Finalizado o período para recurso, o resultado final do Edital nº 1, de 14 de fevereiro de 2014 para seleção de projetos de base comunitária a serem desenvolvidos por instituições privadas, sem fins lucrativos, foi publicado no Diário Oficial da União nº 198, de 14 de outubro de 2014, págs. 51/52.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Estância Velha, por meio do Programa Municipal da Tuberculose/Vigilância em Saúde, inicia, a partir desta segunda-feira (22) até sexta-feira (26), uma série de ações voltadas à prevenção da tuberculose. A Semsa realizará capacitação com os profissionais de saúde e palestras em escolas e empresas do município. Também estão previstas atividades de conscientização sobre a doença nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A secretária municipal de Saúde, Angela Marmitt, destaca a importância da obtenção de informações e do diagnóstico sobre a doença e da adesão do paciente ao tratamento. “É importante que as pessoas busquem saber sobre essa doença e que o diagnóstico seja feito cedo, para que o tratamento seja eficaz e evite sequelas, além de evitar a transmissão de pessoa a pessoa. Mas, para isso, é muito importante também que, uma vez diagnosticado com tuberculose, o paciente siga corretamente o tratamento”, explica.
O dia 22 de setembro foi instituído pela Lei 14.425/2014 como o Dia Estadual de Conscientização e Mobilização na Luta contra a Tuberculose.
Sobre a doença
A tuberculose continua sendo um grave problema de saúde em nível mundial. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2012, 8,6 milhões de pessoas desenvolveram tuberculose e 1,3 milhões morreram em decorrência da doença.
A tuberculose atinge pessoas de todas as idades mas, principalmente, a faixa etária entre 15 e 54 anos. É transmitida de pessoa a pessoa, em especial, através do ar.
A fala, o espirro e, principalmente, a tosse de alguém contagiado pela tuberculose lançam no ar gotículas contendo o Bacilo de Koch, agente causador da doença. O pulmão é o principal órgão atingido (80% dos casos), mas outros órgãos também podem ser afetados.
Os principais sintomas são febre baixa vespertina (à tarde), suor noturno, falta de apetite e emagrecimento, dor torácica, tosse produtiva (com secreção). É importante que as pessoas que apresentem esses sintomas procurem um médico. Aquelas que convivem com o doente, quando diagnosticada a doença, também devem procurar orientação médica.
Itaboraí e Cruz Vermelha vão assinar acordo de cooperação para combater tuberculose
A secretaria municipal de Saúde e a Cruz Vermelha Brasileira, filial Itaboraí, vão assinar, nos próximos dias, um acordo de cooperação técnica para realizar ações educativas no combate à tuberculose e busca de pacientes com sintomas da doença respiratória. A parceria foi lançada na tarde de quarta-feira (06), dia Estadual de Conscientização e Mobilização de Combate à Tuberculose, durante um seminário realizado no Salão Nobre da Prefeitura Municipal.
Participaram da cerimônia representantes do governo local, da secretaria estadual de Saúde, do Grupo Pela Vidda Niterói (organização não-governamental formada por pessoas vivendo com HIV e AIDS), Conselho Municipal de Saúde, Fórum ONGs Tuberculose (que atuam no combate à tuberculose e o vírus HIV/AIDS), Associação de Mulheres e Amigos do Morro do Urubu (AMAMU) - localizado no bairro de Pilares, zona norte do Rio de Janeiro - e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de trabalhadores das empresas prestadoras de serviços para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e dos núcleos de Educação Permanente Educação em Saúde.
De acordo com a coordenadora do programa de Combate à Tuberculose, Maria José Fernandes Pereira, que esteve acompanhada pelas coordenadoras das Unidades Básicas de Saúde, Lúcia Helena Rodrigues, e dos programas de Atenção Básica, Josemar Alves, a parceria terá a duração de um ano e os voluntários serão capacitados para orientar e identificar casos suspeitos dentro das comunidades para encaminhar às Unidades de Saúde da Família.
“Nossa estratégia com este evento era envolver a sociedade civil organizada na luta contra tuberculose. Além de ser uma entidade de reconhecimento internacional, a Cruz Vermelha trabalha com ação humanitária, que é essencial para o desenvolvimento de nosso programa junto aos pacientes. Já estamos mapeando o município para verificar locais com maior incidência da doença e vamos somar esforços para que possamos diminuir os focos de tuberculose em Itaboraí”, afirma, salientando que também convidou o Lions Clube e o Rotary Club para participar do projeto.
A representante da coordenação estadual do Programa de Combate à Tuberculose, fisioterapeuta Cláudia Márcia Noronha, vê com entusiasmo o acordo de cooperação.
“Temos que deixar a população cada vez mais esclarecida e lutar contra o estigma associado à tuberculose. A experiência de Itaboraí poderá servir de modelo para as outras cidades que ainda lutam contra altos índices de mortes,”, afirmou.
Indicadores
De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, em 2013 foram registrados 134 casos de tuberculose em Itaboraí. A taxa de incidência média foi de 58,8 casos por 100 mil habitantes entre os anos de 2002 e 2013. Nos últimos 11 anos, o município apresentou taxas médias de cura de 78,6% e de abandono em 5%. O Ministério da Saúde determina como indicadores desejáveis, taxa de cura acima de 85% e de abandono abaixo de 5%.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a cada ano, 8,8 milhões de pessoas desenvolvem a tuberculose e 1,6 milhão de doentes morrem. E de acordo com a Organização Pan-americana de Saúde, o Brasil melhorou no que diz respeito ao combate à tuberculose, mas ainda é o único país das Américas que está na lista das 22 nações com mais casos da doença no mundo. Dados da entidade indicam ainda que o Rio de Janeiro é o estado brasileiro com mais mortes por tuberculose.
Lançado em 27 de maio, o Projeto Driblando a Tuberculose ganhou apoio de mais jogadores de futebol!
Desta vez, o time do Corinthians reuniu jogadores para passaram a mensagem de como nós podemos driblar a tuberculose!
Assista ao vídeo:
Projeto Driblando a Tuberculose
O projeto, que tem como objetivo informar as crianças sobre tuberculose a partir do futebol, é uma iniciativa da Parceria Brasileira contra a Tuberculose, Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde e Educação do Estado e Município de São Paulo, e surgiu da adaptação da campanha Kick TB realizada na África do Sul em 2010.
Ao associar o espetáculo mundial do futebol à necessidade de mobilização em massa, o projeto pretende “driblar a tuberculose” por meio do compartilhamento de informações sobre a doença e envolvimento de crianças de escolas estratégicas na disseminação dessas informações em suas respectivas comunidade.
Para isso, foram confeccionadas cinco mil bolas com mensagens de sintomas e prevenção da tuberculose para serem distribuídas nas escolas e trabalhadas segundo metodologia específica.
Um time: alunos, professores e profissionais de saúde.
Uma ferramenta de comunicação: a bola.
Um objetivo: driblar a tuberculose!
Foi em clima de copa que os estudantes do Centro Educacional Unificado Butantã conheceram, nesta terça-feira, 27 de maio, o projeto Driblando a tuberculose, que tem como objetivo informar as crianças sobre a doença a partir da grande paixão nacional: o futebol.
O publico assiste ao lançamento
do projeto
O projeto é uma iniciativa da Parceria Brasileira contra a Tuberculose, Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde e Educação do Estado e Município de São Paulo, e surgiu da adaptação da campanha Kick TB realizada na África do Sul em 2010.
Ao associar o espetáculo mundial do futebol à necessidade de mobilização em massa, o projeto pretende “driblar a tuberculose” por meio do compartilhamento de informações sobre a doença e envolvimento de crianças de escolas estratégicas na disseminação dessas informações em suas respectivas comunidade.
Para isso, foram confeccionadas cinco mil bolas com mensagens de sintomas e prevenção da tuberculose para serem distribuídas nas escolas e trabalhadas segundo metodologia desenvolvida pelo projeto.
É sabido que por meio do esporte se aprende valores como tolerância, solidariedade e trabalho em equipe. O que ainda não haviam testado é a eficácia do esporte como ferramenta de comunicação em saúde nas escolas.
A cerimônia de lançamento
Fanfarra EMEF Eda Teresinha
A abertura do evento ficou por conta da Banda Marcial da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Eda Teresinha, que tocou diversas músicas acompanhadas de coreografias e acrobacias de ginastas.
Antes da solenidade com as autoridades locais, foi mostrado vídeo com o depoimento do goleiro-artilheiro do São Paulo Futebol Clube, Rogério Ceni, falando sobre a importância de driblar a tuberculose e marcar um gol de placa pela saúde. Assista ao vídeo abaixo:
O evento contou com a participação do secretário executivo da Parceria contra a Tuberculose (Stop TB Brazil), Jair Brandão; do coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, Dr. Draurio Barreira; do Diretor da CEPHEID no Brasil, Dr. Jose Aparecido Soares; da Coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Dra. Vera Galesi; da Coordenadora do Programa Saúde na Escola, do Ministério da Saúde, Danielle Cruz; da Coordenadora da Atenção Básica da Secretaria Municipal da Saúde, Dra. Rejane Calixto Gonçalves; da Gerente do Centro de Controle de Doenças da Coordenação de Vigilância em Saúde, Dra. Rosa Nakasaki; da Joane Vilela, Secretária Adjunta de Educação do Município de São Paulo; da coordenadora geral da Rede Paulista de Controle Social da Tuberculose, Nadja Faraone; e do tricampeão mundial de futebol, Paulo Cezar Caju.
Draurio Barreira e Jair Brandão com
as bolas do projeto
Emocionado com a concretização do projeto, o ativista e secretario executivo da Parceria Brasileira contra a Tuberculose, Jair Brandão, destacou a importância de combater o estigma e o preconceito associados à tuberculose, ressaltando que o apoio da família e dos amigos é fundamental para o êxito do tratamento.
“Isolar o paciente é digno de cartão vermelho, pois não favorece o tratamento da doença. Já o suporte e o acolhimento são sinais verdes para combater a TB”, pontuou.
O coordenador do PNCT, Draurio Barreira, acredita que o sucesso do projeto reside justamente no repasse das informações aos alunos, envolvendo-os na luta contra a tuberculose de forma lúdica e divertida, tornando-os atores do processo de difusão do conhecimento em seus lares e comunidades, ajudando na detecção de casos.
Naomi Komatsu e o ex jogador
da seleção Paulo César Cajú
“Além disto, o projeto foi a grande oportunidade de estreitar os laços entre a saúde e a educação. Por ser uma doença diretamente ligada a questões sociais, precisamos envolver os demais setores, além da saúde, nesta luta”, enfatizou Draurio.
Animada com o potencial do projeto, a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Dra. Vera Galesi sinalizou o interesse do estado de São Paulo em ampliar o projeto para outros municípios prioritários para tuberculose, estreitando a parceria com o Programa Saúde na Escola.
Equipe da super TV Mirim
Para encerrar a cerimônia com chave-de-ouro, o ex-jogador da seleção, Paulo Cezar Cajú, relatou aos alunos como driblou as dificuldades da vida e se tornou campeão da Copa de 70 e convocou a todos para driblar a tuberculose nas comunidades paulistanas.
Durante o evento, dez crianças foram sorteadas para receber uma bola de cada uma das autoridades da mesa. A cobertura da cerimonia foi devidamente realizada pela TV mirim, uma iniciativa bacana do complexo escolar.
Sobre o projeto
Foram confeccionadas cinco mil bolas com mensagens de sintomas e prevenção da tuberculose para serem distribuídas e utilizadas em atividades nas escolas de áreas estratégicas da cidade. Além disso, alunos, professores e profissionais de saúde foram sensibilizados para os diversos aspectos da doença como sintomas, formas de prevenção, diagnóstico e tratamento e questões sociais como o combate ao estigma e preconceito, a importância da adesão ao tratamento e do acolhimento ao doente com tuberculose.
Equipe e parceiros do projeto
O próximo passo do projeto será a entrega dos Passaportes da Saúde aos alunos. Por meio dessa ferramenta, os alunos poderão verificar se os sintomas da doença estão presentes em suas famílias, atuando como “agentes de saúde” ao disseminar as informações aprendidas e identificar pessoas que podem estar com tuberculose.
Depois de preenchido, o passaporte da saúde deverá ser entregue aos professores e repassados aos profissionais de saúde. Estes farão uma triagem nos passaportes, buscando aqueles que foram identificados com sintomas da tuberculose e agendando uma visita para orientação sobre a procura de uma unidade de saúde para realização de exames.
Um plano de Monitoramento e Avaliação está em desenvolvimento para que o impacto do projeto seja devidamente mensurado e, com base nas evidencias, expandido para o resto do país.
Parceria com a iniciativa privada
A Cepheid, empresa responsável pelo desenvolvimento do teste rápido molecular para o diagnóstico da tuberculose, o Gene Xpert®, foi a grande apoiadora do projeto. A empresa financiou a produção e entrega das cinco mil bolas personalizadas com as informações sobre a doença. Os representantes brasileiros da empresa acompanharam o lançamento do projeto, onde o reconhecimento pelas ações da Cepheid foi tratado pelas demais autoridades presentes. O diretor brasileiro, José Aparecido, destacou o comprometimento da Cepheid na luta contra a tuberculose, seja no âmbito do diagnóstico por meio de seus produtos, como no meio social, como apoiadores deste projeto.
A Câmara Municipal de Porto Alegre apresenta, até sexta-feira (11/4), as exposições Tuberculose Tem Curta – SUS Pra Valer e Sala de Situação em Tuberculose.
As mostras são promovidas pelo Comitê Estadual de Enfrentamento da Tuberculose para marcar, na Capital, a Semana de Humanização realizada pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose. Por ano, no mundo, são registrados 9,2 milhões de casos da doença, que mata 1,7 milhão de pessoas.
Tuberculose Tem Cura é composta de oito jogos interativos que buscam conscientizar o espectador participante sobre as questões mais relevantes da doença, mostrando que ela é grave, mas possui tratamento totalmente gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Já Sala de Situação em Tuberculose está estruturada em 23 banners com informações sobre as instituições e os Programas Municipais de Controle da Tuberculose.
A mostra pode ser visitada no saguão térreo da Câmara Municipal de Porto Alegre (Avenida Loureiro da Silva, 255), das 8h30min às 18 horas, de segunda a quinta-feira, e das 8h30min às 16 horas, na sexta-feira.
Entrada franca. Informações: (51) 3220- 4187, com Cláudia, e 3233-6884, com Maria Teresinha Santos Dias.
A doença
O Comitê Estadual de Enfrentamento da Tuberculose lembra que a doença é uma das mais antigas, mas ainda há muitas ideias erradas sobre ela. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), dos 9,2 milhões de casos anuais no planeta, 1,7 milhão vão a óbito e 500 mil tornam-se multi-resistentes. 80% dos casos estão distribuídos por 22 países.
No Brasil, a tuberculose continua em níveis alarmantes, apesar de todos os esforços e recursos investidos, segundo o Comitê. Estima-se que 20% dos doentes não são descobertos e seguem espalhando a doença. Na Região Sul, por exemplo, são altas as taxas de incidência, prevalência e abandono de tratamento e de mortalidade.
A Região Metropolitana de Porto Alegre exibe, conforme o Comitê, índices muito altos se comparados a outras partes do país. Em torno de 30% dos doentes com tuberculose pulmonar são portadores do HIV ou vivem com Aids. “Associa-se a isso o crescente número de pessoas em situação de rua e dependência química”, informa o Comitê. “Portanto, trata-se de um grave problema de saúde pública. Mas a tuberculose é uma doença curável e tem tratamento pelo SUS, sendo possível reverter ou minimizar esse quadro.”
O Comitê
Fundado em 2007, o Comitê Estadual de Enfrentamento da Tuberculose é um colegiado consultivo e propositivo que tem participação conjunta de governos e organizações da sociedade civil. Integram o Comitê Estadual gestores estaduais e municipais de controle da doença de 15 municípios considerados prioritários, os Conselhos Municipais de Saúde, o Lacen-RS, a Susepe e algumas organizações.
De 7 a 11 de abril, todo o Brasil está mobilizado para a Semana de Humanização. Diversas atividades vem sendo desenvolvidas nos estados e municípios, nas mais diversas áreas da saúde.
Nesta terça-feira, 08, o Programa Estadual de Tuberculose do Rio de Janeiro, em parceria com o Fórum de ONGS TB, representado pela liderança comunitária Sonia R. G. da SIlva - da AMAMU, realizou uma atividade super bacana em comemoração à semana de humanização.
A atividade aconteceu na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, durante a Feira de Ciências, onde serviços e programas de saúde apresentaram o que tem realizado no seu cotidiano para concretizar preceitos da Humanização, com o tema Informar para Acolher!
E foi nesse sentido, de informar de forma lúdica e divertida, aproximando as pessoas e criando vínculos, que a famosa Exposição Itinerante da Tuberculose - SUS pra Valer! chamou a atenção da galera que se divertiu com os diversos jogos, enquanto recebiam as informações mais importantes sobre a tuberculose.
O evento contou com a participação de profissionais de saúde de todo o estado.
Além de procurarem o espaço para brincarem com os jogos e ampliarem o próprio conhecimento, muitos buscavam informações sobre como reproduzir os jogos da exposição itinerante.
A procura e o desejo pela reprodução dos jogos da exposição itinerante reflete o sucesso da atividade e do material! Torcemos para que todos aqueles que desejam reproduzir o material de fato o façam para que atividades mais humanizadas se espalhem pelo Brasil!
Quer reproduzir os jogos da Exposição Itinerante?
Acesse o acervo do BLOG e clique em Mala de Jogos do Fundo Global.
Tuberculose e Humanização é uma mistura que dá certo!
Com o mote "É possível tratar. Até o preconceito." a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro promoveu atividades de mobilização e informação, no Parque de Madureira, para esclarecer a população sobre prevenção e tratamento da tuberculose.
Realizado em parceria com o município do Rio de Janeiro e diversas ONGs, o evento teve como objetivo trabalhar o tema da tuberculose como um todo, informando mas também combatendo a discriminação em relação à doença, uma vez que o Estado do Rio apresenta a maior taxa de incidência do país - são 72 casos para cada 100 mil habitantes.
Os municípios mais atingidos são Rio de Janeiro, São João de Meriti, Duque de Caxias, Paracambi e Japeri, justamente aqueles com maior adensamento populacional. Para ter uma ideia, o estado tem 368 pessoas por quilômetro quadrado. Em São João, são 13 mil e no Rio, 5 mil. Por ano, são registrados cerca de 14 mil casos, índice que vem se mantendo nos últimos tempos. "Por isso, é importante informar a população, para evitar o diagnóstico tardio e fazer com que as pessoas infectadas não tenham vergonha de procurar as unidades de Saúde para se tratarem", explicou a coordenadora do Programa Estadual de Tuberculose, Ana Alice Teixeira Pereira.
O diagnóstico e o tratamento devem ser feitos nas unidades básicas de saúde dos municípios. Quanto mais cedo a doença for detectada, mais rápida será a cura, evitando complicações e até a morte do paciente. Por isso, a secretaria estadual vem trabalhando para ampliar a cobertura das unidades básicas e estender o horário de funcionamento das clínicas, além de equipar com CTI dois hospitais de retaguarda, onde são tratados os casos mais graves.
Segundo o coordenador da Gerência de Pneumologia Sanitária do Rio, Jorge Eduardo Pio, é preciso eliminar o estigma que a doença ainda carrega.
"Muita gente ainda acha que é feio e sente vergonha de dizer que está doente. Tem pessoas que procuram unidades de saúde longe de suas residências, para que os vizinhos não tomem conhecimento da situação. A tuberculose é uma doença infectocontagiosa, mas ela depende do sistema imunológico do paciente. De cem pessoas com a bactéria, apenas 10 ficarão doentes. A Aids debilita o sistema imunológico, por isso os portadores do vírus estão mais suscetíveis", disse.
No Rio de Janeiro, a cobertura de unidade básicas de saúde é de 45% e na Região Metropolitana, de 20%. No interior, ela chega a 70%, mas nessas regiões o índice de incidência é menor. Em 2013, foram registrados apenas 397 casos em 47 municípios do interior do Estado.
A tuberculose é causada por uma bactéria, o bacilo de Koch, que se prolifera em ambientes úmidos e escuros, por isso a predominância em locais de grande adensamento populacional. Nas comunidades, o problema é maior, porque as moradias são muito próximas, dificultando a circulação de ar e a entrada de luz, com famílias numerosas convivendo, muitas vezes, em casas de um só cômodo.
"Os problemas da Saúde não estão restritos somente aos cuidados médicos. Tem a ver também com saneamento, emprego, educação e zoneamento urbano. Bairros planejados evitariam doenças como a tuberculose", destacou Ana Alice.
Atividades - O domingo (23) chuvoso não desanimou os alunos da Academia Carioca, praticantes de atividades esportivas nas Clínicas da Família do Rio de Janeiro.
Cecília Monteiro, de 64 anos, Terezinha Pereira Augusta, de 74, Nilton Pereira da Silva, de 77, e Maria José Soares, de 75, foram alguns dos alunos da professora Patrícia Cardoso Rodrigues, que chegaram cedo ao Parque de Madureira para a Caminhada de Luta Contra a Tuberculose.
"A prática de exercícios me fez muito bem, por isso sempre participo destes eventos, para divulgar a importância de cuidar da saúde", disse Terezinha.
A programação começou com uma grande aula de alongamento, substituindo a caminhada devido ao mau tempo. Durante todo o dia, o público teve acesso a quatro estandes, cada um com uma proposta diferente: terapias alternativas, como shiatsu, reflexologia plantar e auriculoterapia; jogos educativos, para atrair as crianças e disseminar a informação para os pais; combate ao tabagismo e prevenção de câncer de boca; e distribuição de folhetos e materiais informativos.
Novas edições do evento estão programadas para o dia 27, em Niterói, na Estação das Barcas, e para o dia 28, em Duque de Caxias, na Praça do Pacificador. Cumpre registrar que o Fórum ONGs Tuberculose RJ é parceiro ativo de todo esse processo de planejamento e realização das atividades.
População em situação de rua, uma prioridade.
No dia 25 de março, o Programa Estadual de controle da tuberculose realizou o II Seminário Tuberculose e a Rua que contou coma presença de representantes do Programa Nacional de Controle da Tuberculose na mesa de abertura, Professores de Universidades e Pesquisadores, além de participantes dos Consultórios na Rua de todo o Estado.
Considerada uma das populações mais vulneráveis à tuberculose, a população que vive em situação de rua tem 44 vezes mais chance de desenvolver a doença. Por esta razão, são necessárias medidas específicas para diagnóstico, tratamento, acolhimento e acompanhamento dos casos de tuberculose nesta população.
Para saber mais sobre as atividades alusivas ao Dia Mundial de luta contra a tuberculose, acesse: www.riocomsaude.com.br
O Comitê Estadual de Tuberculose do Ceará preparou uma semana recheada de atividades em alusão ao Dia Mundial de luta contra a tuberculose.
De 24 a 27 de março serão realizadas diversas atividades de informação e mobilização social em pontos estratégicos! Tem café da manhã na Praça José de Alencar, Ação educativa no Mercado São Sebastião, Simpósio Multiprofissional da Faculdade Christus, Exposição itinerante da tuberculose no Shopping Caucaia, dentre muitas outras!
Mais de 100 entidades da sociedade civil e do poder público já fizeram a inscrição para participar do Comitê Organizador do Fórum Mundial de Direitos Humanos – FMDH. O evento, promovido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), acontecerá entre os dias 10 e 13 de dezembro em Brasília.
O Comitê será a última instância para discussão e aprovação das linhas gerais do Fórum. Poderão fazer parte desse grupo instituições das três esferas de governo, movimentos sociais, universidades, organismos internacionais, entre outros. A reunião de formação do Comitê Organizador foi realizada na última quarta-feira (31), após o lançamento oficial do Fórum pela ministra Maria do Rosário. Na ocasião, a secretária-executiva da SDH/PR, Patrícia Barcelos, apresentou as entidades inscritas a estrutura e os objetivos do evento. A próxima reunião deliberativa do Comitê será no dia 21 de agosto, quando as organizações devem apresentar as propostas e contribuições para o Fórum.
A Secretaria-Executiva/FMDH, criada para coordenar as questões administrativas e operacionais do evento, continua com a missão de convidar mais instituições para integrar a equipe de organização do Fórum. As entidades da sociedade civil e do poder público tem até o dia 10 de dezembro para aderir ao Comitê Organizador, que é conduzido pela SDH/PR.
O Comitê é formado por cinco comissões de trabalho: Temática, Infraestrutura, Cultura, Mobilização e Comunicação. Ao fazer a adesão, as entidades tanto do governo quanto da sociedade devem indicar em quais dessas áreas querem atuar.
Com o tema “Diálogo e respeito às diferenças”, o FMDH deve promover um espaço de debate público sobre os direitos humanos no mundo. Durante o evento, serão discutidos os principais avanços e desafios em relação ao respeito às diferenças, a participação social, a redução das desigualdades e o enfrentamento a todas as violações de direitos humanos. A expectativa da SDH/PR é reunir milhares de participantes nacionais e internacionais nos quatro dias de realização do Fórum.
A Frente Parlamentar contra a tuberculose do estado de São Paulo foi lançada hoje, dia 15 de agosto de 2013, no auditório Paulo Kobayashi da Assembléia Legislativa de São Paulo. A Frente será presidida pelo deputado estadual Adriano Diogo do PT/SP.
Estavam presentes no lançamento o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, a coordenadora do PCT do estado de São Paulo, Vera Galesi, o deputado estadual e presidente da Frente, Adriano Diogo e ativista Nadja Faraone.
Dentre os temas da agenda de trabalho estão: a tuberculose como doença cívica e social; a isenção tarifária do transporte para os pacientes; alimentação como medida terapêutica; e participação social.
Na última quarta feira (10/07), técnicos da secretaria estadual de saúde, da Coordenação de Pneumologia, e membros do Comitê de Tuberculose e Fórum/ONG/Aids, realizaram visitas de monitoramento e avaliação (M&A) na UREDIPE, unidade de saúde que atende pessoas que vivem com HIV/aids no Pará.
A visita teve como o objetivo contribuir de forma técnica e política para a melhoria contínua da resposta do estado ao controle da tuberculose. Participam do processo profissionais do Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PECT), do LACEN, do Comitê Metropolitano e do Fórum/ONG Aids, que foram recebidos pela diretora da UREDIPE, Jane Durans, e pelos técnicos que atuam na enfermagem, laboratório e farmácia daquela unidade especializada.
Esta visita era uma demanda antiga dos membros do Comitê TB Pará e Fórum/Ong/Aids, apresentada durante o Seminário Vigilância em Hepatites Virais voltado às populações vulneráveis, realizada pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) em 25/06.
Durante a visita, membros do Comitê TB Pará e Fórum/Ong/Aids e usuários do serviço expuserem aos técnicos do PECT e da UREDIPE, as dificuldades enfrentadas no acesso ao serviço, pois entendem ser necessária maior atenção aos pacientes com HIV e tuberculose, visto que nem todos os profissionais de saúde da unidade estão sensíveis no trato da coinfecção TB-HIV. Destacaram, inclusive, que muitas vezes é o próprio paciente que precisa solicitar o encaminhamento para realização da Prova Tuberculínica - exame para detecção da infecção latente da tuberculose.
Para a técnica do PCTE e Coordenadora adjunta do Comitê, Adriana Leal, esta troca de experiências entre as equipes do PCTE e da UREDIPE é uma importante estratégia para o fortalecimento das experiências exitosas no atendimento as PVH, pois é importante quebrar o estigma existente entre essas duas patologias”.
A diretora da UREDIPE, Jane Durans, destacou que as recomendações apresentadas pela equipe do PCTE são extremamente oportunas e de suma importância para melhorar o perfil do tratamento às pessoas que vivem com HIV, visto que a coinfecção TB-HIV tem levado muitos pacientes a óbitos.
Segundo o coordenador do Comitê TB Pará, Ernandes Costa, essa é a segunda vez que faz uma visita de monitoramento na UREDIPE. "Na primeira vez, participei como coordenador do Fórum/ONGs/PA. Agora como membro do Comitê de Tuberculose, a visita não tem caráter de denuncia, mas de buscar junto à direção da Unidade melhorar o serviço e o atendimento aos pacientes", destacou. Disse ainda que as recomendações feitas visam também à proteção dos trabalhadores que desenvolvem atividades nessa unidade de saúde.
A coordenadora do Fórum ONGs, Maria Elias ressaltou a importância da articulação entre os programas de tuberculose e aids e a necessidade de manutenção desse diálogo. "Ainda precisamos visitar outros serviços, como CASADIA/Belém e SAE/CTA em Ananindeua, para que os pacientes dessas unidades também sejam informados sobre a importância do tratamento da coinfecção", finalizou.
Em clima de mobilização nacional, os Comitês de Tuberculose de São Paulo e da Costa da Mata Atlântica colheram, nesta terça-feira, 18, assinaturas necessárias para a criação da Frente Parlamentar de Controle da Tuberculose do Estado de São Paulo.
A mobilização aconteceu na Assembleia Legislativa e contou com a participação de quatro representantes dos dois comitês: Nadja Faraone, Eri Ishi, Carlinhos Costa e Leia Andreza.
Com as assinaturas colhidas, os Comitês devem protocolar o pedido e agendar a data para o lançamento.
“Quando se tem um objetivo a alcançar, o caminho pode parecer difícil, cheio de obstáculos, mas vamos desviando, de um em um, e, finalmente, chegamos onde se quer chegar. E é tão bom quando se consegue!”
Em 02 de maio foi publicado no Diário Oficial o Decreto 50.287 que formaliza o Comitê do Rio Grande do Sul, integrando-o à Secretaria de Saúde e ampliando sua área de atuação. O Comitê, que antes era metropolitano, se tornou oficialmente Comitê Estadual de enfrentamento à Tuberculose do Rio Grande do Sul. Para entender um pouco o processo de formalização, conversamos com a enfermeira e integrante do Comitê, Neusa Heinzelmann.
Qual a importância da formalização do comitê via decreto?
O Comitê Estadual sendo formalizado por decreto do governo do estado do Rio Grande do Sul mostra o interesse da gestão pública em relação a tuberculose. O decreto estabelece a participação de órgãos governamentais estaduais de extrema importância para o enfrentamento da doença e da coinfecção TB-HIV, incluindo os 15 municípios prioritários do estado, e declara que a infraestrutura necessária ao Comitê será provida pela Secretaria Estadual da Saúde com apoio das Secretarias Municipais de Saúde.
Como o comitê se organizou para esta articulação?
Ao tomar conhecimento da decisão da Assembleia Nacional de proposta de criação de comitês estaduais, formamos em reunião mensal ordinária, um grupo responsável pelos contatos e elaboração de minutas dos documentos necessários.
Como foi o processo de advocacy para que o decreto fosse aprovado?
Contatamos a Coordenação do CEVS - Centro Estadual de Vigilância em Saúde, onde o Programa Estadual de Controle Tuberculose/RS está inserido. Em seguida agendamos uma reunião com o Secretário Estadual de Saúde, na qual fomos orientados a protocolar os documentos elaborados. Para isso, contatamos a Assessoria Jurídica da SES/RS para esclarecer dúvidas e adequar alguns pontos do Decreto. Em seguida realizamos um novo contato com o Secretário Estadual de Saúde para o envio do Decreto à Casa Civil do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Alguns ajustes foram realizados junto à Assessoria Jurídica da Casa Civil, para adequar o documento e viabilizar o envio para publicação no Diário Oficial do Estado.
Quais as principais dificuldades enfrentadas durante o processo para a formalização?
Num primeiro momento, a principal dificuldade foi a elaboração dos documentos. Afinal, precisávamos que todos os integrantes do Comitê manifestassem suas opiniões e sugestões. Posteriormente, enfrentamos a morosidade nas respostas das Assessorias Jurídicas da SES/RS e da Casa Civil.
Este decreto garante a participação democrática da sociedade civil?
Sim, no seu artigo 2º está explicitado que o Comitê é a instância articuladora regional entre a Administração Pública Estadual e a sociedade civil.
Há ações para sustentabilidade previstas no decreto?
Sim, o artigo 7º prevê infra-estrutura operacional provida pela SES/RS com o apoio das Secretarias Municipais de Saúde.
Quanto tempo durou o processo até que o decreto fosse publicado no Diário Oficial?
Um ano. Entre a primeira discussão sobre a formalização do Comitê e a publicação no Diário Oficial do estado do RS.
Qual a principal mensagem que você gostaria de deixar para os outros Comitês que buscam a formalização governamental?
Que se informe sobre todas as possibilidades de alianças e parcerias existentes em seus estados para o enfrentamento à tuberculose e suas co-infecções e sejam perseverantes.
Para acessar cópia do Decreto, clique aqui. Para dúvidas e mais informações sobre a formalização de comitês, fiquem à vontade para fazerem perguntas nos comentários!
Nos dias 8 e 9 de novembro, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a OPAS/OMS Brasil realizam, em Brasilia, o II Seminário Internacional de Inovação sobre Participação e Controle Social na Elaboração e Monitoramento das Políticas, Ações e Serviços de Saúde.
Entre os trabalhos selecionados está o relato do Comitê Metropolitano de Manaus sobre as experiências exitosas e inovadoras desenvolvidas desde a criação do Comitê por meio do Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil.
Além das atividades de Comunicação, Advocacy e Mobilização Social (CAMS), cabe destacar a Oficina em Monitoramento & Avaliação, realizada em julho deste ano, que capacitou 33 membros da sociedade civil e 5 representantes de organismos governamentais com o objetivo de realizar visitas mensais às unidades inseridas no Programa de Controle da Tuberculose. Conforme programação, o trabalho será apresentado na sexta-feira (09) às 14h, por Joyce Matsuda e Euclides Souza Neto.
A abertura do evento está prevista para 19h na sede da Opas e contará com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do secretário de Gestão Estratégica e Participativa, Luiz Odorico Andrade, do representante da Opas, Joaquín Molina, e dos representantes do Conselho Nacional de Saúde, José Eri de Medeiros e Márcio Pereira.
O seminário é fruto do trabalho do Laboratório de Inovação desenvolvido desde 2011, em parceria com o CNS, cujo objetivo é identificar e valorizar práticas participativas e deliberativas inovadoras, produzindo subsídios para os conselheiros de Saúde e para os gestores no que se refere à participação social no Sistema Único de Saúde.
Na edição de 2012, o Laboratório de Inovação selecionou 10 experiências de entidades governamentais, conselhos de saúde, ONG e sociedade civil, que demonstraram caráter inovador e com resultados já finalizados ou em curso. Ao todo foram inscritas mais de 60 experiências, das quais cerca de 50 se mostraram adequadas aos termos do edital de convocação.
As experiências deveriam contemplar conteúdos dos seguintes eixos:
A. Implementação das deliberações das Conferências de Saúde: processos e/ou ferramentas para a inclusão das decisões das conferências nos planos de saúde e o progressivo monitoramento de sua implementação ao longo do tempo.
B. Controle Social: acesso, qualidade, intersetorialidade, financiamento, tecnologia de informação e comunicação na elaboração e monitoramento das políticas, ações e serviços de saúde: melhoria e ampliação do acesso e da qualidade da atenção; intersetorialidade; gestão de recursos financeiros, do conhecimento e da informação; comunicação e integração entre os serviços.
As inscrições estiveram abertas entre julho e setembro de 2012 (http://migre.me/bEHoN).
O objetivo é ampliar as ações educativas junto à população, alertando sobre os principais aspectos da doença, além de elevar o número de parceiros em torno da luta contra a tuberculose.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PECT), realizará o XIII Seminário Estadual de Tuberculose, nos próximos dias 13 e 14, no Hotel Praia Mar, em Ponta Negra. O evento reunirá cerca de 400 participantes, entre profissionais de Saúde, representantes de instituições diversas e estudantes universitários.
De acordo com a responsável técnica pelo PECT, Marta Santos, o objetivo do seminário é ampliar as ações educativas junto à população, alertando sobre os principais aspectos da doença, além de elevar o número de parceiros em torno da luta contra a tuberculose.
Em conformidade com as diretrizes e as políticas públicas para o controle da doença, o PECT/RN ressalta a importância da mobilização da comunidade e a participação de todos na identificação do tossidor crônico (com o sintoma há mais de três semanas), no diagnóstico precoce e na adesão ao tratamento, propiciando, assim, a redução do abandono deste, a cura sem sequelas e o surgimento de bacilos resistentes aos medicamentos existentes contra a doença.
Segundo Marta Santos, "é fundamental contar com o apoio de portadores, familiares e da sociedade em geral na redução do estigma e da discriminação, ampliar o apoio às estratégias ao controle da tuberculose, bem como melhorar o acesso do portador aos serviços de saúde, independente da sua complexidade".
DADOS - Conforme dados do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, o Brasil é o 17º país em número de casos da doença entre os 22 países que detêm 80% da ocorrência mundial do agravo. Em 2011, foram notificados 70 mil casos novos de tuberculose e 4,6 mil óbitos. Inclusive, a doença constitui a 4ª causa de mortes por doenças infecciosas no país.
No Rio Grande do Norte, foram notificados 1270 casos novos da tuberculose, em 2011. Desse total, 57% estão concentrados nos municípios de Natal, Parnamirim e Mossoró, segundo dados do PECT. Em todo o Estado, foram registrados 67 óbitos nesse período. Além disso, Marta Santos destacou o crescimento de casos notificados na população prisional e entre os portadores de Aids, no estado.
Nos dias 30 e 31 de outubro, o Congresso Nacional foi palco de atividades de mobilização pelo fim da tuberculose no Brasil. Ativistas, estudantes e profissionais de saúde estiveram nos corredores da Câmara e do Senado levando informações sobre a doença para reforçar que a tuberculose ainda existe e deve ser combatida.
Para estas atividades, foi montado o estande "Pelo Fim da Tuberculose" no Espaço Mário Covas (anexo II da Câmara dos Deputados), no qual foram distribuídos materiais educativos sobre a tuberculose e exibidos videos de campanha sobre coinfecção Tuberculose e HIV/aids.
Os ativistas visitaram 57 gabinetes com o objetivo de sensibilizar os parlamentares, mostrando a eles possíveis formas de atuação do Legislativo na luta contra a tuberculose, seja por meio de projetos de lei que beneficiem o paciente ou por emendas parlamentares que possam subsidiar pesquisas e ações de controle da doença.
Cerimônia de abertura
A abertura oficial do estande aconteceu na tarde desta terça-feira (30) e foi conduzida pelo presidente da Frente Parlamentar de luta contra a tuberculose, deputado Antônio Brito (PTB/BA), com a presença da vice-presidente da Frente, deputada Benedita da Silva (PT/RJ), do presidente da Frente Parlamentar da Saúde, do deputado Darcísio Perondi (PMDB/RS), do coordenador adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, Fabio Moherdaui, do diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, do representante da Organização Panamericana da Saúde – OPAS, AlfonsoTenorio Gnecco e o representante do movimento social de luta contra a tuberculose, Carlos Basília.
Em discurso, Antônio Brito relembrou a primeira ação da Frente: a aprovação da emenda ao artigo 51 da LDO 2013, que dispensa a detenção do CEBAS para o repasse de recursos às entidades privadas sem fins lucrativos que atuam na área de prevenção, promoção e atenção às pessoas com HIV/aids, hepatites virais, tuberculose, hanseníase, malária e dengue.
Segundo Brito, os índices de casos novos, mortalidade e abandono do tratamento ainda estão distantes do que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde. "Isso é resultado da falta de informação e defasagem de métodos mais eficientes de detecção e tratamento da doença", destacou.
Em seguida, o deputado anunciou nova campanha da Frente Parlamentar de luta contra a tuberculose: "Brasil 100 Tuberculose" com o objetivo de incentivar os deputados federais a destinarem pelo menos 100 mil reais em emendas para pesquisa e implementação de ações para o controle da tuberculose no Brasil.
A deputada Benedita da Silva reafirmou seu compromisso na luta contra a tuberculose, visto que o seu estado, o Rio de Janeiro, é o que apresenta o maior índice de mortalidade da doença. A deputada vem trabalhando este tema junto ao movimento social de luta contra a tuberculose do Rio de Janeiro, buscando meios para a sustentabilidade das ações de controle da doença.
Ela destacou a importância de se buscar novas parcerias e envolver diferentes setores para se ter recursos suficientes para se construir um Brasil sem tuberculose, sem aids. "Um Brasil com saúde total! Isso é o que todos desejam. E, nesta causa justa, estou me somando”, exclamou.
O coordenador adjunto do PNCT, Fabio Moherdaui, agradeceu aos deputados pela iniciativa pioneira e destacou a importância da replicação de Frentes Parlamentares no âmbito estadual e municipal. "Afinal a tuberculose é uma doença socialmente determinada, o que exige apoio político e intersetorialidade que vão além da área da Saúde", explicou.
O diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa parabenizou a iniciativa da Frente e destacou a importância da eliminação da tuberculose para dar qualidade de vida para as pessoas que vivem com HIV/aids.
A mobilização seguiu até quarta-feira (31), com a exibição de vídeos da campanha “TB+HIV – Essa dupla não combina”. O vídeo alerta para os perigos da coinfecção, visto que a tuberculose é a doença que mais mata pessoas que vivem com a HIV/aids. No caso das pessoas com HIV/aids, é recomendado fazer a prova tuberculínica anualmente como forma de prevenção. Com o diagnóstico precoce de uma infecção latente, a pessoa poderá ser tratada, evitando o desenvolvimento da doença. Este é um exame simples e disponível nos serviços de saúde do SUS.
Assista ao video:
Juventude dá força ao movimento
A mobilização no Congresso Nacional contou com o apoio das bandeirantes de Brasília que participaram da ação de mobilização com graça e responsabilidade. Gostaram tanto que se disponibilizaram a participar de outras atividades de luta contra a tuberculose.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) que tentava entrar na Câmara dos Deputados para reivindicar mais recursos para educação também aderiu às atividades de mobilização da tuberculose.
O ativista Alexandre Milagres conversou com os estudantes e propôs o engajamento do movimento estudantil para conscientização de temas como Aids, Tuberculose, Tabagismo e Diabetes.
O presidente da UNE, Daniel Iliescu, aceitou a proposta e destacou a importância de parcerias entre movimentos sociais. Deste encontro, contatos foram estabelecidos e reuniões programadas para articulações.
Estudantes de enfermagem da Unieuro também participaram da mobilização.
*ATENÇÃO: Todas as fotos estarão disponíveis aqui em breve. Inclusive a dos parlamentares que passaram no nosso estande para dar uma forçinha ao movimento!
Nesta terça e quarta-feira (30 e 31), a Frente Parlamentar de luta contra a Tuberculose realizará atividades de mobilização pelo fim da tuberculose no Brasil. O evento tem apoio do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/SVS/MS) e da Parceria Brasileira de luta contra a tuberculose.
Para o evento será montado o estande "Pelo Fim da Tuberculose" no Espaço Mário Covas (anexo II da Câmara dos Deputados), no qual serão distribuídos materiais educativos e exibidos videos de campanha. Além disso, ativistas, estudantes e profissionais de saúde estarão nos corredores da Câmara e do Senado levando informações sobre a doença para reforçar que a tuberculose ainda existe e deve ser combatida.
Na programação, abertura oficial do estande às 15h30 e apresentação do vídeo da campanha “TB + HIV – Essa dupla não combina”, às 10h do segundo dia.
De acordo com o presidente da Frente Parlamentar de luta contra a Tuberculose, deputado Antônio Brito (PTB/BA) além de chamar atenção para um grave problema de saúde pública, o evento tem como objetivo sensibilizar os parlamentares para possíveis formas de atuação do Legislativo na luta contra a tuberculose, seja por meio de projetos de lei que favoreçam o paciente ou pela proposição de emendas para pesquisa e tratamento da tuberculose.
O coordenador do PNCT, Draurio Barreira, ressalta que além do trabalho junto ao legislativo, ativistas e movimentos sociais, é importante ampliar as articulações intersetoriais para garantir os direitos das pessoas com tuberculose e contribuir com a adesão ao tratamento a partir do recebimento de benefícios sociais e acesso a programas já existentes, diminuindo a taxa de abandono e a incidência das manifestações multirresistentes.
Apesar de ter cura há mais de 50 anos, a tuberculose ainda afeta muitos brasileiros. A cada ano são registrados mais de 71 mil novos casos e aproximadamente 4.500 óbitos. É a quarta causa de morte por doenças infecciosas e a primeira causa de morte entre as pessoas com HIV/aids.
Frente Parlamentar de luta contra a tuberculose
Instalada em maio deste ano, a Frente Parlamentar de luta contra a tuberculose contou com a adesão de 220 parlamentares. Reivindicação antiga de ativistas e gestores da saúde pública, se materializou a partir da iniciativa do deputado Antônio Brito (PTB/BA) com o objetivo de acompanhar a política nacional de controle da tuberculose e contribuir para o enfrentamento desta doença por meio do aperfeiçoamento da legislação relacionada à saúde, assistência social e outras políticas vinculadas, a partir das comissões temáticas nas duas Casas do Congresso Nacional.
Dois meses após a instalação, a Frente consolidou sua primeira ação por meio da aprovação da emenda ao artigo 51 da Lei de Diretrizes Orçamentarias 2013, que dispensa a detenção do Certificado de Entidades Beneficente de Assistência Social (CEBAS) para o repasse de recursos às entidades privadas sem fins lucrativos que atuam na área de prevenção, promoção e atenção às pessoas vivendo com HIV/aids, hepatites virais, tuberculose, hanseniase, malária e dengue. Uma conquista advinda da articulação entre governo e sociedade civil e da participação efetiva de parlamentares que tem contribuído politicamente no enfrentamento da doença.
Participantes dos Congressos e Fóruns de Prevenção em DST, Aids e Hepatites Virais disseram à Agência de Notícias da Aids sobre o que esperam do evento que começou nesta terça-feira, 28 de agosto, em São Paulo, e segue até a próxima sexta-feira, 31.
O coordenador da Rede de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, José Rayan, entende o Congresso como uma oportunidade de articulação entre os movimentos e formatação de ações a serem desenvolvidas. Este é a terceira edição que ele participa e acredita que será um encontro “mais político” do que os anteriores. “Os congressos têm se destacado por ações de mobilização , além do aspecto técnico e científico”, disse.
Já Tania Arruda, do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA) do Distrito Federal, espera que o Congresso possa indicar alternativas novas de enfrentamento a epidemia do HIV/Aids “além das mesmices e de ações meramente protocolares.”
O ativista Carlos Basilia, do Fórum de Luta contra a Tuberculose do Rio de Janeiro, destaca as falas de abertura que, segundo ele, apontam para uma necessidade maior de incrementar ações além do HIV, juntando discussões sobre determinantes sociais e desenvolvimento humano.
Um pouco mais entusiasmado, Rogério Soares, do Gapa/Tabuaté espera que o encontro seja uma oportunidade dos gestores se conscientizarem da importância de investimentos mais sólidos em saúde pública e direitos humanos.
Vindos de diversos países da América Latina e Caribe, militantes estrangeiros também conversaram com a Agência.
Javier Lopes, da Venezuela, afirma que as iniciativas de ativismo do Brasil sempre foram guia para os outros países, principalmente os latino-americanos. “Aprendemos muito com os brasileiros e estamos aqui para compartilhar experiências e apoiar nas dificuldades”, destaca.
Ana Violeta Soho, que faz parte da Rede de Mulheres vivendo com HIV do Equador, está muito contente de poder conhecer o Brasil e partilhar momentos de companheirismo e troca de experiência com outras pessoas que enfrentam situação semelhante a sua.
A falta de informação sobre a situação de vida das minorias, especialmente dos descendentes de índios, é uma das razões de Carlos Eduardo Camacho ter vindo ao Congresso. “Na Colômbia temos pouca visibilidade de questões referentes a sexualidade entre os descendentes de índios. Esta invisibilidade agrava mais a nossa situação, nos deixando vulneráveis” enfatiza.