Mostrando postagens com marcador assistência social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador assistência social. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Beneficiários do “De Braços Abertos” recebem carteiras de trabalho assinadas

Por: Prefeitura de São Paulo

Em nova etapa, 16 beneficiários irão trabalhar em uma empresa de limpeza recebendo R$ 820 por mês. Acompanhamento pelas equipes de saúde e assistência social continua.

O programa “De Braços Abertos” ganhou uma nova etapa nesta terça-feira (5). Após o acompanhamento feito por equipes de saúde e assistência social, 16 beneficiários do programa foram encaminhados à empresa Guima Conseco para prestar serviços em equipamentos públicos municipais. Eles receberão R$ 820 por mês, vale refeição de R$ 9,10 por dia, cesta básica no valor de R$ 81,33 e Vale Transporte. Todos estiveram presentes em uma cerimônia realizada hoje na sede da Prefeitura, região central, para a entrega de suas carteiras assinadas.

Na cerimônia realizada hoje na sede da Prefeitura para entregar as carteiras de trabalho assinadas, o prefeito Fernando Haddad ressaltou o empenho dos beneficiários do programa. “Nós começamos gradualmente a recuperar a capacidade dessas pessoas, a capacidade física, a capacidade espiritual, a capacidade emocional e elas foram se adaptando às regras do programa até este momento. Eu acho, uma pessoa que passou anos, às vezes mais de uma década naquela situação e em seis meses estar empregado, eu acho realmente que é algo notável do programa Braços Abertos. E se esses conseguiram, os outros que mantém a sua fidelidade ao programa podem ver nesses o exemplo o caminho a ser seguido”, afirmou.

Os usuários contratados participam do programa desde o início, e aderiram ao tratamento de saúde e ao acompanhamento feito pela equipe de assistência social. Eles regularizaram seus documentos pessoais e compareceram diariamente à frente de trabalho. Também foram avaliados por uma equipe multidisciplinar e reduziram o consumo de drogas.

A secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Luciana Temer, explicou como foi o processo de escolha. “Nós pedimos que as equipes de saúde de assistência social que acompanham os beneficiários fizessem uma avaliação de 40 pessoas que elas consideravam que estavam prontas para dar um passo. A partir dessa lista de 40 pessoas a gente começou uma dinâmica de conversas e mais do que isso, essas 40 pessoas que foram indicadas passaram por uma avaliação psiquiátrica para ver o quanto de fato elas estariam prontas. Dessa lista da saúde nós ficamos, com tranquilidade, com 18. Dessas 18, nós começamos um processo de conversa e duas delas achavam que não estavam prontas e quiseram esperar um pouco mais”, afirmou. Atualmente, todos os beneficiários fazem tratamento no Centro de Referência Psicossocial Álcool e Drogas (Caps) contra a dependência química.

Os contratados realizaram exames médicos, receberam treinamento, uniforme e bilhete único. Eles começam a trabalhar como auxiliar de limpeza nesta quarta-feira (6) em repartições públicas, como o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), o Centro de Referência Especializada em Assistência Social (Creas) e o Centro de Referência Especializada para a População em situação de Rua (Centro Pop). 

O Programa “De Braços Abertos” é voltado a dependentes químicos da região da Nova Luz, e tem o resgate social dos usuários de crack como princípio. Os pilares são trabalho remunerado, alimentação e moradia digna, com a diretriz de intervenção não violenta.

“Foi difícil, foi duro, foi trabalhado e foi com muita força e determinação estarmos aqui hoje, porque na situação que a gente estava nós não tínhamos força para nada”, afirmou o beneficiário Elenildo Cavalcanti, que representou seus companheiros. “O prefeito Fernando Haddad resolveu dar uma força para a gente quando muita gente criticava. Falavam que a gente não tinha futuro, não tinha jeito, não tinha solução, mas ele foi, teve coragem e confiança na gente e resolveu abrir essa oportunidade, por isso que hoje aqui nós estamos”, disse.

“Esse projeto foi muito bom, porque eu morava na rua desde 2007 e com ele eu e minha mulher conseguimos sair daquela vida para darmos um futuro melhor para o meu menino e para a filha dela que eu crio desde os cinco meses”, disse o beneficiário Welton Aquino de Oliveira, 32 anos.

Mesmo com a contratação, os 16 beneficiários continuam recebendo acompanhamento das equipes de Saúde e da Assistência Social e morando nos hotéis até serem transferidos para o programa “Autonomia em foco” (leia mais abaixo).

Os demais beneficiários do programa continuam em acompanhamento por todas as secretarias envolvidas, porém, cada um em um estágio de vida diferente. “Quem conhece o problema da drogadição, especialmente do Crack, sabe o que é em sete meses uma pessoa se declarar apta a assumir um compromisso desse, passar por uma avaliação psiquiátrica e nós chegarmos à conclusão de que realmente essa pessoa está apta. Isso é um esforço sobre-humano para essas pessoas. Eu acho que os grandes vencedores desse processo são essas pessoas. Nós demos simplesmente a estrutura e a sustentação para que eles conseguissem construir uma superação dificílima em uma luta deles com eles mesmos”, destacou a secretária.


Autonomia em foco
O “Autonomia em foco” é um novo programa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento de Assistência Social (SMADS) para abrigar pessoas em situação de rua em processo de autonomia. Além disso, a medida irá abrigar os participantes do programa “De Braços Abertos” que conquistaram autonomia e conseguiram emprego com carteira assinada. A ideia é afastá-los da região da Luz, onde há ainda um foco de uso de drogas.

“É um processo de construção de autonomia, mas ainda monitorado pela assistência social”, disse a secretária Luciana Temer.

No total, serão disponibilizadas 300 vagas, divididos em dois imóveis, ambos no centro. Os prédios, um na Liberdade (Rua dos Estudantes, 505) e outro no Bom Retiro (Rua Eduardo Chaves, 180), serão locados pela SMADS e serão administrados por organizações sem fins econômicos. Os editais para o chamamento das instituições interessadas foram publicados no dia 23 de julho e continuam abertos.

O programa Autonomia em Foco prevê o atendimento inicial de seis meses, podendo ser prorrogado a partir da análise da equipe técnica.

Poderão participar do novo programa grupos familiares ou pessoas adultas sozinhas, respeitando o perfil do usuário - pessoas em situação de rua e imersos em processo de autonomia -, bem como sua orientação sexual. O grupo de família ou pessoa adulta sozinha deverá estar preparado para assumir responsabilidades, com relação a sua alimentação, organização do espaço individual e coletivo e gestão de suas próprias economias. Pretende-se, com isso, restaurar e preservar a integridade, a autonomia e o protagonismo desses indivíduos, com vistas ao desligamento da rede de acolhimento socioassistencial.

Para ingressar no projeto, os beneficiários deverão aceitar algumas condições, entre elas, que possam ser responsáveis por tarefas e manutenção dos seus espaços.

Confira aqui os editais de convênio:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/assistencia_social/99.pdf
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/assistencia_social/100.pdf

terça-feira, 22 de julho de 2014

Desenvolvimento Social realiza atividade sobre tuberculose no abrigo Rio Acolhedor

Por Ecoando


Comunicado SMDS de 21/07/2014 


A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, promove hoje e no próximo dia 6 de agosto, duas rodas de conversa para capacitar funcionários da Unidade de Reinserção Social (URS) Rio Acolhedor sobre os cuidados com a tuberculose. 

As reuniões acontecem a partir das 14h, no auditório do abrigo, localizado em Pacência, na Zona Oeste. As ações têm por objetivo orientar assistentes sociais, educadores e demais profissionais quanto a prevenção e meios de transmissão da tuberculose, análise e direcionamento para especialistas da doença.

Saiba mais aqui.



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Brasília sedia o II Seminário Nacional de Boas Práticas no Controle da Tuberculose junto à População em Situação de Rua.

Nos dias 18 e 19 de setembro foi realizado, em Brasília, o II Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose junto a População em Situação de Rua.

Participaram do seminário, coordenadores de Estado e das capitais dos programas de tuberculose, DST/aids e hepatites virais, atenção básica, assistência social, representantes da sociedade civil, conselhos de saúde e assistência social de 11 estados e suas respectivas capitais: RS, PR, SP, RJ, MG, DF, PE, BA, CE, AM e GO.

Não há muitos dados sobre a incidência da tuberculose e outras enfermidades junto à população em situação de rua. Apesar disso, estudos e relatos - de pessoas que vivem em situação de rua, bem como dos profissionais que trabalham junto a esta população - mostraram que a tuberculose é um grave problema de saúde, com elevada taxa de incidência e abandono de tratamento.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, a incidência de tuberculose nesta população, em 2012, foi de 1.814 casos por 100.000 hab. Uma incidência 37 vezes superior quando comparada à população geral. O abandono do tratamento foi de 43% entre os casos novos de tuberculose, em 2011. Esses indicadores destacam a necessidade de estratégias diferenciadas que possibilitem maior adesão ao tratamento e aumento da cura.

Em vista disso, o seminário teve como objetivo discutir ações de saúde para a população em situação de rua, envolvendo os diversos atores, da saúde e assistência social, além dos próprios usuários, para a construção de uma agenda conjunta. 

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, apesar da grande redução da incidência e mortalidade por tuberculose nos últimos anos, a doença ainda persiste em algumas populações mais vulneráveis como as pessoas que vivem em situação de rua, os privados de liberdade, os indígenas e as pessoas que vivem com HIV.

“Esse é um problema que vai além do setor Saúde. Essas populações têm dificuldades específicas para acessar os serviços. É preciso articular junto à Assistência Social e à Secretaria de Direitos Humanos para maior efetividade das políticas públicas. E é por isso que estamos reunidos neste seminário. Para trocar experiências. Para que boas práticas estaduais e municipais se disseminem em nível nacional”, explicou.

O secretário também destacou que a participação das pessoas envolvidas é fundamental para o sucesso das ações.

A representante do Conselho Nacional de Saúde e do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Maria Lucia Santos Pereira da Silva, alertou para a invisibilidade desta população perante a sociedade e cobrou ações mais concretas.

 “Precisamos olhar para essa população. Assumir que isso é um problema. A partir do momento que a pessoa não consegue acessar uma unidade de saúde, por estar sujo ou drogado, isso é um problema. Estar na rua já é um agravo. Se as pessoas estão nas ruas é porque faltam políticas públicas”.



***Todas as apresentações do seminário serão disponibilizadas em breve em nosso acervo!


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PNCT realiza Seminário de boas práticas no controle da tuberculose para a população em situação de rua

Começou, nesta quarta-feira, 12 de setembro, o Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose para a População em Situação de Rua, em Brasília. Com 140 participantes das mais diversas áreas da saúde, assistência social e sociedade civil, o evento tem como objetivo discutir experiências e propor soluções para a promoção da saúde à população em situação de rua.

Durante a cerimônia de abertura, o representante do Departamento de Apoio a Gestão Participativa, Reginaldo Chagas, parabenizou a iniciativa da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) de politizar a pauta do seminário, envolvendo os mais diferentes setores, parceiros, e principalmente o movimento social na discussão. 

Para ele, é preciso integrar as várias políticas no território para que os planos operacionais saiam definitivamente do papel “É importante transversalizar, por exemplo, as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que muitas vezes se comportam como irmãos brigados nos municípios”. 

Algumas populações estão mais vulneráveis à tuberculose. Quando comparadas à população geral, a tuberculose atinge quatro vezes mais os indígenas, 27 vezes mais a população penitenciária e 67 vezes mais os moradores de rua. Atinge 30 vezes mais pessoas com HIV/aids, sendo a principal causa de morte nesta população.

O coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, destacou que além do trabalho focalizado nas populações vulneráveis, a incorporação de novas tecnologias também tem contribuído para o aumento do diagnóstico e, conseqüentemente, da detecção de novos casos de tuberculose nesta população. 

 No entanto, Draurio ressaltou que o problema da tuberculose não será resolvido somente por meio de medidas sanitárias ou biomédicas. “Por ser uma doença socialmente determinada, ela engloba outros setores, instâncias e níveis governamentais. O problema extrapola questões de saúde. É preciso trabalhar a articulação intra e intersetoriais e buscar novos parceiros”.

O representante do Ministério do Desenvolvimento Social, Carlos Alberto Ricardo Jr., reafirmou a necessidade de se ampliar o acesso a serviços e programas de transferência de renda para esta população e destacou os avanços e equipamentos do SUAS no atendimento aos moradores de rua.

Já o conselheiro Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte, destacou a importância de se discutir saúde para a população em situação de rua, buscando concretizar a universalidade e equidade, princípios doutrinários do SUS.  

O diretor do departamento de DST Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco, acredita que houve  avanços nesta temática. No entanto, realçou que é preciso melhorar a articulação entre os setores e a interação com a atenção básica. Além disso, incentivou que os movimentos sociais continuem pressionando o poder público para lidar com as questões relacionadas aos determinantes sociais. 

Participaram da mesa de abertura, o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) Draurio Barreira; o diretor do Departamento de DST, aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco; o coordenador geral de Atenção Básica da Secretaria de Assistência Social, Eduardo Alves Mello; o representante do Departamento de Apoio a Gestão Participativa, Reginaldo Chagas; o conselheiro Nacional de Assistência Social e Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Anderson Lopes Miranda; o representante do Conselho Nacional de Saúde,Carlos Alberto Duarte e a representante da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social,  Carlos Alberto Ricardo Jr.

Serviço:
Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose para a População em Situação de Rua
Data: 12 e 13 de setembro
Horário: 9h às 17h30
Local: Hotel Kubitschek Plaza, localizado na SHN Quadra 02, bloco E – Asa Norte – Brasília/DF

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Brasília sedia Seminário de boas práticas no controle da tuberculose para a população em situação de rua

Nos dias 12 e 13 de setembro, será realizado em Brasília o Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose para a População em Situação de Rua. O evento reunirá coordenações de estados e capitais, da Atenção Básica, Programas de Controle da Tuberculose, Aids, Hepatites Virais, Assistência Social, Conselhos estaduais e municipais de Saúde e representantes da sociedade civil para discutir experiências para a promoção da saúde à população em situação de rua.

Algumas populações estão mais vulneráveis à tuberculose. Quando comparadas à população geral, a tuberculose atinge quatro vezes mais os indígenas, 27 vezes mais a população carcerária e 67 vezes mais os moradores de rua. Além disso, atinge 30 vezes mais pessoas com HIV/aids, sendo a principal causa de morte nesta população.

A mesa de abertura será composta pelo coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose  Draurio Barreira; o diretor do Departamento de Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco; o coordenador geral de Atenção Básica da Secretaria de Assistência Social, Eduardo Alves Mello; o representante do Departamento de Apoio a Gestão Participativa, Reginaldo Chagas;o conselheiro Nacional de Assistência Social e Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Anderson Lopes Miranda; o representante do Conselho Nacional de Saúde,Carlos Alberto Duarte e a representante da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social,  Juliana Maria Fernandes Pereira.

Durante o seminário serão apresentadas experiências exitosas que poderão ser replicadas pelos estados. Além do Distrito Federal, participarão representantes dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, da Bahia, do Amazonas e Ceará.

Serviço:
Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose para a População em Situação de Rua
Data: 12 e 13 de setembro
Horário: 9h às 17h30
Local: Hotel Kubitschek Plaza, localizado na SHN Quadra 02, bloco E – Asa Norte – Brasília/DF

Para maiores informações
Daniele Chaves (3213-8007)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

PCT/RJ realiza capacitação para assistentes sociais

Nesta quarta-feira, 15, o Programa Estadual de Controle da Tuberculose realiza capacitação sobre “Tuberculose e benefícios sociais” para assistentes sociais.

O objetivo é sensibilizar aqueles que atuam no controle da tuberculose sobre a importância dos benefícios sociais para o acesso aos serviços e adesão ao tratamento, e os que atuam em outras áreas, como educação e assistência, sobre aspectos gerais da doença.

O evento contará com a apresentação dos resultados da pesquisa: “Inserção dos assistentes sociais nos programas municipais de controle da TB no estado do RJ”.

Além dos aspectos clínicos sobre o tratamento da TB, também serão discutidos temas referentes à importância de uma rede integrada de referência e contra referência, do acesso aos benefícios previdenciários, Programa Bolsa Família, intersetorialidade, entre outros.

Este primeiro encontro é uma bela iniciativa do estado do Rio de Janeiro, visto que trabalhar a intersetorialidade para melhoria do acesso aos serviços de saúde e contribuir para adesão ao tratamento é um dos grandes desafios para os Programas de Controle da Tuberculose.


Vale a pena replicar!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

MS, Estado e Municípios pactuam ações de monitoramento e avaliação da Tuberculose em Alagoas

Por Ascom/ Sesau

Para pactuar as ações de monitoramento e avaliação da Tuberculose em Alagoas, técnicos do Ministério da Saúde cumprem agenda de trabalho no Estado. Nesta quarta-feira (11), o coordenador-adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Fábio Moherdaui, participou de reunião com o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Toledo, para definir estratégias de controle da doença.

Um dado preocupante da Tuberculose em Alagoas é em relação aos indicadores operacionais, que são a falta de adesão ao tratamento e de assistência para a cura. Daí a necessidade de integração da Assistência e Vigilância em Saúde para melhorar os indicadores no Estado.

De acordo com a gerente de Agravos de Transmissão Respiratória, Sexual, Vigilância do Óbito e Sistemas de Informação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Ednalva Araújo, metade dos casos de tuberculose em Alagoas é detectado na Atenção Básica, enquanto que os 50% restantes são diagnosticados nos hospitais e unidades de referência.

“Os números apontam a necessidade de descentralizar as ações de agravos na Atenção Básica para atender melhor os 13 municípios alagoanos que somam 71% de detecção da doença. Os 46% dos casos restantes residem em Maceió”, explicou Ednalva Araújo, complementando que a Estratégia Saúde da Família contribui com a descentralização.

Com a exposição dos dados, o secretário Alexandre Toledo mencionou que é preciso repensar o papel da Atenção Básica. “O retardamento do diagnóstico e o tratamento tardio são preocupantes para o Estado. Por isso, é importante rever a atividade da Atenção Básica em relação à Tuberculose e os profissionais, essenciais nas unidades de referência”, disse.

“Pactuar é a palavra mais adequada para o trabalho de monitoramento e avaliação que estamos fazendo em Alagoas”, disse Fábio Moherdaui, reforçando a necessidade de atuação para com a população prioritária no Estado, que corresponde à população do sistema penitenciário, indígena e portadora de HIV, cuja tuberculose é a doença que mais mata. Por isso, as atividades conjuntas dos programas de Tuberculose e DST/Aids é prioridade do Ministério da Saúde, que tem como prioritárias, em Alagoas, as cidades de Maceió e Arapiraca.

A promotora Micheline Tenório sugeriu a busca-ativa para combater as altas taxas de abandono e a retomada do tratamento, além da vinculação das atividades da Saúde com a Assistência Social. A promotora alertou ainda sobre a ausência de notificação, que dificulta a análise dos casos.

Pactuação - Com o término da agenda de trabalhos em Alagoas durante esta semana, será enviado pelo Ministério da Saúde um relatório com as recomendações pactuadas entre Ministério, Estado e Municípios durante as reuniões, com a assinatura do ministro Alexandre Padilha.


quarta-feira, 6 de junho de 2012


V ENCONTRO NACIONAL DE TUBERCULOSE

Durante três dias, gestores, profissionais de saúde, pesquisadores, organizações não governamentais e ativistas estiveram reunidos para discutir os diversos aspectos referentes à doença.

De 30 de maio a 02 de junho, Brasília sediou o V Encontro Nacional de Tuberculose e o II Fórum da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose que reuniu representantes do governo, academia, e sociedade civil para discutir temas relativos à tuberculose, que vão desde questões clínicas e epidemiológicas até a importância do controle social.

A cerimônia de abertura contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, do deputado federal e presidente da Frente Parlamentar de luta contra a tuberculose, Antônio Brito, do coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, do vice presidente da Rede de pesquisa em Tuberculose, Antônio Ruffino Neto, do coordenador da Comissão de Tuberculose – SBPT, Marcelo Fouad Rabahi e Nadja Faraone, da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose.

   O evento trouxe importantes contribuições sobre determinação social da tuberculose e destacou a importância das articulações intersetoriais para garantir os direitos das pessoas com tuberculose e contribuir na adesão ao tratamento.  

   “Além de aumentar os recursos, implantamos estratégias mais integradas com programas como Saúde da Família e disponibilizamos a dose fixa de medicamentos, facilitando a adesão ao tratamento. Também incluímos a tuberculose no Plano Brasil sem Miséria, um dos principais programas desse governo”, relatou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

A proposta do Programa Nacional de Controle da Tuberculose é de promover o acesso prioritário para pacientes com tuberculose, que vivem abaixo da linha da pobreza, e viabilizar o acesso a políticas e equipamentos já existentes e garantidos pelo Sistema Único de Saúde, além de geração de renda e qualificação profissional para jovens e adultos, principalmente nos casos de internação compulsória.

A Resolução 444/2011, do Conselho Nacional de Saúde, preconiza a articulação entre o Ministério da Saúde junto ao Ministério do Desenvolvimento Social, para que sejam desenvolvidas ações e estratégias que consideram as necessidades de comunidades carentes, da população afrodescendente, das pessoas que vivem em situação de rua, dos presos, da população indígena e das pessoas vivendo com HIV/AIDS, a fim de melhorar o controle da tuberculose entre essas populações.

A idéia é incentivar a adesão ao tratamento a partir do recebimento de benefícios sociais e acesso a programas já existentes, diminuindo a taxa de abandono e conseqüentemente a incidência das manifestações multirresistentes.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha além de continuar a luta pela queda dos índices de incidência e mortalidade e ampliar a adesão ao tratamento, é preciso consolidar um pólo permanente de inovação, adaptação e incorporação de novas tecnologias e de produção de medicamentos no combate à tuberculose.  

   Durante o evento foram discutidas vinte temáticas relacionadas à tuberculose por meio de conferências e mesas redondas. Trabalhos científicos e experiências bem sucedidas na rede de serviços da comunidade científica e sociedade civil foram apresentados.

Entre os temas discutidos, cabe destacar a questão da coinfecção TB/HIV, da tuberculose em populações vulneráveis - como populações vivendo abaixo da linha da pobreza, populações em situação de rua, povos indígenas, -sistema prisional, segurança alimentar, benefícios sociais como incentivo à adesão ao tratamento, vigilância epidemiológica, pesquisa, desenvolvimento urbano, comunicação, mobilização social e incorporação de novas tecnologias. 

Apesar de ainda constar na lista dos 22 países que juntos correspondem a 82% dos casos de tuberculose no mundo, as ações realizadas endossam o fato de o país estar sendo citado com freqüência, em diversos periódicos internacionais, como exemplo de articulação entre a Saúde e Assistência Social, bem como, em face da melhoria dos indicadores pactuados.

A partir da articulação entre o Programa Nacional de Controle da Tuberculose, deputados e movimento social, a Frente Parlamentar de Luta Contra a Tuberculose foi instalada em 08 de maio no Congresso Nacional.  Esta iniciativa também representou importante marco para ativistas e gestores da saúde pública por inserir a temática na agenda dos parlamentares com o objetivo de aperfeiçoar a legislação referente à saúde, assistência social e outras políticas vinculadas, ampliando as ações de controle da doença.

O V Encontro acabou, mas há muito trabalho pela frente!

Para acessar as apresentações do encontro, clique aqui 
Talvez vocês não encontrem uma ou outra apresentação, afinal nem todas as foram autorizadas para compartilhamento.

Para fotos, clique aqui.

Para o material de jogos lúdicos do Fundo Global exposto durante o evento, clique aqui
Conseguindo apoio de alguma gráfica ou instuição é possível inserir outras logomarcas nos jogos, basta acessar o arquivo CD-R e modificar. (O arquivo em PDF não permite isso). Em caso de mudança de CONTEÚDO, o que não é recomendado, favor retirar a logomarca do Fundo Global.