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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Ministério da Saúde publica resultado final do edital para seleção de projetos de base comunitária

Finalizado o período para recurso, o resultado final do Edital nº 1, de 14 de fevereiro de 2014 para seleção de projetos de base comunitária a serem desenvolvidos por instituições privadas, sem fins lucrativos, foi  publicado no Diário Oficial da União nº 198, de 14 de outubro de 2014, págs. 51/52.

Acesse o DOU aqui.




quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Cinema é antídoto contra a tuberculose

Por  Sol Mendonça | Redação Viva Favela | RJ


Cinema é entretenimento, mas seu conteúdo também pode ser um meio de ajudar as pessoas a romper com o estigma, o preconceito, o medo e a falta de informação em questões urgentes de saúde pública, como as epidemias. 

Apostando nesta ideia, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou o segundo edital de vídeos sobre saúde e selecionou o documentário “Doenças Negligenciadas – Tuberculose Tem Cura”,  produzido pela Ventura Filmes e codirigido com a Contrafluxo Digital, com previsão de lançamento para março de 2015.

Filmado em setembro na favela da Rocinha, Rio de Janeiro, em Recife, Manaus e numa região indígena, na Amazônia, o documentário aborda a tuberculose, uma doença com tratamento e cura, mas que infelizmente ainda mata muitas pessoas, inclusive crianças, no Brasil. Para os realizadores e a patrocinadora do filme, doenças que atingem principalmente os países e as populações mais pobres precisam estar na pauta do dia. Por isso, este foi o tema escolhido entre os 40 outros inscritos. 

Essa é a segunda vez que a Fiocruz investe em vídeos independentes que abordam questões relevantes para a saúde pública. O valor do patrocínio é de mais de R$170 mil.

“A Fiocruz sempre teve foco na comunicação”, diz o professor de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde (ENSP-Fiocruz), José Wellington Araújo, que também faz parte do Conselho Curador do selo Fiocruz Video, responsável pela área de audiovisual da empresa. “Na década de 1910, os pesquisadores da Fiocruz já viajavam, fotografando e documentando o interior do Brasil. Eles estavam fazendo comunicação”, explica. “E o que isso tem de importante? A saúde não é só distribuição de remédios, a informação sobre prevenção e tratamento é o verdadeiro antídoto”. 

O editor do selo Fiocruz Video, Homero Teixeira de Carvalho, conta que a instituição tem um acervo de produções próprias com 8 mil filmes. Este material está disponível para cópia gratuita a 300 usuários cadastrados em todo o Brasil, como secretarias de saúde, escolas e universidades públicas e associações de moradores. Além disso, qualquer pessoa pode escolher um vídeo deste catálogo e comprar em formato DVD (com capa e fotos) a preço de custo (R$ 10,00 em média). É uma fonte pública de pesquisa e está disponível no site da Fiocruz. 

Ao contrário do primeiro edital para a produção de novos vídeos, em que os temas eram livres, desta vez alguns assuntos foram sugeridos pelos organizadores. O professor José Wellington defendeu as doenças negligenciadas, ou seja, doenças que afetam as áreas e as populações pobres: “Há uma negligência de políticas públicas em saneamento básico, habitação e manejo ambiental nas regiões pobres. As doenças são negligenciadas pelos órgãos públicos”, alerta. 

No filme, o agente conduz à cura

A cineasta Ieda Rozenfeld sempre se interessou em fazer filmes que tratassem de temas sociais. Fez curso de cinema etnográfico na Fiocruz e, em seguida, foi ao Acre filmar o documentário “Doenças Pós-Enchentes” em uma área de extrema pobreza. A experiência mexeu com ela. “Vi que muitos problemas de saúde pública ainda acontecem por falta de informação”, diz ela, que também perdeu um irmão vítima de tuberculose. “As pessoas vivem em condições precárias e isto é agravado porque elas não sabem o perigo que estão correndo”, desabafa.  

Quando soube do edital, Ieda procurou uma produtora que tivesse experiência com cinema em favelas e encontrou na Ventura Filmes a parceria perfeita. André Di Kabulla, sócio e diretor, diz que sempre se incomodou com a falta de interesse dos cineastas pelo assunto: “Desde a faculdade, meus sócios e eu percebemos que todo mundo era mais voltado para a Zona Sul do Rio e para o cinema francês. Queríamos falar do outro lado da cidade. A Ventura é, por essência, uma produtora de periferia, que faz filmes sobre cultura popular, como as rodas de samba do subúrbio. O projeto da Ieda interessou porque falava dos moradores de rua, da população carcerária, dos indígenas e dos moradores de favelas”, conta ele.

A primeira parada da equipe foi a favela da Rocinha, São Conrado, na Zona Sul do Rio, local conhecido por seus becos estreitos e aglomerados habitacionais. O ambiente é perfeito para a proliferação de doenças transmitidas pelo ar, caso da tuberculose. Em seguida, eles filmaram com a população carcerária e moradores de rua de Recife. As últimas filmagens aconteceram no Amazonas, partindo de Manaus, parando em Nova Olinda do Norte e, por fim, em Kuata Laranjal, na região da etnia indígena Munduruku. “Fomos a primeira equipe de filmagem a entrar lá”, orgulha-se.

Na Rocinha, a equipe conheceu Rita Smith, ex-paciente de tuberculose, moradora da Rua 4 (famosa por concentrar casos de tuberculose) e ex-agente comunitária de saúde. Rita é conhecida por onde passa. No documentário, virou protagonista.  André explica que o que seria um filme de uma instituição de saúde, com os especialistas à frente e ilustrado com imagens, acabou se tornando um documentário onde o agente de saúde é o protagonista.

No filme, é Rita quem conduz os realizadores, o que o torna essencialmente humano. “Ao descobri-la, descobrimos a essência do filme. O que fizemos no resto do Brasil foi cópia do que foi feito na Rocinha”. Já a diretora diz que Rita é exemplo de alguém que venceu a tuberculose: “A história dela merece ser conhecida. Ela é um modelo para quem acredita que está no fundo do poço”. Rita não só venceu, como ajudou outros na comunidade. Em 11 anos atuando como agente de saúde na Rocinha, ela se orgulha de nunca ter perdido um paciente durante o tratamento. Todos se curaram. Ela tem motivos para comemorar.

O abandono do tratamento é uma das questões importantes que o filme aborda. No caso da tuberculose, esta ainda é considerada uma questão grave. Mas quando o paciente interrompe o tratamento, de quem é a culpa? Rita pergunta: “Ele abandona ou é abandonado? Longe de mim querer apontar inocente e culpado, a gente tem que procurar a solução.” O professor José Wellington parece concordar. “A Organização Mundial da Saúde admite 5% de abandono. Acima de 10%, considera-se que é o sistema que está abandonando o paciente. O melhor agente de saúde é o paciente que se curou”, conclui.

Enquanto o documentário não é lançado, é possível acompanhar a produção com fotos e material de pesquisa nas redes sociais. Acesse a fanpage “Documentário Doenças negligenciadas: Tuberculose tem cura” no Facebook e veja fotos das filmagens. 



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Comitê Organizador do Fórum Mundial de Direitos Humanos já tem adesão de mais de 100 entidades

Da SDH/PR

Mais de 100 entidades da sociedade civil e do poder público já fizeram a inscrição para participar do Comitê Organizador do Fórum Mundial de Direitos Humanos – FMDH. O evento, promovido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), acontecerá entre os dias 10 e 13 de dezembro em Brasília.

O Comitê será a última instância para discussão e aprovação das linhas gerais do Fórum. Poderão fazer parte desse grupo instituições das três esferas de governo, movimentos sociais, universidades, organismos internacionais, entre outros. A reunião de formação do Comitê Organizador foi realizada na última quarta-feira (31), após o lançamento oficial do Fórum pela ministra Maria do Rosário. Na ocasião, a secretária-executiva da SDH/PR, Patrícia Barcelos, apresentou as entidades inscritas a estrutura e os objetivos do evento. A próxima reunião deliberativa do Comitê será no dia 21 de agosto, quando as organizações devem apresentar as propostas e contribuições para o Fórum.

A Secretaria-Executiva/FMDH, criada para coordenar as questões administrativas e operacionais do evento, continua com a missão de convidar mais instituições para integrar a equipe de organização do Fórum. As entidades da sociedade civil e do poder público tem até o dia 10 de dezembro para aderir ao Comitê Organizador, que é conduzido pela SDH/PR.

O Comitê é formado por cinco comissões de trabalho: Temática, Infraestrutura, Cultura, Mobilização e Comunicação.  Ao fazer a adesão, as entidades tanto do governo quanto da sociedade devem indicar em quais dessas áreas querem atuar.  

Com o tema “Diálogo e respeito às diferenças”, o FMDH deve promover um espaço de debate público sobre os direitos humanos no mundo. Durante o evento, serão discutidos os principais avanços e desafios em relação ao respeito às diferenças, a participação social, a redução das desigualdades e o enfrentamento a todas as violações de direitos humanos. A expectativa da SDH/PR é reunir milhares de participantes nacionais e internacionais nos quatro dias de realização do Fórum.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Comitê Metropolitano de Manaus apresentará experiência em Seminário que reúne inovações em participação e controle social

Nos dias 8 e 9 de novembro, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a OPAS/OMS Brasil realizam, em Brasilia, o II Seminário Internacional de Inovação sobre Participação e Controle Social na Elaboração e Monitoramento das Políticas, Ações e Serviços de Saúde.

Entre os trabalhos selecionados está o relato do Comitê Metropolitano de Manaus sobre as experiências exitosas e inovadoras desenvolvidas desde a criação do Comitê por meio do Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil.

Além das atividades de Comunicação, Advocacy e Mobilização Social (CAMS), cabe destacar a Oficina em Monitoramento & Avaliação, realizada em julho deste ano, que capacitou 33 membros da sociedade civil e 5 representantes de organismos governamentais com o objetivo de realizar visitas mensais às unidades inseridas no Programa de Controle da Tuberculose. Conforme programação, o trabalho será apresentado na sexta-feira (09) às 14h, por Joyce Matsuda e Euclides Souza Neto.

A abertura do evento está prevista para 19h na sede da Opas e contará com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do secretário de Gestão Estratégica e Participativa, Luiz Odorico Andrade, do representante da Opas, Joaquín Molina, e dos representantes do Conselho Nacional de Saúde, José Eri de Medeiros e Márcio Pereira.

O seminário é fruto do trabalho do Laboratório de Inovação desenvolvido desde 2011, em parceria com o CNS, cujo objetivo é identificar e valorizar práticas participativas e deliberativas inovadoras, produzindo subsídios para os conselheiros de Saúde e para os gestores no que se refere à participação social no Sistema Único de Saúde.

Na edição de 2012, o Laboratório de Inovação selecionou 10 experiências de entidades governamentais, conselhos de saúde, ONG e sociedade civil, que demonstraram caráter inovador e com resultados já finalizados ou em curso. Ao todo foram inscritas mais de 60 experiências, das quais cerca de 50 se mostraram adequadas aos termos do edital de convocação.

As experiências deveriam contemplar conteúdos dos seguintes eixos:

A. Implementação das deliberações das Conferências de Saúde: processos e/ou ferramentas para a inclusão das decisões das conferências nos planos de saúde e o progressivo monitoramento de sua implementação ao longo do tempo. 

B. Controle Social: acesso, qualidade, intersetorialidade, financiamento, tecnologia de informação e comunicação na elaboração e monitoramento das políticas, ações e serviços de saúde: melhoria e ampliação do acesso e da qualidade da atenção; intersetorialidade; gestão de recursos financeiros, do conhecimento e da informação; comunicação e integração entre os serviços. 

As inscrições estiveram abertas entre julho e setembro de 2012 (http://migre.me/bEHoN). 


*Com informações do Conselho Nacional da Saúde.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Comitê Metropolitano do Maranhão circulando a informação


Com o objetivo de divulgar ações de prevenção, diagnóstico e tratamento para o controle da tuberculose, o Comitê Metropolitano do Maranhão lançou um boletim informativo. A 1ª edição traz panorama geral da Tuberculose no estado, os desafios e avanços, as diversas ações realizadas pelo comitê como exposições, seminários e oficinas, voltadas para a comunicação, a mobilização da comunidade, o controle da tuberculose no sistema prisional, entre outros.

O boletim está sendo divulgado por meio eletrônico e uma versão impressa circulará em todas as instâncias  e parceiros estaduais e municipais. A distribuição também acontecerá nos eventos realizados no município como o Programa Cidadania para todos, Saúde nas Feiras, igrejas, escolas, universidades e em todos os eventos de mobilização social.

Segundo Cláudia Ribeiro, a ideia surgiu nas reuniões mensais do comitê, lembrando que a política da secretaria de saúde prevê a construção de boletins informativos. Ela destacou que o trabalho foi desenvolvido por todos os membros do comitê que também participaram da oficina de comunicação realizada pelo projeto Fundo Global Tuberculose-Brasil, no final do mês de abril. 

Para as próximas edições, estão previstas unidades especiais com foco no sistema prisional e na rede de assistência à pessoa com tuberculose.

Nada mais justo que parabenizar esta bela iniciativa NESTE BLOG, que foi desenvolvido pelos Comitês Metropolitanos e também é fruto da Oficina de Comunicação realizada pelo projeto Fundo Global. 

Clique aqui para ler o boletim.

Falta de Informação ainda é o maior desafio!

Uma pesquisa quantitativa de opinião pública realizada, em 2010, pelo Núcleo de Pesquisas da Universidade Federal Fluminense (DataUFF) demonstrou que 51% da população afirmava ter conhecimento sobre os diferentes aspectos da tuberculose. Apesar disso e de ser uma doença antiga, considerada emergência global pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 1993, a falta de informação é ainda um dos principais desafios enfrentados para o seu controle. Hoje, o Brasil consta na lista dos vinte países que juntos são responsáveis por mais de 80% dos casos de tuberculose no mundo. 

O estudo inédito foi encomendado e coordenado pelo Projeto Fundo Global TB – Brasil (FGTB), administrado pela Fiotec/Fiocruz, para contribuir com o avanço das políticas públicas de saúde voltadas para o controle da tuberculose.

A coleta de dados foi realizada entre os dias 18 de janeiro e 11 de fevereiro de 2010, com 3.369 brasileiros maiores de 16 anos residentes em 53 municípios brasileiros, de pequeno, médio e grande porte, incluindo as 26 capitais e o Distrito Federal. O trabalho envolveu cerca de 150 profissionais coordenados pelo DataUFF em todo o território nacional.



sexta-feira, 13 de julho de 2012

"Assim me comentaram" é um vídeo do Grupo Quatro que fala sobre tuberculose





Este vídeo sobre tuberculose foi produzido pela 1ª turma do CES (Turma Hortênsia Hurpia de Hollanda) e faz parte de uma série de vídeos que abordam as principais informações sobre as doenças que mais atingem a população brasileira. 

O conjunto da obra ficou entre as dez primeiras posições do Prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde, instituído em 2011. A cerimônia de premiação acontecerá durante o V Encontro Nacional de Educação Popular e Saúde que acontecerá no período de 31 de julho a 3 de agosto, no Rio de Janeiro.

Os conteúdos serão compilados em DVD educativo que será produzido pela Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde.



quarta-feira, 27 de junho de 2012



CNS e OPAS selecionam experiências para o Laboratório de Inovações sobre Participação e Controle Social




Por Vanessa Borges

Estão abertas as inscrições de experiências para o Laboratório de Inovações sobre Participação e Controle Social na Elaboração e Monitoramento das Políticas, Ações e Serviços de Saúde, idealizado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e pela Opas/OMS Brasil, com apoio do Ministério da Saúde. O objetivo é identificar e valorizar práticas participativas e deliberativas inovadoras, produzindo subsídios para os conselheiros de Saúde e para o gestor no que se refere à participação social no SUS.

As experiências devem abordar conteúdos dos seguintes eixos:


Eixo I – Implementação das deliberações das Conferências de Saúde; destinado para inscrição das experiências práticas onde os conselhos de saúde tenham desenvolvido processos e/ou ferramentas para a inclusão das decisões das conferências nos planos de saúde e o progressivo monitoramento de sua implementação pelo gestor ao longo do tempo.

Eixo II – Controle Social: acesso, qualidade, intersetorialidade, financiamento, tecnologia de informação e comunicação na elaboração e monitoramento das políticas, ações e serviços de saúde; destinado para experiências práticas onde os conselhos de saúde ou organizações não governamentais de controle social tenham desenvolvido processos e/ ou ferramentas para acompanhar a implementação local das políticas de serviços de saúde em relação aos seguintes temas: melhoria e ampliação do acesso; melhoria da qualidade da atenção; envolvimento de outros setores (intersetorialidade); programação e execução de recursos financeiros, gestão do conhecimento e da informação; e comunicação e integração entre os serviços.

Podem participar do processo seletivo experiências de conselhos de saúde, órgãos e instituições da administração direta e organizações do terceiro setor, assim como de organizações e instituições internacionais de perfil correspondente aos concorrentes nacionais.

As inscrições podem ser feitas durante o período de 30 dias, para experiências nacionais, e de 40 dias para experiências internacionais de países da América Latina, por meio do e-mail laboratorio.cns@gmail.com conforme previsto no Edital de Convocação, aprovado na sessão plenária do CNS, realizada no dia 14 de junho.

As experiências selecionadas serão apresentadas em seminário em Brasília, organizado pelo Grupo de Trabalho do Laboratório de Inovações, com ampla divulgação no Portal da Inovação na Gestão do SUS – Redes e APS (www.apsredes.org) , no site do CNS e demais parceiros.


terça-feira, 26 de junho de 2012


Games, comunicação e saúde em pauta no 'Saúde em jogo 2'



Por Graça Portela, FIOCRUZ

Os jogos digitais são a mídia que cresce com maior velocidade atualmente e o Brasil já é o quarto mercado mundial, com mais de 35 milhões de jogadores registrados. Os vídeogames não são mais apenas para crianças e alcançam toda a sociedade. Mas o que a saúde tem a ver com isso? Para debater essas e outras questões, o Programa de Pós-graduação stricto sensu em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict/Fiocruz) realiza a segunda edição do evento “Saúde em jogo”, com o seminário “O lúdico e a tecnologia na promoção da saúde”. No encontro serão apresentadas iniciativas que aproximam videogames, comunicação e saúde.

O evento "Saúde em Jogo" é um seminário cuja primeira edição ocorreu em 2011, no Icict. A proposta é apresentar e discutir iniciativas de novas mídias interativas, especialmente videogames, no campo da saúde e mais especificamente no campo da Comunicação e Saúde. Neste ano, o evento ocorrerá no auditório da  Fundação Getúlio Vargas, em Botafogo, no dia 28/6, das 18h ás 22h. Nesta edição haverá palestras de Arthur Protasio, pesquisador da FGV, falando sobre narrativa e saúde, Liliane Faria da Silva, enfermeira e professora da UFF, que vai falar sobre o lúdico no tratamento de crianças com câncer e Cristinna Araújo, que desenvolve o videogame "Combate", voltado para jovens pacientes com câncer. A mesa será moderada por Marcelo de Vasconcellos, doutorando do PPGICS e pesquisador de games para a saúde.

Segundo Vasconcellos, que realiza pesquisas analisando o potencial de jogos, em especial videogames, para as estratégias públicas de comunicação em saúde, focando temas como autocuidado e promoção da saúde, aponta a importância desse tipo de evento: “No Brasil, ainda é pouco explorado o uso de games para a área da saúde e este evento objetiva integrar pesquisadores e profissionais da área”, explica. 

Ele também destaca que apenas no Icict já há dois projetos andamento voltados para o público jovem, que tratam de relacionamento, sexualidade e DST: um jogo de tabuleiro, que pode ser jogado em grupos e salas de aula, e um vídeo de ação em 3D, que será distribuído pela Internet.

O evento, que tem entrada gratuita, é voltado para profissionais da área de saúde e aqueles que trabalhem desenvolvendo games ou que os utilizem em seu dia a dia de trabalho. As inscrições devem ser feitas aqui.



Evento: Saúde em Jogo – Seminário: “O lúdico e a tecnologia na promoção da saúde”
Data: 28/06/2012 – quinta-feira
Horário: 18h às 22h
Local: Auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV) – Praia de Botafogo, 190, Botafogo, Rio de Janeiro
Informações: Fundação Getúlio Vargas (FGV) – Telefones: 3799-5300

Acesse a programação aqui