Mostrando postagens com marcador biossegurança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador biossegurança. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Técnicos do PNCT participam de reunião ordinária do Comitê de Tuberculose do Ceará

Na ultima sexta-feira, 10, técnicos do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) participaram de reunião ordinária do Comitê de Tuberculose do Ceará. A reunião contou com a participação de 30 membros do Comitê que representavam, em sua maioria, instâncias governamentais - municipais e estaduais - dentro e fora do setor saúde. 

Segundo a coordenadora do Programa de Tuberculose do Ceará, Sheila Santiago, toda reunião do comitê se inicia com a leitura da Missão, para fortalecer a importância deste espaço e o significado das ações realizadas. Na pauta da reunião estavam previstas a leitura da ata da última reunião para concordância e assinatura de todos os membros, bem como o monitoramento do plano de ações e informes gerais. 

O plano de ação do Comitê do Ceará é dividido em área de diagnóstico e laboratório, área de gestão e área de mobilização. Todas as ações incluem a participação de pelo menos um membro do governo e um da sociedade civil. Dentre as ações destacam-se: 

  • Capacitação de agentes prisionais por meio da articulação com a Secretaria de Segurança Pública para que inspetores e delegados sejam capazes de perceber os sintomas da tuberculose; 
  • Articulação com o sistema de transporte para fixação de cartazes da campanha em ônibus;
  • Articulação com a deputada estadual Eliane Novais e o deputado federal Chico Lopes para a criação da Frente Estadual de luta contra a tuberculose na Assembleia Legislativa; 
  • Promoção de atividades educativas em faculdades e escolas profissionalizantes;  
  • Inclusão de uma jornalista como membro do Comitê para contribuir com ações em comunicação; 
  • Atualização em prova tuberculínica nos SAES; 

Os membros do comitê acompanham a execução de cada uma das ações previstas no plano desenvolvido no início de cada ano. A institucionalização do comitê por meio de portaria possibilitou a sustentabilidade técnica, política e financeira do Comitê, no que diz respeito à manutenção das atividades e dos instrumentos necessários para a execução das reuniões, como provisão de local devidamente equipado e lanches.

No entanto, com o fim do Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil e o corte de recursos para as ações do movimento social, houve esvaziamento de membros da sociedade civil. No Ceará, a reunião contou com a participação de apenas três representantes: a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/aids do Ceará (RNP=+/CE), o Fórum ONGs AIDS e a Associação de Amparo aos Pacientes com Tuberculose – APTU.

De acordo com a representante da APTU Angina Bandeira Gondim, a  maioria dos ativistas não tem recursos para bancar transporte e ações de controle social.  

Esse tem sido um problema recorrente nos comitês visitados, com exceção do Comitê Estadual do Amazonas que conta com a forte participação da sociedade civil mas pouca adesão dos secretários e coordenadores locais. 

Pesquisa em Pauta

Durante a reunião do comitê, a enfermeira Cheila Lima Maia apresentou sua tese de mestrado: um estudo de prevalência da Infecção Latente da Tuberculose (ILTB) entre os alunos de medicina e enfermagem na Universidade Federal do Ceará (UFC) e avaliação dos conhecimentos destes alunos sobre a tuberculose. 

O estudo mostrou que os profissionais de saúde não se reconhecem como vulneráveis ao bacilo. Os alunos tiveram sucesso em apenas 50% das perguntas básicas sobre tuberculose, apontando, dentre outros problemas, o desconhecimento referente às medidas de biossegurança. 

O estudo considerou ainda a situação socioeconômica dos alunos, mostrando que isso é um fator que influencia a prevalência da ILTB entre os alunos do curso de enfermagem que, diferentemente dos alunos de medicina, fazem parte de classes mais baixas. 

Para a pesquisadora da UFC, e representante da academia no comitê, Marli Galvão, a inclusão de apresentações científicas nas reuniões do comitê enriquece o debate e o aperfeiçoamento de ações programadas. “O comitê também tem a função de incentivar pesquisas e estimular a integração dos serviços. Está na Missão”.

Comitês Metropolitanos

Criados durante o Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil, os comitês metropolitanos são instâncias colegiadas, de caráter consultivo e propositivo, que se consolidaram como espaços de articulação entre governo e sociedade civil com o objetivo de aprimorar as políticas públicas para o controle da tuberculose no país, dando visibilidade às ações de mobilização, advocacy, comunicação social, monitoramento e avaliação, garantindo maior participação social no aperfeiçoamento dos serviços de saúde ofertados à população e na defesa dos princípios e diretrizes do SUS.

Com o fim do projeto, técnicos do PNCT têm participado de reuniões ordinárias dos Comitês com o objetivo de conhecer, acompanhar e contribuir para o aperfeiçoamento do trabalho desenvolvido. Cada comitê tem buscado, dentro de sua própria realidade, manter sua configuração e superar problemas como a sustentabilidade financeira para manutenção e participação da sociedade civil. 

Desde o fim do projeto, em maio de 2012, foram visitados os Comitês de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Pará e Amazonas e instalados dois novos comitês no Espírito Santo e em Santa Catarina. O comitê do Ceará foi o primeiro a ser visitado em 2013.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

RJ realiza capacitação em busca do abandono zero no tratamento da tuberculose

Por Carlos Basília

O Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PCT/SES/RJ), em parceria com o Fórum ONGs Tuberculose do Estado do Rio de Janeiro, realizou no dia 27 de julho,  Oficina de Capacitação para Formação de Cuidadores Rumo ao Abandono Zero, dirigida à lideranças comunitárias e ativistas de Organizações Não Governamentais que atuam na prevenção da tuberculose em diferentes pontos do Estado. O evento aconteceu no Hotel Regina, Rio de Janeiro. 

Ao longo dos trabalhos, a equipe técnica do PCT e convidados, expuseram uma série de indicadores sobre o atual quadro da tuberculose e sua coinfecção com o HIV/aids, instrumentalizando-os quanto às estratégias a serem adotadas na interlocução, acompanhamento e suporte de pessoas afetadas pela tuberculose, visando incentivá-las no processo de tratamento e evitar o abandono. 

Já na mesa de abertura; foi destacado, tanto pela coordenação do PCT, como pelas demais representações; a importância estratégica de ações articuladas entre os profissionais de saúde e lideranças comunitárias locais, de forma a cobrir eventuais lacunas no processo, garantir a adesão e continuidade ao tratamento e a adoção de medidas preventivas e profiláticas nas áreas de maior incidência epidemiológica.

Outra questão que mereceu destaque pelos palestrantes, foi a necessidade de uma formação acadêmica dos profissionais de saúde, nas mais diferentes especialidades, a partir de uma lógica da estratégia de Saúde da Família, com vistas àquilo que se convencionou chamar de “prevenção primordial”. 

Nas falas das lideranças comunitárias ficou evidente, as dificuldades encontradas na ponta, desde o diagnóstico precoce dos casos de tuberculose, a realização dos exames exigidos, acesso aos benefícios legais que esses pacientes têm direito e até mesmo ao tratamento.




sexta-feira, 20 de julho de 2012

RJ realiza capacitação em busca do abandono ZERO no tratamento da tuberculose

No dia 27 de julho, será realizada, no Rio de Janeiro, a oficina “Formação de Cuidadores rumo ao abandono ZERO” que tem como objetivo capacitar representantes das organizações da sociedade civil, ativistas e lideranças comunitárias na busca ativa de sintomáticos respiratórios e/ou casos de pacientes faltosos, bem como o acompanhamento do paciente com tuberculose em tratamento supervisionado.

Durante a oficina serão abordados temas relacionados à direitos sociais e acesso aos serviços, tratamento diretamente observado (TDO) e o esquema 4 em 1, biossegurança, coinfecção TB/HIV e tuberculose em pacientes com diabetes, doenças hepáticas e/ou usuário de álcool e outras drogas. Tudo sob uma ótica comunitária.

A partir desta capacitação busca-se fortalecer as redes de apoio social aos pacientes, incentivando a participação e o controle social na construção de ações educativas e preventivas. O evento é uma realização do Programa de Controle da Tuberculose da Secretaria de Estados de Saúde do Rio de Janeiro PCT/SES/RJ em parceria com o Fórum ONGs Tuberculose RJ. 

PROGRAMAÇÃO

08:30 h - Recepção - Café da manhã

09:00 h -Abertura:
Alexandre Chieppe, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental SES/RJ
Miguel Aiub,  diretor CRPHF
Carlos Basilia  representante Fórum ONGs TB/ObservatórioTB)
Ana Alice Bevilaqua, gerente de Pneumologia Sanitária PCT/SES/RJ

09:30 h -Tuberculose: acesso da população. Como? Onde? E por que?
Luciane Blanco e Maíra Guazzi (SMSDC-RJ)

10:05 h - Esquema Básico (4 em 1) e o Tratamento Diretamente Observado (TDO)
Maria José Fernandes (SMS/PCT/Itaboraí)

10:45 h -A coinfeção TB/ HIV – Um olhar comunitário
Juan Carlos Raxach (ABIA)

11:25 h -A Tuberculose em pacientes com tabagismo, diabetes, doenças hepáticas- Usuário de álcool e drogas
Adriana Sindra (PCT/SES/RJ)

12:10 h - Almoço

13:30 h -Biossegurança da Tuberculose – Em casa e no Trabalho
Marneili Martins (PCT/SES/RJ)

14:00 h - Direitos sociais
Amanda Pinheiro (PCT/SES/RJ)

14:30 h - O papel do Cuidador
Cristina Castelo Branco (FG), Marneili Martins (PCT/SES/RJ e Maíra Guazzi (SMSDC-RJ)

16:30 h - Encerramento – Lanche


Serviço
Formação de Cuidadores rumo ao abandono ZERO
Dia: 27 de julho de 2012
Local: Hotel Regina – Rio de Janeiro- RJ
Horário: 8h30 às 16h30

Para mais informações:
tuberculose@saude.rj.gov.br
forumongstbrj@yahoo.com.br



terça-feira, 17 de julho de 2012

Sesap e Lacen capacitam técnicos e bioquímicos para agilizar diagnóstico de tuberculose no RN

Por O mossoroense

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Norte Dr. Almino Fernandes (Lacen) e a II Unidade Regional de Saúde Pública (II Ursap) realizam dia 19 de julho, das 8h às 17h, no auditório da unidade em Mossoró, "Capacitação para Organização da Rede de Laboratório no Diagnóstico em Tuberculose" para técnicos, bioquímicos, enfermeiros e coordenadores regional e municipal do Programa de Controle da Tuberculose. O evento reunirá 110 pessoas.

Estarão presentes ao evento a diretora técnica do Lacen-RN, Gorete Lins, a diretora do Laboratório Regional de Mossoró (Larem), Taciana Duarte, a responsável pela rede de laboratórios para controle da tuberculose do RN, Zélia Guedes, a coordenadora da equipe técnica da II Ursap, Xênia Pinto Lima, e a coordenadora regional do Programa de Controle da Tuberculose da II Ursap, Cícera Dantas.

Segundo a responsável pela Rede de Laboratórios para Controle da Tuberculose no RN, Zélia Guedes, serão discutidos no evento a implantação da baciloscopia no cenário nacional, o protocolo da descentralização da baciloscopia no RN, a importância do controle de qualidade das lâminas de tuberculose e condições mínimas do laboratório.

O Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen) tem como missão realizar análises laboratoriais com qualidade e precisão para garantir o diagnóstico de agravos e a avaliação de produtos e recursos ambientais que impactam na saúde pública, produzindo informações de interesse dos órgãos de Vigilâncias em Saúde e Meio Ambiente. 

Notificados
"De janeiro a 16 de julho foram notificados 123 casos de tuberculose nos 26 municípios da II Ursap, sendo 78 casos no município de Mossoró", informa a coordenadora regional do Programa de Controle da Tuberculose da II Ursap, Cícera Dantas.