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segunda-feira, 7 de abril de 2014

O Pará e o Dia Mundial de luta contra a Tuberculose: conheça as atividades desenvolvidas

A Coordenação Estadual do Programa de Controle da Tuberculose do Pará realizou  no período de 24 a 28 de março de 2014 atividades de tuberculose em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose.


No dia 24 de março realizou-se o IV Seminário estadual sobre os “Desafios para o controle da tuberculose em populações vulneráveis: moradores de rua, privados de liberdade e indígenas”, do qual participaram como palestrantes  a coordenadora do município de Belém, que abordou a situação do morador de rua, técnicos da Superintendência do Sistema Penitenciário e do Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá Tocantins.

Também participaram o Secretário Estadual de Saúde, alguns Secretários Municipais de Saúde, COSEMS, SUSIPE, DSEI’s, Hospital Universitário João de Barros Barreto, Santa Casa de Misericórdia do Pará, LACEN, Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS, Grupo AJUS,  profissionais de saúde da região metropolitana, técnicos da Secretaria de Estado de Saúde Pública e  alunos de universidades.

No período de  25 a 28 de março, técnicos do Programa Estadual  de Controle da Tuberculose  realizaram  palestras para alunos de universidades sobre “O programa de controle de  tuberculose na  atenção primária: a importância da integração multiprofissional”. 

Foram contemplados alunos dos cursos de  Biomedicina, Enfermagem, Farmácia e Medicina de universidades da região metropolitana com média de público de 100 alunos em cada palestra.





segunda-feira, 15 de julho de 2013

PCTE e COMITE/PA realizam visita de Monitoramento & Avaliação na UREDIPE


Do Comitê TB Pará

Na última quarta feira (10/07), técnicos da secretaria estadual de saúde, da Coordenação de Pneumologia, e membros do Comitê de Tuberculose e Fórum/ONG/Aids, realizaram visitas de monitoramento e avaliação (M&A) na UREDIPE, unidade de saúde que atende pessoas que vivem com HIV/aids no Pará. 

A visita teve como o objetivo contribuir de forma técnica e política para a melhoria contínua da resposta do estado ao controle da tuberculose. Participam do processo profissionais do Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PECT), do LACEN, do Comitê Metropolitano e do Fórum/ONG Aids, que foram recebidos pela diretora da UREDIPE, Jane Durans, e pelos técnicos que atuam na enfermagem, laboratório e farmácia daquela unidade especializada.

Esta visita era uma demanda antiga dos membros do Comitê TB Pará e Fórum/Ong/Aids, apresentada durante o Seminário Vigilância em Hepatites Virais voltado às populações vulneráveis, realizada pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) em 25/06.

Durante a visita, membros do Comitê TB Pará e Fórum/Ong/Aids e usuários do serviço expuserem aos técnicos do PECT e da UREDIPE, as dificuldades enfrentadas no acesso ao serviço, pois entendem ser necessária maior atenção aos pacientes com HIV e tuberculose, visto que nem todos os profissionais de saúde da unidade estão sensíveis no trato da coinfecção TB-HIV. Destacaram, inclusive, que muitas vezes é o próprio paciente que precisa solicitar o encaminhamento para realização da Prova Tuberculínica - exame para detecção da infecção latente da tuberculose.

Para a técnica do PCTE e Coordenadora adjunta do Comitê, Adriana Leal, esta troca de experiências entre as equipes do PCTE e da UREDIPE  é uma importante estratégia para o fortalecimento das experiências exitosas no atendimento as PVH, pois é importante quebrar o estigma existente entre essas duas patologias”.

A diretora da UREDIPE, Jane Durans, destacou que as recomendações apresentadas pela equipe do PCTE são extremamente oportunas e de suma importância para melhorar o perfil do tratamento às pessoas que vivem com HIV, visto que a coinfecção TB-HIV tem levado muitos pacientes a óbitos.

Segundo o coordenador do Comitê TB Pará, Ernandes Costa, essa é a segunda vez que faz uma visita de monitoramento na UREDIPE. "Na primeira vez, participei como coordenador do Fórum/ONGs/PA. Agora como membro do Comitê de Tuberculose, a visita não tem caráter de denuncia, mas de buscar junto à direção da Unidade melhorar o serviço e o atendimento aos pacientes", destacou.  Disse ainda que as recomendações feitas visam também à proteção dos trabalhadores que desenvolvem atividades nessa unidade de saúde.

A coordenadora do Fórum ONGs, Maria Elias ressaltou a importância da articulação entre os programas de tuberculose e aids e a necessidade de manutenção desse diálogo.  "Ainda precisamos visitar outros serviços, como CASADIA/Belém e SAE/CTA em Ananindeua, para que os pacientes dessas unidades também sejam informados sobre a importância do tratamento da coinfecção", finalizou. 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Comitê TB/PA participa de Seminário de Vigilância em Hepatites Virais voltado às populações vulneráveis

Por Ernandes Costa, do Comitê de TB/PA

Lideranças de comunidades quilombolas, assentadas, indígenas, ribeirinhas e representantes do Comitê de Tuberculose do Pará e do Fórum Paraense de DST/AIDS/HV foram o público alvo do Seminário Vigilância em Hepatites Virais voltado às populações vulneráveis, que a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) realizou nesta terça-feira, 25, por meio da Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais e da Coordenação Estadual de Hepatites Virais.

Composto por cinco painéis, o seminário foi realizado no Grupo Paravidda. No primeiro painel, as coordenadoras da Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais, Tamar Monteiro, e da Coordenação Estadual de Hepatites Virais, Cisalpina Cantão, apresentaram um panorama das principais políticas trabalhadas em suas respectivas coordenações.

Em seguida, a psicóloga e coordenadora de Saúde Mental, Marilda Couto, discorreu sobre a Rede de Atenção Psicossocial, com especial atenção ao uso de álcool e outras drogas, explicitando a atuação dos Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) em suas várias modalidades. 

No período da tarde, a  pesquisadora do Instituto Evandro Chagas, Heloísa Mercelino, falou sobre as várias formas de transmissão e tratamento das hepatites, bem como formas de evitá-las, as Redes de apoio e o Plano Estadual de Urgência e Emergência, mostrando inclusive os gastos com o transporte aéreo de pacientes, dado as peculiaridades do Estado, onde cerca de 16 municípios estão no arquipélago do Marajó, a uma distancia de mais de 12 horas de deslocamento por barcos, o que fatalmente compromete a vida desses pacientes, sendo neste caso o salvamento aéreo a única solução. 

O farmacêutico Marcos Santos, apresentou como funciona o processo de dispensação medicamentosa para atender um estado das dimensões do Pará. Segundo ele, se levar em conta medicamentos, os compostos laboratoriais e os recursos humanos envolvidos no atendimento ao paciente com o fígado comprometido, podem ser gastos até 150 mil por paciente. 

A assistente social da Coordenação de Tuberculose do Estado, Sonia Obadia, discorreu sobre as populações mais vulneráveis à tuberculose - pessoas que vivem nas ruas, aquelas que vivem com HIV, os privados de liberdade, populações indígenas e quilombolas - e suas respectivas dificuldades em acessar os serviços públicos. Destacou que as pessoas com tuberculose nem sempre são orientadas quanto à realização do teste para o HIV o que dificulta o diagnóstico precoce e tratamento de uma possível coinfecção TB/HIV. 

Sônia ressaltou ainda que um bom acolhimento e aconselhamento são fundamentais para evitar o abandono do tratamento e possível falência do esquema básico, evitando a criação de cepas resistentes. 

Ao final de cada painel os participantes fizeram perguntas aos expositores bem como propostas para a melhoria das ações entre a Coordenação de Hepatites, Coordenação de Tuberculose e a sociedade civil. O documento final com as conclusões do evento será encaminhado as autoridades estaduais.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

MS realiza visita de Monitoramento & Avaliação ao Pará

O Brasil tem elevadas taxas de incidência e de mortalidade por tuberculose. Por esta razão figura entre os 22 países que respondem por 80% dos casos novos que ocorrem no mundo. Com uma população de 7.688.531 habitantes (População IBGE-2011, estimativa populacional para o TCU), a taxa de incidência do Estado do Pará foi de 47,5 casos novos por 100.000 habitantes e a taxa de mortalidade foi de 2,3 óbitos por 100.000 habitantes em 2010. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2011, foram registrados 3.804 casos no estado do Pará. Em 2010, a taxa de cura em bacilíferos foi de 73,3%, sendo que o preconizado pelo Ministério da Saúde é no mínimo 85%. O abandono do tratamento no mesmo período foi de 8,3%, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde é inferior a 5%.

Belém é a 2ª capital em incidência de casos e 10ª em taxa de mortalidade do Brasil. Os números apontam que a capital contribui com cerca de 40% dos casos novos registrados no Estado e que a taxa de mortalidade por tuberculose em 2010 foi de 3,4 por 100.000 habitantes.

Durante esta semana, técnicos do Ministério da Saúde, com apoio da secretaria estadual e secretarias municipais de saúde, realizam visitas de monitoramento e avaliação (M&A) com o objetivo de contribuir política e tecnicamente para a melhoria contínua da capacidade de resposta dos estados e municípios ao controle da tuberculose. Participam do processo profissionais da atenção básica, do sistema prisional, do LACEN, da referência terciária, do Ministério Público e do Comitê Metropolitano.

A visita teve inicio nesta terça-feira (21) com reunião entre o Secretário estadual de Saúde do Pará, Hélio Franco, e o coordenador adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS), Fábio Moherdaui, para analisar a situação da tuberculose e discutir estratégias de controle da doença no estado. 

A visita contará ainda com o apoio de técnicos das coordenações estaduais e municipais de Santa Catarina, São Paulo e Ceará, que fazem parte da Rede M&A. O PNCT considera a troca de experiências entre as equipes locais é uma estratégica importante para o fortalecimento das experiências exitosas que ocorrerão durante esta semana em Belém e Ananindeua.    

A equipe passará por unidades hospitalares, coordenação estadual  e municipais dos Programas de Controle da Tuberculose, de Belém e Ananindeua, sistema de informação estadual, assistência farmacêutica estadual, unidades de saúde básica e Estratégias de Saúde da Família, LACEN, laboratório municipal,  Hospital Universitário João Barros Barreto - referência estadual, complexo penitenciário Marituba. 

A partir das visitas são identificadas áreas críticas nos aspectos técnicos e administrativos em relação à estratégia e às atividades de controle da tuberculose. Na sexta-feira haverá reunião devolutiva da visita, com as recomendações para Estado e municípios.

Desde a última visita, realizada em 2011, o Pará avançou no que diz respeito ao trabalho executado pelo gestor estadual, no cumprimento do cronograma de monitoramento e na normatização para redefinir o fluxo de liberação de medicamentos para os municípios. No entanto, ainda precisa expandir o tratamento diretamente observado (TDO) com qualidade, fortalecer o diagnóstico (laboratórios) e ampliar o acesso do tratamento e diagnóstico às populações mais vulneráveis.