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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Cinema é antídoto contra a tuberculose

Por  Sol Mendonça | Redação Viva Favela | RJ


Cinema é entretenimento, mas seu conteúdo também pode ser um meio de ajudar as pessoas a romper com o estigma, o preconceito, o medo e a falta de informação em questões urgentes de saúde pública, como as epidemias. 

Apostando nesta ideia, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou o segundo edital de vídeos sobre saúde e selecionou o documentário “Doenças Negligenciadas – Tuberculose Tem Cura”,  produzido pela Ventura Filmes e codirigido com a Contrafluxo Digital, com previsão de lançamento para março de 2015.

Filmado em setembro na favela da Rocinha, Rio de Janeiro, em Recife, Manaus e numa região indígena, na Amazônia, o documentário aborda a tuberculose, uma doença com tratamento e cura, mas que infelizmente ainda mata muitas pessoas, inclusive crianças, no Brasil. Para os realizadores e a patrocinadora do filme, doenças que atingem principalmente os países e as populações mais pobres precisam estar na pauta do dia. Por isso, este foi o tema escolhido entre os 40 outros inscritos. 

Essa é a segunda vez que a Fiocruz investe em vídeos independentes que abordam questões relevantes para a saúde pública. O valor do patrocínio é de mais de R$170 mil.

“A Fiocruz sempre teve foco na comunicação”, diz o professor de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde (ENSP-Fiocruz), José Wellington Araújo, que também faz parte do Conselho Curador do selo Fiocruz Video, responsável pela área de audiovisual da empresa. “Na década de 1910, os pesquisadores da Fiocruz já viajavam, fotografando e documentando o interior do Brasil. Eles estavam fazendo comunicação”, explica. “E o que isso tem de importante? A saúde não é só distribuição de remédios, a informação sobre prevenção e tratamento é o verdadeiro antídoto”. 

O editor do selo Fiocruz Video, Homero Teixeira de Carvalho, conta que a instituição tem um acervo de produções próprias com 8 mil filmes. Este material está disponível para cópia gratuita a 300 usuários cadastrados em todo o Brasil, como secretarias de saúde, escolas e universidades públicas e associações de moradores. Além disso, qualquer pessoa pode escolher um vídeo deste catálogo e comprar em formato DVD (com capa e fotos) a preço de custo (R$ 10,00 em média). É uma fonte pública de pesquisa e está disponível no site da Fiocruz. 

Ao contrário do primeiro edital para a produção de novos vídeos, em que os temas eram livres, desta vez alguns assuntos foram sugeridos pelos organizadores. O professor José Wellington defendeu as doenças negligenciadas, ou seja, doenças que afetam as áreas e as populações pobres: “Há uma negligência de políticas públicas em saneamento básico, habitação e manejo ambiental nas regiões pobres. As doenças são negligenciadas pelos órgãos públicos”, alerta. 

No filme, o agente conduz à cura

A cineasta Ieda Rozenfeld sempre se interessou em fazer filmes que tratassem de temas sociais. Fez curso de cinema etnográfico na Fiocruz e, em seguida, foi ao Acre filmar o documentário “Doenças Pós-Enchentes” em uma área de extrema pobreza. A experiência mexeu com ela. “Vi que muitos problemas de saúde pública ainda acontecem por falta de informação”, diz ela, que também perdeu um irmão vítima de tuberculose. “As pessoas vivem em condições precárias e isto é agravado porque elas não sabem o perigo que estão correndo”, desabafa.  

Quando soube do edital, Ieda procurou uma produtora que tivesse experiência com cinema em favelas e encontrou na Ventura Filmes a parceria perfeita. André Di Kabulla, sócio e diretor, diz que sempre se incomodou com a falta de interesse dos cineastas pelo assunto: “Desde a faculdade, meus sócios e eu percebemos que todo mundo era mais voltado para a Zona Sul do Rio e para o cinema francês. Queríamos falar do outro lado da cidade. A Ventura é, por essência, uma produtora de periferia, que faz filmes sobre cultura popular, como as rodas de samba do subúrbio. O projeto da Ieda interessou porque falava dos moradores de rua, da população carcerária, dos indígenas e dos moradores de favelas”, conta ele.

A primeira parada da equipe foi a favela da Rocinha, São Conrado, na Zona Sul do Rio, local conhecido por seus becos estreitos e aglomerados habitacionais. O ambiente é perfeito para a proliferação de doenças transmitidas pelo ar, caso da tuberculose. Em seguida, eles filmaram com a população carcerária e moradores de rua de Recife. As últimas filmagens aconteceram no Amazonas, partindo de Manaus, parando em Nova Olinda do Norte e, por fim, em Kuata Laranjal, na região da etnia indígena Munduruku. “Fomos a primeira equipe de filmagem a entrar lá”, orgulha-se.

Na Rocinha, a equipe conheceu Rita Smith, ex-paciente de tuberculose, moradora da Rua 4 (famosa por concentrar casos de tuberculose) e ex-agente comunitária de saúde. Rita é conhecida por onde passa. No documentário, virou protagonista.  André explica que o que seria um filme de uma instituição de saúde, com os especialistas à frente e ilustrado com imagens, acabou se tornando um documentário onde o agente de saúde é o protagonista.

No filme, é Rita quem conduz os realizadores, o que o torna essencialmente humano. “Ao descobri-la, descobrimos a essência do filme. O que fizemos no resto do Brasil foi cópia do que foi feito na Rocinha”. Já a diretora diz que Rita é exemplo de alguém que venceu a tuberculose: “A história dela merece ser conhecida. Ela é um modelo para quem acredita que está no fundo do poço”. Rita não só venceu, como ajudou outros na comunidade. Em 11 anos atuando como agente de saúde na Rocinha, ela se orgulha de nunca ter perdido um paciente durante o tratamento. Todos se curaram. Ela tem motivos para comemorar.

O abandono do tratamento é uma das questões importantes que o filme aborda. No caso da tuberculose, esta ainda é considerada uma questão grave. Mas quando o paciente interrompe o tratamento, de quem é a culpa? Rita pergunta: “Ele abandona ou é abandonado? Longe de mim querer apontar inocente e culpado, a gente tem que procurar a solução.” O professor José Wellington parece concordar. “A Organização Mundial da Saúde admite 5% de abandono. Acima de 10%, considera-se que é o sistema que está abandonando o paciente. O melhor agente de saúde é o paciente que se curou”, conclui.

Enquanto o documentário não é lançado, é possível acompanhar a produção com fotos e material de pesquisa nas redes sociais. Acesse a fanpage “Documentário Doenças negligenciadas: Tuberculose tem cura” no Facebook e veja fotos das filmagens. 



terça-feira, 16 de setembro de 2014

“Fala, Comunidade!” de 2014 discute Aids e tuberculose


O “Fala, Comunidade!” 2014 começou nesta terça-feira, 16 e segue até quarta-feira, 17, no Hotel Novo Mundo, na Praia do Flamengo - Rio de Janeiro. 

O evento tem como objetivo promover o intercâmbio de estratégias, tecnologias e práticas entre as redes comunitárias de prevenção e promoção da saúde no Rio de Janeiro e parceiros convidados. 

Neste ano o tema “Aids e Tuberculose: nossas estratégias, nossos desafios” relacionará e aprofundará aspectos relativos à epidemia de Aids e Tuberculose em vários contextos, como deficiência e sexualidade, moradia e vulnerabilidade e juventude. 

Para isso, durante os dois dias de “Fala, Comunidade!”  serão abordados diversos temas, desde prevenção e políticas sociais a deficiências e mobilização comunitária.

Outro objetivo do projeto é planejar de maneira coletiva uma agenda de mobilização comunitária, direcionando-a aos desafios atuais estabelecidos por DST/Aids e tuberculose.

O “Fala, Comunidade!” é uma realização do Centro de Promoção da Saúde (CEDAPS), em parceria com a Rede de Comunidades Saudáveis, Fórum ONGs Tuberculose RJ e Observatório Tuberculose Brasil/ENSP, e apoio das Secretarias de Saúde estadual e municipal do Rio de Janeiro.

Veja a programação completa:




16 de SETEMBRO – Tecnologias e Práticas de Prevenção em Territórios Populares

**9 horas: Café

9:15 Abertura e Momento Cultural

9:30 Apresentação Geral – Fala, Comunidade!

10 h àIdeias d´Agente: mapa falante de estratégias comunitárias

**13 horas – Almoço

14h Mesa 1: Prevenção: velhos e novos desafios

Analice Oliveira - Núcleo de Atenção Básica- Área de Prevenção CRT/ SP

Alessandra Ramos - Grupo TransRevolução

Benilda Brito – N’Zinga Coletivo de Mulheres Negras de Belo Horizonte

Juan Carlos Raxach – ABIA Ass. Brasileira Interdisciplinar de Aids

15:30 Mesa 2: Sexualidade e Deficiência

Sergio Meresman - Instituto Iberoamericano de Desenvolvimento Inclusivo- Uruguai

Breno Viola - Movimento Down

RAP da Saúde - CMS Prof. Masao Goto- Jd Sulacap

16:30 Mesa 3: Nossas Parcerias e suas perspectivas

Damiana Bernardo de O. Neto -Depto Nacional de DST/Aids – Ministério da Saúde

Ana Alice Pereira – Programa Estadual de Tuberculose/RJ

Claudio Nascimento – SuperDir/ SEASDH/RJ

Representante da Gerência Estadual de DST/Aids/RJ


17 de SETEMBRO – Painéis em Construção Compartilhada

**9 horas: Café

9:15 Painel 1 à Mobilização Comunitária frente a Tuberculose e DST/AIDS.

Resgatar o processo histórico do que fizemos e onde chegamos.

Convidado: Carlos Basília - Observatório Tuberculose Brasil /ENSP


  • Apresentar as atividades previstas no projeto. CEDAPS
  • Agenda compartilhada com parceiros (governamentais e da sociedade civil).CEDAPS


Oficinas temáticas

**13 horas – Almoço

14h Painel 2 à Aids e Deficiência

Resgatar o processo histórico do que fizemos e onde chegamos.

Convidados: Sergio Meresman–IIDI- Uruguai; Cida Lemos-Mov. Nacional de Cidadãs Positivas; Neide Aparecida F. de Souza - Coord. Deficiência de Mesquita


  • Apresentar as atividades previstas no projeto . CEDAPS
  • Agenda compartilhada com parceiros (governamentais e da sociedade civil).CEDAPS e IIDI

Oficinas temáticas

16:30 Painel 3 à Apresentação do mapa de estratégias comunitárias

17:h Encerramento: Esquete Rap da Saúde- Pólo Jacarezinho e Comissão de Cultura da RCS


terça-feira, 22 de julho de 2014

Desenvolvimento Social realiza atividade sobre tuberculose no abrigo Rio Acolhedor

Por Ecoando


Comunicado SMDS de 21/07/2014 


A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, promove hoje e no próximo dia 6 de agosto, duas rodas de conversa para capacitar funcionários da Unidade de Reinserção Social (URS) Rio Acolhedor sobre os cuidados com a tuberculose. 

As reuniões acontecem a partir das 14h, no auditório do abrigo, localizado em Pacência, na Zona Oeste. As ações têm por objetivo orientar assistentes sociais, educadores e demais profissionais quanto a prevenção e meios de transmissão da tuberculose, análise e direcionamento para especialistas da doença.

Saiba mais aqui.



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Ministério da Saúde lança novo edital para seleção de projetos de base comunitária

Foi publicado no Diário Oficial da União nº 33, seção 3, págs. 148/149, o Edital nº 1, de 14 de fevereiro de 2014 para seleção de projetos de base comunitária a serem desenvolvidos por instituições privadas, sem fins lucrativos.

As propostas devem ter como objetivo o fortalecimento e/ou a ampliação de ações de base comunitária, que contribuam para a vigilância, prevenção e o controle das DST, HIV/aids, hepatites virais, tuberculose, hanseníase, malária e dengue, de forma articulada com os serviços públicos de saúde, consonantes com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e que promovam a intersetorialidade.

Diferentemente do Edital 19, do ano passado, as instituições devem apresentar proposta, por meio de formulário eletrônico disponível no sítio eletrônico: www.saude.gov.br/svs, e enviada por correio (Sedex), com data de postagem até o dia 1º de abril de 2014, para a Coordenação Geral de Planejamento e Orçamento (CGPAN/SVS/MS) - Esplanada dos Ministérios – Bloco G, Edifício Sede, Sala 104, Brasília /DF – CEP: 70.058-900.

Após a aprovação das propostas é que serão feitos os trâmites junto às unidades cadastradoras para celebração de convênio junto ao Fundo Nacional de Saúde. 

Para isso, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, prevê a realização de reunião com representantes das instituições que tiveram as propostas selecionadas, para apresentar esclarecimentos acerca da submissão da proposta no Sistema do Fundo Nacional de Saúde. 

Critérios para participação

1. Poderá participar da seleção qualquer entidade privada, sem fins lucrativos. 

2. Cada projeto com ações de abrangência municipal será beneficiado com investimentos entre R$ 100 mil e R$ 200 mil. 

3. Projetos que forem de alcance nacional poderão receber até R$ 500 mil. 

4. O financiamento das atividades terá prazo de um ano, podendo ser prorrogado por mais um.

5. Apenas poderão ser consideradas as entidades com CNPJ superior a 03 (três) anos de fundação.

6. É de extrema importância o acompanhamento da situação fiscal da entidade, pois entidades com pendências não receberão repasses financeiros.

Conteúdo da Proposta

As propostas deverão prever ações e intervenções que estejam em consonância com os objetivos da Agenda Estratégica da SVS/MS, disponível no sítio eletrônico da SVS/MS, conforme 1(um)
ou mais dos eixos temáticos a seguir:

1. Ações de base comunitária e educação em saúde que visem resultados no campo da vigilância em saúde, com ênfase na prevenção e promoção de saúde, ressaltando: 

a) atividades que busquem a ampliação do diagnóstico das doenças descritas no item 2 (abaixo).

b) articulação com serviços públicos de saúde, rede de atenção e de proteção social; e

c) ações que visem a redução do estigma e da discriminação de populações mais vulneráveis, relacionados com a condição de saúde, a desigualdade de gênero, a orientação sexual e a raça.

2. Ações de incentivo a participação e mobilização comunitária nas políticas de saúde, contribuindo para a melhoria da organização dos serviços públicos de saúde, da vigilância em saúde e do controle social, com ênfase na:

a) promoção das ações de divulgação de informes à sociedade, profissionais de saúde e populações vulneráveis relativas a vigilância, prevenção e o controle das DST, HIV/aids, hepatites virais, tuberculose, hanseníase, malária e dengue; e

b) ampliação da atuação dos conselhos de saúde no monitoramento e avaliação dos Relatórios Anuais de Gestão - RAGs, com foco na vigilância dos agravos ou doenças mencionados no edital.

3. As propostas deverão considerar a elaboração de parcerias políticas, técnicas e que estejam vinculadas com as ações promovidas com os serviços de saúde locais, de forma a não promover a concorrência ou sobreposição de ações e serviços de saúde.

Para saber mais, acesse o edital aqui.


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Prazo para recebimento de propostas da sociedade civil é prorrogado

Atenção, atenção!

O prazo para a apresentação das propostas do Edital 19,  destinado a seleção de projetos de instituições  privadas, sem fins lucrativos de prevenção e promoção em vigilância a saúde,  foi  prorrogado até 15 de setembro.

A informação sobre prorrogação foi publicada no Diário Oficial da União  e no site da SVS. Você pode acessar através do link:

http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/12394/785/prazo-para-recebimento-de-propostas-da-sociedade-civil-e-prorrogado.html

O registro da proposta pode ser feito  através do  site  www.fns.saude.gov.br  ou  direto no sistema SICONV site www.convenios.gov.br, Programa número 3600020130001.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ministério da Saúde realiza Oficina Regional para Abordagem da Coinfecção TB/HIV

Nos dias 25 e 26 de setembro, será realizada “Oficina Regional para Abordagem da Coinfecção TB/HIV, no âmbito dos Serviços de Atendimento Especializado para Atenção às Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (SAE)”, em Brasília. O evento é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose em parceria com o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais.

A oficina tem como objetivo atualizar a equipe do SAE sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose para o atendimento integral ao paciente coinfectado TB-HIV no SAE. Temas relacionados ao controle de infecção nos serviços também serão trabalhados.

O evento é voltado para profissionais de Saúde dos SAE de Pernambuco, Santa Catarina, Ceará e Maranhão, totalizando 50 participantes. 

Coinfecção TB/HIV
Atualmente, cerca de 10% das pessoas que vivem com HIV/aids tem tuberculose. Esta é a primeira causa de morte nesta população no Brasil. Tuberculose tem cura, desde que tratada adequadamente. Diagnóstico e tratamento precoce são muito importantes nesse processo. 

Por esta razão, é recomendada realização anual da prova tuberculínica para as pessoas que vivem com HIV/Aids. O diagnóstico precoce de uma infecção latente da tuberculose previne o desenvolvimento da doença. É um exame simples e disponível nos serviços de saúde do SUS.

Serviço
Oficina Regional para Abordagem da Coinfecção TB/HIV, no âmbito dos Serviços de Atendimento Especializado para Atenção às Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (SAE)
Data: 25 a 26 de Setembro
Horário: 9h as 17h
Local: Brasília, Hotel Lakeside (SHINCA 1-Bloco A- Lote A- Deck Norte).

Para maiores informações:
Fernanda Dockhorn Costa
E-mail: fernanda.dockhorn@saude.gov.br
Tel: (061)3213 8059

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Estão abertas as inscrições para a 12ª EXPOEPI


Estão abertas as inscrições para a 12ª Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças - Expoepi. 

O evento acontecerá em Brasília – DF, no período de 16 a 19 de outubro de 2012 e tem como objetivo difundir temas importantes para a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e premiar, por meio de sua Mostra Competitiva, os profissionais e os serviços de saúde do país que se destacaram no desenvolvimento de ações de vigilância em saúde relevantes para a Saúde Pública. 

Também estão previstos debates técnico-científicos para o aprimoramento das ações de vigilância em saúde, por meio de painéis e mesas redondas.

Para fazer sua inscrição acesse: http://www.expoepi.com.br




quarta-feira, 29 de agosto de 2012

IV Fórum Nacional de Políticas de Saúde no Brasil será realizado nesta quinta-feira em Brasília

Nesta quinta-feira, 30 de agosto, será realizado o IV Fórum Nacional de Políticas de Saúde no Brasil, das 9 às 14 horas, no Senado Federal - Auditório Senador Antonio Carlos Magalhães do Interlegis. O evento é uma realização do Instituto Brasileiro de Ação Responsável em parceria com o Congresso Nacional, o Ministério da Saúde, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, a Agência Íntegra Brasil e Interlegis.

No Fórum serão abordadas questões sobre Políticas de Saúde no Brasil– Cenário atual; Gestão e Financiamento do SUS; Políticas  para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT); Sistema Privado de Saúde; Estratégias para um futuro com saúde;  Oportunidades e Desafios; entre outros.

O objetivo é facilitar as interlocuções entre os gestores públicos e da iniciativa privada, nas discussões sobre políticas de saúde no Brasil, que possam garantir a sustentabilidade do setor e o direito à assistência integral a saúde, com ações de prevenção das doenças, promoção da saúde e qualidade de vida. 

O evento tem como público-alvo representantes do Governo (Poder Legislativo, Executivo e Judiciário); Setor Privado (Indústrias e Comércio); Profissionais de Saúde; Redes Virtuais; Mídias Impressas; Instituições Nacionais e Internacionais; Centros de Pesquisa; Universidades e Terceiro Setor.

Quem estiver em Brasília, e quiser participar do evento, as inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelos telefones: (61): 3368-6044 e 3274-3191 e pelos e-mails: ciclosaude@acaoresponsavel.org.br e seminarios@acaoresponsavel.org.br 

Para aqueles que não poderão participar, o evento será transmitido ao vivo pela TV Senado e TV Câmara e via Live Streaming na página do Senado Federal e Interlegis.

Para assistir, acesse o link: http://www.interlegis.leg.br/ e clique no banner do evento que estará na página.

Maiores informações acesse: www.acaoresponsavel.org.br e www.integrabrasil.com.br

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

RJ realiza capacitação em busca do abandono zero no tratamento da tuberculose

Por Carlos Basília

O Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PCT/SES/RJ), em parceria com o Fórum ONGs Tuberculose do Estado do Rio de Janeiro, realizou no dia 27 de julho,  Oficina de Capacitação para Formação de Cuidadores Rumo ao Abandono Zero, dirigida à lideranças comunitárias e ativistas de Organizações Não Governamentais que atuam na prevenção da tuberculose em diferentes pontos do Estado. O evento aconteceu no Hotel Regina, Rio de Janeiro. 

Ao longo dos trabalhos, a equipe técnica do PCT e convidados, expuseram uma série de indicadores sobre o atual quadro da tuberculose e sua coinfecção com o HIV/aids, instrumentalizando-os quanto às estratégias a serem adotadas na interlocução, acompanhamento e suporte de pessoas afetadas pela tuberculose, visando incentivá-las no processo de tratamento e evitar o abandono. 

Já na mesa de abertura; foi destacado, tanto pela coordenação do PCT, como pelas demais representações; a importância estratégica de ações articuladas entre os profissionais de saúde e lideranças comunitárias locais, de forma a cobrir eventuais lacunas no processo, garantir a adesão e continuidade ao tratamento e a adoção de medidas preventivas e profiláticas nas áreas de maior incidência epidemiológica.

Outra questão que mereceu destaque pelos palestrantes, foi a necessidade de uma formação acadêmica dos profissionais de saúde, nas mais diferentes especialidades, a partir de uma lógica da estratégia de Saúde da Família, com vistas àquilo que se convencionou chamar de “prevenção primordial”. 

Nas falas das lideranças comunitárias ficou evidente, as dificuldades encontradas na ponta, desde o diagnóstico precoce dos casos de tuberculose, a realização dos exames exigidos, acesso aos benefícios legais que esses pacientes têm direito e até mesmo ao tratamento.




sexta-feira, 20 de julho de 2012

RJ realiza capacitação em busca do abandono ZERO no tratamento da tuberculose

No dia 27 de julho, será realizada, no Rio de Janeiro, a oficina “Formação de Cuidadores rumo ao abandono ZERO” que tem como objetivo capacitar representantes das organizações da sociedade civil, ativistas e lideranças comunitárias na busca ativa de sintomáticos respiratórios e/ou casos de pacientes faltosos, bem como o acompanhamento do paciente com tuberculose em tratamento supervisionado.

Durante a oficina serão abordados temas relacionados à direitos sociais e acesso aos serviços, tratamento diretamente observado (TDO) e o esquema 4 em 1, biossegurança, coinfecção TB/HIV e tuberculose em pacientes com diabetes, doenças hepáticas e/ou usuário de álcool e outras drogas. Tudo sob uma ótica comunitária.

A partir desta capacitação busca-se fortalecer as redes de apoio social aos pacientes, incentivando a participação e o controle social na construção de ações educativas e preventivas. O evento é uma realização do Programa de Controle da Tuberculose da Secretaria de Estados de Saúde do Rio de Janeiro PCT/SES/RJ em parceria com o Fórum ONGs Tuberculose RJ. 

PROGRAMAÇÃO

08:30 h - Recepção - Café da manhã

09:00 h -Abertura:
Alexandre Chieppe, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental SES/RJ
Miguel Aiub,  diretor CRPHF
Carlos Basilia  representante Fórum ONGs TB/ObservatórioTB)
Ana Alice Bevilaqua, gerente de Pneumologia Sanitária PCT/SES/RJ

09:30 h -Tuberculose: acesso da população. Como? Onde? E por que?
Luciane Blanco e Maíra Guazzi (SMSDC-RJ)

10:05 h - Esquema Básico (4 em 1) e o Tratamento Diretamente Observado (TDO)
Maria José Fernandes (SMS/PCT/Itaboraí)

10:45 h -A coinfeção TB/ HIV – Um olhar comunitário
Juan Carlos Raxach (ABIA)

11:25 h -A Tuberculose em pacientes com tabagismo, diabetes, doenças hepáticas- Usuário de álcool e drogas
Adriana Sindra (PCT/SES/RJ)

12:10 h - Almoço

13:30 h -Biossegurança da Tuberculose – Em casa e no Trabalho
Marneili Martins (PCT/SES/RJ)

14:00 h - Direitos sociais
Amanda Pinheiro (PCT/SES/RJ)

14:30 h - O papel do Cuidador
Cristina Castelo Branco (FG), Marneili Martins (PCT/SES/RJ e Maíra Guazzi (SMSDC-RJ)

16:30 h - Encerramento – Lanche


Serviço
Formação de Cuidadores rumo ao abandono ZERO
Dia: 27 de julho de 2012
Local: Hotel Regina – Rio de Janeiro- RJ
Horário: 8h30 às 16h30

Para mais informações:
tuberculose@saude.rj.gov.br
forumongstbrj@yahoo.com.br



quarta-feira, 18 de julho de 2012

No Piauí, idosos participam de capacitação sobre hanseníase e tuberculose

Do acessepiaui

Promover ações educativas de reflexão para fortalecer a prevenção e o controle dos agravos de Hanseníase e Tuberculose. Este é o intuito da capacitação realizada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), da Prefeitura de Teresina, com os idosos do Centro de Convivência da Terceira Idade (CCTI). O curso teve início nesta segunda-feira (16), e segue até o dia 3 de agosto, das 14h às 18h, no Centro de Convivência.

Divididos em 15 grupos diferentes, os 1.200 idosos que participarão da formação serão orientados sobre os métodos de prevenção e controle destas doenças, para que dessa forma, tornem-se multiplicadores no processo do combate às enfermidades.

De acordo com o enfermeiro da Gerência de Epidemiologia da FMS, Francisco Formiga, ações como essa representam um grande avanço no controle do agravo. “Esses idosos que serão capacitados poderão levar essas informações para outras pessoas, tirando dúvidas e colaborando para acabar com o preconceito contra os pacientes”, explica.

O enfermeiro ainda esclarece que tanto a Tuberculose quanto a Hanseníase são agravos que podem ser tratados e são doenças curáveis. A Tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões e o seu tratamento dura, em média seis meses. 

Já a Hanseníase, é uma doença infecciosa, crônica que tem como sintomas manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade.

“Para diagnosticar a hanseníase, o procedimento é simples, basta a análise clínica e somente em alguns casos, é necessário uma análise laboratorial. O tratamento  dura em média de seis a 12 meses e, quando feito de maneira ininterrupta, leva à cura do paciente” , destaca Francisco Formiga.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

MS realiza Capacitação em Manejo Clínico e TDO para os Profissionais de Saúde Indígena


Começou, nesta quarta-feira, em Brasília, Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado (TDO) para os Profissionais de Saúde Indígena. Durante 3 dias, serão capacitados 68 profissionais dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país.

O evento é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS), em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e tem como objetivo garantir que os profissionais de saúde indígena sejam capazes de suspeitar e diagnosticar clinicamente a tuberculose, solicitar os exames indicados e conduzir adequadamente o tratamento até a cura.

Participaram da cerimônia de abertura, a representante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Cleocy Mendes, o representante da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) Alfonso Gnecco e o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (PNCT/MS), Draurio Barreira.

Segundo Gnecco, a saúde dos povos indígenas é prioridade para a Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim, parabenizou o PNCT pela articulação junto à SESAI para o controle da tuberculose entre povos indígenas. 

Draurio explicou que "gestão exige prioridade". Desta forma, as populações vulneráveis têm sido prioridade para o programa, visto que ao se trabalhar o controle da doença nessas populações, que englobam maior incidência, maior o impacto no controle da tuberculose no país. É o caso das populações indígenas, aqueles que vivem em situação de rua, em situação de pobreza extrema, os privados de liberdade (PPL), e os que vivem com HIV/AIDS. 

Em 2010 a taxa de incidência de tuberculose entre os povos indígenas foi de 95,5 por 100.000 habitantes. Um número três vezes maior se comparado à população geral.

Com o objetivo de fortalecer as ações de controle da tuberculose entre os povos indígenas foram priorizados 67 municípios, em todo o território nacional, que são responsáveis por 80% dos casos novos de tuberculose notificados entre os povos indígenas residentes em áreas rurais.

Draurio destacou a importância desta capacitação, visto que a saúde indígena possui particularidades muito específicas, principalmente no que diz respeito à atenção e ao acesso. “O objetivo desse curso é justamente qualificar a atenção básica e ampliar o acesso, melhorando o diagnóstico, o tratamento e a assistência”. Além disso, ressaltou que o programa está disponível para apoiar e articular capacitações como esta junto aos estados e municípios para responder às necessidades em nível local.

Teste rápido

O coordenador do PNCT atualizou os participantes sobre as novas propostas de diagnóstico e novos esquemas terapêuticos que estão sendo estudados, com destaque ao teste rápido para tuberculose (GeneXpert) que se encontra em fase de teste nos estado do Rio de Janeiro e do Amazonas. 

No entanto, ponderou que "a implantação de um novo teste de diagnóstico vem para agregar, e não para substituir os outros testes como a baciloscopia e a cultura. Afinal, é preciso analisar qual método funciona melhor em cada região".


Aberto edital no valor de R$ 3,4 milhões para programas de DST/Aids de ONGs

Da SES/RS

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria Estadual da Saúde (SES), abre nos próximos dias edital na área de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids). Com valor total de R$ 3,4 milhões, é voltado para projetos e ações de organizações não-governamentais e da sociedade civil que trabalhem na prevenção ou assistência a pessoas portadores do vírus HIV. 

Além disso, mais R$ 990 mil serão repassados em convênio para o Fórum ONG/Aids e a Rede e Movimentos de Pessoas Vivendo com HIV e Aids, que são instâncias de articulação do movimento social. 

O edital é válido para projetos com duração mínima de 18 meses e máxima de 24 meses. Essa é uma das mudanças trazidas no recurso, que permitirá um maior tempo de desenvolvimento das ações, já que anteriormente a duração era de um ano. Cada projeto pode solicitar até R$ 90 mil para ações de âmbito local (até dois municípios de abrangência) e R$ 120 mil (para três ou mais municípios de abrangência).

Outra novidade é que o processo foi elaborado por um grupo de trabalho que contou com a participação da sociedade civil. Além disso, o processo estabelecido é menos burocrático, privilegiando o mérito técnico dos projetos. Os interessados têm até o dia 27 de julho para apresentarem seus projetos. 

Mais informações podem ser obtidas na Seção de Controle das DST/Aids da SES, pelo telefone (51) 3288-5910 ou pelo e-mail aids@saude.rs.gov.br.

Para o edital clique aqui.


terça-feira, 10 de julho de 2012

MS realiza Capacitação em Manejo Clínico e TDO para os Profissionais de Saúde Indígena


De quarta (11) a sexta-feira (13), será realizada em Brasília a Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado para os Profissionais de Saúde Indígena, para fortalecer e apoiar as ações de controle da tuberculose desenvolvidas pelos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país.

O evento é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS), em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e tem como objetivo garantir que os profissionais de saúde indígena sejam capazes de suspeitar e diagnosticar clinicamente a tuberculose, solicitar os exames indicados e conduzir adequadamente o tratamento até a cura.

Com isso pretende-se sistematizar o trabalho dos profissionais de saúde indígena nos aspectos clínicos e epidemiológicos da tuberculose, com foco no fortalecimento do tratamento diretamente observado (TDO), buscando a redução do abandono, da recidiva, falência e tuberculose resistente, para garantir a adesão e um tratamento bem-sucedido.

Serão capacitados dois profissionais de saúde por Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) totalizando a capacitação de 68 profissionais.


Serviço:
Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado para os Profissionais de Saúde Indígena
Data: 11, 12 e 13 de julho
Horário: 9h às 18h.
Local: Manhattan Plaza Hotel, Setor Hoteleiro Norte, Quadra 02, Bloco A, Brasília-DF


quarta-feira, 27 de junho de 2012


Saúde realiza em Ponta Porã debate de ações preventivas contra tuberculose na fronteira


Fonte: Governo do Mato Grosso do Sul

Campo Grande (MS) – A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) realiza nos dias 28 e 29 de junho, na sede da diretoria regional de saúde de Ponta Porã, o encontro “Reunião de Fronteiras – Ponta Porã e Pedro Juan Caballero/ Amambay/ Paraguai”. 

O evento reunirá representantes da saúde pública de Mato Grosso do Sul, do Ministério da Saúde e da saúde pública do Paraguai, quando serão discutidos e apresentados trabalhos e ações de intensificação, controle e prevenção da tuberculose nas regiões fronteiriças entre o Brasil e o país vizinho.

Também participam da reunião representantes das secretarias municipais das regiões fronteiriças com o Paraguai e integrantes do SIS/ Fronteiras como: Paranhos, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Japorã, Mundo Novo, Ponta Porã, Sete Quedas, Antônio João e Porto Murtinho.

Entre os temas abordados na reunião estão: “Situação dos indicadores epidemiológicos da tuberculose nos municípios brasileiros na fronteira do Estado do Mato Grosso do Sul com o Paraguai”, “Trabalho de grupo para elaboração da proposta de Acordo de Cooperação Técnica”, “Organização e desenvolvimento das ações de vigilância, tratamento e controle da Tuberculose no Paraguai, com ênfase nos municípios de fronteira com o Brasil”. Haverá também apresentação de propostas dos grupos de trabalho e elaboração da minuta do Acordo de Cooperação Técnica para controle da Tuberculose Brasil/ Paraguai na fronteira com o Mato Grosso do Sul.