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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Reunião de coordenadores marca 10 anos de priorização da luta contra a tuberculose

Nos dias 6 e 7 de agosto, foi realizada em Brasília a Reunião de coordenadores de programas estaduais e municipais de controle da tuberculose. Além de promover a troca de experiências, a reunião busca analisar o atual cenário da tuberculose no país para repensar estratégias, buscando soluções mais eficazes para o controle da doença. Participaram coordenadores dos 27 estados e dos 181 municípios prioritários. 

Neste ano, comemora-se 10 anos de priorização da luta contra a tuberculose no Brasil. Segundo o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, os indicadores em geral são favoráveis, mas alguns deles ainda estão aquém daquilo que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

“Há grande diferença entre os estados e municípios brasileiros. Há estado que já entrou em fase de pré-eliminação da tuberculose como é o caso do Tocantins, com uma incidência de 13 casos por 100 mil habitantes. No entanto, há estados que possuem incidência bem acima da média nacional”, explicou.

Com uma incidência de 37 casos por 100 mil habitantes, no Brasil foram notificados 70 mil casos de tuberculose em 2012. Os estados de maior incidência são Amazonas e Rio de Janeiro com 67,3 casos por 100 mil habitantes. E os estados com menor incidência são Tocantins e Distrito Federal com 13, 5 casos por 100 mil habitantes. No momento, Cuiabá é a capital com maior incidência de TB com 100 casos por 100 mil habitantes. Palmas possui a menor taxa com 9,5 casos por 100 mil habitantes.

A OMS divulgou, em 2012, que o Brasil alcançou a meta de reduzir pela metade a taxa de mortalidade por TB quando comparada a 1990. Em 2011, o número de óbitos foi cerca de 4.600, o que corresponde a 2,4 óbitos por 100 mil habitantes. Ainda assim, o país ainda não atingiu as metas de cura e de redução do abandono preconizadas pela OMS.

Atualmente, o Brasil cura 75,4% dos casos de tuberculose, quando o recomendado pela OMS é de 85%. Quanto ao abandono do tratamento, o país tem um índice de 10%, quando o recomendado pela OMS é de 5%.

Segundo a nova classificação da OMS para a epidemia de tuberculose, o Brasil não possui mais uma epidemia generalizada, mas uma epidemia concentrada em algumas populações como as pessoas que vivem em situação de rua, os privados de liberdade, a população indígena e aqueles que vivem com HIV. 

Por isso, Draurio destacou a necessidade de se pensar em estratégias especificas para essas populações. Para ele as articulações intersetoriais são fundamentais para garantir os direitos das pessoas com tuberculose e contribuir com a adesão ao tratamento, a partir do recebimento de benefícios sociais e acesso a programas já existentes, diminuindo a taxa de abandono e conseqüentemente a incidência das manifestações multirresistentes. 

"No Brasil, temos avançado na luta contra os determinantes sociais da tuberculose. Muitos estados e municípios já oferecem algum tipo de suporte social durante o tratamento da doença, como ticket alimentação e vale transporte", explicou.

Dentre os avanços pontuados pelo coordenador cabe destacar a criação da frente parlamentar de luta contra a tuberculose que por sua vez instalou uma subcomissão especial de doenças relacionadas à pobreza no Congresso Nacional. Com relação à discussão da nova estratégia global de tuberculose pós 2015, o Brasil tem sido um dos mais ativos protagonistas, sendo escolhido o proponente da nova estratégia na Assembléia Mundial de Saúde, em maio de 2014.

Coinfecção TB-HIV

A tuberculose é a 4ª causa de morte por doenças infecciosas no país e a 1ª causa de morte infecciosa identificada em pessoas que vivem com HIV. Por essa razão, os programas se articularam para encaixar as programações de suas respectivas reuniões e promover a integração entre os coordenadores dos dois programas para pensar estratégias mais eficazes de controle da coinfecção TB-HIV.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, as pessoas que vivem com HIV estão de 21 a 34 vezes mais vulneráveis à tuberculose do que a população geral. Atualmente, a taxa de coinfecção no país é de 9,9%, com letalidade de 6%, três vezes maior do que a da população geral.

Segundo o ativista e secretario executivo da Parceria Brasileira contra a tuberculose, Jair Brandão, o diálogo e as críticas propositivas e construtivas são fundamentais para se buscar a melhoria desses indicadores. “Para mim, estamos vivendo um momento histórico nesta reunião, ao conseguir reunir coordenadores de tuberculose e dos programas de aids. A luta contra a AIDS e a tuberculose não terá êxito enquanto for solitária, desarticulada nos serviços e desvinculada da sociedade”.

Jair destacou a importância das organizações da sociedade civil no combate ao estigma e preconceito, bem como apoio à adesão ao tratamento da tuberculose que ainda é muito prolongado, durando no mínimo seis meses.

“Não basta articular apenas com o setor saúde. Essas doenças vão muito além da saúde, elas envolvem questões sociais, estigma, preconceito, violação de direitos humanos. Precisamos fortalecer a parceria com a Assistência Social e com a Justiça para se ter êxito na adesão, na cura e na promoção dos direitos humanos em saúde”.

De acordo com o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, os problemas de saúde estão sempre se transformando e isto demanda novas respostas para uma doença secular como a tuberculose. 

“Precisamos acompanhar essas mudanças. Algumas estratégias usadas há dez anos talvez já não tenham mais eficácia. Precisamos de pessoas inquietas, articuladoras. Fugir das ações programáticas tradicionais e pensar em respostas inovadoras. O Ministério da Saúde está disposto a apoiar ações inovadoras e estratégias de impacto para a resposta brasileira à tuberculose”.

Para o secretário a melhoria dos índices só será possível se os programas buscarem parceiros e atuarem de forma intra e intersetoriais.

“Com mobilização e vontade política é possível fazer ações efetivas de diagnóstico e quebra da cadeia de transmissão em curto espaço de tempo. Nós podemos fazer mais. Curar mais. Diagnosticar precocemente. Tratar a infecção latente da tuberculose. O nosso trabalho no nível federal não é nada sem a atuação de vocês, coordenadores de estados e municípios prioritários. Articulem. Inovem. Incluam a sociedade civil no processo. Assim, só temos a ganhar”, finalizou.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sala de Situação TB é lançada em São Paulo

Durante o Fórum Estadual da Tuberculose de São Paulo, realizado nesta terça-feira (25), foi lançada plataforma virtual que facilitará o acesso a dados e indicadores atualizados da tuberculose e subsidiará o monitoramento e avaliação da doença no âmbito dos municípios, regiões e grupos de vigilância epidemiológica, segundo os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). 

A Sala de Situação, como é chama esta plataforma, é um produto do Projeto Inovador da REDE M&A TB, projeto Fundo Global, do Comitê Metropolitano de São Paulo e da Costa da Mata Atlântica.

O projeto é voltado para os profissionais de saúde, gestores, sociedade civil e grupos envolvidos no controle da tuberculose e tem como objetivo incentivar o monitoramento e a avaliação da tuberculose e subsidiar discussões sobre esta doença nas diversas instâncias.

Para saber mais, acesse a  SALA de SITUAÇÃO TB SP  em: http://tuberculosesp.cealag.com.br/



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Nesta quarta, Rio de Janeiro realiza debate sobre tuberculose na Escola do Legislativo

O deputado estadual Gilberto Palmares (PT/RJ), presidente da Frente Parlamentar de Mobilização e Combate ao HIV e Tuberculose do Rio de Janeiro, convida para o debate na Escola do Legislativo para avaliar as políticas públicas na diminuição dos indicadores da tuberculose no estado. O evento acontecerá no auditório da Escola do Legislativo, no dia 15 de agosto, às 10h.

O evento contará com a participação da Dra. Margareth Dalcolmo, pesquisadora do Centro de Referência Prof. Hélio Fraga (CRPHF), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), instituição nacional de referência do SUS para tuberculose; de Maria Célia Vasconcelos, subsecretária de Assistência Social e Direitos Humanos; de Alexandre Chieppe, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde; e Wanda Lúcia Branco Guimarães, cordenadora do CEDAPS (Fórum ONG TB/RJ). A mediação do debate ficará a cargo do deputado Gilberto Palmares, presidente da Frente Parlamentar de Combate à Tuberculose.

A questão da tuberculose, segundo o deputado Gilberto Palmares, não é apenas de saúde, mas intersetorial, uma vez que é preciso melhorar as condições de habitação dos doentes e fornecer meios para que estes não abandonem o tratamento, como vale transporte e cestas básicas. 

"O Estado do Rio de Janeiro ostenta o triste título de campeão nacional de tuberculose. Faz-se necessário melhorar as condições para que os doentes deem continuidade ao tratamento. Além disso, apesar de a tuberculose ser um problema gravíssimo, muitos parlamentares da área de saúde não estão envolvidos no combate à doença. É preciso que todos se engajem nessa luta", alerta.

Serviço
Debate para avaliar as políticas públicas na diminuição dos indicadores da tuberculose no RJ
Data: 15 de agosto (quarta-feira), às 10h.
Local: Auditório da Escola do Legislativo
Endereço: Rua da Alfândega, nº 8 - 2º andar, Centro – RJ


quarta-feira, 27 de junho de 2012


Saúde realiza em Ponta Porã debate de ações preventivas contra tuberculose na fronteira


Fonte: Governo do Mato Grosso do Sul

Campo Grande (MS) – A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) realiza nos dias 28 e 29 de junho, na sede da diretoria regional de saúde de Ponta Porã, o encontro “Reunião de Fronteiras – Ponta Porã e Pedro Juan Caballero/ Amambay/ Paraguai”. 

O evento reunirá representantes da saúde pública de Mato Grosso do Sul, do Ministério da Saúde e da saúde pública do Paraguai, quando serão discutidos e apresentados trabalhos e ações de intensificação, controle e prevenção da tuberculose nas regiões fronteiriças entre o Brasil e o país vizinho.

Também participam da reunião representantes das secretarias municipais das regiões fronteiriças com o Paraguai e integrantes do SIS/ Fronteiras como: Paranhos, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Japorã, Mundo Novo, Ponta Porã, Sete Quedas, Antônio João e Porto Murtinho.

Entre os temas abordados na reunião estão: “Situação dos indicadores epidemiológicos da tuberculose nos municípios brasileiros na fronteira do Estado do Mato Grosso do Sul com o Paraguai”, “Trabalho de grupo para elaboração da proposta de Acordo de Cooperação Técnica”, “Organização e desenvolvimento das ações de vigilância, tratamento e controle da Tuberculose no Paraguai, com ênfase nos municípios de fronteira com o Brasil”. Haverá também apresentação de propostas dos grupos de trabalho e elaboração da minuta do Acordo de Cooperação Técnica para controle da Tuberculose Brasil/ Paraguai na fronteira com o Mato Grosso do Sul.




quinta-feira, 21 de junho de 2012


Ceará teve 200 óbitos por tuberculose em 2011 e atendimento ainda é precário



Febre, emagrecimento, dores musculares e tosse com secreção. Esses são os sintomas de uma doença que, há mais de dois séculos, provoca estado debilitado e até a morte das pessoas em todo o mundo: a tuberculose. Ela é causada por uma bactéria, Mycobacterium tuberculosis, por meio do contágio e infecção. Ao tossir, espirrar ou falar, um doente de tuberculose pode transmitir a bactéria através da saliva ou gotícula para outro indivíduo. Em 2011, 200 pessoas morreram no Ceará por conta da tuberculose.

A tuberculose é considerada grave, mas, quando há tratamento adequado, é curável em praticamente 100% dos casos. Idosos, crianças com menos de quatro anos e portadores de doenças que atingem a imunidade são os mais propensos a desenvolverem a doença. Os tipos são: pulmonares e extras pulmonares. O mais comum é o que afeta os pulmões, chamado tuberculose pulmonar. Rins, órgãos genitais, intestino delgado e ossos também podem ser comprometidos.

Dados

Segundo a Coordenadora das Ações de Controle da Hanseníase da Célula de Vigilância Epidemiológica (CEVEPI), enfermeira Heloísa Gurgel, metade da população do Brasil é infectada pela tuberculose. Ela explica que há dois momentos introdutórios da doença: o primeiro é o contágio, que pode ou não vir a torna-se um problema, e o outro é a própria doença, que é causada por conta de outro fatores.

“O bacilo encontra um lugar bom para viver e se reproduzir com as seguintes características: ter pouca ou nenhuma iluminação, ser úmidos e com baixa ventilação”, alertou a enfermeira. Heloísa disse ainda que, por conta da falta higiene e infraestrutura, pessoas que moram com um doente que não está sendo bem tratado, presidiários ou moradores de rua chegam a ter 70% a mais de chance de desenvolver a doença. “Para você ter noção, a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, tem maior incidência de tuberculoso do mundo”, comentou.

Tratamento e mortalidade

Cerca de 5.500 brasileiros morrem por conta da infecção anualmente. No Ceará, a taxa é alarmante: são registrados cerca de 200 óbitos por ano. “Rio de Janeiro e Fortaleza são exemplos de que nos grande aglomerados é que a taxa de mortalidade é maior”, pontuou Heloísa.

A enfermeira Heloísa comentou que, no Ceará, o atendimento é realizado nos 92 postos de saúde do Fortaleza. O paciente faz um exame no posto e, caso seja confirmada a doença, o tratamento deve ser iniciado imediatamente. “Em qualquer lugar do Brasil, o tratamento para tuberculose é totalmente gratuito”, alertou.

O paciente só deve ser encaminhado ao hospital quando a doença encontra-se em estado mais grave. “O problema daqui [do Ceará] é que só existe dois leitos específicos para o atendimento do tuberculoso no Hospital da Messejana. Isso é insuficiente. É necessário mais hospitais com condições de atender, pessoas com doenças respiratórias”, disse.

O tratamento é realizado a base de antibióticos, com duração de cerca de seis meses. Na maioria dos casos, a internação no hospital não é necessária. Com o tratamento inadequado, o microorganismo pode se tornar mais resistente, sendo seu tratamento mais complexo e de custo elevado. Além disso, a forma de prevenção é por meio de vacina, como a BCG.

Aids

Com o surgimento da Aids, o quadro da tuberculose mudou. Por afetar principalmente o sistema imunológico do corpo humano, a doença respiratória tem mais probabilidade de causar sintomas mais graves na pessoa contagiada. A tuberculose é uma das principais causas da morte de portadores do vírus HIV.



terça-feira, 19 de junho de 2012

 2ª Avaliação Trimestral do Programa Estadual de Controle da Tuberculose de São Paulo de 2012


Hoje, das 8h30 às 15h, será realizada 2ª Avaliação Trimestral do Programa Estadual de Controle da Tuberculose de São Paulo de 2012. A atividade acontece no auditório  Jose Ademar - CVE, com presença de representantes de 52 municípios - toda a área metropolitana e a Costa da Mata Atlântica.


Já no dia 20 de junho, a avaliação será para todo o interior de São Paulo por vídeo conferência. Na pauta, análise de indicadores e propostas de ações de "intervenção" a partir das prioridades estabelecidas para o 2º semestre. Participam da atividade, interlocutores dos Programas de Controle da Tuberculose (PCTs) municipais e membros do Comitê Metropolitano de SP.