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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Conheça a Carta de Brasília sobre as atividades colaborativas entre Tuberculose e HIV/AIDS no Brasil

De 23 a 25 de abril deste ano, foi realizada em Brasília, a Oficina com Coordenadores Estaduais de Tuberculose e HIV. O evento contou com a participação das coordenações estaduais de tuberculose e de DST/aids, ou seus representantes, de 25 estados e o Distrito Federal.

A oficina teve como objetivo discutir desafios para a implementação das atividades colaborativas entre Tuberculose e HIV/aids nas três esferas de governo. 

Para tal, foram trabalhados cinco eixos prioritários:

  1. Testagem de HIV em pessoas com Tuberculose (TB);
  2. Rastreamento de TB em pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA)
  3. Tratamento antirretroviral na pessoa coinfectada TB-HIV;
  4. Adesão ao tratamento na pessoa coinfectada TB-HIV;
  5. Diagnóstico e tratamento da infecação latente da tuberculose (ILTB)

A partir desta Oficina surgiu a Carta de Brasília sobre as atividades colaborativas entre Tuberculose e HIV/AIDS no Brasil  que recomenda a criação de espaços de articulação entre as Coordenações Estaduais de Tuberculose e Aids com o objetivo de estabelecer ações integradas para a implementação de atividades colaborativas TB-HIV, dentro dos cinco eixos prioritários elencados acima.

Para conhecer a Carta, acesse o nosso acervo!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

CE realiza IV oficina de atualização em prova tuberculínia para enfermeiros dos SAE

Por Fagner Lopes

Durante toda a semana de 24 à 28 de junho, a Secretaria de Estado de Saúde do Ceará realizou a IV Oficina de atualização em Prova Tuberculínica (PT) para 25 enfermeiros de Serviços de Atenção Especializada (SAE) a pessoas vivendo com HIV/aids. O objetivo é implementar a prova tuberculínica nos SAE para detectar a infecção latente da tuberculose (ILTB).

Uma pessoa pode  ter o bacilo da tuberculose sem estar doente. É a chamada infecção latente da doença: silenciosa e assintomática. Visto que a tuberculose é a doença que mais leva pessoas vivendo com HIV a óbito, o diagnóstico precoce da ILTB e seu tratamento são fundamentais para prevenir o desenvolvimento da doença. 

Por esta razão, a pessoa com HIV/aids deve fazer a prova tuberculínica anualmente. Um exame simples e disponível nos serviços de saúde do SUS.

Com carga horária de 40h, a oficina contou com o apoio do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, por meio da coordenadora Sheila Santiago, e dos enfermeiros multiplicadores Fagner Lopes, Rosalha Mota, Argina Gondim e Marisangela. 

Estas oficinas são parte de um projeto pioneiro no estado do Ceará, com metodologia validada pelo Ministério da Saúde. Em 2012 foram realizadas três oficinas, sendo esta IV, a primeira de 2013. 

Ao todo foram capacitados mais de 165 profissionais de saúde, sendo 125 enfermeiros e uma turma especial para 40 técnicos (enfermagem, laboratório e farmacêutico bioquímico). 

A V oficina já está programada para o mês de outubro.









segunda-feira, 13 de maio de 2013

Técnicos do PNCT participam de reunião ordinária do Comitê de Tuberculose do Ceará

Na ultima sexta-feira, 10, técnicos do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) participaram de reunião ordinária do Comitê de Tuberculose do Ceará. A reunião contou com a participação de 30 membros do Comitê que representavam, em sua maioria, instâncias governamentais - municipais e estaduais - dentro e fora do setor saúde. 

Segundo a coordenadora do Programa de Tuberculose do Ceará, Sheila Santiago, toda reunião do comitê se inicia com a leitura da Missão, para fortalecer a importância deste espaço e o significado das ações realizadas. Na pauta da reunião estavam previstas a leitura da ata da última reunião para concordância e assinatura de todos os membros, bem como o monitoramento do plano de ações e informes gerais. 

O plano de ação do Comitê do Ceará é dividido em área de diagnóstico e laboratório, área de gestão e área de mobilização. Todas as ações incluem a participação de pelo menos um membro do governo e um da sociedade civil. Dentre as ações destacam-se: 

  • Capacitação de agentes prisionais por meio da articulação com a Secretaria de Segurança Pública para que inspetores e delegados sejam capazes de perceber os sintomas da tuberculose; 
  • Articulação com o sistema de transporte para fixação de cartazes da campanha em ônibus;
  • Articulação com a deputada estadual Eliane Novais e o deputado federal Chico Lopes para a criação da Frente Estadual de luta contra a tuberculose na Assembleia Legislativa; 
  • Promoção de atividades educativas em faculdades e escolas profissionalizantes;  
  • Inclusão de uma jornalista como membro do Comitê para contribuir com ações em comunicação; 
  • Atualização em prova tuberculínica nos SAES; 

Os membros do comitê acompanham a execução de cada uma das ações previstas no plano desenvolvido no início de cada ano. A institucionalização do comitê por meio de portaria possibilitou a sustentabilidade técnica, política e financeira do Comitê, no que diz respeito à manutenção das atividades e dos instrumentos necessários para a execução das reuniões, como provisão de local devidamente equipado e lanches.

No entanto, com o fim do Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil e o corte de recursos para as ações do movimento social, houve esvaziamento de membros da sociedade civil. No Ceará, a reunião contou com a participação de apenas três representantes: a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/aids do Ceará (RNP=+/CE), o Fórum ONGs AIDS e a Associação de Amparo aos Pacientes com Tuberculose – APTU.

De acordo com a representante da APTU Angina Bandeira Gondim, a  maioria dos ativistas não tem recursos para bancar transporte e ações de controle social.  

Esse tem sido um problema recorrente nos comitês visitados, com exceção do Comitê Estadual do Amazonas que conta com a forte participação da sociedade civil mas pouca adesão dos secretários e coordenadores locais. 

Pesquisa em Pauta

Durante a reunião do comitê, a enfermeira Cheila Lima Maia apresentou sua tese de mestrado: um estudo de prevalência da Infecção Latente da Tuberculose (ILTB) entre os alunos de medicina e enfermagem na Universidade Federal do Ceará (UFC) e avaliação dos conhecimentos destes alunos sobre a tuberculose. 

O estudo mostrou que os profissionais de saúde não se reconhecem como vulneráveis ao bacilo. Os alunos tiveram sucesso em apenas 50% das perguntas básicas sobre tuberculose, apontando, dentre outros problemas, o desconhecimento referente às medidas de biossegurança. 

O estudo considerou ainda a situação socioeconômica dos alunos, mostrando que isso é um fator que influencia a prevalência da ILTB entre os alunos do curso de enfermagem que, diferentemente dos alunos de medicina, fazem parte de classes mais baixas. 

Para a pesquisadora da UFC, e representante da academia no comitê, Marli Galvão, a inclusão de apresentações científicas nas reuniões do comitê enriquece o debate e o aperfeiçoamento de ações programadas. “O comitê também tem a função de incentivar pesquisas e estimular a integração dos serviços. Está na Missão”.

Comitês Metropolitanos

Criados durante o Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil, os comitês metropolitanos são instâncias colegiadas, de caráter consultivo e propositivo, que se consolidaram como espaços de articulação entre governo e sociedade civil com o objetivo de aprimorar as políticas públicas para o controle da tuberculose no país, dando visibilidade às ações de mobilização, advocacy, comunicação social, monitoramento e avaliação, garantindo maior participação social no aperfeiçoamento dos serviços de saúde ofertados à população e na defesa dos princípios e diretrizes do SUS.

Com o fim do projeto, técnicos do PNCT têm participado de reuniões ordinárias dos Comitês com o objetivo de conhecer, acompanhar e contribuir para o aperfeiçoamento do trabalho desenvolvido. Cada comitê tem buscado, dentro de sua própria realidade, manter sua configuração e superar problemas como a sustentabilidade financeira para manutenção e participação da sociedade civil. 

Desde o fim do projeto, em maio de 2012, foram visitados os Comitês de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Pará e Amazonas e instalados dois novos comitês no Espírito Santo e em Santa Catarina. O comitê do Ceará foi o primeiro a ser visitado em 2013.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ministério da Saúde realiza Oficina Regional para Abordagem da Coinfecção TB/HIV

Nos dias 25 e 26 de setembro, será realizada “Oficina Regional para Abordagem da Coinfecção TB/HIV, no âmbito dos Serviços de Atendimento Especializado para Atenção às Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (SAE)”, em Brasília. O evento é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose em parceria com o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais.

A oficina tem como objetivo atualizar a equipe do SAE sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose para o atendimento integral ao paciente coinfectado TB-HIV no SAE. Temas relacionados ao controle de infecção nos serviços também serão trabalhados.

O evento é voltado para profissionais de Saúde dos SAE de Pernambuco, Santa Catarina, Ceará e Maranhão, totalizando 50 participantes. 

Coinfecção TB/HIV
Atualmente, cerca de 10% das pessoas que vivem com HIV/aids tem tuberculose. Esta é a primeira causa de morte nesta população no Brasil. Tuberculose tem cura, desde que tratada adequadamente. Diagnóstico e tratamento precoce são muito importantes nesse processo. 

Por esta razão, é recomendada realização anual da prova tuberculínica para as pessoas que vivem com HIV/Aids. O diagnóstico precoce de uma infecção latente da tuberculose previne o desenvolvimento da doença. É um exame simples e disponível nos serviços de saúde do SUS.

Serviço
Oficina Regional para Abordagem da Coinfecção TB/HIV, no âmbito dos Serviços de Atendimento Especializado para Atenção às Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (SAE)
Data: 25 a 26 de Setembro
Horário: 9h as 17h
Local: Brasília, Hotel Lakeside (SHINCA 1-Bloco A- Lote A- Deck Norte).

Para maiores informações:
Fernanda Dockhorn Costa
E-mail: fernanda.dockhorn@saude.gov.br
Tel: (061)3213 8059