atenção necessários. Para isso, é preciso mudar as concepções acerca da atual realidade desta doença, considerando ações realizadas por meio da comunicação, do advocacy e da mobilização social. 

Nesta perspectiva, o Fórum Mineiro de ONG's para o Controle da Tuberculose realizou uma a roda de debates nesta terça-feira, 8 de abril, aproveitando a Semana de Humanização que está ocorrendo em todo o Brasil. 

A atividade teve como objetivo conhecer os diversos temas e ferramentas para a promoção da mobilização social, controle social e  dos Direitos Humanos, buscando combater o  preconceito e o estigma relacionados a esta doença.

O evento contou com a participação de Maria Cristina Abreu Reis - coordenadora da secretaria municipal da pessoa com deficiência e direitos humanos de BH, Ludmila Tavares, José Maurício e Francisco do Fórum Mineiro de ONG's para o controle da Tuberculose, além de técnicas de enfermagem Francyanne Lima Maia, Tania Antonia de Lima, Michelle Fiusa Costa Freitas e Telma do Amaral Pereira das áreas de Pneumologia e Tisiologia.

Segundo Ludmila Tavares, discutiu-se muito a necessidades de uma assistência mais humanizada e a importância de reconhecer o cuidado do outro como algo significativo e que implica em mudanças comportamentais por parte da equipe como um todo.

"Reconhecer o outro enquanto sujeito e cidadão é fundamental para pensarmos o paciente de Tuberculose, que padece mais do estigma social do que propriamente da doença", destacou.

Para Ludmila, os compartilhados por usuários e profissionais de saúde na roda de conversa apontam para a necessidade de mudança comportamental imediata. "O acolhimento é fundamental para que o paciente com Tuberculose possa se sentir valorizado e sujeito de seu próprio tratamento. Percebemos também que a qualidade de vida no trabalho e a valorização do trabalhador influenciam diretamente no tipo de atendimento prestado", finalizou.









quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Comitê Metropolitano de Manaus apresentará experiência em Seminário que reúne inovações em participação e controle social

Nos dias 8 e 9 de novembro, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a OPAS/OMS Brasil realizam, em Brasilia, o II Seminário Internacional de Inovação sobre Participação e Controle Social na Elaboração e Monitoramento das Políticas, Ações e Serviços de Saúde.

Entre os trabalhos selecionados está o relato do Comitê Metropolitano de Manaus sobre as experiências exitosas e inovadoras desenvolvidas desde a criação do Comitê por meio do Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil.

Além das atividades de Comunicação, Advocacy e Mobilização Social (CAMS), cabe destacar a Oficina em Monitoramento & Avaliação, realizada em julho deste ano, que capacitou 33 membros da sociedade civil e 5 representantes de organismos governamentais com o objetivo de realizar visitas mensais às unidades inseridas no Programa de Controle da Tuberculose. Conforme programação, o trabalho será apresentado na sexta-feira (09) às 14h, por Joyce Matsuda e Euclides Souza Neto.

A abertura do evento está prevista para 19h na sede da Opas e contará com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do secretário de Gestão Estratégica e Participativa, Luiz Odorico Andrade, do representante da Opas, Joaquín Molina, e dos representantes do Conselho Nacional de Saúde, José Eri de Medeiros e Márcio Pereira.

O seminário é fruto do trabalho do Laboratório de Inovação desenvolvido desde 2011, em parceria com o CNS, cujo objetivo é identificar e valorizar práticas participativas e deliberativas inovadoras, produzindo subsídios para os conselheiros de Saúde e para os gestores no que se refere à participação social no Sistema Único de Saúde.

Na edição de 2012, o Laboratório de Inovação selecionou 10 experiências de entidades governamentais, conselhos de saúde, ONG e sociedade civil, que demonstraram caráter inovador e com resultados já finalizados ou em curso. Ao todo foram inscritas mais de 60 experiências, das quais cerca de 50 se mostraram adequadas aos termos do edital de convocação.

As experiências deveriam contemplar conteúdos dos seguintes eixos:

A. Implementação das deliberações das Conferências de Saúde: processos e/ou ferramentas para a inclusão das decisões das conferências nos planos de saúde e o progressivo monitoramento de sua implementação ao longo do tempo. 

B. Controle Social: acesso, qualidade, intersetorialidade, financiamento, tecnologia de informação e comunicação na elaboração e monitoramento das políticas, ações e serviços de saúde: melhoria e ampliação do acesso e da qualidade da atenção; intersetorialidade; gestão de recursos financeiros, do conhecimento e da informação; comunicação e integração entre os serviços. 

As inscrições estiveram abertas entre julho e setembro de 2012 (http://migre.me/bEHoN). 


*Com informações do Conselho Nacional da Saúde.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

8º Encontro Comunitário de Tuberculose no Rio de Janeiro


Por Carlos Basília

O Fórum Estadual das ONGs na Luta contra a Tuberculose RJ em parceria com o Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PCT/SES/RJ) promoverá, no dia 06 de agosto de 2012, o 8º Encontro Comunitário de Tuberculose.

O objetivo do encontro é reforçar as atividades de mobilização e, sobretudo, fomentar o debate sobre os principais entraves ao controle da tuberculose. O evento é realizado em alusão ao Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Tuberculose no Rio de Janeiro - 6 de agosto, criado pela Lei Estadual nº 5054/2007.

O Encontro Comunitário de Tuberculose também busca o fortalecimento do controle social no SUS, traçar estratégias coletivas de intervenção e articulação política voltadas à promoção da saúde, melhoria do acesso ao diagnóstico e tratamento, redução do abandono, benefícios sociais, combate ao estigma e à discriminação e a defesa dos direitos humanos das pessoas com tuberculose. 

Na ocasião, um seminário fará uma retrospectiva da atuação do Fórum ONGs TB em seus nove anos de existência e uma avaliação do atual cenário das políticas de enfrentamento da tuberculose e suas diferentes interfaces: sustentabilidade das ações comunitárias; advocacy, comunicação e mobilização social

Serviço
8º Encontro Comunitário de Tuberculose
Dia: 6 de agosto
Horário: 8:30 às 17:30h
Local : Hotel Atlântico Copacabana - Rua Siqueira Campos, 90 – Bairro Copacabana, Rio de Janeiro (em frente à estação do Metrô Siqueira Campos).



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

RJ realiza capacitação em busca do abandono zero no tratamento da tuberculose

Por Carlos Basília

O Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PCT/SES/RJ), em parceria com o Fórum ONGs Tuberculose do Estado do Rio de Janeiro, realizou no dia 27 de julho,  Oficina de Capacitação para Formação de Cuidadores Rumo ao Abandono Zero, dirigida à lideranças comunitárias e ativistas de Organizações Não Governamentais que atuam na prevenção da tuberculose em diferentes pontos do Estado. O evento aconteceu no Hotel Regina, Rio de Janeiro. 

Ao longo dos trabalhos, a equipe técnica do PCT e convidados, expuseram uma série de indicadores sobre o atual quadro da tuberculose e sua coinfecção com o HIV/aids, instrumentalizando-os quanto às estratégias a serem adotadas na interlocução, acompanhamento e suporte de pessoas afetadas pela tuberculose, visando incentivá-las no processo de tratamento e evitar o abandono. 

Já na mesa de abertura; foi destacado, tanto pela coordenação do PCT, como pelas demais representações; a importância estratégica de ações articuladas entre os profissionais de saúde e lideranças comunitárias locais, de forma a cobrir eventuais lacunas no processo, garantir a adesão e continuidade ao tratamento e a adoção de medidas preventivas e profiláticas nas áreas de maior incidência epidemiológica.

Outra questão que mereceu destaque pelos palestrantes, foi a necessidade de uma formação acadêmica dos profissionais de saúde, nas mais diferentes especialidades, a partir de uma lógica da estratégia de Saúde da Família, com vistas àquilo que se convencionou chamar de “prevenção primordial”. 

Nas falas das lideranças comunitárias ficou evidente, as dificuldades encontradas na ponta, desde o diagnóstico precoce dos casos de tuberculose, a realização dos exames exigidos, acesso aos benefícios legais que esses pacientes têm direito e até mesmo ao tratamento.




sexta-feira, 20 de julho de 2012

RJ realiza capacitação em busca do abandono ZERO no tratamento da tuberculose

No dia 27 de julho, será realizada, no Rio de Janeiro, a oficina “Formação de Cuidadores rumo ao abandono ZERO” que tem como objetivo capacitar representantes das organizações da sociedade civil, ativistas e lideranças comunitárias na busca ativa de sintomáticos respiratórios e/ou casos de pacientes faltosos, bem como o acompanhamento do paciente com tuberculose em tratamento supervisionado.

Durante a oficina serão abordados temas relacionados à direitos sociais e acesso aos serviços, tratamento diretamente observado (TDO) e o esquema 4 em 1, biossegurança, coinfecção TB/HIV e tuberculose em pacientes com diabetes, doenças hepáticas e/ou usuário de álcool e outras drogas. Tudo sob uma ótica comunitária.

A partir desta capacitação busca-se fortalecer as redes de apoio social aos pacientes, incentivando a participação e o controle social na construção de ações educativas e preventivas. O evento é uma realização do Programa de Controle da Tuberculose da Secretaria de Estados de Saúde do Rio de Janeiro PCT/SES/RJ em parceria com o Fórum ONGs Tuberculose RJ. 

PROGRAMAÇÃO

08:30 h - Recepção - Café da manhã

09:00 h -Abertura:
Alexandre Chieppe, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental SES/RJ
Miguel Aiub,  diretor CRPHF
Carlos Basilia  representante Fórum ONGs TB/ObservatórioTB)
Ana Alice Bevilaqua, gerente de Pneumologia Sanitária PCT/SES/RJ

09:30 h -Tuberculose: acesso da população. Como? Onde? E por que?
Luciane Blanco e Maíra Guazzi (SMSDC-RJ)

10:05 h - Esquema Básico (4 em 1) e o Tratamento Diretamente Observado (TDO)
Maria José Fernandes (SMS/PCT/Itaboraí)

10:45 h -A coinfeção TB/ HIV – Um olhar comunitário
Juan Carlos Raxach (ABIA)

11:25 h -A Tuberculose em pacientes com tabagismo, diabetes, doenças hepáticas- Usuário de álcool e drogas
Adriana Sindra (PCT/SES/RJ)

12:10 h - Almoço

13:30 h -Biossegurança da Tuberculose – Em casa e no Trabalho
Marneili Martins (PCT/SES/RJ)

14:00 h - Direitos sociais
Amanda Pinheiro (PCT/SES/RJ)

14:30 h - O papel do Cuidador
Cristina Castelo Branco (FG), Marneili Martins (PCT/SES/RJ e Maíra Guazzi (SMSDC-RJ)

16:30 h - Encerramento – Lanche


Serviço
Formação de Cuidadores rumo ao abandono ZERO
Dia: 27 de julho de 2012
Local: Hotel Regina – Rio de Janeiro- RJ
Horário: 8h30 às 16h30

Para mais informações:
tuberculose@saude.rj.gov.br
forumongstbrj@yahoo.com.br



quarta-feira, 11 de julho de 2012

Inscrições para o 8º Encontro Comunitário de Tuberculose no RJ vão até sexta-feira



O Fórum Estadual das ONGs na Luta contra a Tuberculose RJ em parceria com o Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PCT/SES/RJ) promoverá, no dia 06 de agosto, o 8º Encontro Comunitário de Tuberculose.

O objetivo do encontro é reforçar as atividades de mobilização e, sobretudo, fomentar o debate sobre os principais entraves ao controle da tuberculose. O evento será realizado em alusão ao Dia Estadual de Conscientização e Mobilização de Combate à Tuberculose no Rio de Janeiro (6 de agosto) criado pela Lei Estadual nº 5054/2007.

O Encontro Comunitário de Tuberculose também tem como propostas traçar estratégias coletivas de intervenção e articulação política voltadas à promoção da saúde, melhoria do acesso ao diagnóstico e tratamento, redução do abandono, benefícios sociais, fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e combate ao estigma e à discriminação dirigidos às populações mais vulneráveis à tuberculose. 

Na ocasião, será realizado seminário que abordará questões sobre o papel do governo e da sociedade civil, retrospectiva da atuação do Fórum TB em seus nove anos de existência, avaliação do atual cenário e das políticas de enfrentamento da tuberculose e suas diferentes interfaces: sustentabilidade das ações comunitárias; advocacy, comunicação e mobilização social; controle social.

A inscrição é gratuita e deve ser realizada até sexta-feira, 13/07 pelo email: tuberculose@saude.rj.gov.br ou por Fax (21) 2333-3848.

Serviço
8º Encontro Comunitário de Tuberculose
Data: 06/08/2012
Horário: 09:00h às 18:00h
Local: Rio de Janeiro, endereço à confirmar.

BAIXE AQUI A FICHA DE INSCRIÇÃO:
https://docs.google.com/file/d/0B7MuyoQQT4XKYURXYzMyQVhLRWM/edit?pli=1

AOS CUIDADOS DE GEÓRGIA ou GILMAR (PCT- RJ)
__________________

Fórum ONGs TB RJ
Secretaria Executiva
CEDUS - CEDAPS - GRUPO ÁGUA VIVA - GPV Niterói
REDE DE COMUNIDADES SAUDÁVEIS

terça-feira, 10 de julho de 2012

Plano garante ações para população em situação de rua

Por Ubirajara Rodrigues, da Agência Saúde

A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) pactuou o Plano Operativo para implementar ações que assegurem atenção integral à saúde da população em situação de rua. O documento, elaborado em parceria com o Movimento Nacional da População de Rua, servirá de base e ponto de partida para iniciativas e medidas que garantirão o acolhimento adequado dessa população no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as principais diretrizes do documento estão: a inclusão nos Conselhos de Saúde para o fortalecimento do controle social e a capacitação dos profissionais das unidades de saúde, desde a atenção básica até as urgências e emergências. 

Maria Lúcia Santos Pereira, coordenadora do Movimento Nacional da População de Rua, comemorou a pactuação do Plano Operativo na CIT. “É realmente um momento único e histórico”, destacou a coordenadora, que garante que vai acompanhar a implementação do Plano e participar de reuniões e debates sobre o assunto nos conselhos de saúde. “Há dois anos lutamos por isso e agora temos a pactuação na Comissão Tripartite. Com isso, a população em situação de rua passa a ter visibilidade”. Para ela, a partir do Plano, os municípios vão ter que começar a atender as necessidades dessa população. 

Dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República revelam que, em 2007, havia cerca de 50 mil moradores de ruas em 12 capitais, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. O estudo foi feito pela contagem dos moradores, por isso não pode ser considerado um censo, o que indica que o número pode ser maior. 

O secretário de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), Odorico Monteiro, afirmou que este é um passo importante para consolidar a posição da República quanto ao acolhimento dessa população, em especial no SUS, além de fortalecer a cidadania. “Essa realidade existe em todos os países do mundo e, no Brasil, o crack tem contribuído para aumentar a população de rua”, salienta o secretário. 

Para Monteiro, cada cidade onde existam moradores de rua deve usar o plano para organizar o atendimento na rede pública. “Devemos vincular esse atendimento aos vários programas existentes”, diz Monteiro, referindo-se a programas como o de DST/Aids, controle de tuberculose e hanseníase, entre diversos outros. 

Já o secretário de Atenção à Saúde (SAS), Helvécio Miranda, ressaltou que “a população em situação de rua exige um olhar diferenciado”. Ele defende também a busca pelo financiamento para implementar ações na Atenção Básica. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012



CNS e OPAS selecionam experiências para o Laboratório de Inovações sobre Participação e Controle Social




Por Vanessa Borges

Estão abertas as inscrições de experiências para o Laboratório de Inovações sobre Participação e Controle Social na Elaboração e Monitoramento das Políticas, Ações e Serviços de Saúde, idealizado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e pela Opas/OMS Brasil, com apoio do Ministério da Saúde. O objetivo é identificar e valorizar práticas participativas e deliberativas inovadoras, produzindo subsídios para os conselheiros de Saúde e para o gestor no que se refere à participação social no SUS.

As experiências devem abordar conteúdos dos seguintes eixos:


Eixo I – Implementação das deliberações das Conferências de Saúde; destinado para inscrição das experiências práticas onde os conselhos de saúde tenham desenvolvido processos e/ou ferramentas para a inclusão das decisões das conferências nos planos de saúde e o progressivo monitoramento de sua implementação pelo gestor ao longo do tempo.

Eixo II – Controle Social: acesso, qualidade, intersetorialidade, financiamento, tecnologia de informação e comunicação na elaboração e monitoramento das políticas, ações e serviços de saúde; destinado para experiências práticas onde os conselhos de saúde ou organizações não governamentais de controle social tenham desenvolvido processos e/ ou ferramentas para acompanhar a implementação local das políticas de serviços de saúde em relação aos seguintes temas: melhoria e ampliação do acesso; melhoria da qualidade da atenção; envolvimento de outros setores (intersetorialidade); programação e execução de recursos financeiros, gestão do conhecimento e da informação; e comunicação e integração entre os serviços.

Podem participar do processo seletivo experiências de conselhos de saúde, órgãos e instituições da administração direta e organizações do terceiro setor, assim como de organizações e instituições internacionais de perfil correspondente aos concorrentes nacionais.

As inscrições podem ser feitas durante o período de 30 dias, para experiências nacionais, e de 40 dias para experiências internacionais de países da América Latina, por meio do e-mail laboratorio.cns@gmail.com conforme previsto no Edital de Convocação, aprovado na sessão plenária do CNS, realizada no dia 14 de junho.

As experiências selecionadas serão apresentadas em seminário em Brasília, organizado pelo Grupo de Trabalho do Laboratório de Inovações, com ampla divulgação no Portal da Inovação na Gestão do SUS – Redes e APS (www.apsredes.org) , no site do CNS e demais parceiros.