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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Inscrições abertas para a IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica / Saúde da Família

Estão abertas as inscrições para a  IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica / Saúde da Família que acontecerá no período de 12 a 15 de março, em Brasilia, com o objetivo de visibilizar e valorizar as experiências cotidianas e estimular o protagonismo local dos milhares de trabalhadores, gestores e usuários da Atenção Básica no Brasil. 

Por meio de espaços para o intercâmbio de experiências, o encontro pretende contribuir com a reflexão e constante melhoria na produção do cuidado em saúde nos serviços que constituem o principal ponto de contato dos usuários com o Sistema Único de Saúde (SUS): a atenção básica!

A IV Mostra pretende conferir visibilidade às experiências por meio de linguagens mais livres e criativas, agregando ao campo da saúde outras narrativas, para além dos textos científicos que historicamente contribuíram com a reflexão e mudança das práticas de saúde. 

Conheça as modalidades de apresentação:

Cirandas de Experiência
Rodas para a apresentação de relatos organizadas a partir dos eixos temáticos e com participação de um mediador convidado. No total, serão 900 relatos de experiência apresentados nas Cirandas. Cada apresentador terá 20 minutos;

Dedos de Prosa
Espaços semelhantes às cirandas, mas com um tempo menor de apresentação. Aqui, serão apresentados 480 relatos com 10 minutos;

Foram selecionados 1380 relatos para serem apresentados nas modalidades Ciranda de Experiência e Dedo de Prosa. Outras experiências bem como os relatos que não foram selecionados poderão ser compartilhadas nos Pontos de Encontro, onde são esperados mais de 2000 relatos. Além disso, são previstas diversas oficinas, palestras, mini cursos e apresentações culturais. 

Além de ter sido contemplada em diversos relatos, a tuberculose também será tema de duas oficinas e dois mini cursos! 

Não perca a oportunidade de conhecer e trocar experiências! 




*Com informações do site da mostra






quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Aberta inscrição de experiência para o Laboratório de Inovação sobre Atenção de Adolescentes e Jovens

Da OPAS/OMS

Reunir, identificar e valorizar as práticas inovadoras na Atenção à Saúde de Adolescentes e Jovens. Este é o principal objetivo do Laboratório de Inovação sobre Boas Práticas na Atenção de Adolescentes e Jovens, que recebe inscrições de experiências até 12 de outubro. Podem participar qualquer serviço de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), seja no hospital, no ambulatório ou na atenção básica e por entidades vinculadas que desenvolvam ações voltadas para esse público específico.

“O Brasil tem muitas experiências dos serviços de saúde para essa faixa etária. Queremos conhecer e dar visibilidade para essas práticas inovadoras, que atendem uma parcela significativa da população brasileira, em torno de 51 milhões de pessoas”, adianta Thereza de Lamare Franco Neto, coordenadora da Área de Saúde do Adolescente, do Ministério da Saúde (MS).

A iniciativa foi por meio da Coordenação Geral de Saúde de Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS-Brasil). A proposta é que o material reunido no novo espaço fique à disposição de gestores do SUS que estejam em busca de respostas a problemas similares. O edital de convocação foi lançado durante a reunião do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), em Brasília, para marcar as celebrações pelo “12 de Agosto - Dia Internacional da Juventude”.

O edital de convocação está dividido em dois eixos temáticos. O primeiro contempla as boas práticas da atenção à saúde do jovem e do adolescente, envolvendo a melhoria e ampliação do acesso; melhoria da qualidade da atenção; saúde sexual e saúde reprodutiva; educação em sexualidade e planejamento reprodutivo; Rede Cegonha; Rede de Atenção Psicossocial; envolvimento de outros setores (intersetorialidade); programação e execução de recursos financeiros; práticas de difusão do conhecimento e da informação; e comunicação e integração entre os serviços.

O segundo eixo trata da participação juvenil, ou seja, experiências exitosas e inovadoras que promovam o protagonismo de adolescentes e jovens na atenção à saúde e que estejam passíveis de monitoramento da implementação pelo setor saúde por meio do SUS.


No ato da inscrição da experiência, o responsável deverá informar o eixo e a área referente ao seu trabalho e apresentar a anuência do gestor para sua inscrição. Posteriormente, será enviado um termo de consentimento para a divulgação do trabalho. 

As inscrições vão até 12 de outubro, no endereço http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=12453. A seleção dos trabalhos será feita pelo Grupo de Trabalho Saúde do Adolescente e Jovem (GTSAJ), instituído pelo MS e OPAS Brasil.

Veja o convite, em vídeo, da coordenadora da área da Saúde do Jovem e do Adolescente, Thereza de Lamare, para os profissionais de saúde: http://www.youtube.com/watch?v=sDQND_br0yA&list=UUGsh5I0NMEJWZ4x73WzxrXg


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PNCT realiza Seminário de boas práticas no controle da tuberculose para a população em situação de rua

Começou, nesta quarta-feira, 12 de setembro, o Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose para a População em Situação de Rua, em Brasília. Com 140 participantes das mais diversas áreas da saúde, assistência social e sociedade civil, o evento tem como objetivo discutir experiências e propor soluções para a promoção da saúde à população em situação de rua.

Durante a cerimônia de abertura, o representante do Departamento de Apoio a Gestão Participativa, Reginaldo Chagas, parabenizou a iniciativa da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) de politizar a pauta do seminário, envolvendo os mais diferentes setores, parceiros, e principalmente o movimento social na discussão. 

Para ele, é preciso integrar as várias políticas no território para que os planos operacionais saiam definitivamente do papel “É importante transversalizar, por exemplo, as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que muitas vezes se comportam como irmãos brigados nos municípios”. 

Algumas populações estão mais vulneráveis à tuberculose. Quando comparadas à população geral, a tuberculose atinge quatro vezes mais os indígenas, 27 vezes mais a população penitenciária e 67 vezes mais os moradores de rua. Atinge 30 vezes mais pessoas com HIV/aids, sendo a principal causa de morte nesta população.

O coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, destacou que além do trabalho focalizado nas populações vulneráveis, a incorporação de novas tecnologias também tem contribuído para o aumento do diagnóstico e, conseqüentemente, da detecção de novos casos de tuberculose nesta população. 

 No entanto, Draurio ressaltou que o problema da tuberculose não será resolvido somente por meio de medidas sanitárias ou biomédicas. “Por ser uma doença socialmente determinada, ela engloba outros setores, instâncias e níveis governamentais. O problema extrapola questões de saúde. É preciso trabalhar a articulação intra e intersetoriais e buscar novos parceiros”.

O representante do Ministério do Desenvolvimento Social, Carlos Alberto Ricardo Jr., reafirmou a necessidade de se ampliar o acesso a serviços e programas de transferência de renda para esta população e destacou os avanços e equipamentos do SUAS no atendimento aos moradores de rua.

Já o conselheiro Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte, destacou a importância de se discutir saúde para a população em situação de rua, buscando concretizar a universalidade e equidade, princípios doutrinários do SUS.  

O diretor do departamento de DST Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco, acredita que houve  avanços nesta temática. No entanto, realçou que é preciso melhorar a articulação entre os setores e a interação com a atenção básica. Além disso, incentivou que os movimentos sociais continuem pressionando o poder público para lidar com as questões relacionadas aos determinantes sociais. 

Participaram da mesa de abertura, o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) Draurio Barreira; o diretor do Departamento de DST, aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco; o coordenador geral de Atenção Básica da Secretaria de Assistência Social, Eduardo Alves Mello; o representante do Departamento de Apoio a Gestão Participativa, Reginaldo Chagas; o conselheiro Nacional de Assistência Social e Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Anderson Lopes Miranda; o representante do Conselho Nacional de Saúde,Carlos Alberto Duarte e a representante da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social,  Carlos Alberto Ricardo Jr.

Serviço:
Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose para a População em Situação de Rua
Data: 12 e 13 de setembro
Horário: 9h às 17h30
Local: Hotel Kubitschek Plaza, localizado na SHN Quadra 02, bloco E – Asa Norte – Brasília/DF

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Brasília sedia Seminário de boas práticas no controle da tuberculose para a população em situação de rua

Nos dias 12 e 13 de setembro, será realizado em Brasília o Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose para a População em Situação de Rua. O evento reunirá coordenações de estados e capitais, da Atenção Básica, Programas de Controle da Tuberculose, Aids, Hepatites Virais, Assistência Social, Conselhos estaduais e municipais de Saúde e representantes da sociedade civil para discutir experiências para a promoção da saúde à população em situação de rua.

Algumas populações estão mais vulneráveis à tuberculose. Quando comparadas à população geral, a tuberculose atinge quatro vezes mais os indígenas, 27 vezes mais a população carcerária e 67 vezes mais os moradores de rua. Além disso, atinge 30 vezes mais pessoas com HIV/aids, sendo a principal causa de morte nesta população.

A mesa de abertura será composta pelo coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose  Draurio Barreira; o diretor do Departamento de Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco; o coordenador geral de Atenção Básica da Secretaria de Assistência Social, Eduardo Alves Mello; o representante do Departamento de Apoio a Gestão Participativa, Reginaldo Chagas;o conselheiro Nacional de Assistência Social e Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Anderson Lopes Miranda; o representante do Conselho Nacional de Saúde,Carlos Alberto Duarte e a representante da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social,  Juliana Maria Fernandes Pereira.

Durante o seminário serão apresentadas experiências exitosas que poderão ser replicadas pelos estados. Além do Distrito Federal, participarão representantes dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, da Bahia, do Amazonas e Ceará.

Serviço:
Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose para a População em Situação de Rua
Data: 12 e 13 de setembro
Horário: 9h às 17h30
Local: Hotel Kubitschek Plaza, localizado na SHN Quadra 02, bloco E – Asa Norte – Brasília/DF

Para maiores informações
Daniele Chaves (3213-8007)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PCT/CE realiza mais uma oficina de atualização nas técnicas de aplicação e leitura da prova tuberculínica


De 28 a 31 de agosto, o Programa de Controle da Tuberculose do Ceará (PCT/CE) realiza mais uma Oficina de atualização para enfermeiros nas técnicas de aplicação e leitura da Prova Tuberculínica (PT). A capacitação é uma realização da Secretaria de Saúde do Estado em parceria com a Escola de Saúde Pública e  apoio do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS).

Além de habilitar os técnicos em enfermagem, descentralizando a aplicação e leitura da prova tuberculínica para as unidades básicas de saúde, a oficina busca padronizar as técnicas de aplicação e leitura da PT para enfermeiros (as)  que atuam nos serviços de saúde e atualizá-los sobre os mais diversos assuntos sobre a tuberculose. 

Segundo a coordenadora do PCT do Ceará, Sheila Santiago, a partir destas capacitações busca-se ampliar o acesso de pacientes e familiares à prova tuberculínica e estabelecer uma rede de profissionais aptos para subsidiar as ações de controle da tuberculose e co-infecção TB/HIV. 


Uma terceira turma está prevista para o período de 6 a 9 de novembro. A primeira oficina de atualização foi realizada no mês de julho e capacitou 57 enfermeiros. 

A expectativa do PCT estadual é de atualizar técnicos que realizam PPD, para cobrir, até o final do ano, mais de 80% dos municípios do estado.




terça-feira, 21 de agosto de 2012

MS realiza visita de Monitoramento & Avaliação ao Pará

O Brasil tem elevadas taxas de incidência e de mortalidade por tuberculose. Por esta razão figura entre os 22 países que respondem por 80% dos casos novos que ocorrem no mundo. Com uma população de 7.688.531 habitantes (População IBGE-2011, estimativa populacional para o TCU), a taxa de incidência do Estado do Pará foi de 47,5 casos novos por 100.000 habitantes e a taxa de mortalidade foi de 2,3 óbitos por 100.000 habitantes em 2010. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2011, foram registrados 3.804 casos no estado do Pará. Em 2010, a taxa de cura em bacilíferos foi de 73,3%, sendo que o preconizado pelo Ministério da Saúde é no mínimo 85%. O abandono do tratamento no mesmo período foi de 8,3%, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde é inferior a 5%.

Belém é a 2ª capital em incidência de casos e 10ª em taxa de mortalidade do Brasil. Os números apontam que a capital contribui com cerca de 40% dos casos novos registrados no Estado e que a taxa de mortalidade por tuberculose em 2010 foi de 3,4 por 100.000 habitantes.

Durante esta semana, técnicos do Ministério da Saúde, com apoio da secretaria estadual e secretarias municipais de saúde, realizam visitas de monitoramento e avaliação (M&A) com o objetivo de contribuir política e tecnicamente para a melhoria contínua da capacidade de resposta dos estados e municípios ao controle da tuberculose. Participam do processo profissionais da atenção básica, do sistema prisional, do LACEN, da referência terciária, do Ministério Público e do Comitê Metropolitano.

A visita teve inicio nesta terça-feira (21) com reunião entre o Secretário estadual de Saúde do Pará, Hélio Franco, e o coordenador adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS), Fábio Moherdaui, para analisar a situação da tuberculose e discutir estratégias de controle da doença no estado. 

A visita contará ainda com o apoio de técnicos das coordenações estaduais e municipais de Santa Catarina, São Paulo e Ceará, que fazem parte da Rede M&A. O PNCT considera a troca de experiências entre as equipes locais é uma estratégica importante para o fortalecimento das experiências exitosas que ocorrerão durante esta semana em Belém e Ananindeua.    

A equipe passará por unidades hospitalares, coordenação estadual  e municipais dos Programas de Controle da Tuberculose, de Belém e Ananindeua, sistema de informação estadual, assistência farmacêutica estadual, unidades de saúde básica e Estratégias de Saúde da Família, LACEN, laboratório municipal,  Hospital Universitário João Barros Barreto - referência estadual, complexo penitenciário Marituba. 

A partir das visitas são identificadas áreas críticas nos aspectos técnicos e administrativos em relação à estratégia e às atividades de controle da tuberculose. Na sexta-feira haverá reunião devolutiva da visita, com as recomendações para Estado e municípios.

Desde a última visita, realizada em 2011, o Pará avançou no que diz respeito ao trabalho executado pelo gestor estadual, no cumprimento do cronograma de monitoramento e na normatização para redefinir o fluxo de liberação de medicamentos para os municípios. No entanto, ainda precisa expandir o tratamento diretamente observado (TDO) com qualidade, fortalecer o diagnóstico (laboratórios) e ampliar o acesso do tratamento e diagnóstico às populações mais vulneráveis. 


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Em discurso no Congresso Nacional, Benedita da Silva reforça a importância da luta contra Tuberculose

Nesta terça-feira, 7, a deputada federal e vice-presidente da Frente Parlamentar pela Luta contra Tuberculose, Benedita da Silva (PT/RJ) realizou discurso na Câmara dos Deputados, referente à sua participação no 8º Encontro Comunitário de Tuberculose, realizado na segunda-feira em alusão ao Dia Estadual de Conscientização e Mobilização no Combate à Tuberculose no Rio de Janeiro.

Em seu discurso, Benedita lembrou que apesar dos esforços empreendidos pelo Brasil, a tuberculose ainda é grave problema de saúde pública e destacou que a  principal dificuldade enfrentada pelo setor da saúde, para reduzir a incidência de tuberculose, é enfrentar a vulnerabilidade social das populações atingidas.

Ressaltou ainda que no que se refere às ações de combate à doença, o Brasil avançou muito nos últimos anos e foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde por ter conseguido antecipar uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), ao reduzir o número de pessoas com tuberculose em 38,4%, e a taxa de mortalidade para 35,8% em dez anos.

Estas ações foram realizadas pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (PNCT/MS), que privilegia a descentralização das medidas de controle para a atenção básica, ampliando o acesso da população. 

Em consonância com a atuação do PNCT, que desde a inserção da tuberculose no Plano Brasil sem Miséria, em 2011, tem se articulado à assistencia social para o desenvolvimento de ações conjuntas no enfrentamento da doença, a deputada acredita que é preciso ampliar as articulações intersetoriais, envolvendo os diversos setores do governo e da sociedade civil, para garantir os direitos das pessoas com tuberculose e ampliar as ações de controle da doença.

Frente Parlamentar pela luta contra a tuberculose

A Frente Parlamentar pela luta contra a tuberculose foi formalmente instalada em maio deste ano e contou com a adesão de 220 parlamentares. Reivindicação antiga de ativistas e gestores da saúde pública, se materializou a partir da iniciativa do deputado Antônio Brito (PTB/BA) com o objetivo de acompanhar a política nacional de controle da tuberculose e contribuir para o enfrentamento desta doença por meio do aperfeiçoamento da legislação relacionada à saúde, assistência social e outras políticas vinculadas, a partir das comissões temáticas nas duas Casas do Congresso Nacional.

Em menos de dois meses de atuação, a Frente consolidou sua primeira ação por meio da aprovação da emenda ao artigo 51 da Lei de Diretrizes Orçamentarias 2013, que dispensa a detenção do Certificado de Entidades Beneficente de Assistência Social (CEBAS) para o repasse de recursos às entidades privadas sem fins lucrativos que atuam na área de prevenção, promoção e atenção às pessoas vivendo com HIV/aids, hepatites virais, tuberculose, hanseniase, malária e dengue.

Esta conquista é resultado da articulação entre governo e sociedade civil e da participação efetiva dos parlamentares que tem contribuído politicamente no enfrentamento da doença.

Leia abaixo o discurso da deputada na integra.

"O 8º Encontro Comunitário de Tuberculose foi realizado ontem, no meu estado do Rio de Janeiro. Pude participar desta iniciativa importante listada no rol das ações da sociedade civil organizada e governo, que foi realizado em alusão ao Dia Estadual de Conscientização e Mobilização no Combate à Tuberculose no Rio de Janeiro.

A iniciativa do Fórum Estadual das ONGs na Luta contra a Tuberculose do Rio de Janeiro, em parceria com o Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PCT/SES/RJ), é pioneira no combate à enfermidade e tem, a cada edição, avançado e criado mais consciência e alerta na sociedade, estabelecendo uma parceria entre agentes de saúde, moradores, pacientes e familiares.

O objetivo do encontro foi reforçar as atividades de mobilização e, sobretudo, fomentar o debate sobre os principais entraves ao controle da tuberculose.

Apesar dos esforços empreendidos no Brasil pelo governo federal através do “Plano Nacional de Controle da Tuberculose” esta doença constitui-se, ainda, em importante ameaça para a saúde pública.

Envolvimento e comprometimento da comunidade. Essa parece ser a chave para avançar no controle social da tuberculose. Mas isso pressupõe mudança de atitudes e de comportamentos dos moradores de comunidades com grande registro de casos, num processo histórico e cultural.

Além do acompanhamento de indicadores, nosso grande desafio é vencer a vulnerabilidade social das populações, principal dificuldade do setor de saúde pública para reduzir a incidência de tuberculose.

Minha experiência na gestão de assistência Social – seja a nível nacional como estadual é que a maioria dos pacientes de baixa ou nenhuma fonte de renda não tem condições de dar continuidade ao tratamento. Nossas ações de integração do serviço de saúde com o de assistência social foi a solução encontrada para avançar nesse campo.

A criação de mecanismos nos movimentos comunitários no controle da Tuberculose consistiu na criação de estratégias para detecção precoce da tuberculose, principalmente, orientando aquelas pessoas com suspeita da doença de ir ao posto de saúde mais próximo da residência. Também vimos que as pessoas que colaboram para a prevenção e ajudam no tratamento dos vizinhos seja acompanhando o paciente na tomada de seus medicamentos ou mesmo fazendo algum tipo de prática educativa com a população daquela comunidade. Por isso é fundamental essa parceria.

No Brasil, a formulação e implementação das políticas de controle da tuberculose foram assumidas por instituições estatais e filantrópicas ao logo da história. Para avançar ainda mais, incorporando novos agentes nesse combate precisamos que se amplie a integração entre Educação e Saúde interligando o tema nos currículos escolares e universitários, para que haja maior inclusão de populações indígenas, deficientes e carcerária nas discussões sobre tuberculose.

Além disso, precisamos fortalecer os vínculos dos programas de Aids e Tuberculose, a fim de ampliar a efetiva implantação do teste rápido para o diagnóstico do HIV, com aconselhamento de qualidade, e que seja pautado como linha transversal de qualquer trabalho, ação ou pesquisa em Tuberculose, a atenção a questões de raça, cor e gênero.

No campo de combate à doença, nosso país também avançou muito nos últimos anos. O Brasil conseguiu antecipar uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), ao reduzir o número de pessoas com tuberculose em 38,4%, e a taxa de mortalidade para 35,8% em dez anos. O reconhecimento é da Organização Mundial da Saúde, que esperava o alcançar da meta somente em 2015.

As ações foram realizadas pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), que privilegia a descentralização das medidas de controle para a atenção básica, ampliando o acesso da população.

O Governo Federal vai investir R$ 52 milhões para ampliar, em seis vezes, a produção nacional da vacina BCG contra a tuberculose. O Ministério da Saúde, que liderou a ação no âmbito do Programa de Investimentos no Complexo Industrial da Saúde (Procis), firmou convênio com a Fundação Ataulpho de Paiva (FAP) – Instituição produtora da vacina – que prevê a construção de nova planta industrial, em Xerém (RJ). Atualmente, o pólo industrial fica no centro do Rio de Janeiro e produz 10 milhões de doses por ano, sendo a maior parte para consumo interno.

O Brasil produz, internamente, 94% das vacinas fornecidas à população. Os laboratórios públicos produzem, ao todo, 21 vacinas atualmente. Em 2012, o Ministério da Saúde investirá mais de R$ 200 milhões na produção nacional de vacinas no Brasil, com as contrapartidas de R$ 100 milhões dos laboratórios públicos, serão investidos um total de R$ 300 milhões. Isto é cinco vezes mais do que foi aplicado nos últimos cinco anos (entre 2007 a 2011 foram R$ 60 milhões). Estas ações integram o Programa de Investimentos no Complexo Industrial da Saúde (Procis), lançado no início do ano pelo Ministério da Saúde.

Aqui na Câmara tivemos um amplo debate sobre o combate à doença, inclusive sobre a proibição de patentes para estes medicamentos do Brasil, na Comissão de Seguridade Social e Família, na qual sou titular.

Temos cerca de 16 milhões de brasileiros que sofrem hoje com as chamadas doenças negligenciadas, aquelas que não são objeto de pesquisa por parte da indústria farmacêutica, porque atingem parcelas da população de renda mais baixa, como a malária e a tuberculose. Temos que enfrentar esta realidade com mais investimentos públicos e também com participação da sociedade civil.

Além de aumentar os recursos, precisamos implantar estratégias mais integradas com programas como Saúde da Família e disponibilizar a dose fixa combinada de medicamentos, facilitando a adesão ao tratamento. A inclusão da tuberculose no Plano Brasil sem Miséria, um dos principais programas deste governo, foi um avanço que precisamos destacar.
Muito Obrigada".

terça-feira, 17 de julho de 2012

SES da Paraíba oferece curso para aumentar capacidade de diagnóstico da tuberculose

Por Secom/PB

Dados acumulados de 2010 e 2011 mostram que na Paraíba há 2.868 doentes de tuberculose. Entretanto, esse número pode ser maior, haja vista a deficiência do diagnóstico pela baciloscopia, exame atualmente disponibilizado pelo SUS, e feito a partir da análise de amostras de secreção.

Com a preocupação de fortalecer os conhecimento para o correto diagnóstico da tuberculose, o Laboratório Central (Lacen) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) está oferecendo uma oficina de avaliação em diagnóstico da turberculose para a rede de laboratórios. A capacitação ocorre nestas terça-feira e quarta-feira (17 e 18) no auditório da 6ª Gerência Regional de Saúde, em Patos.

Foram convidados para a capacitação coordenadores de vigilância epidemiológica, apoiadores de tuberculose, integrantes da atenção básica, técnicos de laboratórios, gerentes e apoiadores dos 24 municípios que compõem a 6ª GRS. A oficina será ministrada por Lúcia Cristina e Marta Brasileiro, ambas do setor de bacteriologia e da tuberculose do Lacen.

Os participantes irão trabalhar na identificação do sintomático respiratório (pessoa que apresenta tosse por mais de três semanas); realizar o diagnóstico precoce por baciloscopia e iniciar o tratamento imediato. Na programação consta a identificação da situação epidemiológica da tuberculose na Paraíba, como também dos municípios representados no evento que faz parte do plano de educação permanente do Governo do Estado. Por fim será feito o cálculo das metas programadas para 2012.

Os números identificados serão importantes para confrontar com as previsões do Ministério da Saúde e orientar as campanhas preventivas e de busca ativa por pacientes. Na região de Patos existem 28 pessoas recebendo tratamento da tuberculose, 20 delas nesta cidade.

Na quinta-feira (19), à tarde, haverá uma visita técnica de monitoramento ao laboratório do Centro de Saúde Frei Damião, de Patos, e na manhã de sexta-feira (20) visita ao laboratório municipal de Santa Luzia.

Municípios que participarão da capacitação: Patos, Cacimbas, Cacimba de Areia, Catingueira, Desterro, Emas, Junco do Seridó, Mãe D´água, Malta, Matureia, Passagem, Quixaba, Patos, Santa Luzia, Condado, Salgadinho, Santa Terezinha, São José de espinharas, São José do Sabugi, São Mamede, São José do Bonfim, Teixeira, Várzea e Vista Serrana.

Sintomas da tuberculose – Tosse com secreção, febre (mais comumente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento, cansaço fácil e dores musculares. Dificuldade na respiração, eliminação de sangue (hemoptise) e acúmulo de pus na pleura pulmonar são característicos em casos mais graves.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

MS, Estado e Municípios pactuam ações de monitoramento e avaliação da Tuberculose em Alagoas

Por Ascom/ Sesau

Para pactuar as ações de monitoramento e avaliação da Tuberculose em Alagoas, técnicos do Ministério da Saúde cumprem agenda de trabalho no Estado. Nesta quarta-feira (11), o coordenador-adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Fábio Moherdaui, participou de reunião com o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Toledo, para definir estratégias de controle da doença.

Um dado preocupante da Tuberculose em Alagoas é em relação aos indicadores operacionais, que são a falta de adesão ao tratamento e de assistência para a cura. Daí a necessidade de integração da Assistência e Vigilância em Saúde para melhorar os indicadores no Estado.

De acordo com a gerente de Agravos de Transmissão Respiratória, Sexual, Vigilância do Óbito e Sistemas de Informação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Ednalva Araújo, metade dos casos de tuberculose em Alagoas é detectado na Atenção Básica, enquanto que os 50% restantes são diagnosticados nos hospitais e unidades de referência.

“Os números apontam a necessidade de descentralizar as ações de agravos na Atenção Básica para atender melhor os 13 municípios alagoanos que somam 71% de detecção da doença. Os 46% dos casos restantes residem em Maceió”, explicou Ednalva Araújo, complementando que a Estratégia Saúde da Família contribui com a descentralização.

Com a exposição dos dados, o secretário Alexandre Toledo mencionou que é preciso repensar o papel da Atenção Básica. “O retardamento do diagnóstico e o tratamento tardio são preocupantes para o Estado. Por isso, é importante rever a atividade da Atenção Básica em relação à Tuberculose e os profissionais, essenciais nas unidades de referência”, disse.

“Pactuar é a palavra mais adequada para o trabalho de monitoramento e avaliação que estamos fazendo em Alagoas”, disse Fábio Moherdaui, reforçando a necessidade de atuação para com a população prioritária no Estado, que corresponde à população do sistema penitenciário, indígena e portadora de HIV, cuja tuberculose é a doença que mais mata. Por isso, as atividades conjuntas dos programas de Tuberculose e DST/Aids é prioridade do Ministério da Saúde, que tem como prioritárias, em Alagoas, as cidades de Maceió e Arapiraca.

A promotora Micheline Tenório sugeriu a busca-ativa para combater as altas taxas de abandono e a retomada do tratamento, além da vinculação das atividades da Saúde com a Assistência Social. A promotora alertou ainda sobre a ausência de notificação, que dificulta a análise dos casos.

Pactuação - Com o término da agenda de trabalhos em Alagoas durante esta semana, será enviado pelo Ministério da Saúde um relatório com as recomendações pactuadas entre Ministério, Estado e Municípios durante as reuniões, com a assinatura do ministro Alexandre Padilha.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

MS realiza Capacitação em Manejo Clínico e TDO para os Profissionais de Saúde Indígena


Começou, nesta quarta-feira, em Brasília, Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado (TDO) para os Profissionais de Saúde Indígena. Durante 3 dias, serão capacitados 68 profissionais dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país.

O evento é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS), em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e tem como objetivo garantir que os profissionais de saúde indígena sejam capazes de suspeitar e diagnosticar clinicamente a tuberculose, solicitar os exames indicados e conduzir adequadamente o tratamento até a cura.

Participaram da cerimônia de abertura, a representante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Cleocy Mendes, o representante da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) Alfonso Gnecco e o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (PNCT/MS), Draurio Barreira.

Segundo Gnecco, a saúde dos povos indígenas é prioridade para a Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim, parabenizou o PNCT pela articulação junto à SESAI para o controle da tuberculose entre povos indígenas. 

Draurio explicou que "gestão exige prioridade". Desta forma, as populações vulneráveis têm sido prioridade para o programa, visto que ao se trabalhar o controle da doença nessas populações, que englobam maior incidência, maior o impacto no controle da tuberculose no país. É o caso das populações indígenas, aqueles que vivem em situação de rua, em situação de pobreza extrema, os privados de liberdade (PPL), e os que vivem com HIV/AIDS. 

Em 2010 a taxa de incidência de tuberculose entre os povos indígenas foi de 95,5 por 100.000 habitantes. Um número três vezes maior se comparado à população geral.

Com o objetivo de fortalecer as ações de controle da tuberculose entre os povos indígenas foram priorizados 67 municípios, em todo o território nacional, que são responsáveis por 80% dos casos novos de tuberculose notificados entre os povos indígenas residentes em áreas rurais.

Draurio destacou a importância desta capacitação, visto que a saúde indígena possui particularidades muito específicas, principalmente no que diz respeito à atenção e ao acesso. “O objetivo desse curso é justamente qualificar a atenção básica e ampliar o acesso, melhorando o diagnóstico, o tratamento e a assistência”. Além disso, ressaltou que o programa está disponível para apoiar e articular capacitações como esta junto aos estados e municípios para responder às necessidades em nível local.

Teste rápido

O coordenador do PNCT atualizou os participantes sobre as novas propostas de diagnóstico e novos esquemas terapêuticos que estão sendo estudados, com destaque ao teste rápido para tuberculose (GeneXpert) que se encontra em fase de teste nos estado do Rio de Janeiro e do Amazonas. 

No entanto, ponderou que "a implantação de um novo teste de diagnóstico vem para agregar, e não para substituir os outros testes como a baciloscopia e a cultura. Afinal, é preciso analisar qual método funciona melhor em cada região".


terça-feira, 10 de julho de 2012

Plano garante ações para população em situação de rua

Por Ubirajara Rodrigues, da Agência Saúde

A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) pactuou o Plano Operativo para implementar ações que assegurem atenção integral à saúde da população em situação de rua. O documento, elaborado em parceria com o Movimento Nacional da População de Rua, servirá de base e ponto de partida para iniciativas e medidas que garantirão o acolhimento adequado dessa população no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as principais diretrizes do documento estão: a inclusão nos Conselhos de Saúde para o fortalecimento do controle social e a capacitação dos profissionais das unidades de saúde, desde a atenção básica até as urgências e emergências. 

Maria Lúcia Santos Pereira, coordenadora do Movimento Nacional da População de Rua, comemorou a pactuação do Plano Operativo na CIT. “É realmente um momento único e histórico”, destacou a coordenadora, que garante que vai acompanhar a implementação do Plano e participar de reuniões e debates sobre o assunto nos conselhos de saúde. “Há dois anos lutamos por isso e agora temos a pactuação na Comissão Tripartite. Com isso, a população em situação de rua passa a ter visibilidade”. Para ela, a partir do Plano, os municípios vão ter que começar a atender as necessidades dessa população. 

Dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República revelam que, em 2007, havia cerca de 50 mil moradores de ruas em 12 capitais, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. O estudo foi feito pela contagem dos moradores, por isso não pode ser considerado um censo, o que indica que o número pode ser maior. 

O secretário de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), Odorico Monteiro, afirmou que este é um passo importante para consolidar a posição da República quanto ao acolhimento dessa população, em especial no SUS, além de fortalecer a cidadania. “Essa realidade existe em todos os países do mundo e, no Brasil, o crack tem contribuído para aumentar a população de rua”, salienta o secretário. 

Para Monteiro, cada cidade onde existam moradores de rua deve usar o plano para organizar o atendimento na rede pública. “Devemos vincular esse atendimento aos vários programas existentes”, diz Monteiro, referindo-se a programas como o de DST/Aids, controle de tuberculose e hanseníase, entre diversos outros. 

Já o secretário de Atenção à Saúde (SAS), Helvécio Miranda, ressaltou que “a população em situação de rua exige um olhar diferenciado”. Ele defende também a busca pelo financiamento para implementar ações na Atenção Básica. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012


I Seminário Nacional de Mobilização Social para controle da tuberculose entre os povos indígenas



Realizado em Brasília em 14 e 15 de Junho, o I Seminário Nacional de Mobilização Social para o controle da tuberculose entre os povos indígenas no Brasil contou com a participação dos presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (CONDISI) dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país.

O seminário foi uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (PNCT/MS) em parceria com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).

Em 2010 a taxa de incidência de tuberculose entre os povos indígenas foi de 95,5 por 100.000 habitantes. Um número três vezes maior se comparado à população geral. Com o objetivo de fortalecer as ações de controle da tuberculose entre os povos indígenas foram priorizados 67 municípios, em todo o território nacional, que são responsáveis por 80% dos casos novos de tuberculose notificados entre os povos indígenas residentes em áreas rurais.

No seminário foram apresentados quadros gerais sobre a tuberculose - prevenção, transmissão e tratamento - os indicadores nacionais entre povos indígenas residentes em áreas rurais e urbanas, a metodologia da definição dos municípios prioritários, a inserção do programa de controle da tuberculose no plano Brasil Sem Miséria, entre outros.

Os presidentes dos CONDISI relataram suas experiências e o real contexto de suas regiões contribuindo para a construção coletiva de ações em mobilização social no controle da tuberculose. Eles ressaltaram também que as ações de saúde devem considerar as particularidades específicas da saúde indígena, especialmente no que diz respeito à atenção e à acessibilidade. Além da necessidade de se ampliar o diálogo dos DSEI junto aos programas municipais e estaduais de controle da tuberculose.

O PNCT vem construindo agenda de atividades relacionadas ao controle da tuberculose entre povos indígenas, que se iniciou com a participação dos responsáveis técnicos dos 34 DSEI no V Encontro Nacional de Tuberculose, seguido da Oficina de Fortalecimento da Vigilância Epidemiológica e Laboratorial da Tuberculose nos Povos Indígenas da Região Norte e deste I Seminário Nacional de Mobilização Social para o controle da tuberculose entre os Povos Indígenas no Brasil.

A próxima atividade, que está prevista para o mês de julho, é uma Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado (TDO) para os profissionais de saúde indígena dos 34 DSEI do país. Maiores informações em breve.

Para acessar as apresentações realizadas durante o seminário acesse Pasta 1 e Pasta 2.

Fotos em breve!!!




Atenção com a tosse continua em Sorocaba

Seis pessoas já apresentam tuberculose e estão em tratamento; enfermeira alerta para os sintomas 


Fonte: AGÊNCIA BOM DIA
  
O  inverno chegou para valer em Sorocaba com as temperaturas mínimas batendo na casa dos 10º nas madrugadas e pulando para mais de 22º durante o dia.

Essas mudanças bruscas são responsáveis pelo aumento dos chamados resfriados, gripes e outras doenças respiratórias. O problema é que enfermidades  mais sérias, como a tuberculose, podem aparecer e a pessoa achar que é apenas um resfriado. Por isso, atenção com a tosse que dura mais de 15 dias.

A enfermeira Valquíria Carnio Gomes, coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, explica que a pessoa que apresentar tosse por duas semanas ou mais deve procurar a rede municipal de saúde, por meio das 30 unidades básicas, para ser atendida.

O lema da Secretaria Municipal de Saúde é simples: quanto mais conhecimento a pessoa tiver sobre a tuberculose, mais fácil serão os cuidados de prevenção. Em Sorocaba, a Secretaria  de Saúde detectou seis casos neste ano e os pacientes já iniciaram o tratamento.

A Campanha de Busca do Sintomático Respiratório, ocorrida há três meses, colheu 362 amostras do exame de escarro, realizado para detectar a doença. Essa campanha teve como motivação o Dia Internacional da Tuberculose, celebrado em 24 de março.

No Brasil, a doença baixou o  índice de casos em 3,54% no ano passado se comparando com 2010. Mas ainda há cerca de 70 mil pessoas registradas com a doença. Foram 71.790 (2010) e  69.245 (2011).

Sintomas 
Conforme a médica Sandra Melo, que atende na Unidade Básica de Saúde do bairro Paineiras, zona norte, em geral, a rede municipal de saúde é a primeira porta de entrada para o paciente  de tuberculose. “Os primeiros sintomas que apresentam são febre noturna com tosse e expectoração e emagrecimento”, detalha.

A médica afirma que o contágio da doença é feito entre pessoas, da mesma forma que se pega gripe, ou seja, pelo ar. Segundo ela, em “ambiente fechado, muita gente no mesmo lugar, pouco espaço, como nos presídios, por exemplo” são os locais mais complicados. Outros exemplos são ônibus fechados, sala de espera e até mesmo locais de trabalho.

Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, só no ano passado, no Estado de São Paulo, surgiram cerca de 1.200  casos.

Tem cura
A tuberculose é uma doença bacteriana e o tratamento dura seis meses, com medicação diária (quatro drogas diferentes juntas). A cura é completa.

No início do século 20 a cura não era completa e muitos romances, especialmente os brasileiros, trataram a doença como o mal do século. O que era, mas com o avanço da ciência, a cura foi descoberta.

Mas a médica Sandra Melo faz uma ressalva: “O tratamento não pode ser abandonado, afinal o bacilo fica resistente às medicações e o tratamento fica mais prolongado, um ano ou mais, mesmo com a troca de uma ou duas drogas do tratamento inicial. As complicações também são mais comuns quando o paciente abandona o tratamento. Por isso, uma vez começado ele deve ser seguido rigidamente pelo paciente”.

A coordenadora da campanha preventiva em Sorocaba, Valquíria Carnio Gomes, diz os casos identificados foram encaminhados para acompanhamento e tratamento na Policlínica Municipal de Especialidades, onde funciona o programa que mantém um trabalho permanente. “O tratamento é de graça, com antibiótico. Ele interrompe a transmissão para outras pessoas e garante a cura da doença no prazo de seis meses, se seguido corretamente.”


terça-feira, 26 de junho de 2012


Oficina discute parcerias para o controle da tuberculose em ambientes prisionais


Nos dias 20 e 21 de junho foi realizada em Recife, a Oficina Conselhos da Comunidade e TB: “Construindo Parcerias” , com o objetivo de discutir formas de colaboração para o controle da tuberculose em ambientes prisionais,  junto aos conselhos das comunidades.

Participaram do evento, representantes dos conselhos, coordenadores dos Programas estaduais de Controle da Tuberculose e coordenadores de saúde prisional dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazônia,  Pernambuco, Bahia e Ceará. Estes estados são prioritários em decorrência da alta incidência de tuberculose e contingente de pessoas privadas de liberdade.

Durante a oficina foi apresentado um panorama geral sobre tuberculose e sistema prisional para que os conselheiros da comunidade pudessem se apropriar do conhecimento referente à doença e aos dados epidemiológicos que resultou na construção de plano de trabalho conjunto para ser executado nos estados.

Empoderar os Conselhos é de extrema importância para que estes possam apoiar e supervisionar a implementação das ações de controle da tuberculose entre a população privada de liberdade, conforme as recomendações do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT).

A oficina é uma realização do PNCT por meio das áreas técnicas de mobilização social (CAMS) e Atenção à população privada de liberdade.

Nos dias 08 e 09 de agosto, esta mesma oficina será realizada em São Paulo com a participação dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

*Para FOTOS do evento, clique aqui

segunda-feira, 25 de junho de 2012


Roraima registra 45 novos casos


Roraima registrou 45 novos casos de tuberculose este ano. Desses, três são casos de retratamento, ou seja, casos de reingresso da doença devido ao abandono de tratamento e de reincidência da tuberculose em pacientes que já tiveram a doença. Os dados são do Sistema de Informações de Agravos e Notificações (SINAN).

Em 2010 foram registrados 127 novos casos e em 2011 este número aumento para 148, um aumento de mais de 14%. Entre 2010 e 2011, foram registrados 10 casos de retratamento. 

De acordo com a técnica da gerência do Núcleo Estadual de Controle de Tuberculose, Angela Maria Felix, nos casos de retratamento, há risco de a doença voltar de forma mais agressiva. Para isso, o paciente deve tomar os medicamentos, todos os dias, sem interrupção, por no mínimo 6 meses. Nos primeiros 15 dias de tratamento a pessoa já não transmite a tuberculose, e com um mês de tratamento a maioria dos sintomas desaparecem. Ainda assim, é imprescindível continuar o tratamento até o final. 

O estado tem investido no tratamento e na capacitação dos profissionais, mas algumas medidas de prevenção também podem ser adotadas pela população como vacinar as crianças com a BCG ao nascer, manter uma alimentação saudável, conviver em espaços onde o ar circule com facilidade e onde a luz do sol também possa entrar.

Toda pessoa com tosse por mais de três semanas deve procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. O diagnóstico é simples e o tratamento é viabilizado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que distribui o medicamento.

Pessoas que moram na mesma casa ou trabalham no mesmo ambiente de alguém diagnosticado com tuberculose também devem procurar a UBS mais próxima de sua casa para uma avaliação médica. 

CERTIFICAÇÃO


A Secretaria Estadual de Saúde de Roraima foi premiada pelo Ministério da Saúde com certificados de reconhecimento do bom desempenho dos trabalhos realizados para o controle da tuberculose nos últimos dois anos. Os certificados são referentes aos indicadores de casos novos com tratamento encerrado, proporção de casos de retratamento e casos de tuberculose testados para HIV. As certificações são das atividades dos anos de 2010 e 2011.

Objetivos do Milênio 2015


Em visita à comunidade da Rocinha, na manhã desta sexta-feira, dia 22, o Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha anunciou que o Governo Federal vai investir R$ 52 milhões para ampliar, em seis vezes, a produção nacional da vacina BCG contra a tuberculose. O principal objetivo é exportar o insumo para o mercado global, além de continuar abastecendo a demanda interna. 

Para tanto, o Ministério da Saúde, que liderou a ação no âmbito do Programa de Investimentos no Complexo Industrial da Saúde (Procis), firmou convênio com a Fundação Ataulfo de Paiva (FAP), Instituição Filantrópica que, desde 1900, atua no enfrentamento à tuberculose no Brasil,  que prevê a construção de nova planta industrial, em Xerém (RJ). Atualmente, o Pólo Industrial fica no bairro de São Cristóvão - Rio de Janeiro e produz 10 milhões de doses por ano, sendo a maior parte para consumo interno. O país exporta apenas para o Haiti.

Com a nova planta industrial, a FAP terá capacidade de produzir 60 milhões de doses por ano, sendo que 60% deste quantitativo serão destinados à exportação da vacina. “Além de manter o abastecimento da vacina no Programa Nacional de Imunização, a exportação da vacina ajudará o mundo a combater a tuberculose e atingir uma das metas do milênio, que é reduzir os óbitos pela doença até 2015”, avaliou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A expectativa é que, no final de 2013, seja produzido o primeiro lote da vacina na nova planta industrial. Do total de recursos investidos (R$ 52 milhões), o Ministério da Saúde entrará com R$ 20 milhões, o BNDES com R$ 6 milhões e a FAP com outros R$ 26 milhões.

“A tuberculose é uma doença negligenciada prioritária na agenda da saúde global e o Brasil será protagonista no combate a esta patologia. O investimento na produção nacional de vacinas e medicamentos é uma das prioridades do governo federal e essencial para o avanço econômico e social do país”, afirmou Padilha. Nesta sexta-feira (22), o ministro apresentou a organismos internacionais o êxito brasileiro no enfrentamento à tuberculose, ao lado da diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margareth Chan, e do subsecretário Geral e Diretor-Executivo do Fundo de População das Nações Unidas, Babatunde Osotimehin.

No ano passado, o Brasil atingiu uma das metas dos Objetivos do Milênio, por ter reduzido pela metade os óbitos por tuberculose, comparado com o ano de 1990. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que a meta foi atingida cinco anos antes do previsto, esperada para 2015.

OBJETIVO DO MILÊNIO – Durante o evento na Rocinha, foram homenageadas oito instituições que contribuíram para o alcance do Objetivo do Milênio no Brasil. A tuberculose está contemplada no 6º objetivo intitulado: combater a Aids, a malária e outras doenças. A meta alcançada estipulava a reversão da incidência da tuberculose até 2015, em comparação com os casos registrados em 1990. A OMS reconheceu que a meta foi atingida cinco anos antes do previsto, já que o país apresentou uma redução em 50% da taxa de mortalidade e tendência de queda da taxa de incidência, na comparação de dados entre 1990 com 2011.

Após as falas do Ministro e das demais autoridades presentes, entre as quais a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margareth Chan, e do subsecretário Geral e Diretor-Executivo do Fundo de População das Nações Unidas, Babatunde Osotimehin, o Ministro prestou algumas homenagens à pessoas e Instituições que têm se destacado ao longo dos anos no desenvolvimento de ações de enfrentamento à tuberculose no Brasil, destacando-se o Psicólogo Carlos Basília (IBISS – Observatório Tuberculose Brasil), ativista vinculado ao Fórum de ONGs Tuberculose do Estado do Rio de  Janeiro e à Drª Margareth Dalcomo, pesquisadora do CRPHF; entregando aos dois uma placa de reconhecimento pela contribuição que tiveram no atingimento das Metas dos Objetivos do Milênio (ODM). 

Germano Gerhardt (FAP), Dr. Miguel Aiub (CRPHF), Carlos Basilia (IBISS), Dra. Hellen Miyamoto (Sub Secretaria - SES/RJ), Dra. Ana Alice (PCT SES/RJ) e Dra. Raquel Piller (PCT/SMS/RJ) 

O Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), do Ministério da Saúde, é reconhecido como um dos mais eficientes no mundo. O PNCT privilegia a descentralização das medidas de controle para a Atenção Básica, ampliando o acesso da população em geral e das populações mais vulneráveis ou sob risco acrescido de contrair a tuberculose. O controle da doença é baseado na busca de casos, diagnóstico precoce e adequado, do tratamento até a cura com o objetivo de interromper a cadeia de transmissão e evitar possíveis adoecimentos.
Entre as ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, no controle da doença, está a ampliação do orçamento das ações em 14 vezes, desde 2002. Naquele ano, os recursos foram de US$ 5,2 milhões, saltando para US$ 74 milhões em 2011. Além de aumentar os recursos, também foram implantadas estratégias mais integradas com programas como Saúde da Família e no Plano Brasil sem Miséria.

A VACINA – Indicada para prevenir as formas graves da tuberculose, a vacina BCG é aplicada nos menores de cinco anos e está disponível nas quase 35 mil salas de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS)

O Brasil utiliza esta vacina desde 1929, quando ainda era administrada por via oral. A intradérmica (apresentação atual disponibilizada na rede pública atualmente) começou a ser utilizada no país a partir de 1968. Em 1973, esta apresentação substituiu completamente a vacina BCG oral.

PRODUÇÃO NACIONAL –O Brasil produz nacionalmente 94% das vacinas fornecidas à população. Os laboratórios públicos produzem, ao todo, 21 vacinas atualmente. Em 2012, o Ministério da Saúde investirá mais de R$ 200 milhões na produção nacional de vacinas no Brasil, com as contrapartidas de R$ 100 milhões dos laboratórios públicos, serão investidos um total de R$ 300 milhões. É cinco vezes mais do que foi aplicado nos últimos cinco anos (entre 2007 a 2011 foram R$ 60 milhões). Estas ações integram o Programa de Investimentos no Complexo Industrial da Saúde (Procis), lançado no início do ano pelo Ministério da Saúde.

O programa prevê investimentos de R$ 2 bilhões até 2014 – R$ 1 bilhão do governo federal e R$ 1 bilhão em contrapartidas de governo estaduais para a produção nacional de vacinas, fármacos, medicamentos e equipamentos. Só em 2012, Ministério da Saúde vai disponibilizar R$ 270 milhões – o valor é cinco vezes maior do que a média de investimentos (R$ 42 milhões) nos últimos 12 anos. Entre 2000 e 2011, o investimento total do governo foi de R$ 512 milhões. Os recursos serão aplicados na infraestrutura e qualificação de mão-de-obra de 18 laboratórios públicos - em diferentes regiões do país - com o intuito de adotarem melhores práticas do mercado e adquirirem nível de qualidade internacional, o que é essencial para a capacitação tecnológica e competitividade do país. O Brasil exporta atualmente sete vacinas para 22 países, voltadas, predominantemente para doação e ajuda humanitária.


Por Bárbara Semerene, Rhaiana Rondon e Jorge Alexandre, da Agência Saúde

sexta-feira, 22 de junho de 2012


Centro Estadual de Vigilância em Saúde promove encontro sobre tuberculose


Fonte: SES

O Encontro Estadual Anual dos Programas de Tuberculose 2012 - Avaliação e Fluxos, promovido pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) da Secretaria Estadual da Saúde (SES), foi aberto nesta quarta-feira (20), no Auditório do Hospital Sanatório Partenon, em Porto Alegre. O objetivo do encontro é debater a situação epidemiológica e a política de controle de tuberculose no Brasil e no Rio Grande do Sul. 

O evento é direcionado para as 19 Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) e para os 15 municípios prioritários no controle da doença. O secretário adjunto da SES, Elemar Sand, destacou a importância da participação das CRS para o fortalecimento da rede no Sistema Único de Saúde. "Muitos diagnósticos de tuberculose ainda são feitos nos hospitais e devem ser realizados na atenção básica. As Coordenarias são a porta de entrada para as secretarias municipais, assim como as Unidades Básicas de Saúde devem ser a porta de entrada para o cidadão". 

Estiveram também presentes na abertura da atividade o Diretor do Departamento de Coordenação dos Hospitais Estaduais, Antonio Fernandes e a Coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose no Estado e Diretora Técnica do HSP, Carla Jarczewsk, que apresentou os dados da tuberculose como quarta causa de mortes por doenças infecciosas e primeira causa de morte dos pacientes com AIDS no País.

O evento que se estende até esta quinta-feira, 21, proporcionará a capacitação de recursos humanos para a rede com reuniões técnicas multidisciplinares com avaliação de casos da doença nos pacientes das alas feminina e masculina do Sanatório Partenon, sob ponto de vista clínico que fundamenta a decisão terapêutica.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rio Largo realiza Curso de atualização sobre busca ativa e combate à tuberculose para médicos do PSF




Fonte: Alagoas 24h

Médicos da Estratégia de Saúde da Família (PSF) do município de Rio  Largo participaram, na manhã desta quarta-feira, de uma atualização sobre busca ativa, diagnóstico e tratamento de pessoas com tuberculose. A capacitação foi solicitada pela secretaria municipal de Saúde, por recomendação da prefeita Fátima Correia – que também é médica – em função da situação do município em relação à doença.

 Segundo dados apresentados por Ednalva Araújo, da vigilância epidemiológica estadual, o município de Rio Largo é considerado prioritário, por apresentar índices preocupantes em relação à doença, não só no que diz respeito ao número de casos, mas também nos índices de cura, que têm se apresentado abaixo do que é preconizado pelas organizações de saúde, que seriam de pelo menos 80%.

“Em Rio Largo tem ficado abaixo de 70%. Teve ano que registrou 55%. Isso acontece porque muita gente abandona o tratamento, antes de completar os 6 meses, que é o tempo necessário para acura”. Ela disse que o município tem apresentado uma média de 40 casos de tuberculose identificados por ano, e que para 2012 a meta seria identificar 55, porém, até agora – no meio do ano – apenas 19 foram detectados, o que pode ser um forte indício de subnotificação. “Isso não indica, necessariamente, que o número de casos diminuiu. Significa apenas que eles não estão sendo identificados como deveriam”, afirma ela.

Ednalva reforçou a necessidade de redobrar as atenções no acompanhamento e a importância de que os profissionais estejam sempre atualizados para fazer a busca ativa e o diagnóstico precoce, e também para esse acompanhamento durante o tratamento da doença. Ela destacou também a importância do empenho do gestor municipal para garantir o suporte do município, já que, segundo ela, 90% das ações relacionadas à tuberculose dependem da atenção básica.

“Todas as ações que estiveram ao alcance da nossa gestão, para promover a saúde da população, nós vamos fazer”, garantiu a prefeita Fátima Correia.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

SEAP e SES capacitam equipes de saúde penitenciária


Governo da Paraíba

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), por meio da Gerência de Saúde Penitenciária, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), realiza hoje e amanhã, no auditório do Hospital Clementino Fraga, uma capacitação em tuberculose voltada aos profissionais de saúde penitenciária. A intenção é melhorar a qualidade da assistência prestada aos apenados no que diz respeito ao diagnóstico precoce, controle de comunicantes e tratamento adequado da doença.

Participarão da capacitação profissionais das nove equipes de saúde penitenciária. A ação tem o apoio das áreas técnicas da SES, Vigilância em Saúde e Atenção à Saúde.

A iniciativa faz parte do projeto “Cidadania é Liberdade”, que promove ações de educação, trabalho, cultura e saúde voltadas para a ressocialização dos detentos do sistema prisional paraibano.

Na programação estão previstas discussões sobre a situação epidemiológica do estado, o diagnóstico oportuno dos casos de tuberculose mediante a investigação dos sintomáticos respiratórios e o tratamento diretamente observado (TDO). No segundo dia, serão debatidas questões referentes ao manejo clínico e à atenção à saúde no presídio com apresentação de experiência local.

quarta-feira, 13 de junho de 2012


Em Brasília, oficina de fortalecimento da vigilância epidemiológica e laboratorial da tuberculose nos povos indígenas da região Norte discute estratégias


O primeiro dia da Oficina de Fortalecimento da Vigilância Epidemiológica e Laboratorial da Tuberculose nos Povos Indígenas da Região Norte foi marcado por apresentações de dados, panoramas gerais e desafios relacionados à tuberculose entre povos indígenas e apresentações específicas de alguns Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). 

Durante a abertura, o coordenador adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), Fabio Moherdai explicou que os municípios prioritários foram escolhidos a partir de critérios, dos quais foram selecionados 67 municípios em todo o território nacional que juntos somam 80% dos casos novos de tuberculose notificados entre os povos indígenas residentes em áreas rurais. Destes, 35 estão na Região Norte, foco do trabalho desta oficina. 

A partir deste contexto, o PNCT construiu uma agenda de atividades relacionadas ao controle da Tuberculose entre povos indígenas, que se iniciou com a realização de mesa redonda com a participação dos responsáveis técnicos dos 34 DSEI durante o V Encontro Nacional de Tuberculose, seguido pela realização desta oficina. 

Além disso, será realizado nos dias 14 e 15 de junho o 1º Seminário Nacional de Mobilização Social para Controle da Tuberculose entre os Povos Indígenas, e também uma Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado (TDO) para os profissionais de saúde indígena dos 34 DSEI do país, prevista para o mês de julho.

 “É uma sequencia de eventos que demonstram a vontade política de tratar os povos indígenas como prioridade”, destacou Fabio.

A representante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Ângela Franco, agradeceu o apoio à saúde indígena e ressaltou a importância desta parceria entre o PNCT, CGLAB, e SESAI na busca por ações que qualifiquem o diagnóstico, considerando que a saúde indígena possui particularidades muito específicas, principalmente no que diz respeito à atenção e ao acesso.

Participam do evento, representantes do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), da Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e coordenadores estaduais e responsáveis técnicos pela tuberculose dos LACEN, LAFRON e DSEI.

No 2º dia de oficina foram formados grupos de trabalho para discutir problemas e propor soluções criativas para compor o plano de trabalho para a Região Norte.

Para download das apresentações clique pasta 1 e pasta 2
Para as fotos, acesse aqui