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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Itaboraí e Cruz Vermelha juntos contra a tuberculose

Por: Prefeitura de Itaboraí

Itaboraí e Cruz Vermelha vão assinar acordo de cooperação para combater tuberculose

A secretaria municipal de Saúde e a Cruz Vermelha Brasileira, filial Itaboraí, vão assinar, nos próximos dias, um acordo de cooperação técnica para realizar ações educativas no combate à tuberculose e busca de pacientes com sintomas da doença respiratória. A parceria foi lançada na tarde de quarta-feira (06), dia Estadual de Conscientização e Mobilização de Combate à Tuberculose, durante um seminário realizado no Salão Nobre da Prefeitura Municipal.

Participaram da cerimônia representantes do governo local, da secretaria estadual de Saúde, do Grupo Pela Vidda Niterói (organização não-governamental formada por pessoas vivendo com HIV e AIDS), Conselho Municipal de Saúde, Fórum ONGs Tuberculose (que atuam no combate à tuberculose e o vírus HIV/AIDS), Associação de Mulheres e Amigos do Morro do Urubu (AMAMU) - localizado no bairro de Pilares, zona norte do Rio de Janeiro - e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de trabalhadores das empresas prestadoras de serviços para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e dos núcleos de Educação Permanente Educação em Saúde.

De acordo com a coordenadora do programa de Combate à Tuberculose, Maria José Fernandes Pereira, que esteve acompanhada pelas coordenadoras das Unidades Básicas de Saúde, Lúcia Helena Rodrigues, e dos programas de Atenção Básica, Josemar Alves, a parceria terá a duração de um ano e os voluntários serão capacitados para orientar e identificar casos suspeitos dentro das comunidades para encaminhar às Unidades de Saúde da Família.

“Nossa estratégia com este evento era envolver a sociedade civil organizada na luta contra tuberculose. Além de ser uma entidade de reconhecimento internacional, a Cruz Vermelha trabalha com ação humanitária, que é essencial para o desenvolvimento de nosso programa junto aos pacientes. Já estamos mapeando o município para verificar locais com maior incidência da doença e vamos somar esforços para que possamos diminuir os focos de tuberculose em Itaboraí”, afirma, salientando que também convidou o Lions Clube e o Rotary Club para participar do projeto.

A representante da coordenação estadual do Programa de Combate à Tuberculose, fisioterapeuta Cláudia Márcia Noronha, vê com entusiasmo o acordo de cooperação.

“Temos que deixar a população cada vez mais esclarecida e lutar contra o estigma associado à tuberculose. A experiência de Itaboraí poderá servir de modelo para as outras cidades que ainda lutam contra altos índices de mortes,”, afirmou.

Indicadores

De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, em 2013 foram registrados 134 casos de tuberculose em Itaboraí. A taxa de incidência média foi de 58,8 casos por 100 mil habitantes entre os anos de 2002 e 2013. Nos últimos 11 anos, o município apresentou taxas médias de cura de 78,6% e de abandono em 5%. O Ministério da Saúde determina como indicadores desejáveis, taxa de cura acima de 85% e de abandono abaixo de 5%.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a cada ano, 8,8 milhões de pessoas desenvolvem a tuberculose e 1,6 milhão de doentes morrem. E de acordo com a Organização Pan-americana de Saúde, o Brasil melhorou no que diz respeito ao combate à tuberculose, mas ainda é o único país das Américas que está na lista das 22 nações com mais casos da doença no mundo. Dados da entidade indicam ainda que o Rio de Janeiro é o estado brasileiro com mais mortes por tuberculose.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

IV Encontro de Pesquisa e Inovação em Tuberculose da Bahia subsidia Subcomissão de doenças relacionadas à pobreza

De 24 a 26 de julho foi realizado, em Salvador, o IV Encontro de Pesquisa e Inovação em Tuberculose na Bahia. O evento, que reuniu especialistas nacionais e internacionais, trouxe importantes contribuições sobre determinação social da tuberculose com destaque à necessidade de se fortalecer parcerias e fomentar novos estudos e pesquisas. Prevenção e diagnóstico também não ficaram de fora do debate.

Durante a cerimônia de abertura a subsecretaria estadual de saúde, Maria Lucia Rocha, destacou que o maior desafio é ampliar a cura em Salvador. “Temos uma elevada incidência de TB na nossa capital principalmente nas populações vulneráveis como população vivendo em situação de rua e TB-HIV. Iniciativas como esta são importantes para juntos reduzirmos essa doença em nosso estado. Sabemos, por exemplo, que a Atenção Básica é a porta de entrada. No entanto, contamos com uma cobertura tímida de 28% da estratégia saúde da família. Precisamos ampliar a cura, busca ativa e diminuir o abandono. Ampliar as parcerias com a sociedade civil e outros setores. E, mais do que nunca, precisamos reduzir o tempo de tratamento”.

Para o pesquisador e professor do Instituto de Saúde Coletiva (ISC), Maurício Barreto, nas últimas décadas houve avanços no que se refere a diagnósticos e novos medicamentos. No entanto, destacou que a melhoria das condições sociais foi fundamental nesse processo. “As pesquisas são fundamentais para avaliação das políticas publicas em saúde”, pontuou.

Segundo Eduardo Mota, do ISC, o evento contou com a participação de representantes de três níveis de governança. “Eventos como esse devem subsidiar as ações dos serviços, os planos governamentais.O fato de estarmos realizando este IV encontro mostra a nossa persistência em discutir o tema”.

Na ocasião, o coordenador da Frente Parlamentar de luta contra a Tuberculose, o deputado federal Antônio Brito (PTB-BA), discorreu sobre os dados preliminares da Subcomissão de doenças relacionadas à pobreza, instalada em março no Congresso Nacional.

Brito relatou breve histórico da Frente Parlamentar que, em menos de dois meses de formação, já havia aprovado a emenda ao artigo 51 da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2013, que desvincula a obrigatoriedade de detenção do CEBAS para a liberação de recursos para as organizações não governamentais. "Agora temos dois novos desafios: buscar recursos para investir em pesquisas e em ações da sociedade civil para o controle da tuberculose".

Para isso, a Frente Parlamentar articulou dentro do Congresso Nacional a formação de uma Subcomissão especial para fazer um diagnóstico das ações voltadas para as doenças relacionadas à pobreza.

A primeira audiência pública para subsidiar a Subcomissão aconteceu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e teve como objetivo ouvir a sociedade civil. A segunda está prevista para acontecer no dia 13 de agosto, em Brasília, na qual instituições governamentais serão ouvidas.

“Dada a relevância da UFBA que já está em seu IV encontro de pesquisadores, tudo o que for dito no encontro também será utilizado como subsidio para a subcomissão. Na primeira quinzena de setembro devemos apresentar o relatório final. Por isso, precisamos ouvir a comunidade científica para que sejam tomadas providências relacionadas aos desafios enfrentado pelos pesquisadores no Brasil”, enfatizou.

Segundo o deputado, o Brasil provou que é possível articular tecnicamente e politicamente para o enfrentamento desta doença. "É importante levar dados e informações sobre TB para o Parlamento, para que este possa se articular e apresentar projetos de lei que favoreçam os doentes" incentivou. 

Além disso, pesquisadores do evento se organizaram para construir um documento para ser incluído no relatório da Subcomissão.

Conferência José Silveira

Após a cerimônia de abertura, o pesquisador e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Paulo Buss, iniciou o ciclo de seminários com a Conferência José Silveira onde discorreu sobre os macro determinantes sociais como os principais desafios para a promoção da saúde. 

"O movimento de mal estar social que tem levado a tantas manifestações difusas não deixam de refletir, a meu ver, o processo de determinação social. Esse mal vem da compreensão difusa que a sociedade tem sobre isso”, destacou.

Para ele, articulação intersetorial é fundamental para garantir os direitos das pessoas com tuberculose, promovendo a efetividade do tratamento e a superação das desigualdades em saúde. 

Buss parabenizou o Programa Nacional de Controle da Tuberculose pela inclusão de um capitulo sobre Comunicação Advocacy e Mobilização Social (CAMS) no Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil. “Apesar de pequeno (o capítulo), é um avanço”. 

Representantes do PNCT sinalizaram que a temática será aprofundada na segunda edição do material a partir das experiências e ações desenvolvidas desde o lançamento da primeira edição em 2011. Ressaltou-se também a criação de uma nova área no Programa voltada especialmente para tratar das questões relacionadas ao acesso aos serviços e às populações mais vulneráveis à tuberculose.

Homenagem a José Silveira

Além de dar nome à conferência de abertura do IV Encontro, José Silveira também foi homenageado em palestra ministrada por Mauricio Barreto.

Cientista de projeção internacional, José Silveira é considerado um dos principais precursores da luta contra a tuberculose no Brasil. Ele foi o responsável pela criação do Instituto Brasileiro para Investigação de Tuberculose (IBIT), entidade de caráter científico-cultural, sem finalidade lucrativa e que se destina ao ensino, à pesquisa e à assistência médico-social, no amplo sentido. A Fundação é considerada referência na luta contra a tuberculose no estado da Bahia.

“Uma trajetória exemplar que mistura pesquisador, um dos mais aguçados e periódicos de seu tempo, professor e construtor. Elegeu o IBIT para ser sua base para produção cientifica na luta contra a TB. Um esforço pessoal. A principal característica dele? Ser múltiplo”, destacou Barreto.

Ao final do evento a Fundação José Silveira concedeu premiações aos melhores trabalhos apresentados. 

terça-feira, 26 de junho de 2012


Oficina discute parcerias para o controle da tuberculose em ambientes prisionais


Nos dias 20 e 21 de junho foi realizada em Recife, a Oficina Conselhos da Comunidade e TB: “Construindo Parcerias” , com o objetivo de discutir formas de colaboração para o controle da tuberculose em ambientes prisionais,  junto aos conselhos das comunidades.

Participaram do evento, representantes dos conselhos, coordenadores dos Programas estaduais de Controle da Tuberculose e coordenadores de saúde prisional dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazônia,  Pernambuco, Bahia e Ceará. Estes estados são prioritários em decorrência da alta incidência de tuberculose e contingente de pessoas privadas de liberdade.

Durante a oficina foi apresentado um panorama geral sobre tuberculose e sistema prisional para que os conselheiros da comunidade pudessem se apropriar do conhecimento referente à doença e aos dados epidemiológicos que resultou na construção de plano de trabalho conjunto para ser executado nos estados.

Empoderar os Conselhos é de extrema importância para que estes possam apoiar e supervisionar a implementação das ações de controle da tuberculose entre a população privada de liberdade, conforme as recomendações do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT).

A oficina é uma realização do PNCT por meio das áreas técnicas de mobilização social (CAMS) e Atenção à população privada de liberdade.

Nos dias 08 e 09 de agosto, esta mesma oficina será realizada em São Paulo com a participação dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

*Para FOTOS do evento, clique aqui