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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ministério da Saúde e da Assistência Social assinam documento para trabalho conjunto no controle da tuberculose


Durante o Seminário de Tuberculose e Populações mais Vulneráveis, realizado no mês de setembro, em Brasilia, foi assinada uma instrução operacional conjunta do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e Ministério da Saúde (MS) que estabelece orientações gerais sobre tuberculose e as formas de contribuição dos serviços socioassistenciais para o controle da doença no país.

A tuberculose é uma das doenças que mais emblematicamente caracteriza a determinação social no processo saúde e doença e demonstra relação direta com a pobreza e a exclusão social. No Brasil, a doença afeta, principalmente, as periferias urbanas – as favelas e as áreas degradadas dos grandes centros – e geralmente está associada à fome, às más condições de moradia e saneamento básico, ao uso e abuso de álcool, tabaco, e outras drogas e às doenças imunossupressoras, como a aids.

Tendo em vista o perfil da maioria dos pacientes com tuberculose, a rede socioassistencial tem importante papel na continuidade do tratamento da tuberculose ao garantir as seguranças afiançadas pela Política Nacional de Assistência Social. 

Por esta razão, o instrutivo operacional tem como objetivo orientar os serviços socioassistenciais, possibilitando a proteção social do paciente com tuberculose, para ajuda-lo a superar barreiras impostas pelo preconceito e pelo estigma, contribuindo de forma efetiva para que seus direitos socioassistenciais sejam exercidos.

O documento traz, oficialmente, diretrizes para atuação conjunta entre a rede socioassistencial, a rede de saúde e da gestão local, bem como orientações para a atuação dos profissionais da rede socioassistencial junto às pessoas com tuberculose.

Cabe destacar que o instrutivo também reflete a necessidade de se atuar de forma mais efetiva junto aos parceiros na luta contra esta doença, cujas ações de controle vão muito além do setor saúde.

Leia o documento na integra aqui.

Cruzamento Sinan-TB X CadÚnico

A partir do cruzamento da base de dados do SINAN-TB (Sistema de Informações de Agravos de Notificação) com o cadastro único de programas sociais d governo federal (CadÚnico), o Programa nacional de controle da Tuberculose buscou conhecer o perfil socioeconômico das pessoas com tuberculose para evidenciar a determinação social da doença, e, principalmente, entender o impacto dos programas de transferências de renda junto às famílias dos pacientes.

Dos 73.833 novos casos de tuberculose diagnosticados em 2011, aproximadamente 25% (18.509) estavam registrados no CadÚnico, e 14% (10.278) eram beneficiários do Programa Bolsa Família. Esses pacientes pertenciam a famílias com renda abaixo de um salário mínimo brasileiro por pessoa ou até três vezes o salário mínimo por família.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Oficina sobre medicamentos reúne coordenadores de programas estaduais e da assistência farmacêutica

Nos dias 22 e 23 de agosto será realizada, em Brasília,Oficina de medicamentos de 1ª e 2ª linha para o tratamento da tuberculose. O evento é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) e deve reunir 60 participantes.

Segundo o técnico da área de assistência farmacêutica do PNCT, Waldir Ferreira da Silva, o objetivo da oficina é promover discussão sobre medicamentos nos estados, melhorando a articulação entre os Programas Estaduais de Controle da Tuberculose (PECT) e a Assistência farmacêutica para o aperfeiçoamento da logística e do fluxo de medicamentos entre estado, regionais de saúde e unidades municipais de saúde. A partir disto busca-se garantir o controle de qualidade dos medicamentos e melhorar o acesso destes aos pacientes com tuberculose.

Na programação estão previstas apresentações, discussões e exposições sobre controle de qualidade;  perspectivas de novos medicamentos para o tratamento da tuberculose (TB) resistente; informações sobre a produção nacional de medicamentos; a questão do tratamento da TB no sistema prisional; plataformas e sistemas de informação como: Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (HÓRUS), Sistema de Informação de Tratamentos Especiais da Tuberculose (SITETB) e Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); 

O Departamento de DST Aids e Hepatites Virais também fará uma apresentação sobre a logística dos medicamentos para o tratamento da coinfecção TB/HIV nos SAES.

Serviço
Oficina de medicamentos de 1ª e 2ª linha para o tratamento da tuberculose
Data: 22 e 23 de agosto
Horário: 9h às 17h
Local: Auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) - 902 sul - Brasília/DF


terça-feira, 3 de julho de 2012


Gama é referência em tratamento da tuberculose na região Centro Oeste


Fonte: Secretaria de Saúde DF

O serviço de Tisiopneumologia do Hospital Regional do  Gama  é responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças respiratórias como tuberculose, asma, pneumonia, doenças pulmonares obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite crônica) derrames pleurais, tumores dos pulmões e embolias pulmonares. A unidade é referência na região Centro-Oeste no atendimento a tuberculose e recebe pacientes de todo Distrito Federal e de outros estados que necessitam de internação. 

Segundo o pneumologista, Paulo Rodrigues de Oliveira, responsável pelo setor, cerca de  cinqüenta por cento das internações são ocasionadas por questões sociais como condições precárias de vida, deficiência alimentar, baixa escolaridade , alcoolismo, drogas, e o persistente uso incorreto das medicações em domicílio. “Temos também pacientes que chegam de outras localidades  e não tem ou não podem ficar na casa de familiares uma vez que ainda estão contaminando as pessoas”, informou o pneumologista.

Outros motivos de internação estão relacionados a própria  doença como desnutrição severa, insuficiência respiratória, sangramentos e alguns casos de intensa intolerância  ou alergia aos medicamentos. Paulo Rodrigues relata que a maior dificuldade em diagnosticar a doença em estágio inicial  é o desconhecimento da população sobre os sinais e sintomas.“ A maioria dos pacientes tem um nível sócio cultural muito baixo e só sabe que está  doente quando a tuberculose já está em estado avançado e precisam de internação hospitalar”, disse.

O período de internação pode chegar a até seis meses conforme o caso clínico. Neste período os pacientes recebem cinco refeições diárias e toda a assistência de uma equipe multiprofissional composta de pneumologistas/tisiologistas, enfermagem, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e assistente social.

Paulo Rodrigues informa que a assistência é pautada em buscar, diagnosticar e captar todos os doentes  que estão em trânsito ou moram no DF. “O nosso objetivo é implementar o tratamento correto e acompanhar até a alta curada  onde se verifica  que os pacientes não apresentam mais  os sintomas e também investigar os comunicantes que são as pessoas que tem contato estreito com o portador da doença”,  destacou.

De acordo com o pneumologista, os moradores do DF após a alta hospitalar recebem acompanhamento médico ambulatorial e o índice de cura na região é alto devido a qualidade da assistência na rede de ambulatórios e postos de saúde da Secretaria de Saúde. Os pacientes  que residem em  outros estados recebem  alta com transferência,  com  relatório detalhado sobre o tratamento  e o que deverá ser mantido  no acompanhamento  na unidade de saúde próxima de sua residência. Todos os casos diagnosticados são inscritos no Programa de Controle Nacional – SINAN (Sistema Nacional de Agravos de Notificação) do Ministério da Saúde.

O programa de Tuberculose do HRG conta com  22 leitos, três ambulatórios semanais  para acompanhamento dos pacientes e investigação de comunicantes. A unidade de tisipneumologia  também oferece atendimento   de internação com 14 leitos  para doenças respiratórias  e atendimento ambulatorial  para asma, DPOC  e tabagismo.  A equipe que atende os dois setores  é composta de sete médicos (penumologistas e tisiologistas), quatro enfermeiros, um terapeuta ocupacional, dois fisioterapeutas, uma assistente social, dois agentes administrativos e 30 auxiliares de enfermagem.

Dados gerais  de atendimento ano 2011: 


Consultas Ambulatoriais
Tisiologia: 584
Pneumologia: 4.289

Internações:
Tisiologia: 76
Pneumologia: 231

segunda-feira, 25 de junho de 2012


Roraima registra 45 novos casos


Roraima registrou 45 novos casos de tuberculose este ano. Desses, três são casos de retratamento, ou seja, casos de reingresso da doença devido ao abandono de tratamento e de reincidência da tuberculose em pacientes que já tiveram a doença. Os dados são do Sistema de Informações de Agravos e Notificações (SINAN).

Em 2010 foram registrados 127 novos casos e em 2011 este número aumento para 148, um aumento de mais de 14%. Entre 2010 e 2011, foram registrados 10 casos de retratamento. 

De acordo com a técnica da gerência do Núcleo Estadual de Controle de Tuberculose, Angela Maria Felix, nos casos de retratamento, há risco de a doença voltar de forma mais agressiva. Para isso, o paciente deve tomar os medicamentos, todos os dias, sem interrupção, por no mínimo 6 meses. Nos primeiros 15 dias de tratamento a pessoa já não transmite a tuberculose, e com um mês de tratamento a maioria dos sintomas desaparecem. Ainda assim, é imprescindível continuar o tratamento até o final. 

O estado tem investido no tratamento e na capacitação dos profissionais, mas algumas medidas de prevenção também podem ser adotadas pela população como vacinar as crianças com a BCG ao nascer, manter uma alimentação saudável, conviver em espaços onde o ar circule com facilidade e onde a luz do sol também possa entrar.

Toda pessoa com tosse por mais de três semanas deve procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. O diagnóstico é simples e o tratamento é viabilizado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que distribui o medicamento.

Pessoas que moram na mesma casa ou trabalham no mesmo ambiente de alguém diagnosticado com tuberculose também devem procurar a UBS mais próxima de sua casa para uma avaliação médica. 

CERTIFICAÇÃO


A Secretaria Estadual de Saúde de Roraima foi premiada pelo Ministério da Saúde com certificados de reconhecimento do bom desempenho dos trabalhos realizados para o controle da tuberculose nos últimos dois anos. Os certificados são referentes aos indicadores de casos novos com tratamento encerrado, proporção de casos de retratamento e casos de tuberculose testados para HIV. As certificações são das atividades dos anos de 2010 e 2011.