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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Países dos Brics propõe acesso universal aos medicamentos contra tuberculose

Ebola e Aids também foram assuntos da reunião que aconteceu nesta sexta-feira (5)

Do R7

Foto: stoptb.org
Facilitar o acesso aos medicamentos de combate à tuberculose aos países do BRICS e em países de baixa renda. Este é principal resultado da 4ª Reunião de Ministros da Saúde do BRICS, que reuniu os representantes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, em Brasília, nos dias 2 a 5 de dezembro. O enfrentamento à má nutrição, as trocas de experiências em relação às ações de prevenção à aids e ebola também foram incluídos entres os compromissos firmados em um comunicado apresentado pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, nesta sexta-feira (5)

De acordo com Chioro, “O documento reflete a preocupação dos cinco países com a saúde global. A possibilidade de garantirmos o fornecimento gratuito de medicamentos de primeira linha contra a tuberculose é um marco, e demonstra nosso compromisso, o fomento ao desenvolvimento tecnológico, e respaldo às iniciativas multilaterais de saúde”

O documento prevê a construção de uma proposta para o acesso universal aos medicamentos de primeira linha para pacientes com tuberculose dos países do BRICS e de baixa renda. A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que 22 países sejam responsáveis por mais de 80% dos casos de tuberculose no mundo e que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul representam 50% dos casos notificados. A expectativa é que seja atingida a meta de 90% dos grupos vulneráveis, e que 90% dos pacientes sejam diagnosticados. Como resultado, 90% das pessoas se tratem com sucesso.

Foto: planalto.gov.br
O acesso aos medicamentos pode contribuir, significativamente, para o alcance das metas globais pós-2015 e para a redução na incidência
dos casos de tuberculose multirresistente. Com o acesso universal aos medicamentos, o controle e a futura eliminação da tuberculose como um problema de saúde pública, ficam cada vez mais próximos de serem alcançados. O plano para universalização dos medicamentos de tuberculose será finalizado em março de 2015, quando especialistas do BRICS se encontrarão para definir as estratégias e metas que deverão ser adotadas pelos países.

Na área de HIV e aids, o debate foi em torno da adesão às metas voltadas para melhorar a qualidade de vida das pessoas com a doença. Os países pretendem cumprir a meta estabelecida pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e pela Organização Mundial da Saúde, conhecida como 90-90-90, até 2020. A meta é testar 90% da população e, das pessoas que apresentarem resultado positivo, tratar 90%. Como resultado, conseguir que 90% das pessoas tratadas apresentem carga viral indetectável.

Os representantes expressaram preocupação sobre a epidemia do ebola e aprovaram a criação de um grupo de trabalho para desenvolver um plano conjunto de enfrentamento da doença. Na última quarta-feira (3), o governo brasileiro já havia anunciado a doação de R$ 25 milhões a agências das Nações Unidas, sendo US$ 5 milhões exclusivamente para a OMS realizar o combate ao vírus do Ebola e apoio à população na Guiné-Conacri, na Libéria e em Serra Leoa, países da África Ocidental mais afetados pela doença.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Brasil propõe ação conjunta ao BRICS para medicamentos contra TB

Em consonância com os novos desafios globais para o controle da tuberculose, durante o  encontro de representantes de Ministérios da Saúde dos BRICS na 45º Conferencia Mundial de Saúde Pulmonar da UNION, em Barcelona, o Brasil propôs aos países dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a compra conjunta de matéria-prima para a produção de medicamentos de primeira linha para o controle da tuberculose nos países de média e baixa renda. Uma ação como essa poderá garantir o acesso universal ao tratamento gratuito para os pacientes desses países, contribuindo sobremaneira para o controle da tuberculose no mundo.
A proposta compartilhada foi bem recebida, ficando cada país responsável por promover uma discussão interna para a construção de uma proposta oficial a ser discutida na reunião de ministros que acontecerá, em dezembro, no Brasil.
Nesta mesma semana Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou o Report da tuberculose 2014. O documento traz os principais dados sobre a situação epidemiológica da tuberculose no mundo e os avanços e desafios referentes ao atingimento das metas globais, tuberculose drogarresistente, coinfecção TB-HIV, financiamento e pesquisa e desenvolvimento.
Segundo o relatório, houve um aumento global do número de casos estimados, que passou de 8.6 milhões em 2012 para 9 milhões de casos novos em 2013. O número de óbitos foi estimado em 1.5 milhões em 2013, sendo 360 mil HIV positivos. Isto também se deve à melhoria na qualidade dos dados informados pelos países. Contudo, a lacuna entre os casos estimados e reportados persiste em torno de 3 milhões de casos.
O Brasil apresentou uma taxa de detecção de 82% e reportou 70.336 casos novos em 2013, mantendo a 16ª posição entre os 22 países de alta carga. Quanto ao coeficiente de incidência o país também manteve a 111ª posição, quando considerados todos os países do mundo, com um coeficiente de incidência de 35,7 casos por 100 mil habitantes. O coeficiente de mortalidade no país foi de 2,2 óbitos por 100 mil habitantes em 2013.
Em relação às metas globais estabelecidas para 2015, o objetivo do milênio de redução da incidência da doença foi atingido globalmente. A região das Américas e do Pacifico Ocidental atingiram as metas globais de redução da incidência, prevalência e mortalidade. Entre os 22 países de alta carga, nove atingiram os objetivos de redução da prevalência e mortalidade pela metade quando comparado a 1990, entre eles o Brasil. Além disso, o país atingiu todas as metas globais de redução da doença antes de 2015.
O Brasil, com 670 casos novos de tuberculose multidrogarresistente (TB-MDR) em 2013, não faz parte dos 27 países de alta carga de TB-MDR, mas essa continua sendo uma das grandes preocupações globais . O Report deste ano traz suplemento especial de vigilância e resposta à tuberculose drogarresistente, citando o Brasil quanto à implantação da vigilância sentinela da resistência primaria aos medicamentos.
Quanto ao financiamento, estima-se a necessidade de 8 bilhões de dólares anuais para a prevenção, diagnóstico e tratamento, e adicional de 2 bilhões só para pesquisa e desenvolvimento. Contudo, dos 8 bilhões estimados, os países reportaram terem investido 6.3 bilhões de dólares na luta contra a tuberculose.
Os BRICS, bloco do qual o Brasil faz parte e que são responsáveis por 50% dos casos de tuberculose do mundo, conseguem mobilizar os recursos necessários por fontes domésticas.  Os outros 17 países de alta carga apresentam aproximadamente 50% de financiamento internacional, sendo os principais doadores: o Fundo Global e o governo americano.
A nova estratégia pós-2015 traz novos desafios e metas mais ousadas como: redução em 95% dos óbitos e 90% da incidência até 2030, além de nenhuma família sofrendo os custos catastróficos relacionados à doença.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Oficina sobre medicamentos reúne coordenadores de programas estaduais e da assistência farmacêutica

Nos dias 22 e 23 de agosto será realizada, em Brasília,Oficina de medicamentos de 1ª e 2ª linha para o tratamento da tuberculose. O evento é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) e deve reunir 60 participantes.

Segundo o técnico da área de assistência farmacêutica do PNCT, Waldir Ferreira da Silva, o objetivo da oficina é promover discussão sobre medicamentos nos estados, melhorando a articulação entre os Programas Estaduais de Controle da Tuberculose (PECT) e a Assistência farmacêutica para o aperfeiçoamento da logística e do fluxo de medicamentos entre estado, regionais de saúde e unidades municipais de saúde. A partir disto busca-se garantir o controle de qualidade dos medicamentos e melhorar o acesso destes aos pacientes com tuberculose.

Na programação estão previstas apresentações, discussões e exposições sobre controle de qualidade;  perspectivas de novos medicamentos para o tratamento da tuberculose (TB) resistente; informações sobre a produção nacional de medicamentos; a questão do tratamento da TB no sistema prisional; plataformas e sistemas de informação como: Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (HÓRUS), Sistema de Informação de Tratamentos Especiais da Tuberculose (SITETB) e Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); 

O Departamento de DST Aids e Hepatites Virais também fará uma apresentação sobre a logística dos medicamentos para o tratamento da coinfecção TB/HIV nos SAES.

Serviço
Oficina de medicamentos de 1ª e 2ª linha para o tratamento da tuberculose
Data: 22 e 23 de agosto
Horário: 9h às 17h
Local: Auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) - 902 sul - Brasília/DF