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terça-feira, 21 de agosto de 2012

MS realiza visita de Monitoramento & Avaliação ao Pará

O Brasil tem elevadas taxas de incidência e de mortalidade por tuberculose. Por esta razão figura entre os 22 países que respondem por 80% dos casos novos que ocorrem no mundo. Com uma população de 7.688.531 habitantes (População IBGE-2011, estimativa populacional para o TCU), a taxa de incidência do Estado do Pará foi de 47,5 casos novos por 100.000 habitantes e a taxa de mortalidade foi de 2,3 óbitos por 100.000 habitantes em 2010. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2011, foram registrados 3.804 casos no estado do Pará. Em 2010, a taxa de cura em bacilíferos foi de 73,3%, sendo que o preconizado pelo Ministério da Saúde é no mínimo 85%. O abandono do tratamento no mesmo período foi de 8,3%, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde é inferior a 5%.

Belém é a 2ª capital em incidência de casos e 10ª em taxa de mortalidade do Brasil. Os números apontam que a capital contribui com cerca de 40% dos casos novos registrados no Estado e que a taxa de mortalidade por tuberculose em 2010 foi de 3,4 por 100.000 habitantes.

Durante esta semana, técnicos do Ministério da Saúde, com apoio da secretaria estadual e secretarias municipais de saúde, realizam visitas de monitoramento e avaliação (M&A) com o objetivo de contribuir política e tecnicamente para a melhoria contínua da capacidade de resposta dos estados e municípios ao controle da tuberculose. Participam do processo profissionais da atenção básica, do sistema prisional, do LACEN, da referência terciária, do Ministério Público e do Comitê Metropolitano.

A visita teve inicio nesta terça-feira (21) com reunião entre o Secretário estadual de Saúde do Pará, Hélio Franco, e o coordenador adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS), Fábio Moherdaui, para analisar a situação da tuberculose e discutir estratégias de controle da doença no estado. 

A visita contará ainda com o apoio de técnicos das coordenações estaduais e municipais de Santa Catarina, São Paulo e Ceará, que fazem parte da Rede M&A. O PNCT considera a troca de experiências entre as equipes locais é uma estratégica importante para o fortalecimento das experiências exitosas que ocorrerão durante esta semana em Belém e Ananindeua.    

A equipe passará por unidades hospitalares, coordenação estadual  e municipais dos Programas de Controle da Tuberculose, de Belém e Ananindeua, sistema de informação estadual, assistência farmacêutica estadual, unidades de saúde básica e Estratégias de Saúde da Família, LACEN, laboratório municipal,  Hospital Universitário João Barros Barreto - referência estadual, complexo penitenciário Marituba. 

A partir das visitas são identificadas áreas críticas nos aspectos técnicos e administrativos em relação à estratégia e às atividades de controle da tuberculose. Na sexta-feira haverá reunião devolutiva da visita, com as recomendações para Estado e municípios.

Desde a última visita, realizada em 2011, o Pará avançou no que diz respeito ao trabalho executado pelo gestor estadual, no cumprimento do cronograma de monitoramento e na normatização para redefinir o fluxo de liberação de medicamentos para os municípios. No entanto, ainda precisa expandir o tratamento diretamente observado (TDO) com qualidade, fortalecer o diagnóstico (laboratórios) e ampliar o acesso do tratamento e diagnóstico às populações mais vulneráveis. 


terça-feira, 3 de julho de 2012


Gama é referência em tratamento da tuberculose na região Centro Oeste


Fonte: Secretaria de Saúde DF

O serviço de Tisiopneumologia do Hospital Regional do  Gama  é responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças respiratórias como tuberculose, asma, pneumonia, doenças pulmonares obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite crônica) derrames pleurais, tumores dos pulmões e embolias pulmonares. A unidade é referência na região Centro-Oeste no atendimento a tuberculose e recebe pacientes de todo Distrito Federal e de outros estados que necessitam de internação. 

Segundo o pneumologista, Paulo Rodrigues de Oliveira, responsável pelo setor, cerca de  cinqüenta por cento das internações são ocasionadas por questões sociais como condições precárias de vida, deficiência alimentar, baixa escolaridade , alcoolismo, drogas, e o persistente uso incorreto das medicações em domicílio. “Temos também pacientes que chegam de outras localidades  e não tem ou não podem ficar na casa de familiares uma vez que ainda estão contaminando as pessoas”, informou o pneumologista.

Outros motivos de internação estão relacionados a própria  doença como desnutrição severa, insuficiência respiratória, sangramentos e alguns casos de intensa intolerância  ou alergia aos medicamentos. Paulo Rodrigues relata que a maior dificuldade em diagnosticar a doença em estágio inicial  é o desconhecimento da população sobre os sinais e sintomas.“ A maioria dos pacientes tem um nível sócio cultural muito baixo e só sabe que está  doente quando a tuberculose já está em estado avançado e precisam de internação hospitalar”, disse.

O período de internação pode chegar a até seis meses conforme o caso clínico. Neste período os pacientes recebem cinco refeições diárias e toda a assistência de uma equipe multiprofissional composta de pneumologistas/tisiologistas, enfermagem, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e assistente social.

Paulo Rodrigues informa que a assistência é pautada em buscar, diagnosticar e captar todos os doentes  que estão em trânsito ou moram no DF. “O nosso objetivo é implementar o tratamento correto e acompanhar até a alta curada  onde se verifica  que os pacientes não apresentam mais  os sintomas e também investigar os comunicantes que são as pessoas que tem contato estreito com o portador da doença”,  destacou.

De acordo com o pneumologista, os moradores do DF após a alta hospitalar recebem acompanhamento médico ambulatorial e o índice de cura na região é alto devido a qualidade da assistência na rede de ambulatórios e postos de saúde da Secretaria de Saúde. Os pacientes  que residem em  outros estados recebem  alta com transferência,  com  relatório detalhado sobre o tratamento  e o que deverá ser mantido  no acompanhamento  na unidade de saúde próxima de sua residência. Todos os casos diagnosticados são inscritos no Programa de Controle Nacional – SINAN (Sistema Nacional de Agravos de Notificação) do Ministério da Saúde.

O programa de Tuberculose do HRG conta com  22 leitos, três ambulatórios semanais  para acompanhamento dos pacientes e investigação de comunicantes. A unidade de tisipneumologia  também oferece atendimento   de internação com 14 leitos  para doenças respiratórias  e atendimento ambulatorial  para asma, DPOC  e tabagismo.  A equipe que atende os dois setores  é composta de sete médicos (penumologistas e tisiologistas), quatro enfermeiros, um terapeuta ocupacional, dois fisioterapeutas, uma assistente social, dois agentes administrativos e 30 auxiliares de enfermagem.

Dados gerais  de atendimento ano 2011: 


Consultas Ambulatoriais
Tisiologia: 584
Pneumologia: 4.289

Internações:
Tisiologia: 76
Pneumologia: 231