Mostrando postagens com marcador sistema prisional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sistema prisional. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Projeto universitário leva mutirão de saúde aos presídios


A equipe é formada por 19 pessoas, envolvendo alunos de mestrado e doutorado, graduação e profissionais da área de saúde


Um projeto desenvolvido pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) em conjunto com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul vai verificar a prevalência de tuberculose e doenças sexualmente transmissíveis nos presidiários e servidores do sistema prisional do Estado.

Com a anuência da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), a pesquisa será feita em unidades penais de regime fechado de Corumbá, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Campo Grande.

Sob a coordenação do doutor Júlio Henrique Rosa Croda, a equipe é formada por 19 pessoas, envolvendo alunos de mestrado e doutorado, graduação e profissionais da área de saúde.

A ação abrange a realização de entrevistas sobre exposição à tuberculose e risco de DSTs, além de coleta de sangue, escarro e teste tuberculínico.

Com duração aproximada de três meses, o projeto pretende atender a cerca de 4070 pessoas nas unidades penais dos cinco municípios. 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

PNCT realiza visita técnica ao estado de São Paulo

Durante 5 dias, técnicos, coordenadores e representantes do Sistema Prisional e Pop Rua realizarão visitas técnicas para conhecer as ações de implementação do controle da tuberculose

Por Eri Ishi 

De 5 a 9 de novembro, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) realiza visita técnica ao Estado de São Paulo visando conhecer as ações de implementação do controle da tuberculose na população em situação de rua e privados de liberdade.

Em reunião inicial, os técnicos do PNCT definiram os objetivos da visita e a coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose do Estado e representante do Programa Municipal de Controle da Tuberculose apresentou panorama da situação da tuberculose no Sistema Prisional estadual e da população em situação de rua da cidade de São Paulo. 

Serão visitados Centros de Acolhidas, CAPS, Unidades Básica de Saúde, Centros de Detenção Provisória, Penitenciária e Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário.

Participam das atividades: consultores técnicos do PNCT; a coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose do Estado, Vera Galesi; membros do GT POP Rua, constituído por representantes da Secretaria da Assistência e Desenvolvimento Social do Município de São Paulo nível central; CAS Sudeste e CREAS da região Sé e Mooca; Movimento Nacional da População e Situação de Rua; Rede Paulista de Controle Social da Tuberculose; e representante do Programa Municipal de Controle da Cidade de São Paulo, do nível central e regional SUDESTE, da área Sé e Mooca, e interlocutores da ESF Especial/ BOM Par. 

Complexo Prates

Visitado pela equipe, o equipamento é um centro especial de acolhimento, dotado de Espaço de Convivência Dia para Adultos, abrigo para menores, Centro de Acolhida 24 horas, Centro de Atenção Psicossocial III Álcool e Drogas (CAPS III AD) e a Assistência Médica Ambulatorial (AMA) 24 horas.

O objetivo da implantação do Complexo no centro de São Paulo é facilitar o tratamento e a assistência dada aos dependentes químicos, fortalecendo o combate à dependência e o trabalho conjunto entre Saúde e Assistência Social que já é realizado na região.

Mais informações:


terça-feira, 21 de agosto de 2012

MS realiza visita de Monitoramento & Avaliação ao Pará

O Brasil tem elevadas taxas de incidência e de mortalidade por tuberculose. Por esta razão figura entre os 22 países que respondem por 80% dos casos novos que ocorrem no mundo. Com uma população de 7.688.531 habitantes (População IBGE-2011, estimativa populacional para o TCU), a taxa de incidência do Estado do Pará foi de 47,5 casos novos por 100.000 habitantes e a taxa de mortalidade foi de 2,3 óbitos por 100.000 habitantes em 2010. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2011, foram registrados 3.804 casos no estado do Pará. Em 2010, a taxa de cura em bacilíferos foi de 73,3%, sendo que o preconizado pelo Ministério da Saúde é no mínimo 85%. O abandono do tratamento no mesmo período foi de 8,3%, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde é inferior a 5%.

Belém é a 2ª capital em incidência de casos e 10ª em taxa de mortalidade do Brasil. Os números apontam que a capital contribui com cerca de 40% dos casos novos registrados no Estado e que a taxa de mortalidade por tuberculose em 2010 foi de 3,4 por 100.000 habitantes.

Durante esta semana, técnicos do Ministério da Saúde, com apoio da secretaria estadual e secretarias municipais de saúde, realizam visitas de monitoramento e avaliação (M&A) com o objetivo de contribuir política e tecnicamente para a melhoria contínua da capacidade de resposta dos estados e municípios ao controle da tuberculose. Participam do processo profissionais da atenção básica, do sistema prisional, do LACEN, da referência terciária, do Ministério Público e do Comitê Metropolitano.

A visita teve inicio nesta terça-feira (21) com reunião entre o Secretário estadual de Saúde do Pará, Hélio Franco, e o coordenador adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS), Fábio Moherdaui, para analisar a situação da tuberculose e discutir estratégias de controle da doença no estado. 

A visita contará ainda com o apoio de técnicos das coordenações estaduais e municipais de Santa Catarina, São Paulo e Ceará, que fazem parte da Rede M&A. O PNCT considera a troca de experiências entre as equipes locais é uma estratégica importante para o fortalecimento das experiências exitosas que ocorrerão durante esta semana em Belém e Ananindeua.    

A equipe passará por unidades hospitalares, coordenação estadual  e municipais dos Programas de Controle da Tuberculose, de Belém e Ananindeua, sistema de informação estadual, assistência farmacêutica estadual, unidades de saúde básica e Estratégias de Saúde da Família, LACEN, laboratório municipal,  Hospital Universitário João Barros Barreto - referência estadual, complexo penitenciário Marituba. 

A partir das visitas são identificadas áreas críticas nos aspectos técnicos e administrativos em relação à estratégia e às atividades de controle da tuberculose. Na sexta-feira haverá reunião devolutiva da visita, com as recomendações para Estado e municípios.

Desde a última visita, realizada em 2011, o Pará avançou no que diz respeito ao trabalho executado pelo gestor estadual, no cumprimento do cronograma de monitoramento e na normatização para redefinir o fluxo de liberação de medicamentos para os municípios. No entanto, ainda precisa expandir o tratamento diretamente observado (TDO) com qualidade, fortalecer o diagnóstico (laboratórios) e ampliar o acesso do tratamento e diagnóstico às populações mais vulneráveis. 


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Programa de Controle da Tuberculose é destaque dentro do Sistema Prisional do Estado

SEJAP/MA

O Programa de Controle da Tuberculose da Penitenciária de Pedrinhas é destaque no sistema prisional do Maranhão. Hoje o programa atende todo o Complexo Penitenciário além do Centro de Custódia de Presos de Justiça do Anil (CCPJ/Anil) totalizando 2.705 internos.

Foram diagnosticados, através do programa, 211 casos de tuberculose pulmonar entre os presidiários, o que representa um percentual de 7,8% da população carcerária atendida.

Um convênio entre a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) e o Fundo Global em parceria com as Coordenações Municipal e Estadual de Controle da Tuberculose e ainda com o Comitê Metropolitano de Tuberculose e o laboratório Lacen disponibilizou aos internos os serviços de Raios-X do Tórax e a implantação do laboratório para realização das baciloscopias de escarro. Os serviços funcionam mo novo Núcleo de Atenção á Saúde da Penitenciária de Pedrinhas (prédio novo totalmente reformado).

Para os detentos diagnosticados com Tuberculose são disponibilizados medicações para tratamento que são fornecidos regularmente pela Secretaria de Estado da Saúde e ainda acompanhamento mensal pela médica do programa com o auxilio de duas enfermeiras, tudo isso sem a necessidade da retirada do interno para uma Unidade Básica de Saúde já que a Penitenciária conta com o Núcleo de saúde em suas dependências, além de uma ambulância 24 horas por dia.

Nos dois primeiros meses de funcionamento da sala de Raio-X do Núcleo de Saúde foram realizados 62 exames de Raio-x do Tórax dos Sintomáticos Respiratórios. De acordo com o resultado apresentado, sete mostraram imagem radiológica sugestiva de tuberculose, destes foram confirmados quatro e logo foi dado inicio ao tratamento.

O primeiro semestre de 2012 somou um total de 431 exames de escarro referentes as baciloscopias de 288 detentos das Penitenciária de pedrinhas, Casa de Detenção (CADET), Centro de Custódia de Presos de Justiça de Pedrinhas e do Anil, Penitenciária São Luís I e II, Centro de Detenção Provisória (CDP), Centro de Triagem, Penitenciária Feminina e do Quartel da Policia Militar. Ingressantes no sistema e os que mantêm contato com pacientes tuberculosos também passam por exames na instituição.

O Secretário de Justiça e Administração Penitenciária, Sergio Tamer, comemora o êxito do programa oferecido pela Sejap. “O novo aparato instrumental e humano ofertados pelo Programa de Controle da Tuberculose têm sido primordiais para o sucesso do projeto”, frisou.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Em São Paulo, Oficina discute controle da tuberculose em ambientes prisionais


Nesta quarta-feira (8) está sendo realizada, em São Paulo, a Oficina Conselhos da Comunidade e TB: "Construindo Parcerias". Durante dois dias, conselheiros da comunidade de cada estado participante, técnicos do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde(PNCT/MS), coordenadores de programas estaduais de tuberculose e coordenadores de estado de saúde prisional se reúnem para discutir formas de colaboração para o controle da tuberculose em ambientes prisionais. 

Na cerimônia de abertura, o coordenador adjunto do PNCT/MS, Fabio Moherdaui, apresentou panorama geral sobre a tuberculose no Brasil e no sistema prisional, do ponto de vista clínico e epidemiológico, para que os conselheiros da comunidade pudessem se apropriar deste conhecimento para a construção de um plano de trabalho conjunto ao final do evento.


A idéia é integrar saúde, justiça e mobilização social, para a implementação de ações para o controle da tuberculose entre a população privada de liberdade (PPL) dos estados participantes.

A oficina é uma realização do PNCT com apoio da área técnica de saúde prisional do Ministério da Saúde e da Ouvidoria do Sistema Penitenciaria, vinculada ao Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça e se destina aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que são considerados prioritários em decorrência da alta incidência de tuberculose e contingente de pessoas privadas de liberdade.

Conselhos da Comunidade

O Conselho da Comunidade é um órgão do Poder Judiciário criado para efetivar a participação da sociedade, por meio de representantes de diversos segmentos, na execução das penas criminais, principalmente no que se refere às detenções e ao retorno ao convívio familiar e social do egresso (ex-detento).

Os conselhos têm como responsabilidade fiscalizar unidades prisionais e as condições de cumprimento de pena, relatando aos órgãos federais de justiça quaisquer irregularidades. Além disso, buscam parcerias com empresas e instituições para a promoção do trabalho e renda lícita, e desenvolvem atividades socioeducativas para incentivar o preso e egresso a retornar ao trabalho e aos estudos.

Oficina em Recife

A primeira edição da Oficina Conselhos da Comunidade e TB: “Construindo Parcerias” foi realizada em junho e contemplou os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazônia, Pernambuco, Bahia e Ceará, também prioritários em decorrência da alta incidência de tuberculose e contingente de pessoas privadas de liberdade.  O evento foi muito bem recebido pelos participantes, que agradeceram a oportunidade por meio de vários e-mails.


Acesse aqui para download dos materiais trabalhados durante a oficina! 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Versão em inglês do Manual de Intervenções Ambientais para o Controle da Tuberculose nas Prisões é lançado na web

Ambientes superpopulosos, mal ventilados e com iluminação solar limitada – característicos das prisões, cadeias públicas e delegacias de polícia – são particularmente favoráveis à disseminação de doenças respiratórias, especialmente a tuberculose. No Brasil, por exemplo, são cerca de 500 mil pessoas privadas de liberdade (PPL) vivendo em más condições de encarceramento.

Com o objetivo de ampliar ações de controle da tuberculose nas unidades prisionais, foi lançado, no inicio deste ano, o Manual de Intervenções Ambientais para o Controle da Tuberculose nas Prisões, que propõe, a partir de exemplos reais do Brasil, intervenções simples e de baixo custo para a melhoria das condições de ventilação e iluminação das prisões, sem comprometer os imperativos de segurança. 

Elaborado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU-UFRJ), em parceria com o Projeto Fundo Global, Ministério da Saúde, Ministério da Justiça/DEPEN, o manual ganhou uma versão em inglês para partilhar esta experiência brasileira com outros países, especialmente aqueles em desenvolvimento e emergentes, buscando a integração da melhoria das condições ambientais nas estratégias de controle da tuberculose nas prisões.  

Assim, o manual fornece as bases técnicas para que os diferentes atores responsáveis, tanto pela fiscalização quanto pela execução da pena, contribuam para a redução da transmissão intra-institucional da TB. As medidas propostas neste manual foram integradas nas Diretrizes básicas para arquitetura penal, recentemente editada pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça.  

Para download do manual em inglês clique aqui
Para download do formulário para avaliação das condições ambientais aqui
Para manual em português clique aqui.