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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Casa de Espetáculo recebe moradores de rua para café da manhã

Por Otávio Vasconcelos

A  APTU- Associação de Amparo aos pacientes com Tuberculose, que funciona no Município de Fortaleza realizou, na ultima quinta feira, 29 de maio, o café da manhã para os moradores de rua do centro de Fortaleza. O evento aconteceu no pátio do Teatro Carlos Câmara, gentilmente cedido pelo o diretor do teatro e ator cearense Fernando Piancó. 

A enfermeira Argina Gondim, que é funcionaria do Posto de Saúde Carlos Ribeiro e presidente da APTU, esteve à frente deste evento que é costumeiramente realizado na última quinta-feira de cada mês.

Atendendo ao convite de Argina, a RNP+/CE - Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS do Ceará - participou desta atividade por meio do compartilhamento de informações sobre a doença às pessoas que vivem situação de rua. 

As atividades começaram com um momento lúdico e descontraído, ao som de Bom Dia, de Zizi Possi, para saudar a chegada deste novo dia.  Enquanto isso, eu coordenei uma roda de apresentações e bom dias.

Após as devidas apresentações, Argina agradeceu a presença de todos, especialmente a de Fernando Piancó pelo espaço cedido.

Este, por sua vez, aproveitou a oportunidade e se colocou à disposição desse trabalho e de possíveis artistas que eventualmente possam estar vivenciando a realidade de sobreviver nas ruas próximo ao teatro na conhecida Praça da estação.  

Alguns participantes se apresentaram como artistas produtores de artesanato com materiais reciclados, e que essa arte os ajudam na sobrevivência. Em seguida, as estudantes de enfermagem da UFC – Universidade Federal do Ceará – fizeram uma pequena apresentação de forma clara e objetiva sobre os principais sintomas da tuberculose, diagnóstico e tratamento e se colocaram a disposição para quem quisesse conversar com elas, especialmente se houvesse alguém com alguns dos sintomas descritos, para maiores esclarecimentos.  

A palavra então foi passada para o Irmão Francisco, religioso e morador de rua que exerce uma espécie de liderança sobre essa população em nosso município. Em seguida foi ofertado a todos um farto café da manhã com cafezinho, leite, sucos, pães, bolos, torradinhas, salada de frutas, etc.

Enquanto merendavam, recitei de improviso alguns poemas para reflexão, buscando levantar a autoestima dos presentes. 

Como resultado da ação, foram colhidas quatro amostras de escarro para diagnóstico. As pessoas relataram os locais onde sempre estão, para o caso de algum dos testes apresentar resultado positivo para tuberculose.

Juntos, a enfermeira Argina e o Irmão Francisco localizariam a pessoa para iniciar o tratamento. 

Este não é um trabalho fácil de ser executado, uma vez que a maioria das pessoas fica no espaço apenas enquanto o lanche está sendo servido. Apesar disso, se a cada encontro um for sensibilizado para a causa ou identificado com tuberculose para que lhe seja ofertado o tratamento que lhe é de direito, será mais um a estar se cuidando e deixando de transmitir o velho e feroz bacilo. 

Participaram: pela a APTU - Argina Gondim, Fátima Gondim, e Samir Gondim; pela RNP+/CE - Otávio Vasconcelos, José Antonio e Credileuda Azevedo. Como convidados especiais, alunos de enfermagem da Universidade Federal do Ceará - Beatriz Batista, Nathaly Moraes e Antonio José Junior. 

Gostaria de agradecer ao diretor do teatro Fernando Piancó pela a disponibilidade do espaço, e principalmente, pelo convite a todos os presentes para após o café conhecerem o a parte interna da casa de espetáculo.

São pessoas com a sensibilidade do Sr. Fernando que precisamos para somar nesta luta contra a TUBERCULOSE!





segunda-feira, 1 de julho de 2013

CE realiza IV oficina de atualização em prova tuberculínia para enfermeiros dos SAE

Por Fagner Lopes

Durante toda a semana de 24 à 28 de junho, a Secretaria de Estado de Saúde do Ceará realizou a IV Oficina de atualização em Prova Tuberculínica (PT) para 25 enfermeiros de Serviços de Atenção Especializada (SAE) a pessoas vivendo com HIV/aids. O objetivo é implementar a prova tuberculínica nos SAE para detectar a infecção latente da tuberculose (ILTB).

Uma pessoa pode  ter o bacilo da tuberculose sem estar doente. É a chamada infecção latente da doença: silenciosa e assintomática. Visto que a tuberculose é a doença que mais leva pessoas vivendo com HIV a óbito, o diagnóstico precoce da ILTB e seu tratamento são fundamentais para prevenir o desenvolvimento da doença. 

Por esta razão, a pessoa com HIV/aids deve fazer a prova tuberculínica anualmente. Um exame simples e disponível nos serviços de saúde do SUS.

Com carga horária de 40h, a oficina contou com o apoio do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, por meio da coordenadora Sheila Santiago, e dos enfermeiros multiplicadores Fagner Lopes, Rosalha Mota, Argina Gondim e Marisangela. 

Estas oficinas são parte de um projeto pioneiro no estado do Ceará, com metodologia validada pelo Ministério da Saúde. Em 2012 foram realizadas três oficinas, sendo esta IV, a primeira de 2013. 

Ao todo foram capacitados mais de 165 profissionais de saúde, sendo 125 enfermeiros e uma turma especial para 40 técnicos (enfermagem, laboratório e farmacêutico bioquímico). 

A V oficina já está programada para o mês de outubro.









segunda-feira, 13 de maio de 2013

Técnicos do PNCT participam de reunião ordinária do Comitê de Tuberculose do Ceará

Na ultima sexta-feira, 10, técnicos do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) participaram de reunião ordinária do Comitê de Tuberculose do Ceará. A reunião contou com a participação de 30 membros do Comitê que representavam, em sua maioria, instâncias governamentais - municipais e estaduais - dentro e fora do setor saúde. 

Segundo a coordenadora do Programa de Tuberculose do Ceará, Sheila Santiago, toda reunião do comitê se inicia com a leitura da Missão, para fortalecer a importância deste espaço e o significado das ações realizadas. Na pauta da reunião estavam previstas a leitura da ata da última reunião para concordância e assinatura de todos os membros, bem como o monitoramento do plano de ações e informes gerais. 

O plano de ação do Comitê do Ceará é dividido em área de diagnóstico e laboratório, área de gestão e área de mobilização. Todas as ações incluem a participação de pelo menos um membro do governo e um da sociedade civil. Dentre as ações destacam-se: 

  • Capacitação de agentes prisionais por meio da articulação com a Secretaria de Segurança Pública para que inspetores e delegados sejam capazes de perceber os sintomas da tuberculose; 
  • Articulação com o sistema de transporte para fixação de cartazes da campanha em ônibus;
  • Articulação com a deputada estadual Eliane Novais e o deputado federal Chico Lopes para a criação da Frente Estadual de luta contra a tuberculose na Assembleia Legislativa; 
  • Promoção de atividades educativas em faculdades e escolas profissionalizantes;  
  • Inclusão de uma jornalista como membro do Comitê para contribuir com ações em comunicação; 
  • Atualização em prova tuberculínica nos SAES; 

Os membros do comitê acompanham a execução de cada uma das ações previstas no plano desenvolvido no início de cada ano. A institucionalização do comitê por meio de portaria possibilitou a sustentabilidade técnica, política e financeira do Comitê, no que diz respeito à manutenção das atividades e dos instrumentos necessários para a execução das reuniões, como provisão de local devidamente equipado e lanches.

No entanto, com o fim do Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil e o corte de recursos para as ações do movimento social, houve esvaziamento de membros da sociedade civil. No Ceará, a reunião contou com a participação de apenas três representantes: a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/aids do Ceará (RNP=+/CE), o Fórum ONGs AIDS e a Associação de Amparo aos Pacientes com Tuberculose – APTU.

De acordo com a representante da APTU Angina Bandeira Gondim, a  maioria dos ativistas não tem recursos para bancar transporte e ações de controle social.  

Esse tem sido um problema recorrente nos comitês visitados, com exceção do Comitê Estadual do Amazonas que conta com a forte participação da sociedade civil mas pouca adesão dos secretários e coordenadores locais. 

Pesquisa em Pauta

Durante a reunião do comitê, a enfermeira Cheila Lima Maia apresentou sua tese de mestrado: um estudo de prevalência da Infecção Latente da Tuberculose (ILTB) entre os alunos de medicina e enfermagem na Universidade Federal do Ceará (UFC) e avaliação dos conhecimentos destes alunos sobre a tuberculose. 

O estudo mostrou que os profissionais de saúde não se reconhecem como vulneráveis ao bacilo. Os alunos tiveram sucesso em apenas 50% das perguntas básicas sobre tuberculose, apontando, dentre outros problemas, o desconhecimento referente às medidas de biossegurança. 

O estudo considerou ainda a situação socioeconômica dos alunos, mostrando que isso é um fator que influencia a prevalência da ILTB entre os alunos do curso de enfermagem que, diferentemente dos alunos de medicina, fazem parte de classes mais baixas. 

Para a pesquisadora da UFC, e representante da academia no comitê, Marli Galvão, a inclusão de apresentações científicas nas reuniões do comitê enriquece o debate e o aperfeiçoamento de ações programadas. “O comitê também tem a função de incentivar pesquisas e estimular a integração dos serviços. Está na Missão”.

Comitês Metropolitanos

Criados durante o Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil, os comitês metropolitanos são instâncias colegiadas, de caráter consultivo e propositivo, que se consolidaram como espaços de articulação entre governo e sociedade civil com o objetivo de aprimorar as políticas públicas para o controle da tuberculose no país, dando visibilidade às ações de mobilização, advocacy, comunicação social, monitoramento e avaliação, garantindo maior participação social no aperfeiçoamento dos serviços de saúde ofertados à população e na defesa dos princípios e diretrizes do SUS.

Com o fim do projeto, técnicos do PNCT têm participado de reuniões ordinárias dos Comitês com o objetivo de conhecer, acompanhar e contribuir para o aperfeiçoamento do trabalho desenvolvido. Cada comitê tem buscado, dentro de sua própria realidade, manter sua configuração e superar problemas como a sustentabilidade financeira para manutenção e participação da sociedade civil. 

Desde o fim do projeto, em maio de 2012, foram visitados os Comitês de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Pará e Amazonas e instalados dois novos comitês no Espírito Santo e em Santa Catarina. O comitê do Ceará foi o primeiro a ser visitado em 2013.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ministério da Saúde realiza Oficina Regional para Abordagem da Coinfecção TB/HIV

Nos dias 25 e 26 de setembro, será realizada “Oficina Regional para Abordagem da Coinfecção TB/HIV, no âmbito dos Serviços de Atendimento Especializado para Atenção às Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (SAE)”, em Brasília. O evento é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose em parceria com o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais.

A oficina tem como objetivo atualizar a equipe do SAE sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose para o atendimento integral ao paciente coinfectado TB-HIV no SAE. Temas relacionados ao controle de infecção nos serviços também serão trabalhados.

O evento é voltado para profissionais de Saúde dos SAE de Pernambuco, Santa Catarina, Ceará e Maranhão, totalizando 50 participantes. 

Coinfecção TB/HIV
Atualmente, cerca de 10% das pessoas que vivem com HIV/aids tem tuberculose. Esta é a primeira causa de morte nesta população no Brasil. Tuberculose tem cura, desde que tratada adequadamente. Diagnóstico e tratamento precoce são muito importantes nesse processo. 

Por esta razão, é recomendada realização anual da prova tuberculínica para as pessoas que vivem com HIV/Aids. O diagnóstico precoce de uma infecção latente da tuberculose previne o desenvolvimento da doença. É um exame simples e disponível nos serviços de saúde do SUS.

Serviço
Oficina Regional para Abordagem da Coinfecção TB/HIV, no âmbito dos Serviços de Atendimento Especializado para Atenção às Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (SAE)
Data: 25 a 26 de Setembro
Horário: 9h as 17h
Local: Brasília, Hotel Lakeside (SHINCA 1-Bloco A- Lote A- Deck Norte).

Para maiores informações:
Fernanda Dockhorn Costa
E-mail: fernanda.dockhorn@saude.gov.br
Tel: (061)3213 8059

terça-feira, 24 de julho de 2012


 Oficina para moradores de rua é realizada no Ceará

Aspectos gerais da tuberculose, mobilização social e coinfecção TB/HIV foram os principais temas abordados no evento.


Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS do Núcleo do Ceará (RNP+/CE) em parceria com a Associação dos Portadores de Tuberculose de Fortaleza (ASSPT) e o Centro de População de Rua de Fortaleza (Centro POP)realizou nesta terça-feira, 24, oficina sobre tuberculose para moradores de rua atendidos no Centro Pop de Fortaleza. 

Aspectos gerais da doença, a importância do movimento social e questões sobre co-infecção TB/HIV foram os principais temas abordados durante a oficina que reuniu 60 participantes.

Na abertura, café da manhã e momento de boas-vindas animado, promovido pelo representante da RNP+/CE, Otávio de Vasconcelos, que mostrou vídeos, declamou poesias e tocou músicas ao vivo para animar os participantes. 

Segundo Otávio, essas ações foram articuladas pela RNP+/CE e pelo Comitê Metropolitano da Tuberculose com o objetivo de levar a informação sobre a doença às pessoas vivendo em situação de rua na cidade de Fortaleza. Além disso, contaram com o apoio de alguns enfermeiros da região que realizaram busca ativa de sintomáticos respiratórios entre os participantes. 

Após a abertura, a enfermeira presidente da Associação dos Portadores de Tuberculose do Município de Fortaleza, Argina Gondin, elencou os objetivos da oficina e explicou que durante a palestra aqueles que estivessem com os sintomas por ela explanados poderiam realizar exames de escarro.

Em seguida, o ponto focal da RNP+/CE, Toninho Alves relatou sua experiência como ativista e militante na luta contra a tuberculose no Ceará e aproveitou também para falar um pouco sobre coinfecção TB/HIV, destacando a importância das pessoas com HIV/aids realizarem o exame para saber se estão com tuberculose, visto que esta é a doença infecciosa que mais mata pessoas com HIV/aids no país.

Ao final do evento, foi realizada uma roda de conversa e consulta individual, sendo realizado exame de escarro quando necessário. 


terça-feira, 12 de junho de 2012


Trabalho sobre o Sistema de Vigilância da Tuberculose nas Populações Privadas de Liberdade do Ceará é premiado no 6º Encontro Científico do EPISUS


De 04 a 06 de junho de 2012 foi realizado o 6º Encontro Científico do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EPISUS), onde foram apresentadas avaliações de sistemas de vigilância, trabalhos de longo prazo e investigações de surtos.

Entre os trabalhos premiados, cabe destacar a Avaliação do Sistema de Vigilância da Tuberculose nas Populações Privadas de Liberdade do Ceará, de 2007 a 2010, dos autores Elionardo Andrade Resende, Patrícia Bartholomay Oliveira, Daniele Chaves Kuhleis, Caroline Silveira Santos Cyriaco e Aglaêr Alves da Nóbrega, que levou o 2º lugar na categoria avaliação de sistema.

Segundo Elionardo Resende, além de descrever e conhecer sistemas, o objetivo do trabalho foi propor recomendações para as entidades envolvidas como o Centro de Referência para a TB situado no Hospital Penal Otavio Lobo e algumas penitenciárias na região metropolitana de Fortaleza.  

Elionardo ressaltou que o apoio do Programa de Controle da Tuberculose do Ceará e da Secretaria Estadual de Justiça foi fundamental durante o processo e  salientou que algumas das recomendações propostas já foram implantadas.

O Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EPISUS) foi criado pelo Ministério da Saúde (MS) e teve início no ano 2000. Este programa de treinamento é desenvolvido no âmbito da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) /MS, em Brasília.